Arquivo de março 2011

Devocional: Últimos dias

Ligaram a máquina do “fim-do-mundo”! Advertiu-me um amigo impressionado com as notícias sobre o enorme acelerador de partículas europeu. Lá mesmo houve advertências, processos judiciais para impedir o funcionamento. E, na índia, enquanto muitos aguardavam o fim do mundo uma adolescente se matou de tanto medo.

Sei muito pouco sobre uma máquina dessas, mas sei que não é a primeira. É, de longe, a maior, mas outras já foram ligadas antes, e muito do que sabemos sobre o átomo e suas partículas aprendemos com elas.

Assuntos velhos: antes mesmo do nascimento de Jesus já se falava tanto sobre fim do mundo quanto sobre átomo. Sobre o primeiro, quem nunca leu as profecias de Daniel? E, sobre o segundo, acaso não lembramos das aulas de ciências sobre o filósofo grego que intuiu a existência de partículas constitutivas da matéria pelo simples raciocínio de se cortar alguma coisa continuamente em sua metade? Dizia ele: – Chegaremos a uma partícula que não poderá ser mais cortada. A palavra grega ‘átomo’ significa literalmente ‘não cortável’.

Meus professores nunca entraram em acordo se isso foi pensado por Leucipo ou Demócrito. Mas como o primeiro foi professor do segundo, para mim, essa questão não é tão importante.

Mas, voltando ao meu amigo alarmado. Ouvi todas as suas considerações – achei melhor não contar outras que eu conhecia, com medo de que ele ficasse mais alarmado ainda – e fiquei pensando duas coisas quase que paradoxais: como seria bom se fosse mesmo o “fim-do-mundo”! Afinal, não esperamos, oramos e nos empenhamos para que esse dia chegue logo?

Mas não é. Esse dia não será provocado pelo homem. Será uma intervenção divina. Não é uma “maquininha dessas” que fará o trabalho de Deus. Por mais importante que ela seja, é apenas uma “máquina de ver”. Explico:

Se você gosta de história tanto quanto eu, já deve ter percebido que a invenção das lentes foi um marco divisor no progresso da ciência. Com o microscópio um mundo invisível tornou-se examinável e com o telescópio o que era distante veio ser considerado em uma mesa de estudos.

À medida que os microscópios foram ficando mais potentes se percebeu que aquilo que parecia uma coisa só, como a pele, na verdade era constituída de várias celinhas (do latim: “celullas”), que no microscópio mostravam-se constituídas de partes menores, que por sua vez, eram constituídas de outras partes ainda menores.

Estava claro que quanto mais potente fosse o microscópio menores seriam as partículas que poderiam ser vistas. Mas quando se veria o átomo? Que potência deveria ter o microscópio que o mostrasse? Um cientista chamado Dalton no início do século XVII pensou: Não vamos esperar vê-lo pois já há informações sobre o que ele é. E postulou dentre muitas coisas que tudo é constituído por átomos e os átomos são as menores partículas.

Resumindo cem anos de história, Niels Bohr completou o modelo que conhecemos até hoje: O átomo possui um núcleo composto de prótons (positivos) e nêutrons (neutros). Ao redor deste núcleo orbitam os elétrons (negativos). E, quando um elétron migra de um átomo a outro, há produção de eletricidade e alteração das qualidades de ambos os átomos.

Do século XVII para hoje houve muitas outras descobertas. Descobrimos diversas partículas menores do que o átomo que o constituíam. Chegamos a “cortá-lo” – lembre-se que, por definição, ele era “não cortável”.

Mas o modelo de Bohr já era suficiente para se pensar (pois até hoje não vimos o átomo): Os elétrons são como os planetas que sempre vimos orbitando o sol. Mas não bastaria arranjar um microscópio mais poderoso? Não. Essas partículas são menores que a substância (onda ou partícula) da luz, que deveria iluminá-las para que as pudéssemos ver. Por isso o acelerador as emite em alta velocidade e observa o resultado do choque de uma contra outra. Mais ou menos como as partículas que os tubos de nossos aparelhos de TV emitem partículas para se chocarem contra a tela em uma ordem tal que produza imagens.

As Escrituras Sagradas ensinam que, ao examinar as coisas criadas, o homem aprende tanto sobre Deus que se torna indesculpável perante ele. Agora, repare bem: isso é dito sobre o homem comum fazendo uma observação comum. Imagine o quanto Deus tem por indesculpável aquele que examina suas obras com requintes científicos e aparelhagem sofisticada?

E, se, conforme nos ensina o Salmo 8, quando o olho os Céus compreendo que sou nada perante Deus, o que deveríamos então entender, quando “contemplamos” maravilhas como essas?

Essa maquineta não deve nos assustar. Ela está cumprindo suas maiores funções: fazendo com que os filhos de Deus exultem pelas obras do Criador e tornando os céticos mais indesculpáveis ainda.


Folton Nogueira

Fonte: http://folton.blogspot.com/search/label/Últimos%20dias

Devocional: A Bíblia não é chata!

 

 

Fonte: VoltemosAoEvangelho

Devocional: Seus sentimentos correspondem à Verdade?

As Escrituras, em toda parte, colocam a verdadeira religião principalmente em nossas emoções – no medo, esperança, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza, gratidão, compaixão e zelo. Consideremo-las por um momento.

Medo – As Escrituras fazem do temor a Deus a parte mais importante da verdadeira religião. Uma designação muitas vezes dada aos crentes pelas Escrituras é “tementes a Deus”, ou aqueles “que temem ao Senhor.” É por isso que a verdadeira piedade é comumente chamada “o temor a Deus”.

Esperança – Esperança em Deus e em Suas promessas é, de acordo com as Escrituras, uma parte importante da verdadeira religião. O apóstolo Paulo menciona esperança como uma das três grandes coisas que formam a verdadeira religião (I Cor. 13:13). Esperança é o capacete do soldado cristão. “E tomando como capacete, a esperança da salvação” (I Tess. 5:8). É âncora da alma: “da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme” (Heb. 6:19). Às vezes o temor a Deus e a esperança são unidos como indicadores do caráter do verdadeiro crente: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” (Sal. 33:18).

Amor -As Escrituras colocam a verdadeira religião exatamente na emoção do amor: amor por Deus, por Jesus Cristo, pelo povo de Deus, e pela humanidade. Os versículos que nos ensinam isto são inúmeros, e vou tratar do assunto no próximo capítulo. Deveríamos observar, entretanto, que as Escrituras falam da emoção contrária, o ódio – o ódio pelo pecado – como uma parte importante da verdadeira religião. “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Prov. 8:13). Conseqüentemente, as Escrituras chamam os crentes a provarem sua sinceridade do seguinte modo: “Vós, que amais ao Senhor, detestai o mal!” (Sal. 97:10).

Desejo – As Escrituras mencionam muitas vezes o desejo santo, expresso em anseio, fome e sede de Deus e de santidade, como uma parte importante da verdadeira religião. “No teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma” (Is. 26:8). “A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água” (Sal. 63:1). “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mat. 5:6).

Alegria – As Escrituras falam da alegria como uma grande parte da verdadeira religião. “Alegrai-vos no Senhor, ó justos” (Sal. 97:12). “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos” (Fil. 4:4). “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria,” etc. (Gal. 5:22).

Pesar – Pesar espiritual, contrição e coração quebrantado são uma grande parte da verdadeira religião, de acordo com as Escrituras. “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mat. 5:4). “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus” (Sal. 51:17). “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos”. (Is. 57:15).

Gratidão – Outra emoção espiritual sempre mencionada nas Escrituras é gratidão, especialmente como expressa no louvor a Deus. Aparece tantas vezes, principalmente nos Salmos, que não preciso mencionar textos particulares.

Misericórdia – As Escrituras freqüentemente falam da compaixão ou misericórdia como essencial na verdadeira religião. Jesus ensinou que a misericórdia é uma das exigências mais importantes da lei de Deus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mat. 5:7). “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé” (Mat. 23:23). Paulo enfatiza esta virtude tanto quanto Jesus o fez: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia” (Col. 3:12).

Zelo – As Escrituras dizem que o zelo espiritual é uma parte essencial da verdadeira religião. Cristo tinha a realização dessa qualidade em mente quando morreu por nós: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tito 2:14).

Mencionei somente alguns textos, de um número enorme, que colocam a verdadeira religião exatamente em nossas emoções. Se alguém quiser contestar isto, deve jogar fora a Bíblia e encontrar outro padrão pelo qual julgue a natureza da verdadeira religião.

Jonathan Edwards

http://www.jonathanedwards.com.br/2010/09/seus-sentimentos-correspondem-verdade.html

Devocional: Toda árvore boa dá bons frutos

Quando estamos ligados a Jesus pela fé, temos uma nova vida de amor. Esse é o fruto que Jesus produz enquanto trabalha em nós: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15.5). Em outra ocasião, ele deixa claro que a“árvore boa” — quem confia verdadeiramente nele — produzirá frutos bons: “Toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins” (Mateus 7.17).

O fruto não faz a árvore ficar boa. A árvore é que faz o fruto ser bom. Boas ações não nos vinculam a Jesus. Elas não são a base para sermos declarados justos. Somente a confiança em Jesus nos liga a ele. Mediante essa ligação, Deus declara que somos perfeitos, e essa mesma ligação libera o poder de produzir fruto. Quando Jesus afirma: “Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo” (7.19),ele não está dizendo que somos aceitos por Deus por causa do fruto — o publicano não tinha nenhum fruto a oferecer —, mas que a ausência de fruto mostra que não estamos ligados a Jesus.

Por isso, quando Jesus ordena que façamos a vontade de seu Pai que está nos céus, ele quer dizer duas coisas. Primeira: “Creiam em mim como sua única esperança para uma perfeita justiça, que não procede de vocês. Essa perfeição é o fundamento de vocês terem sido aceitos por Deus e do direito que têm à herança na vida eterna”. E por isso que quando lhe perguntaram: “O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?”, Jesus deu esta resposta simples: “A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou” (João 6.28,29).

Crer em Jesus é o primeiro e o mais essencial aspecto da vontade de Deus para nós. Segunda: “Essa mesma fé que os liga a mim para justificação também os liga a mim da mesma forma que um ramo confia na videira. Dessa maneira, vocês produzirão o fruto do amor que cumpre a lei de Deus por meio de um comportamento verdadeiro e constante”.

John Piper

Fonte: http://www.ocristaohedonista.com/

Estudo da Semana: Meias Verdades sobre a Conversão

As igrejas se dividem sobre a cor do tapete, a construção de adições e orçamentos. Entretanto, os nossos companheiros de igreja estão indo para o inferno aos montes.

A.W. Tozer disse: “É minha opinião que dezenas de milhares de pessoas, se não milhões, foram levadas a algum tipo de experiência religiosa, aceitando Cristo, e elas não foram salvas.”

D. James Kennedy disse: “A grande maioria das pessoas que são membros das igrejas nos Estados Unidos hoje não são cristãs. Digo isto sem a menor contradição. Eu o faço com base em evidências empíricas de vinte e quatro anos de análise de milhares de pessoas. “

Amigo, podemos discutir sobre tantas coisas mesquinhas. Posso sugerir que nós perdemos de vista o debate mais importante de todos: “o que é a salvação?” Minha teologia ensina que a salvação acontece quando um homem se arrepende e coloca sua fé em Jesus Cristo (Atos 20:21).

Eu gostaria de apresentar treze maneiras as quais nós temos redefinido como uma pessoa se torna um verdadeiro convertido. Fazemos isso intencionalmente? Certamente que não. Temos simplesmente criado jargões que tem um grão de verdade nas Escrituras, mas é tão aberto à interpretação de que a não-convertidos pode compreendê-lo de maneiras que conduzem a falsas conversões.

1. Faça de Jesus o seu Senhor e Salvador. Não podemos fazer de Jesus nosso Senhor e Salvador, Ele é nosso Senhor e Salvador. Estamos vivendo em rebelião contra ele e ele nos ordena para arrependimento e fé Nele.

2. Peça para Jesus entrar em seu coração. Será que Jesus entra em nossos corações? Sim. Ele o faz. A pergunta é: “Como ele chega lá?” Não é simplesmente pedindo para ele, é através do arrependimento e fé.

3. Basta crer em Jesus. Os demônios creem e tremem. Temos que nos arrepender e colocar nossa fé em Jesus Cristo.

4. Você tem um buraco em forma de Deus em seu coração e só Jesus pode preenchê-lo. Temos muito mais do que um buraco que precisa ser preenchido para que possamos nos sentir completos, temos um miserável coração enganoso pecador que precisa ser limpo. Arrependimento e fé aplica o sangue do cordeiro para que se faça a limpeza.

5. Aceite Jesus. Hum.. Precisamos aceitar Jesus? Isto esta completamente ao contrário. Precisamos que Jesus nos aceite, e Ele vai, se nos arrependermos e confiarmos Nele.

6. Faça uma decisão por Jesus. Regeneração Decisional coloca o homem no assento de condutor da salvação. Quando nos arrependemos e confiamos, Jesus decide nos salvar. Isso o coloca no lugar de condutor … onde Ele exige.

7. É fácil acreditar. Embora a fórmula de arrependimento e fé parece simples, uma completa renúncia de si em arrependimento não é nada fácil. É difícil.

8. Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida. As únicas promessas para os convertidos são dificuldades, tentações e perseguição. Se é assim que você define uma vida maravilhosa, tudo bem. Caso contrário, deve comandar todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.

9. Venha a Jesus como você é. Devemos ir a Jesus tal como os pecadores que somos, mas Ele também espera um coração quebrantado e espírito contrito demonstrado arrependimento e fé.

10. Venha a Jesus e você vai receber o perdão dos pecados e ________________ (preencher a linha com dinheiro, saúde, um casamento restaurado). Jesus não prometeu casamentos restaurado, na verdade Ele prometeu lares desfeitos porque iríamos sofrer divisão quando um membro se arrependesse e confiasse.

11. Venha a Jesus e experimente o amor, a alegria e a paz. Temos o fruto do Espírito após a conversão? Sim. Mas se viemos buscar os dons e não o doador, não receberemos nenhum. Em vez disso, devemos nos arrepender e ter fé em Cristo.

12. Jesus é a peça que faltava. Hum… não, o Deus do universo, não é a peça que faltava, Ele exige que Ele seja o centro de nossas vidas quando nos arrependemos e temos fé.

13. Jesus é melhor do que fama e fortuna. Isso é um eufemismo e, francamente, é um insulto. Dizendo que Jesus é melhor do que o dinheiro é como dizer que um jantar de bife é melhor do que comer um monte de estrume. Ele desafia qualquer comparação e nós banalizamos o Filho de Deus. Em vez disso, devemos pelejar com todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.

Se eu aparecer na sua porta com uma lata de suco de uva e um rolo de papel toalha e me ofereço para trocar o óleo do seu carro, você vai dizer:“Não, obrigado.” Se nós não deixamos alguém bagunçar com o nosso carro usando o método errado, por que permitir que o Evangelho seja apresentado de maneira tão ambígua?

Você deixaria um médico operar a seu filho que fosse “meio que” preciso? A salvação dos homens é muito mais importante do que um apêndice.

Peço-lhe que considere como você compartilha o evangelho. Você e eu sabemos o que estamos falando quando usamos essas frases, mas e o não-regenerado? É possível que tenhamos tantos desviados hoje porque nunca se converteram, em primeiro lugar? Seria provável que eles nunca tenham sido informados de que devem se arrepender e ter fé em Cristo?

Se estamos dispostos a cor dos sofás da sala de comunhão, não deveríamos estar mais preocupados com uma questão que tem consequências eternas?

Por Wretched Radio

Fonte: http://plugadoscomdeus.blogspot.com

Devocional: Deus escolhe os Seus

Pois ele [Deus] diz a Moisés: “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. ” Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Rm 9.15,16)

O verbo  eleger significa  ”selecionar  ou  escolher”.  A  doutrina bíblica da eleição consiste em que, antes da Criação, Deus selecionou da raça humana, antevista como decaída, aqueles a quem Ele redimiria, traria à fé, justificaria e glorificaria em Jesus Cristo e por meio dele (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2 Ts 2.13,14; 2 Tm 1.9,10). Esta escolha divina é uma expressão da graça livre e soberana, porque ela é não constrangida e incondicional, não merecida por qualquer coisa naqueles que são seus objetos. Deus não deve aos pecadores nenhuma misericórdia de  qualquer espécie, mas somente condenação; por isso, é surpreendente, e razão de sempiterno louvor, que Ele tenha decidido salvar alguns de nós; e louvor duplicado porque sua escolha incluiu o envio de seu próprio Filho para sofrer, como portador do pecado, pelos seus eleitos (Rm-8.32).

A doutrina da eleição, como toda verdade acerca de Deus, envolve mistério e, algumas vezes, incita à controvérsia. Mas na Escritura é uma doutrina pastoral, incluída ali para ajudar os cristãos a verem quão grande é a graça que os salva, conduzindo-os à humildade, confiança, alegria, louvor, fidelidade e santidade como resposta. É o segredo de família dos filhos de Deus. Não sabemos quem mais Ele escolheu entre aqueles que ainda não crêem, nem tampouco a razão por que nos escolheu em particular. O que de fato sabemos é que, primeiro, se não tivéssemos sido escolhidos para a vida, não seríamos crentes agora (pois somente o eleito é trazido à fé), e, em segundo lugar, como crentes eleitos podemos confiar que Deus completará em nós a boa obra que Ele começou (1 Co 1.8,9; Fp 1.6; 1 Ts 5.23,24; 2 Tm 1.12; 4.18). Assim, o conhecimento da eleição por parte de uma pessoa traz conforto e alegria.

Pedro nos diz que devemos “confirmar a [nossa] vocação e eleição” (2 Pe 1.10) — isto é, certificá-la. A eleição é conhecida por seus frutos. Paulo sabia da eleição dos tessalonicenses por sua fé, esperança e amor, a transformação interna e externa que o evangelho tinha operado em sua vida (1 Ts 1.3-6). Quanto mais as qualidades para as quais Pedro exortou seus leitores aparecerem em nossa vida (virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor: 2 Pe 1.5-7), mais seguros estaremos da própria eleição que nos foi concedida.

Os eleitos são, de um ponto de vista, a dádiva de Deus ao Filho (Jo 6.39; 10.29; 17.2,24). Jesus testifica que veio a este mundo especificamente para salvá-los (Jo 6.37-40; 10.14-16,26-29; 15.16; 17.6-26; Ef 5.25-27), e qualquer relato de sua missão deve enfatizar isto.

Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus a respeito dos pecadores que Ele não escolheu para a vida. Sua decisão é, em essência, não para mudá-los, como os eleitos são destinados a ser mudados, mas deixá-los ao pecado, como em seus corações eles já desejam fazer, e finalmente para julgá-los como merecem pelo que têm feito. Quando em casos particulares Deus os entrega a seus pecados (isto é, remove as restrições à prática de coisas desobedientes que desejam fazer), isto já é o começo do julgamento. Ele se chama “endurecimento” (Rm 9.18; 11.25; cf. SI 81.12; Rm 1.24,26,28), que leva inevitavelmente culpa maior.

A reprovação é uma realidade bíblica (Rm 9.14-24; 1 Pe 2.8), mas não a que se relaciona diretamente com a conduta cristã. Até onde os cristãos saibam, os reprovados não têm face, não nos cabendo tentar identificá-los. Devemos, antes, viver à luz da certeza de que qualquer um pode ser salvo, se ele ou ela arrepender-se e colocar sua fé em Cristo.

Devemos ver todas as pessoas que encontramos como possivelmente incluídas entre os eleitos.

J.I. Packer

Fonte: http://www.oprincipaldospecadores.com/2011/03/deus-escolhe-os-seus-j-i-packer.html

Devocional: Igreja local – gente pra sofrer junto

Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. de maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele… (1 Coríntios 12:24-26)

Em março de 2008 minha esposa quase perdeu sua vida dando à luz a nossa segunda filha. Ela estava sofrendo uma dor insuportável enquanto os médicos tentavam rapidamente parar a hemorragia. Quatro transfusões de sangue não foram o suficiente para recuperar os três litros e meio de sangue que ela perdia.

Levaram-na às pressas para uma cirurgia de emergência. Eu não tinha certeza se eu chegaria a vê-la novamente, deste lado da eternidade. Enquanto eu caminhava ansioso na sala de espera com minha criança recém-nascida eu vi meu pastor entrando pela porta. Ele viajou bem mais de uma hora para me abraçar na minha dor, para orar por mim e ler uma passagem das Escrituras para mim. Outro amigo nosso veio e orou a noite toda. Dúzias de pessoas da igreja nos visitaram e nos trouxeram refeições.

Algumas semanas depois minha esposa teve uma perda de sangue pós-parto e precisou de mais duas transfusões e outra cirurgia. Ela levou meses para se recuperar. Foi uma época extremamente difícil para nós, mas a igreja estava lá para sofrer conosco. Nós não estávamos sofrendo sozinhos.

Embora os cristãos sofram, na igreja local eles sofrem juntos. Foi desta forma que Deus projetou. Da mesma forma que Cristo entrou em um mundo de sofrimento e ministrou a nós, nós também devemos entrar no sofrimento uns dos outros.

Sofrer com um crente é uma experiência completamente diferente de sofrer com um incrédulo. Crentes servem para nos lembrar da imutável esperança firmada na fidelidade de Jesus Cristo. Cristãos podem dividir profundamente a dor uns com os outros de uma forma que isso venha a nutrir uma imensa esperança.

Dê-se à igreja local para sofrer com aqueles que estão sofrendo, e permita que outros venham ficar ao seu lado em seu sofrimento.

Jeff Lacine

Traduzido por Daniel TC | iPródigo | original aqui.

Devocional: Repense seu amor por Cristo

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/07/john-macarthur-repense-seu-amor-por-cristo/

Devocional: Confrontando o Paganismo

Neemias servia a um governo pagão como um crente em Deus. Ele era humilde e respeitoso para com o rei, mas o devido temor ao seu rei não o impediu de agir para salvar o seu povo. Ele orou a Deus e fez um pedido ao rei, pedindo permissão para ir à Jerusalém e reconstruí-la. Ele também pediu cartas de salvo conduto que ele poderia apresentar aos vários governadores, e até concessão de materiais de construção.

Nem todos os governadores pagãos estavam otimistas com o Neemias e seus planos. Na verdade, alguns estavam ferozmente resistentes a eles. Quando Sambalá, o horonita e Tobias, o amonita, souberam dos seus esforços, eles ficaram profundamente perturbados por alguém que tivesse vindo procurar o bem dos filhos de Israel.

Quando Neemias começou a tarefa de reconstrução, seus inimigos riram dele e o desprezaram. Neemias, porém, não deixou que seus críticos determinassem sua agenda. A tentação de Neemias teria sido permitir aos pagãos alterar seus planos e se engajar-se no duplo risco do compromisso na missão. Isso teria aliviado o peso sobre o seu próprio povo e ganhado os aplausos de judeus e pagãos. Mas Neemias não se importava nenhum pouco com os aplausos de homens e estava totalmente relutante em desistir da missão que ele tinha assumido com Deus.

Ao invés de se preocupar em agradar os pagãos, Neemias focou as reformas necessárias no meio de seu próprio povo. O paganismo que Neemias temia não era o paganismo dos pagãos; era o paganismo do seu próprio povo. Não era o paganismo fora do campo que ameaçava Israel tanto quanto o paganismo dentro do campo.

Coram Deo:

Você está procurando o aplauso de homens ao invés de a aprovação de Deus?

Passagens para estudo:

Neemias 2.10,18;4.9


R.C. Sproul


Fonte: ligonier.org; http://www.eleitosdedeus.org/reflexao/confrontando-o-paganismo-r-c-sproul.html#axzz1GrlzWzoW

Tradução: Renato da Silva Barbosa

Devocional: Deus exige total devoção

“Castigá-la-ei pelos dias dos baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se adornou com as suas arrecadas e com as suas jóias, e andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu “, diz o SENHOR”. (Os 2.13)

Embora haja somente um Deus e somente uma fé verdadeira, a saber, a que é ensinada na Bíblia, nosso mundo apóstata (Rm 1.18-25) sempre esteve cheio de religiões, e o antiquíssimo impulso em direção ao sincretismo, pelo qual aspectos de uma religião assimilam-se a outra, mudando assim ambas, ainda está entre nós. Na realidade, ele revive de forma alarmante em nosso tempo por meio da renovada busca acadêmica de uma unidade transcendente de religiões e o desabrochar do amálgama popular das ideias do Oriente e do Ocidente, que se autodenomina Nova Era.

Esta pressão não é nova. Tendo ocupado Canaã, Israel era constantemente tentado a introduzir o culto cananita dos deuses e deusas da fertilildade no culto de Yahweh, e a fazer imagens do próprio Yahweh — mudanças ambas proibidas pela lei (Ex 20.3-6). A questão espiritual era se os israelitas se lembrariam de que Yahweh, o Deus do pacto, era plenamente suficiente para eles, e além disso reivindicava sua fidelidade exclusiva, de sorte que adorar outros deuses era adultério espiritual (Jr 3; Ez 16; Os 2). Este foi um teste em que a nação falhou grandemente.

De modo semelhante, o sincretismo foi muito difundido e aprovado no primeiro século do império romano, em que predominava o politeísmo e em que floresceu toda sorte de cultos. Os mestres cristãos lutaram muito para manter a fé a salvo de ser assimilada pelo gnosticismo (uma espécie de teosofia em que não havia lugar para a encarnação e a expiação, uma vez que, para ela, o problema do homem era a ignorância, não o pecado), e mais tarde pelo neoplatonismo e pelo maniqueísmo, ambos os quais, como o gnosticismo, viam a salvação no expediente da separação física do mundo. Estes conflitos foram relativamente bem-sucedidos, e as formulações clássicas do credo sobre a Trindade e a Encarnação são parte de seu permanente legado.

A Escritura é rigorosa a respeito do mal de praticar a idolatria. Os ídolos são escarnecidos como ilusórios, não existentes (SI 115-4-7; Is 44.9-20), mas escravizam seus adoradores em uma superstição cega (Is 44.20), que significa infidelidade perante Deus (Jr 2), e Paulo acrescenta que os demónios operam por intermédio dos ídolos, fazendo deles uma ameaça espiritual concreta; o contato com os falsos deuses somente corrompe (1 Co 8.4-6; 10.19-21). Em nossa cultura ocidental pós-cristã, que está preparada para preencher o vazio espiritual que as pessoas sentem ao voltar-se com simpatia para o sincretismo, a feitiçaria e os experimentos com o ocultismo, as advertências bíblicas contra a idolatria precisam ser tomadas com sensibilidade (cf. 1 Co 10.14; 1 Jo 5.19-21).

J.I. Packer

Fonte: http://www.oprincipaldospecadores.com

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