Devocional

Devocional: Uma confiança mais firme na suficiência de Deus

Aquilo ou aquele em quem um homem mais confia, esse é o seu “deus”. Algumas pessoas confiam na saúde, e outros nas riquezas; alguns confiam em si mesmos, e outros confiam em seus amigos. E a atitude que caracteriza a todos os indivíduos sem regeneração é que dependem do braço da carne. Porém, a eleição da graça desvia os seus corações de todos os apoios dados pela criatura, para que se estribe no Deus vivo. O povo de Deus são os filhos da fé. A linguagem emitida pelos seus corações é: “Deus meu, em ti confio, não seja eu envergonhado” (Salmos 25:2). E uma vez mais: “Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo defenderei o meu procedimento” (Jó 13:15). Esses dependem de Deus, para que lhes proveja o necessário, para que os proteja e abençoe. Olham continuamente para um recurso invisível, ficam na dependência ao Deus invisível, apoiam-se em um Braço oculto.

É verdade que há ocasiões em que a fé dos verdadeiros crentes hesita; mas, embora tropecem, não ficam inteiramente prostrados. Embora isso não reflita a experiência uniforme deles, contudo o Salmo 56:11 expressa o estado geral de suas almas: “… neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem? “

Em Lc 17.5 a oração anelante deles é: “Senhor, aumenta a nossa fé!”

Conforme diz a passagem de Romanos 10:17: “E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo”. E dessa maneira, enquanto meditamos sobre as Escrituras, em que as suas promessas são acolhidas em nossa mente, a nossa fé é fortalecida, a nossa confiança em Deus aumenta, e a nossa segurança se aprofunda. Desse modo podemos descobrir que estamos tirando proveito ou não de nosso estudo da Bíblia.

A.W. Pink

Devocional: Tomada de posição. Estamos prontos?

O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado. (Salmos 16.8)

Gregório Nazianzeno disse que Atanásio era tanto uma pedra-ímã como um diamante bruto. Pedra-ímã pela ternura da sua disposição; diamante pela invencibilidade da sua resolução. Quando Valente, imperador de Roma, prometeu a Basílio posição superior se ele subscrevesse a heresia ariana, esse pai da igreja lhe respondeu: “Senhor, tais propostas são boas para pegar criancinhas, mas nós, que somos ensinados pelo Espírito, estamos dispostos a suportar mil mortes a permitirmos que uma única sílaba da Escritura seja adulterada”. O justo está pronto para receber a cruz por seu dote e, assim como Inácio, a adornar-se dos sofrimentos por Cristo como de um colar de pérolas. “Nos gloriamos nas próprias tribulações” (Rm 5.3). São Paulo sacudia a sua corrente e se gloriava nela como a mulher que se orgulha das suas joias, disse Crisóstomo. “É perda minha”, afirmou Gordius, o mártir, “se amenizas algo dos meus sofrimentos”. Desse mesmo espírito, heroico e destemido, eram os cristãos primitivos, desprezando nomeações, rindo de encarceramentos, cingindo-se de tormentos como se fossem coroas, cujo amor por Cristo ardia com mais calor do que o fogo, de tal modo que os pagãos exclamavam: “Grande é o Deus dos cristãos!”.

Thomas Watson (c. 1620—1686)


Fonte: Day by Day with the English Puritans, Randall J. Pederson (org.), Hendrickson Publishers, 2004, p. 197.
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com

Devocional: Não desperdice a sua Igreja


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=vfaktkkZjaU&feature=related

Devocional: Vivendo pela Fé e não pelos Sentimentos

“O justo viverá por fé” (Rm 1.17).


Eu não morrerei. Eu posso crer, e realmente creio, no Senhor, meu Deus; e esta fé me preservará vivo. Serei contado entre aqueles que, em suas vidas, são justos. Mas, ainda que eu fosse perfeito, eu não procuraria viver por minha justiça; apegar-me-ia à obra do Senhor Jesus e ainda viveria somente pela fé nEle e por nada mais. Se eu fosse capaz de oferecer meu corpo para ser queimado, por causa de meu Senhor, não confiaria em minha coragem e firmeza; continuaria a viver pela fé.

Se eu fosse um mártir na estaca,
Invocaria o nome de meu Senhor.
Suplicaria perdão por amor ao seu nome
E não pronunciaria qualquer outro clamor.


Viver pela fé é uma atitude mais segura e mais feliz, para realizarmos, do que viver pelos sentimentos ou pelas obras. O ramo, por estar vivendo na videira, desfruta de uma vida melhor do que se estivesse vivendo por si mesmo, se fosse possível pra ele viver completamente separado do caule.
Viver apegado a Jesus, extraindo dEle tudo que necessitamos, é uma realização sagrada e agradável. Se mesmo os mais justos têm de viver de conformidade com este padrão, quanto mais devo eu, um pobre pecador! Senhor, eu creio; tenho de crer em Ti completamente. O que mais eu posso fazer? Crer em Ti é a minha vida. Sinto que tem de ser assim. Por meio desta atitude, permanecerei em Ti até o fim.

Charles H. Spurgeon

Devocional: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

TRECHO DO PREFÁCIO DO LIVRO

Quanto mais envelheço, mais me convenço de que a verdadeira prática da santidade não recebe a atenção que merece e que, lamentavelmente, existe um padrão de vida cristã muito baixo entre muitos mestres ilustres da religião em nosso país. Ao mesmo tempo, estou cada vez mais convencido de que o esforço zeloso de algumas pessoas bem-intencionadas em promover padrões mais elevados de vida espiritual não é feito “com entendimento” e provavelmente causa mais dano do que benefício. Deixe-me explicar o que quero dizer.

É fácil reunir multidões para os chamados encontros de “vida elevada” ou “consagração”. Qualquer um que tenha observado a natureza humana, tenha lido as descrições dos acampamentos americanos e estudado o curioso fenômeno das “afeições religiosas” sabe disso. Discursos sensacionais e empolgantes de pregadores estranhos ou de mulheres, música alta, salões quentes, barracas lotadas, rostos com a expressão de fortes sentimentos semi-religiosos durante vários dias, dormir tarde da noite, reuniões demoradas, confissão pública de experiências — todas essas coisas juntas são bem interessantes e parecem benéficas. Mas será que esse benefício é real, tem raízes profundas, é sólido e duradouro? Essa é a questão, e gostaria de fazer algumas perguntas em relação a isso.

Aqueles que freqüentam esses encontros transformam-se em pessoas mais santas, mais humildes, mais altruístas, mais bondosas, mais calmas, mais abnegadas e mais semelhantes a Cristo em seus lares? Tornam-se mais contentes com a sua própria posição econômica e ficam mais livres dos desejos impacientes de obter coisas diferentes daquelas que Deus lhes tem dado? Seus pais, mães, maridos, parentes e amigos percebem que eles estão se tornando mais agradáveis e mais fáceis de lidar? Essas pessoas conseguem desfrutar de um domingo tranqüilo e dos meios tranqüilos da graça, sem barulho, emoções intensas ou agitação? E, acima de tudo, estão crescendo no amor, especialmente no amor para com aqueles que não concordam com eles em cada pormenor de sua religião?

Estas são perguntas sérias e perscrutadoras e merecem ser consideradas com seriedade. Espero estar tão ansioso para promover a santidade prática quanto qualquer outro neste país. Admiro e reconheço, de boa vontade, o zelo e a seriedade de muitos, com os quais não posso cooperar, que estão tentando promover a santidade. Mas não posso negar minha crescente suspeita de que esses grandes “movimentos de massa” do momento, apesar do objetivo aparente de promover a vida espiritual, não tendem a promover a religião em casa, a leitura pessoal da Bíblia, a oração pessoal, a aplicação particular da Bíblia e um caminhar pessoal e diário com Deus. Se eles possuem algum valor real, deveriam levar as pessoas a serem melhores maridos e esposas, melhores pais e mães, melhores filhos e filhas, melhores irmãos e irmãs, melhores patrões e patroas e melhores empregados. Entretanto, gostaria de provas evidentes de que eles têm feito isso. Só sei que é bem mais fácil ser cristão em um recinto bíblico em meio às canções, às orações e a outros cristãos simpáticos, do que ser um cristão consistente em um lar sem harmonia, sem diálogo, afastado da cidade e longe de recursos. No primeiro caso, temos as disposições naturais a nosso favor, no segundo, não podemos ser crentes comprometidos sem a graça de Deus. Infelizmente, muitos dos que hoje em dia falam sobre “consagração” parecem ignorar os princípios elementares dos oráculos de Deus sobre a “conversão”.

Encerro este prefácio com o triste sentimento de que muitos daqueles que o lerem, provavelmente, não concordarão comigo. Compreendo que os grandes ajuntamentos do chamado movimento de “vida espiritual” são muito atraentes, especialmente para os jovens. Estes, naturalmente gostam de fervor, agitação e entusiasmo; eles perguntam: “Que mal há nisso?” É preciso aceitar que existem opiniões diferentes. Quando eu era jovem como eles, talvez pensasse da mesma maneira. Quando eles forem velhos como eu, é provável que concordem comigo. Concluo dizendo a cada um de meus leitores: exercitemos o amor ao julgarmos uns aos outros. Em relação àqueles que pensam que a santidade deve ser promovida a partir do chamado movimento “de vida espiritual” moderno, não tenho outro sentimento, senão amor. Se eles trouxerem algum benefício ficarei grato. Em relação a mim mesmo e àqueles que concordam comigo, peço-lhes que retribuam os opositores com amor. O último dia nos dirá quem está certo e quem está errado. Por enquanto, estou bem certo de que demonstrar amargura e frieza em relação àqueles que, por motivo de consciência, recusam-se a trabalhar conosco é provar que somos ignorantes na questão da santidade verdadeira.

J. C. Ryle

STRADBROKE

Outubro de 1879

Por J.C. Ryle (1816 – 1900) – primeiro Bispo de Liverpool daIgreja da Inglaterra.

Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

Disponibilizado pela Editora Fiel

Fonte: voltemosaoevangelho.com

Devocional: O falso evangelho sem Lei

Muito do evangelismo contemporâneo é lamentavelmente deficiente em confrontar as pessoas com a realidade de seu pecado pessoal. Os pregadores oferecem facilidade, alegria, satisfação, e tantas outras coisas boas. Aos crentes de hoje se lhes ensina que tudo o que têm a fazer é descobrir quais as carências psicológicas das pessoas, e oferecer-lhes Jesus como panacéia para o problema, seja ele qual for. E é fácil conseguir convertidos, pois as pessoas estão procurando solução rápida para as suas carências. Todavia, se isso for tudo o que fizermos, não estaremos realizando uma evangelização legítima.
Na evangelização, temos de tomar o pecador e medi-lo à luz da perfeita Lei de Deus, a fim de que ele possa ver sua deficiência. Um evangelho que trata tão somente da necessidade humana, dos problemas humanos, dos sentimentos humanos, carece do verdadeiro equilíbrio.

O padrão da revelação divina confirma a importância de cada pessoa compreender sua própria pecaminosidade. Em Romanos, Paulo gasta três capítulos inteiros declarando a pecaminosidade do homem, antes mesmo de falar sobre o caminho da salvação. A Lei sempre precede a graça: Ela é o preceptor que nos leva a Cristo (Gl 3.24). Sem a Lei e o efeito que Deus designou que ela tenha sobre nós, a graça não tem sentido. E sem uma compreensão da realidade e da gravidade do pecado, não pode haver redenção. Não há sentido em se expor a graça a alguém que não conheça a exigência divina de que sejamos justos. O evangelho da graça não pode ser pregado a quem não ouviu que Deus exige obediência e castiga a desobediência.

É preciso que reajustemos nossa apresentação do evangelho. Não podemos negar o fato de que Deus odeia o pecado e castiga os pecadores com tormento eterno. Como podemos iniciar nossa apresentação do evangelho dizendo às pessoas que estão a caminho do inferno que Deus tem um plano maravilhoso para as suas vidas? As Escrituras dizem: Deus… sente indignação todos os dias (Sl 7.11). Um Deus santo, justo e puro não pode tolerar o mal.

John MacArthur

Retirado do livro: O Evangelho Segundo Jesus; pág 112, 113, 114

Fonte: http://amecristo.com/2011

Devocional: Chamados para ter certeza

Em Colosenses 2:1 e 2 o apóstolo Paulo diz que lutava para que aqueles irmãos …”tivessem a certeza da plena convicção do entendimento…” em relação ao mistério de Deus, Cristo. Esse é um tema presente em toda a Escritura. O crente é alguém chamado para a certeza, para a plena convicção, a fé é a essência da vocação cristã.

E não poderia ser diferente visto que servimos e nos relacionamos com o Deus eterno e imutável cuja Palavra é mais firme que céus e terra. Ele é ” a Rocha dos Séculos”, e nEle nossos pés estão firmados.

Entretanto, poucos são os que se deleitam nessa benção da plena certeza da fé. Hoje em dia parece ser bonito e inteligente não se ter certeza de nada e, pior ainda, parece ser uma ofensa que alguém tenha alguma convicção sobre alguma coisa. Tudo isso é muito triste, quisera verter lágrimas por quem se diz cristão e acha que é grande coisa se lançar na areia movediça desses dias maus.

Mas o crente, graças ao Senhor Deus, tem “certeza da plena convicção do entendimento”. O cristão “tem a unção do Santo”(1 João 2:27) que nos ensina sobre todas as coisas. O crente é ” o homem espiritual que julga todas as coisas e por ninguém é julgado (1 coríntios 2:15)”. O crente não muda seu credo a cada dia como se trocasse de roupa mas se alegra muito e descansa na verdade de que: ” Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.(2 Timóteo 3:16 e 17)”.

Sim, nós temos respostas, nós que em nós mesmos nada somos e nada podemos, nós temos respostas. Nós sabemos. Nós “estamos preparados para dar razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15)”. Nós “sabemos em Quem temos crido!”

Stênio Marcius é músico cristão, conhecido por suas composições muito inspirativas e fiéis ao texto bíblico. Título original: Certeza da plena convicção do entendimento.

Fonte: Púlpito Cristão

Devocional: O que é o Evangelho?


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

Devocional: O amor pela Verdade e o amor por Deus são Inseparáveis

Eu poderia continuar falando sobre as minhas leituras de Narrative of Surprising Conversions,Treatise On Grace, a obra inacabada History of Redemption, The Memoirs of David Brainerd,Thoughts on the Revival of Religion in New England, Qualification for Communion e An Humble Attempt to Promote Explicit Agreement and Visible Union of God’s People, dezenas de sermões e mais duas biografias, mas não tenho a intenção de esgotar o assunto. Antes, a minha intenção é apresentar ao leitor a obra de Jonathan Edwards e ilustrar o seu impacto sobre um“evangélico moderno” – um impacto que, creio eu, foi para melhor e pelo qual sou profundamente grato a Deus.

De acordo com minha avaliação, é preciso haver, de geração em geração, gigantes como Edwards para nos inspirar a pensar sobre a nossa fé e nos impedir de nos acomodar na superfície com idéias tacanhas sobre um Deus pequeno. Precisamos de Edwards para nos despertar da nossa indiferença pragmática à doutrina nos cultos, na oração, no evangelismo, nas missões, na implantação de novas igrejas e na ação social. Precisamos de Edwards para nos mostrar novamente a beleza e o poder da verdade. Edwards faz isso tão bem porque o seu envolvimento com Deus e sua exaltação a Deus são absolutos. Ele nos ajuda a recuperar a verdade porque nunca perde de vista a realidade inexprimível de Deus, do qual a verdade se origina e ao qual ela serve.

Edwards me ensinou – como evangélico moderno – que o nosso interesse pela verdade é uma expressão inevitável do nosso interesse por Deus. Se Deus existe, é a medida de tudo, e seu conceito acerca de todas as coisas é a medida do que deve ser o nosso conceito daquelas. Não se importar com a verdade é o mesmo que não se importar com Deus. Amar a Deus fervorosamente é amar a verdade fervorosamente. Ter uma visão teocêntrica da vida significa ter um ministério impulsionado pela verdade. O que não é verdadeiro não é de Deus. O que é falso é contrário a Deus. A indiferença para com a verdade é indiferença para com a mente de Deus. A presunção é uma forma de rebelião contra a realidade e quem constitui a realidade é Deus. Nosso interesse pela verdade é simplesmente um reflexo do nosso interesse por Deus. E tudo isso se encontra arraigado no interesse de Deus por Deus, ou na paixão de Deus por sua glória.

John Piper

Devocional: É humilde pensar que todos os caminhos levam a Deus?

Nessa série, estamos examinando a afirmação de que Jesus é o único caminho para Deus. No primeiro post, observamos a tendência de responder essa questão teológica por meio de experiências sociais. Muitas pessoas concluem que tem de haver muitos caminhos para Deus (ou agem dessa forma, uma visão chamada Pluralismo Religioso) porque as suas experiências sociais os levam a conhecer pessoas amáveis e respeitáveis que não acreditam que Jesus é o único caminho para Deus. Em seguida, examinamos a afirmação de que o pluralismo religioso é mais esclarecedor ou educado. Neste post, vamos pesar se a reivindicação do pluralismo religioso é ou não mais humilde do que a de Jesus.

O pluralismo religioso é mais humilde?

Apesar das diferenças muito claras entre quem é Deus e como alcançá-Lo, os pluralistas religiosos continuam em insistir que existem muitos caminhos até Deus. Por que pessoas educadas continuariam insistindo em uma visão imprecisa de outras religiões? Uma das razões principais é porque elas acreditam que isso é um ato de humildade e amor. Muito frequentemente, ouço as pessoas dizerem: “Quem sou eu para  julgar a religião de alguém, para dizer a eles que estão errados?”. Isso implica, naturalmente, que manter Jesus como o único caminho até Deus é arrogante. Eu serei o primeiro a admitir que existem cristãos irados e arrogantes que, rudemente, insistem que Jesus é o único caminho até Deus. Eu gostaria de pedir desculpas por tal tipo de cristãos. Arrogante insistência em sua crença, na verdade, vai contra a vida e os ensinamentos de Jesus. De qualquer forma, só porque alguém é arrogante não significa também que está errada.

Arrogância e Humildade

As pessoas podem estar arrogantemente certas sobre todo o tipo de coisas – matemática, ciências, religião. Você, provavelmente, trabalha com alguém assim (você pode dizer Dwight Schrute?). As pessoas arrogantemente certas sempre falam com as outras com um ar de orgulho por terem a resposta certa. Isso pode não ser legal, mas não significa que estejam erradas. E para todos os cristãos que são arrogantes sobre as afirmações exclusivistas de Jesus, existem muito mais cristãos que consideraram ardentemente as outras religiões, procuraram encontrar a verdade, e, humildemente, chegaram a conclusão de que Jesus estava dizendo a verdade quando disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6). Isso não os torna arrogantes, torna-os autênticos. Eles desejam ficar com aquilo que descobriram ser verdade. Há um caminho humilde e um arrogante para insistir na afirmação de que Jesus é o único caminho que leva a Deus. Insistir naquilo que é verdade não os torna arrogantes. Afinal de contas, foi Jesus quem disse isso, e Jesus é essencialmente humilde, especialmente se ele for quem ele disse que é.

A arrogância oculta do pluralismo religioso

Quando o pluralismo religioso diz que existem muitos caminhos até Deus, isso não é humilde. Isso, na verdade, carrega um ar de arrogância. Como? O pluralismo religioso exclusivamente insiste que essa visão – de que todos os caminhos levam a Deus – é verdade, enquanto todas as outras religiões são falsas nos seus ensinamentos exclusivos. O pluralismo religioso insiste, dogmaticamente, na sua própria exigência de exclusividade, ou seja, que todos os caminhos levam a Deus. O problema, como vimos, é que essa afirmação contradiz diretamente muitas religiões como o islamismo, o hinduísmo, o judaísmo e o cristianismo. A afirmação do pluralista religioso é arrogante porque reforça a própria crença acima da dos outros. Ela diz às outras religiões: “Você tem  que acreditar no que eu acredito, não no que você acredita. O seu caminho não está certo, de fato, todos os seus caminhos estão errados e o meu está certo. Não existe apenas um caminho (incluindo o seu) para Deus, existem muitos. Você está errado e eu estou certo”. Isso pode ser incrivelmente arrogante, particularmente se a pessoa que diz isso não estudou com profundidade todas as religiões do mundo e faz essa afirmação cega. Baseado no que o pluralista religioso pode fazer essa afirmação exclusivista? Onde está a prova de que isso é certo? Para quais antigas escrituras, tradições e raciocínio cuidadosos eles podem apontar?

A falta de apoio histórico e racional torna o pluralismo religioso uma visão altamente insustentável sobre o mundo e suas religiões. Como pudemos ver, enquanto ele pode parecer uma visão mais clara e humilde sobre quem Deus é e sobre como alcançá-Lo, ele não é isso. No próximo post, nós vamos considerar o valor da tolerância.

Jonathan Dodson

Traduzido por Fernanda Vilela | iPródigo.com | Original aqui

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