Arquivo de novembro 2010

Devocional: A Verdade acima da Unidade

“Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”. ( 2Co 13.8 – ARA)

Esse tesouro é tão valioso que nenhum coração humano é capaz de compreendê-lo (razão por que também requer uma luta maior e mais intensa), e não se deve menosprezá-lo, como o mundo e algumas pessoas insensatas fazem. Dizem assim: A gente não deve brigar tanto por causa de um artigo de fé, etc., e, por causa disso, dividir a cristandade, pecando contra o amor. Ao contrário, dizem eles mesmos que a gente erra num pequeno ponto, mas concorde no restante, bem que se pode amolecer e fechar um olho, visando preservar a união ou unidade cristã e fraterna. Não, meu caro amigo, não me venha com conselhos sobre paz e unidade que resultem em perda da palavra de Deus.

Pois, com isso, perder-se-ia também a vida eterna e tudo mais. Aqui não se pode amolecer e rejeitar as coisas a bem de você ou a de qualquer outra pessoa. Pelo contrário, todos, amigos ou inimigos, devem dar lugar à palavra. Pois a palavra não nos foi dada para promover paz e unidade exterior ou terrena, mas para conduzir à vida eterna. A unidade ou comunhão cristã deve ser fruto da palavra ou da doutrina. Onde houver acordo e unidade na palavra ou na doutrina, o resto virá automaticamente.

Se não houver concórdia na palavra ou na doutrina, nenhuma unidade será duradoura. Por isso, não me venha com essa história de amor ou amizade quando se pretende passar por cima da palavra e da fé. Pois está escrito que a palavra, e não o amor, nos traz a vida eterna, a graça de Deus e todos os tesouros do céu.

Martim Lutero

Devocional: Reavivamento, obra soberana de Deus

Reavivamento é uma obra soberana de Deus. A igreja não produz reavivamento; ela o busca e prepara seu caminho. A igreja não agenda reavivamento; ela ora por ele e aguarda sua chegada. Reavivamento não é estilo de culto, nem apenas presença de dons espirituais ou manifestações de milagres. O Salmo 85 trata desse momentoso assunto de forma esclarecedora. O salmista pergunta: “Porventura, não tornará a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” (Sl 85.6). Dr. Augustus Nicodemus, em recente mensagem pregada em nossa igreja, ofereceu-nos quatro reflexões acerca do versículo em epígrafe.

1. Reavivamento é uma obra de Deus na vida do seu povo. Reavivamento não acontece no mundo, mas na igreja. É uma intervenção incomum de Deus na vida do seu povo, trazendo arrependimento de pecado, volta à Palavra, sede de santidade, adoração fervorosa e vida abundante. Reavivamento começa na igreja e transborda para o mundo. O juízo começa pela casa de Deus. Primeiro a igreja se volta para Deus, então, ela convoca o mundo a arrepender-se e voltar-se para Deus.

2. Reavivamento é uma obra exclusiva de Deus. Os filhos de Coré clamaram a Deus por reavivamento. Eles entenderam que somente Deus poderia trazer à combalida nação de Israel um tempo de restauração. Nenhum esforço humano pode produzir o vento do Espírito. Nenhuma igreja ou concílio pode gerar esse poder que opera na igreja um reavivamento. Esse poder não vem da igreja; vem de Deus. Não vem do homem; emana do Espírito. Não procede da terra; é derramado do céu. Laboram em erro aqueles que confundem reavivamento com emocionalismo(*). Estão na contramão da verdade aqueles que interpretam as muitas novidades do mercado da fé, eivadas de doutrinas estranhas às Escrituras, como sinais de reavivamento. Não há genuína obra do Espírito contrária à verdade revelada de Deus(*). O Espírito Santo é o Espírito da verdade e ele guia a igreja na verdade. Jamais ocorreu qualquer reavivamento espiritual, produzido pelo Espírito de Deus, dentro de seitas heterodoxas, pois Deus não age contra si mesmo nem é inconsistente com sua própria Palavra.

3. Reavivamento é uma obra extraordinária de Deus. O reavivamento não é apenas uma obra de Deus, mas uma obra extraordinária. É uma manifestação incomum de Deus na vida do seu povo e através do seu povo. Deus pode fazer mais num dia de reavivamento do que nós conseguimos fazer num ano inteiro de atividades, estribados na força da carne. Quando olhamos os reavivamentos nos dias dos reis Ezequias e Josias, vemos como o povo se voltou para Deus e houve júbilo e salvação. Quando contemplamos o derramamento do Espírito no Pentecostes, em Jerusalém, vemos como a mensagem de Pedro, como flecha, alcançou os corações e quase três mil pessoas se agregaram à igreja. Quando estudamos o grande reavivamento inglês, no século dezoito, com John Wesley e George Whitefield constatamos que uma nação inteira foi impactada com o evangelho. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos no século dezenove e na Coréia do Sul no século vinte. O reavivamento é uma obra incomum e extraordinária de Deus e nós precisamos urgentemente buscar essa visitação poderosa do Espírito Santo na vida da igreja hoje.

4. Reavivamento é uma obra repetida de Deus na história. É importante entender que o Pentecostes é um marco histórico definido na história da igreja. O Espírito Santo foi derramado para estar para sempre com a igreja e esse fato é único e irrepetível. Porém, muitas vezes e em muitos lugares, Deus visitou o seu povo com novos derramamentos do Espírito, restaurando sua igreja, soprando sobre ela um alento de vida e erguendo-a, muitas vezes, do vale da sequidão. Nós precisamos preparar o caminho do Senhor e orar com fervor e perseverança como o salmista: “Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?” O reavivamento é uma promessa de Deus e uma necessidade da igreja. É tempo de clamarmos ao Senhor até que ele venha e restaure a nossa sorte!

Pr. Hernandes Dias Lopes

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/

OBS: (*) Grifo do administrador do Blog

Devocional: Fruto e plenitude do Espírito

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. (Gl 5: 22, 23 – ARA)

Há muitos anos, recito diariamente, para mim mesmo, o fruto nônuplo do Espírito, citado em Gálatas 5.22,23, e oro para estar cheio do Espírito. A principal marca da plenitude do Espírito é o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio…

Ao meditar todos os dias sobre essas graças, sobre esse fruto do Espírito, percebi recentemente que o primeiro é o amor, e o último, o domínio próprio. Bem, o amor é dar-se a si mesmo, e o domínio próprio, o mesmo que temperança. Santidade, portanto, diz respeito ao que fazemos com nós mesmos. E possível observá-la no domínio próprio e no dar-se a si mesmo.

John Stott

Devocional: O Hipócrita Religioso

Tecem teias de aranha. (Isaías 59.5 – ARA)

Contemple uma teia de aranha e veja ali a figura mais sugestiva do hipócrita religioso. A teia é feita com o propósito de apanhar uma presa: a aranha engorda comendo moscas. As pessoas tolas são facilmente enganadas pela confissão altissonante de embusteiros, e mesmo aqueles que são mais criteriosos nem sempre podem escapar. Filipe batizou Simão, o mágico, cuja declaração de fé maliciosa logo foi reprovada pela severa repreensão de Pedro.

Costume, reputação, elogio, progresso e outras moscas menores são a pequena caça que os hipócritas apanham em suas redes. Uma teia de aranha é uma maravilha de habilidade. Observe a teia e admire os astuciosos ardis do predador. A religião de um enganador não é igualmente admirável? De que modo o enganador faz com que uma mentira descarada tenha aparência de verdade? Como consegue fazer sua bugiganga corresponder tão bem à finalidade do ouro? A teia sai das entranhas da própria aranha. A abelha extrai das flores a sua cera. A aranha não suga flores, e sim estica a sua teia em qualquer extensão.

De modo semelhante, os hipócritas encontram sua consolação e esperança dentro de si mesmos; sua âncora é forjada em sua própria bigorna e seu cabo é torcido pelas suas próprias mãos. Lançam seus próprios alicerces e constroem os pilares de sua própria casa, recusando-se a serem devedores à soberana graça de Deus. Entretanto, uma teia de aranha é bas¬tante frágil. É feita de forma curiosa, com esmero, mas não duradoura. Não pode medir forças com a vassoura de limpeza.

O hipócrita não precisa de uma bateria de alta tensão para fazer em pedaços as suas esperanças; uma simples baforada de vento o fará. As teias de aranha dos hipócritas logo ruirão, quando a vassoura de destruição começar sua obra purificadora. Isto nos traz à mente mais uma consideração: essas teias não serão toleradas na casa do Senhor. Ele cuidará para que elas, juntamente com aqueles que as teceram, sejam destruídas para sempre. Oh minha alma, descansa em algo melhor do que uma teia de aranha. Permite que o Senhor Jesus seja o teu eterno lugar de refúgio.

Charles H. Spurgeon

Estudo da Semana: O Silencioso Juízo de Deus

Sociedade Sem Pecado – esse é o título de mais um excelente livro de John MacArthur Jr., lançado no Brasil, pela Editora Cultura Cristã, em 2002. Logo no início do livro uma frase emblemática abriu os meus olhos e acelerou o meu coração: “Recuperar a sociedade é um exercício sem sentido e fútil. Estou convencido de que estamos vivendo numa sociedade pós-cristã – uma civilização que existe sob o julgamento de Deus” (p.10). Isso me fez refletir, não em relação à sociedade, mas sobre a igreja.

Estávamos liderando uma campanha de oração e leitura da Palavra no rebanho por mim pastoreado. Durante cinqüenta e dois dias ininterruptos, ao meio-dia, orávamos a Deus suplicando uma visitação especial do seu Espírito. Nesse período estávamos lendo o livro de Jeremias – um capítulo por dia. Faz dois meses que concluímos esse trabalho. Durante todos esses dias a frase de MacArthur martelou a minha mente provocando perguntas angustiantes: Será que recuperar a Igreja, hoje, é um exercício sem sentido e fútil? Estamos vivendo um período pós-cristão mesmo dentro das fileiras evangélicas? Será que estamos vivendo sob o julgamento de Deus?

Essas perguntas são inquietantes? Uma resposta eu tenho claramente: o povo de Israel no Antigo Testamento, na época de Jeremias e Isaías, estava passando por um momento de intenso juízo de Deus. O que causa admiração e espanto é a característica da sentença divina para aquela nação: o juízo divino se revelou na não intervenção de Deus nos corações, ou seja, Deus entregou os homens aos seus próprios desejos , vicissitudes e pecados.

Note, por exemplo, o difícil ministério de Isaías. No capítulo 6 do seu livro destacamos alguns pontos:

1. Deus se revela ao seu profeta apresentando-lhe a sua glória, majestade e força. Mostra-se como o Adonai e o Yahweh – o Deus soberano e pactual. A proposta é promover na mente e no coração de Isaías o conceito de soberania e esperança.
2. Isaías se revela imundo e fulminado pela grandeza da revelação divina. O termo usado na versão Revista e Atualizada, perdido, no original hebraico trás uma idéia de derretimento, redução à cinza, desintegrado, esfarelado.
3. Porém, o mais interessante é a reação do povo de Israel à profecia de Isaías. Os israelitas iriam ouvir, mas não entenderiam; veriam, mas não perceberiam. A mensagem de Jeremias encontraria corações insensíveis à voz profética. Qual o motivo? Juízo de Deus sobre o seu povo.
A missão de Jeremias, evidentemente, não foi diferente. Deus levantava profetas chamando o povo para um solene arrependimento, mas a nação andava na dureza do seu coração (Jer. 9.14). Juízo divino!
Talvez você, querido leitor, diga que isso se configura apenas nas páginas do Antigo Testamento no qual revela um Deus severo e raivoso – muita gente é influenciada por essa heresia antiga – mas, o que você me diz de Romanos 1? Destaco alguns pontos salientes desse capítulo:

1. O texto fala da ira de Deus sob a humanidade idólatra e imoral. O mundo greco-romano estava sob juízo de Deus, ou seja a humanidade.

2. Por três vezes Paulo afirma que Deus entregou os homens à imundícia e as paixões infames (versos 24, 26, 28).
3. De forma análoga ao Velho Testamento o juízo de Deus veio por meio do endurecimento dos corações – corações insensíveis à voz do Espírito de Deus.

SOBRE O “ENDURECIMENTO DO CORAÇÃO”

Sobre esse ponto algumas considerações são importantes para lançar luz sobre essa questão.

1. É conhecida a história de libertação dos hebreus do jugo do Faraó. Em Êxodo 9:12 está escrito: “Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés”. Notem que o endurecimento está diretamente ligado a não ouvir – isto é não obedecer, não atender. Como entender essa aparente contradição divina? Deus quer libertar o seu povo, porém endurece o coração do Faraó para não ouvir a sua própria voz. Então, o Faraó é inocente na história?
2. É claro que não! Faraó, como qualquer ser pós-pecado, tem um coração enganoso, depravado e maligno. O endurecimento do coração é conseqüência da não ação de Deus nele. Quando Deus não intervém no curso natural do coração humano ele, naturalmente, obedece aos caprichos, desejos e ditames que intrinsecamente comandam as ações humanas. Assim sendo quando se diz que Deus “endureceu o coração de Faraó” o texto está afirmando que Deus deixou Faraó à sorte da sua própria maldade. É assim o julgamento de Deus!
3. Da mesma forma aconteceu com o povo de Israel no tempo de Jeremias e Isaías, e, também, com o mundo Greco-romano em Romanos 1.

CONCLUSÃO

No início desse post levantei alguns questionamentos: Será que recuperar a Igreja hoje é um exercício sem sentido e fútil? Estamos vivendo um período pós-cristão mesmo dentro das fileiras evangélicas? Será que estamos vivendo sob o julgamento de Deus? Admito que tenho receio da resposta diante de uma propositura tão assombrosa.
Como pregador do Evangelho há quase uma década me angustia o fato de perceber que muitos ouvem a mensagem vinda dos Céus, mas parece que ela não surte o efeito desejável. Às vezes o conteúdo da pregação ateia fogo no coração do pegador (Salmo 39.3), mas não causa absolutamente nada em muitos corações. Prega-se sobre arrependimento, pecado, santificação pessoal, inferno; mas, muitos ouvem a mensagem do domingo à noite sem interesse e de forma despreocupada. Após o culto, a conversa gira em torno de futebol, roupas, trivialidades; menos os efeitos do sermão. Então, você se autoquestiona: O que está errado comigo? Será que preguei mal? A mensagem não foi clara?

Nesses momentos penso no ministério de Jonathan Edwards – o seu famoso sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado não foi pregado de forma eloqüente mediante gestos, suor e gritos; mas de forma absolutamente calma e mansa: Edwards lia o sermão com muita dificuldade, por causa da sua miopia, à luz de velas. O resultado do sermão foi impressionante: pessoas se desesperavam, e, diante do pavor do inferno, se agarravam nas colunas do santuário. Jonathan foi poderosamente visitado pela presença impactante do Espírito de Deus. Em alguns momentos na história da Igreja, porém, o Espírito Santo pairava apenas sob o púlpito, e não descia às fileiras dos bancos. Momentos de sequidão espiritual! Deus fechou os ouvidos de muitos e endureceu os corações. Será que estamos vivendo numa geração que está sob o juízo de Deus? Será que estamos vivendo dias assim?

Meu prezado leitor, como você reage à pregação da Palavra de Deus? Ela produz arrependimento, santidade e fé em seu coração? Você chora pelos seus pecados cometidos? Ou seja, você é sensível à voz do Espírito?

Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença, como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da tua presença! Quando fizeste coisas terríveis, que não esperávamos, desceste, e os montes tremeram à tua presença. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos?Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.Já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos consomes por causa das nossas iniqüidades.Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. Não te enfureças tanto, ó SENHOR, nem perpetuamente te lembres da nossa iniqüidade; olha, pois, nós te pedimos: todos nós somos o teu povo.

Faça do clamor do profeta Isaías a sua oração. Amém!

Pr. Nazieno

Fonte: http://vozesdareforma.blogspot.com/

Devocional: Cuidado com o beijo do mundo

Com um beijo trais o Filho do Homem? – ( Lc 22.48 – ARA)

Os beijos de um inimigo são enganosos. Esteja em alerta quando o mundo lhe mostrar uma face amável, pois ele há de traí-lo com um beijo, assim como o fez ao seu Senhor. Sempre demonstra grande reverência pelo cristianismo, o homem que está prestes a apunhalá-lo. Acautele-se da hipocrisia disfarçada que é o escudeiro da heresia e da infidelidade. Reconhecendo a poder de engano da impiedade, seja sábio como as serpentes para detectar e evitar os desígnios do inimigo. O jovem destituído de entendimento foi levado ao erro pelo beijo da mulher estranha (ver Provérbios 7.13).

Que em todo este dia a sua alma esteja tão graciosamente instruída, que “o agradabilíssimo falar” do mundo não terá qualquer efeito sobre você. Espírito Santo, não permita que eu, um débil filho de homem, seja traído com um beijo! O que acontecerá, se você se tornar culpado do mesmo pecado maldito que Judas Iscariotes — o filho da perdição — (ver João 17.12) cometeu? Você foi batizado em nome do Senhor Jesus; é membro da manifesta igreja dEle e participa da Ceia do Senhor. Tudo isto representa os muitos beijos dos seus lábios. Você é sincero neles? Se eu não for sincero, sou um vil traidor. Você vive no mundo de maneira tão descuidada como vivem as outras pessoas e, apesar disso, confessa ser um seguidor de Jesus? Se isto é verdade, você expõe a religião ao ridículo e conduz homens a falar mal sobre o nome santo pelo qual é chamado. Com certeza, você está agindo de modo incoerente. Está sendo um Judas. Seria melhor você nunca ter nascido (ver Marcos 14.21). Eu sou fiel nesta questão? Então, Senhor, mantém-me assim.

O Senhor, torna-nos sinceros e verdadeiros. Preserva-nos de todo caminho falso. Nunca permita que venhamos a trair nosso Salvador. O Jesus, nós Te amamos. E, embora Te entristeçamos com freqüência, desejamos permanecer fiéis até à morte. O Senhor, guarda-me de professar seguramente minha fé e depois cair no lago de fogo, por ter traído meu Mestre com um beijo.

Charles H. Spurgeon

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