Arquivo de novembro 2010

Devocional: Correção com Amor aos Filhos do Senhor

“castigar-te-ei em justa medida” (Jeremias 30:11 ARA)


Ser deixado sem correção seria um sinal fatal: demonstraria que o Senhor teria dito:
“É dado a ídolos; deixá-lo”. Que Deus nos conceda que jamais  seja essa nossa porção! A prosperidade ininterrupta é algo que deve nos causar medo e temor. Deus repreende e disciplina todos aqueles  aos quais ternamente ama , porém permite que aqueles que Ele não tem estima engordem sem temor, como novilhos destinados ao matadouro. É no amor que nosso Pai celestial usa a vara para com Seus filhos.
No entanto, é preciso ver que a correção é
“em justa medida”: Ele nos dá amor sem medida, mas o castigo é “em justa medida”. Igual como debaixo da antiga lei, na qual nenhum israelita podia receber mais de “quarenta açoites menos um”, o que garantia uma contagem cuidadosa e um sofrimento limitado, assim sucede com cada membro afligido da casa da fé: cada golpe é contado. Nosso castigo é regulado segundo a medida da sabedoria, da simpatia e do amor. Longe esteja de nós a rebeldia contra essas estipulações tão divinas. Senhor, se Tu estás de meu lado para medir as amargas gotas para minha copa, me corresponde toma-la alegre de suas mãos, e bebê-la de acordo com as Tuas instruções, dizendo: “Faça-se Tua vontade”

Charles H. Spurgeon

Devocional: As Lágrimas dos que Semeiam com Alegria

“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.” (Salmo 126:5)


Os tempos de pranto são ideais para semeadura: não queremos que a terra esteja seca demais. As sementes embebidas nas lágrimas de uma ansiedade sincera brotarão mais rapidamente. O sal das lágrimas cheias de oração darão à boa semente um sabor que as protegerá da praga: a verdade expressa com tremenda sinceridade contém uma dupla vida. Em vez de deter o trabalho do plantio devido ao nosso choro, redobremos nossos esforços porque a estação é muito propícia para tal obra.
Nossa semente celestial não poderia ser semeada adequadamente com risadas. A profunda aflição e a preocupação pelas almas de outros são um acompanhamento mais adequado para o ensino piedoso do que qualquer coisa parecida com o leviano. Temos nos inteirado de homens que foram para guerra com um coração ligeiro, mas foram derrotados; sucede muito disso com aqueles que semeiam nesse mesmo estilo.
Vamos, então, coração meu, continua semeando em teu choro, pois conta com a promessa de uma afortunada colheita. Tu colherás. Você, você mesma, verá algum resultado de seu trabalho. Esse resultado virá a ti em tão grande medida para lhe proporcionará um gozo tal que uma pobre, murcha, e escassa colheita não lhe poderia dar. Quando seus olhos estiverem empapados com lágrimas de prata, pense no grão de ouro. Suporta com alegria o presente trabalho e o desconsolo; pois o dia da colheita lhe recompensará com plenitude.

Charles H. Spurgeon

Devocional: Santo Temor à Palavra do Senhor

“O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado.” (Provérbios 13:13)


O santo temor da Palavra de Deus experimenta um notável declínio hoje em dia. Os homens consideram-se mais sábios que a Palavra do Senhor, e se sentam para julgá-la.
“Mas eu não falei assim, por causa do temor de Deus.” Nós aceitamos o Livro inspirado como infalível, e demonstramos nossa estima por meio de nossa obediência. Não sentimos terror da Palavra, mas antes, temos um temor filial dela. Não temos medo de seus castigos, porque possuímos temor de seus mandamentos.
Esse temor santo do mandamento produz a tranqüilidade da humildade, que é muito mais doce que a temeridade do orgulho. Converte-se em um guia de nossos movimentos; um freio quando vamos ladeira abaixo, e um estímulo quando vamos subindo. Preservados do mal e conduzidos à justiça por nossa reverência ao mandamento, adquirimos uma consciência quieta, que é uma fonte de vinho; um sentido de liberdade da responsabilidade, que é como vida dentre os mortos; uma confiança de agradar a Deus, que é o céu na terra. Os ímpios poderão ridicularizar nossa reverência profunda pela Palavra de Deus; porém, que importa? O prêmio por nosso supremo chamamento é suficiente consolo para nós. As recompensas da obediência escarnecem das burlas do escarnecedor.

Charles H. Spurgeon

Estudo da Semana: Sem Nova Natureza, Emoções Religiosas não são Espirituais

Todas as emoções espirituais surgem de uma compreensão espiritual, na qual a alma vê a excelência e glória das coisas divinas. Essa visão espiritual tem um efeito transformador. “E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (II Cor. 3:18). Este poder transformador vem somente de Deus – do Espírito do Senhor.

As Escrituras descrevem a conversão em termos que implicam ou significam uma mudança de natureza: nascer de novo, tornar-se novas criaturas, levantar-se dos mortos, ser renovado em espírito e na mente, morrer para o pecado e viver para a retidão, descartando o homem velho e vestindo o novo, partilhar da natureza divina, e assim por diante.

Segue-se que se não há mudança real e duradoura nas pessoas que pensam estar convertidas, então sua religião não têm nenhum valor, não importa quais tenham sido suas experiências. A conversão é o volver do homem total do pecado para Deus. É claro que Deus pode impedir as pessoas não convertidas de pecar, todavia na conversão Ele volve o próprio coração e sua natureza do pecado para a santidade. A pessoa convertida se torna uma inimiga do pecado. O que, então, podemos pensar de alguém que diz ter tido uma experiência de conversão, mas cujas emoções religiosas logo morrem, deixando-o muito parecido com a pessoa que foi antes? Ele parece egoísta, mundano, tolo, perverso e não cristão como sempre. Isso fala contra ele mais alto do que qualquer experiência religiosa possa falar a favor dele. Em Jesus Cristo, não importam circuncisão ou incircuncisão, experiência dramática ou silenciosa, testemunho maravilhoso ou enfadonho. A única coisa que importa é uma nova criação.

E claro que devemos levar em conta o temperamento natural dos indivíduos. A conversão não destrói o temperamento natural. Se nosso temperamento faz com que sejamos inclinados a certos pecados antes de nossa conversão, muito possivelmente tenderemos aos mesmos pecados depois da conversão. Entretanto, a conversão fará alguma diferença até nesse ponto. Embora a graça de Deus não destrua as falhas de temperamento, pode corrigi-las. Se um homem antes de sua conversão era inclinado por seu temperamento natural à lascívia, bebedeira ou vingança, sua conversão terá um poderoso efeito sobre essas inclinações más. Ainda pode correr perigo desses pecados, mais que quaisquer outros, porém eles não dominarão sua alma e sua vida como fizeram antes. Não serão mais parte de seu verdadeiro caráter. De fato, arrependimento sincero fará com que uma pessoa odeie e tema particularmente os pecados dos quais foi exteriormente mais culpado.

Jonathan Edwards

Fonte: http://www.jonathanedwards.com.br

Devocional: Obediência (Ortopraxia)

“Deus vos aperfeiçoou em todo bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém. (Hb 13. 21)

Se você pudesse converter o mundo inteiro, ressuscitar mortos, levar a si e a todos os demais homens ao céu e operar toda sorte de milagres, você não deveria querer nada disso sem ter colocado tudo isso à vontade de Deus em primeiro plano e submetido essa sua vontade à vontade Dele, reduzindo-a a nada e dizendo: “Querido Deus, isso e mais isso me parece bom; se for de tua vontade, que se faça; se não for, o assunto está encerrado”.

Na vida de seus santos, Deus, freqüentemente, impede que se faça essa boa vontade, para impedir que, através da sua bela aparência, se instale a falsa, traiçoeira e má boa vontade e para que aprendamos que nossa vontade, por melhor que seja, é incomparavelmente menos importante do que a vontade de Deus. Razão porque uma boa vontade menos importante deve simplesmente dar lugar ou, em submissão, desaparecer diante da incomparável boa vontade de Deus.

Há, ainda, outro motivo por que nossa boa vontade deve ser impedida: para que seja aperfeiçoada. Pois Deus, certamente, só impede que se faça uma boa vontade para que se torne mais perfeita. Agora, ela se torna mais perfeita no momento em que se submete e conforma à vontade divina (que é, também, a que impede que nossa vontade se faça). E isso dura até que a pessoa fique bem entregue, livre, sem vontade própria, e não se importe com outra coisa senão esperar que seja feita a vontade de Deus. Veja, isso se chama verdadeira obediência.

Martim Lutero

Devocional: Cada dia mais perto do lar!

“Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus”. (1Co 3:21-23 ARA)


Digo a mim mesmo cada dia que passa que este é somente outro marco quilométrico, que nunca retornará, que nunca voltará a aparecer? Estou armando minha tenda móvel «cada dia mais perto do lar»? . . . Sou um filho do Pai celeste posto aqui para o Seu propósito, e não para o meu. Não vim por escolha própria; eu não me trouxe a mim mesmo para cá; nisso tudo há um propósito. Deus me deu o grande privilégio de viver neste mundo, e se me dotou de quaisquer dons, tenho que dar-me conta de que, embora, em certo sentido, todas essas coisas sejam minhas, em última instância pertencem a Deus, como o demonstra Paulo no final do capítulo terceiro de 1 Coríntios. Portanto, considerando-me como alguém que tem este grande privilégio de ser zelador dos pertences de Deus, um mordomo e despenseiro, não me apego a essas coisas. Elas não se tornam o centro da minha vida e existência, não vivo por elas nem vivo sempre a pensar nelas; não absorvem a minha vida. Ao contrário, eu as conservo sem apego; mantenho-me em um estado de bendito desligamento delas. Não sou governado por elas; antes, eu as governo; e, agindo assim, estou adquirindo, paulatinamente, e acumulando com segurança, «tesouros no céu» para mim.

… O Senhor Jesus Cristo nos ordenou que acumulemos para nós tesouros no céu, e os cristãos fiéis sempre o fizeram. Acreditavam na realidade da glória que os aguardava. Tinham esperança de chegar lá, e seu único desejo era desfrutá-la em toda a sua perfeição e em toda a sua plenitude. Se queremos «seguir as suas pegadas» e fruir a mesma glória, é bom ouvir a exortação do Senhor: «Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra. . . mas ajuntai para vós outros tesouros no céu».

Martyn Lloyd-Jones

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 85.

Devocional: Soli Deo Gloria

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Fonte: Declaração de Cambridge;

http://cincosolas.blogspot.com/2001/01/soli-deo-gloria.html

Estudo da Semana: A Busca da Santidade

Muitos dos segredos da santidade nos são revelados nas páginas da Bíblia. De fato, um dos objetivos principais da Escritura é mostrar ao povo de Deus como levar uma vida que lhe seja digna e que lhe agrade. Porém um dos aspectos mais negligenciados na busca da santidade é a parte que compete à mente, conquanto o próprio Jesus tenha posto o assunto fora de qualquer dúvida quando prometeu: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É mediante a sua verdade que Cristo nos liberta da escravidão do pecado. De que forma? Onde se encontra o poder libertador da verdade?

Para começarmos, precisamos ter um quadro bem claro do tipo de pessoa que Deus pretende que sejamos. Temos de conhecer a lei moral de Deus e os mandamentos. Como o expressou John Owen: “o bem que a mente não é capaz de descobrir, a vontade não pode escolher, nem as afeições podem se apegar”.. Portanto, “na Escritura o engano da mente comumente se apresenta como o princípio de todo pecado”.

O melhor exemplo disso pode-se encontrar na vida terrena do nosso Salvador. Por três vezes o diabo aproximou-se dele e o tentou no deserto da Judéia. Nas três vezes Ele reconheceu se má a sugestão que lhe fizera Satanás e contrária à vontade de Deus. Três vezes Ele se opôs à tentação com a palavra gegraptai: “está escrito”. Jesus não deu margem a qualquer discussão ou argumentação. A questão já estava decidida, logo de partida, em sua mente. Pois a Escritura estabelecera o que é certo. Este claro conhecimento bíblico da vontade de Deus é o segredo básico de uma vida reta.

Não basta sabermos o que deveríamos ser, entretanto. Temos de ir mais além, resolvendo, em nossas mentes, a alcançá-la. A batalha é quase sempre ganha na mente. É pela renovação de nossa mente que nosso caráter e comportamento se transformam. Assim é que, seguidamente, a Escritura nos exorta a uma disciplina mental nesse sentido. “Tudo o que é verdadeiro”, diz ela, “tudo o que respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

De novo: Se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

De novo ainda: “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”.

O autocontrole é, antes de tudo, o controle da mente. O que semeamos em nossas mentes, colhemos em nossas ações. “Ler É Viver” foi o lema de uma recente campanha publicitária. É um testemunho do fato de que a vida não consiste apenas em trabalhar, comer, dormir. A mente tem de ser também alimentada. E o tipo de comida que nossas mentes receberem determinará que tipo de pessoa seremos. Mentes sadias têm um apetite sadio. Temos de satisfazê-las com alimento saudável, e não com drogas e venenos intelectuais perigosos.

Há, entretanto, uma outra espécie de disciplina mental a que somos convocados no Novo Testamento. Temos que considerar não somente o que deveríamos ser, mas também o que, pela graça de Deus, já somos. Devemos constantemente nos lembrar do que Deus já fez por nós, e dizer a nós mesmos: “Deus uniu-me com Cristo em sua morte e ressurreição, e assim acabou com a minha velha vida e me deu uma vida completamente nova em Cristo. Adotou-me em sua família e me fez seu filho. Pôs em mim seu Espírito Santo, fazendo de meu corpo seu templo. Também tornou-se seu herdeiro e prometeu-me um destino eterno, consigo, no céu. Isto é o que Ele fez para mim e em mim. Isto é o que sou em Cristo”.

Paulo não se cansa de nos incitar a que deixemos nossas mentes pensar nessas coisas. “Quero que saibais”, ele escreve. “Porque não quero, irmãos, que ignoreis…”E cerca de dez vezes em suas cartas aos Romanos e Coríntios ele profere esta pergunta incrédula: “Não sabeis…” “Não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus , fomos batizados na sua morte?” Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos…? “Não sabeis que sois santuários de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?

A intenção do apóstolo nesta enxurrada de perguntas não é apenas fazer-nos sentir envergonhados por nossa ignorância. É antes fazer com que nos dizem respeito, as quais de fato nos são bem conhecidas; e que falemos entre nós sobre elas até o ponto em que se apoderem de nossas mentes e moldem o nosso caráter. Não se trata do otimismo de autoconfiança de Norman Vicent Peale, cujo método procura conseguir que façamos de conta que somos algo que não somos. O método de Paulo é nos lembrar do que realmente somos, porque assim nos fez Deus em Cristo.

John Stott

Fonte: http://www.ocristaoreformado.com

Devocional: Tudo é possível ao que crê

“Tudo é possível ao que crê.” (Marcos 9.23b – ARA)

Muitos crentes estão sempre cheios de temores e dúvidas, pensando infelizmente que este é o estado normal dos crentes. Isto é um engano. É possível para nós fazermos com que dúvidas e temores se tornem como pássaros que voam sobre nossa alma e nunca se demoram ali. Quando você lê a respeito da sublime e agradável comunhão desfrutada pelos crentes, você suspira e murmura: “Infelizmente estas coisas não são para mim”.

Se você apenas crê, permanecerá sobre o ensolarado pináculo do templo. Você ouve falar sobre as proezas que homens santos fizeram por Jesus; sobre o que eles desfrutaram da parte dEle; o quanto se assemelharam ao Senhor Jesus e como tais homens foram capazes de sofrer por amor a ele. Você afirma: “Ah! Quanto a mim, sou apenas um verme; não posso conseguir tais feitos”.

Mas não existe nada que um crente tenha sido que você não possa ser. Não existe nenhuma exaltação da graça, nenhum nível de espiritualidade, nenhuma clareza de segurança, nenhuma posição de dever que não lhe estejam disponíveis, se você tem a capacidade de crer. Ponha de lado as suas cinzas e seu pano de saco, erguendo-se à dignidade de sua verdadeira posição. Você é pequeno no reino de Deus, porque deseja que assim seja, e não porque existe necessidade de que assim seja. Ascenda! O trono de ouro da segurança está esperando por você.

A coroa da comunhão com Jesus está pronta para ser colocada em sua cabeça. Vista-se de escarlate e de linho fino, banqueteando-se todos os dias. Se você crê, pode comer a gordura da terra. Sua terra manará leite e mel. Sua alma ficará satisfeita com tutano e gordura. Colha os feixes dourados da graça, pois eles o esperam nos campos da fé. “Tudo é possível ao que crê.”

Charles H. Spurgeon

Devocional: Avivamento

“… será o orvalho da tua mocidade”. (Sl 110:3b ARC)

O evangelho é vitorioso porque Cristo tem o orvalho de Sua mocidade. Sempre houve líderes entre os homens. Quando esses líderes eram jovens e fortes, inspiravam os homens com coragem. Então esses líderes envelhecem. Quando estão velhos, não podem mais liderar os homens nas batalhas. O mesmo não acontece com Jesus Cristo. Ele ainda tem o orvalho de Sua mocidade. “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre” (Heb. 13:8). Ele nunca envelhecerá. Nosso líder sempre é um Cristo jovem. Cristo era “sobre todos, Deus bendito para todo o sempre” (Rom. 9:5) em Sua mocidade. Cristo foi então revestido do poder onipotente de Deus. Ele é o mesmo agora. Ele sempre terá o orvalho de Sua mocidade.

(I). Cristo também tem o orvalho de Sua mocidade na questão de doutrina. Outras religiões podem começar muito bem. À medida que passam os anos, essas outras religiões muitas vezes findam. A religião cristã é muito diferente. É tão nova agora quanto o era quando começou. É tão poderosa agora quanto o era quando Paulo a pregou em Atenas ou quando Pedro a pregou em Jerusalém. Centenas de anos se passaram, mas o cristianismo não é uma religião velha. Muitas religiões vieram e se foram desde que o cristianismo começou. Pessoas idosas que há muito tempo conhecem e amam a Cristo, consideram-nO tão precioso quanto quando eram jovens. Elas sabem que Cristo ainda tem o orvalho de Sua mocidade.

(II). Encoraja-nos saber que não pregamos uma religião ultrapassada. Pregamos uma religião que ainda conserva o orvalho de sua mocidade. A mesma religião que pôde salvar três mil pessoas no dia de Pentecoste pode salvar a mesma quantidade de pessoas hoje. Prego doutrina antiga, mas ela é tão nova quanto o era quando foi revelada dos céus. Minha espada é velha, mas não está enferrujada. Não há fraqueza alguma em minha espada. O evangelho tem hoje o mesmo poder que tinha quando ele era jovem. Pedro pregou quando o evangelho era jovem. Muitos pregadores o pregam agora, e Deus lhes dá o mesmo poder que deu a Pedro no princípio. Paulo pregou quando o evangelho era jovem. Muitos como Paulo pregam agora. Timóteo defendia a Palavra de Deus. Muitos como Timóteo defendem a Palavra de Deus agora. O Espírito Santo operou por meio de Pedro, Paulo e Timóteo. O Espírito Santo continua agindo por meio daqueles que pregam e ensinam a Palavra de Deus hoje.

(III). O povo de Cristo acha difícil crer que Cristo ainda tem o orvalho de Sua mocidade. Ele acha que os dias de grandes avivamentos, quando muitas pessoas foram convertidas, já passaram. Nossa incredulidade nos faz pensar que nunca mais veremos coisas extraordinárias. Como somos tolos! Cristo ainda tem o orvalho de Sua mocidade. Ele ainda tem o Espírito Santo de forma ilimitada. Ele deu Seu Espírito Santo a milhares de pessoas. Ele sempre dará Seu Espírito Santo àqueles que vêm a Ele em arrependimento e fé.

Por que, então, as pessoas estão cansadas do evangelho se ele ainda tem o orvalho de sua mocidade? Às vezes é porque o evangelho não vem como o orvalho. O evangelho freqüentemente é pregado de uma forma muito apática. Quando é pregado assim, não tem nenhuma utilidade para os filhos de Deus. Quando o evangelho é pregado com frescor e poder, o povo de Deus nunca se cansa dele. Há um permanente orvalho e frescor envolvendo a pregação poderosa.

(IV). Se Cristo tem o orvalho de Sua mocidade, Seus ministros devem pregar Sua palavra com seriedade. A fé inabalável fará com que um homem pregue poderosamente. Graças a Deus ainda há homens que permanecem firmes na obra de Cristo. Eles pregam como os apóstolos. Cristo não está sem Suas testemunhas hoje. Ele tem o orvalho de Sua mocidade. Vira o dia em que aqueles que hoje são desconhecidos aparecerão para falar corajosamente em nome de Cristo. Supliquem a Cristo para que Seu povo possa ser voluntário no dia de Seu poder. Orem para que Cristo sempre mantenha o orvalho de Sua mocidade. Os cristãos devem lutar por Cristo, seu Rei. Ele ainda é novo e jovem. Se vocês são jovens, deixem que o entusiasmo de sua mocidade permaneça em vocês. Se vocês são mais velhos, deixem que o entusiasmo de sua mocidade volte a vocês. Se Cristo tem o orvalho de Sua mocidade, vocês também devem servi-lO com energia vigorosa. Tentem ser tão sérios no serviço de Cristo quanto eram quando O conheceram no princípio.

Que Deus possa transformar muitos pecadores em voluntários. Que Ele possa trazer muitos pecadores a Seus pés. Ele prometeu que Seu povo “se apresentará voluntariamente no dia do teu poder”.

Charles H. Spurgeon

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes