Testemunhos

Testemunho – Missão JIPS Pau Brasil_Bahia – Daniel Park

Agradeço a Deus em primeiro lugar por conceder a oportunidade em participar da Missão Pau Brasil 2009, a IPS pelo apoio e incentivo aos JIPS, os lideres espirituais Pastor Ha, Sem. Harlows, Evangelista Lindy, os presbíteros e diáconos, ao nosso Dir. Dong e todos que participaram direta e indiretamente nesta missão. Dentre os momentos em que o nosso grupo foi abençoado, destaco uma situação onde Deus conduziu a equipe de evangelismo que fiz parte a uma casa para nos ensinar, usar e alcançar uma vida.

Estávamos evangelizando na cidade de Santa Luzia e fui encarregado para falar do amor de Deus para um casal. Fiz o convite para que ambos aceitassem Jesus Cristo como Salvador, recebi uma negativa, a moça alegava ser muita responsabilidade a ser tomada naquele momento, porque a sua decisão obrigava a uma mudança radical em sua vida.

Insisti que aceitassem, disse que a mudança iria vir naturalmente, e que a vida cristã não é religiosidade, mas o amor a Deus e amor ao próximo. Mesmo assim não houve êxito, ela continuava se esquivando com a posição que ainda não era a hora. Foi frustrante, depois de tanto esforço, conversa e tempo investido no casal, só de pensar em sair daquela casa e não poder fazer nada por eles, pesava o coração.

Resolvi então orar pelo casal e sua família, finalizei a oração e já estava de saída, quando o moço pediu para orar por seu irmão que estava doente, parcialmente paralítico, causado por um derrame que sofreu quando voltava do trabalho. Atendi o pedido e perguntei onde ele estava, o moço apontou para o lado de trás do sofá, dei a volta pela sala e vi que tinha uma cama que não havia visto.

Seu nome era José Roberto, estava deitado na cama há dias, não conseguia falar direito e estava muito fraco. Curvei para orar, perguntei se ele tinha ouvido tudo que até então tinha dito sobre o plano da salvação, ele disse que sim, orei rogando por aquela vida, para que a misericórdia de Deus estivesse sobre aquele homem e que o curasse o mais breve possível, finalizei a oração, me despedi do Sr. José e do casal, e aguardei do lado de fora da casa enquanto a Sra. Silene, esposa do presbítero “Casa Grande” e a Luma, uma das jovens da igreja de Pau Brasil se despediam de todos da casa.

Fui chamado novamente pela Sra. Silene para orar pela vida do Sr. José, pois ele naquele momento queria aceitar Jesus como salvador. Entrei e comecei a orar, pedi para que ele repetisse a oração comigo, e enquanto ele orava ouvi sua voz fraca e aos choros repetia a oração. Senti a presença de Deus enquanto orava por aquela vida, parecia que Jesus estava com a mão no meu ombro, senti um calor incomum, um alivio no coração e uma alegria muito grande.

Deus está presente em todos os momentos e não sabemos a forma que ele irá agir. Meu foco era salvar a vida do casal, mas Deus salvou uma pessoa que estava fora dos meus planos. Uma pessoa que ouviu tudo que eu falei sem que eu percebesse que estava sendo ouvido por ele.

A bíblia diz que devemos ser o sal e luz da terra. Os meus atos chamam a atenção, assim como luz ilumina as trevas e o sal que dá o sabor ao alimento. Não devo pensar que meus atos são em vão, porque tudo tem o seu tempo e forma para a glória de Deus. Desta forma, devo entender que as minhas atitudes estão sendo observadas, pelo meu chefe no escritório que eu trabalho, as pessoas que trabalham comigo, o porteiro do meu prédio, meu visinho, o tio da padaria, pessoal da academia, colegas de classe, os meus amigos..etc. Em todo momento estou sendo observado.

Se me pedir para resumir em uma frase para expressar o significado da viagem missionária diria que:

DEUS ESTÁ SEMPRE PRESENTE E NÃO SABEMOS A FORMA QUE ELE IRÁ AGIR”.

Seja uma testemunha do amor de Deus. Participe da próxima viagem missionária e veja com seus próprios olhos, ouça com seus ouvidos, e sinta com seu coração o poder do milagre de Deus.

Testemunho – Missão JIPS Pau Brasil_Bahia – Patricia Hong

Essa foi a minha primeira viagem missionaria. Antes de partirmos, muitas perguntas ficavam na minha cabeça. Estava com receio. Mas Deus me mostrou que independentemente das circunstâncias, nós estamos aqui no mundo para falar do amor dEle e que tbm não depende de nós, mas sim dEle.

Quando chegamos em Pau Brasil, eu estava com uma sensação de inutilidade, de que talvez eu não deveria estar naquele lugar, de que não era digna para falar de Deus. Mas em uma de nossas reuniões, o Pastor Junior falou que cada pessoa que estava lá foi escolhida a dedo por Deus e não estava lá porque era santo ou útil, mas porque era pecador e inútil e Deus amava e queria usar como instrumento de suas obras, o que me fez perceber quão ingrata e descrente eu estava sendo. Juntamente com essa palavra, o pastor nos apresentou um menino chamado Fred. O Fred era uma das crianças que participou da EBF no ano passado e que ficou muito doente com a partida dos jovens. Como o Pastor Junior falou, são tantas crianças que para nós só seja mais uma, mas as crianças nos veêm como pessoas que foram dar carinho, amor, atenção, coisas que estamos acostumados a dar e receber e para nós é normal, mas para elas significa o mundo.

Lá as pessoas, principalmente as crianças, são muitos carentes, não só financeiramente, mas de carinho e atenção. Fomos com esse intuito, de poder escutar as pessoas e tentar dar transmitir amor e dar um pouco de atenção, mas quem acabou recebendo amor e carinho fomos nós. Os dois dias de EBF foram cansativos, mas nada substitui a sensação que tive quando uma criança me dava um abraço e um sorriso.

Dormíamos pouco entre um dia e outro, mas o cansaço não nos impedía de sair nas ruas para falar de Deus. No meu caso, com os teatros, fiquei com roxos e dolorida pelo corpo, mas quando saíamos nas ruas para evangelizar, Deus fazia com que eu me esquecesse das dores e do cansaço. Ele também me ensinou que eu sou jovem e saudável, mas tinha idosos naquelas cidades que tinham que subir e descer ladeiras sozinhos e todas as vezes que eu reclamava de dor, eu sentia vergonha. Eu deveria dar graças a Ele por ser saudável e além disso reclamava. E com esse sentimento de vergonha, também aprendi o que é compaixão. É muito fácil ter compaixão pela pessoa que você conhece, mas ter compaixão de alguém que você nunca viu e não conhece é muito difícil, mas Deus me ensinou. Ele me mostrou que assim como Ele me amou, eu deveria amar aquelas pessoas, aqueles irmãos, que assim como eu, eles também deveriam escutar a palavra e ter a chance de ver quão boa é a vida com Deus.

Na primeira evangelização que fizemos, como era a minha primeira vez, perguntei para o Pedro, minha dupla, o que agente fazia se a pessoa falasse que não quisesse aceitar Jesus no coração. Ele me respondeu que nada, não deveriamos fazer nada, pois a nossa parte tinhamos feito, já havíamos semeado a palavra. Como o Pedro tinha mais experiência, não discuti e continuamos a evangelização. Mas por dentro, eu não entendia como podíamos desistir de uma vida sabendo que Cristo Jesus morreu por cada um aqui na terra, não seria como deixar isso em vão? Estava tendo um conflito interno, mas em um dos dias durante a missão, Deus me mostrou que não são mãos humanas que vão transformar corações, que não são meras palavras que vão transformar corações, mas sim o Espírito Santo. E tudo isso não depende de nós, nós não somos nada e mesmo assim temos o privilégio de sermos instrumentos para realizar essas grandes obras.

Ser instrumento também não é uma coisa fácil. Antes de decidir ir para a missão, eu estava com muito medo, como que eu poderia falar da palavra de Deus, eu não sou nenhuma experiente em bíblia, como que poderia evangelizar alguém? Apesar de continuar com esse conflito, fui para Pau Brasil. Chegando lá, não tive coragem de falar sobre o amor de Deus no primeiro dia de evangelização e nem na metade do segundo. Mas quando entramos em uma casa na parte da tarde, algo me tocou. Eu sentia que eu precisava falar para a senhora que Deus amava ela. Quando saí da casa dela fiquei assustada e também não lembrava de tudo que havia falado para ela, mas foi quando percebi que Deus falou através de mim. Eu vi mais do que nunca que, como Jesus falou, somos homens de pouca fé, esquecemos que Ele é Todo Poderoso, que Ele é um Deus de milagres. Não é pelas nossas forças, mas pelas dEle. Percebi que tudo o que acontece, acontece porque Ele quer e não porque eu quero. Se tiver que ser, será; se não tiver que ser, não será. E foi o que aconteceu, entreguei as minhas ações nas mãos de Deus e vi maravilhas acontecendo. Vi nitidamente as mãos de Deus sobre a minha vida, a vida de cada membro do Jips, sobre cada membro da igreja de Pau Brasil e sobre aquela cidade.

Outra coisa que percebi em Pau Brasil foi que na vida espiritual não caminhamos sozinhos. Obviamente, caminhamos lado a lado com Deus, mas também caminhos com nossos irmãos. Com os conflitos internos que eu estava tendo, com algumas provações que passávamos por lá vi depois que Deus tinha me abençoado com cada pessoa que estava naquela missão, que sem elas tudo seria diferente, aprendi mais da palavra e do amor de Deus com os que foram. Um puxava o outro, um sustentava o outro, um abençoava o outro. Como falei, tenho certeza que se uma daquelas pessoas não tivessem ido, essa viagem não seria igual.

Muitas coisas me tocaram e me chocaram nessa viagem, mas eu tenho certeza que eu recebi mto mais do que cada pessoa de Pau Brasil. Apesar de todos as maravilhas, uma coisa de doeu. Ir embora. Na madrugada que partimos, as 5 horas da manhã, muitos membros da Igreja de Pau Brasil compareceram para se despedir. Alguns dos membros do Jips já conheciam eles por causa da missão passada, mas alguns, como eu, tinham acabado de conhecer eles, mas alguma coisa doia quando partimos. Deus me ensinou a amar os irmãos de lá e quando partimos, foi triste, mas o conforto que levamos, foi que tinhamos feito a obra e a vontede de Deus.

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes