Arquivo de março 2011

Estudo da Semana: Idolatria nas manhãs de domingo (4)

REPUTAÇÃO

Hoje, gostaria de falar sobre o ídolo da reputação, especialmente como ele se revela na vida dos líderes. Deus nos ordena ter uma boa reputação em Provérbios: Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro (Pv 22.1). Isso significa que Deus quer nossas vidas caracterizadas por virtudes como piedade, integridade e fidelidade. Entretanto, nunca devo procurar ter um bom nome à custa do nome de Deus. Nunca devo estar mais preocupado com minha reputação que com a de Deus.

O ídolo da reputação é sutil. Ele se esconde atrás de atos santos, mas revela-se em pensamentos ou reações profanas. É triste, grave e assustador que eu possa usar o ato de adorar a Deus para tentar parecer melhor aos olhos das pessoas. Já fiz isso incontáveis vezes. Aqui estão algumas maneiras de como vi esse ídolo se expressar pelos anos: “me pergunto se alguém notará esse belíssimo solo de piano…”, “minha voz é MUITO melhor que as vozes delas”, “essa foi uma ÓTIMA seleção de músicas que fiz para o culto!”, “o que você quer dizer com cortar cinco minutos do período de cânticos?!”, “por que eles não me pedem para cantar mais?”, “eu  não preciso ensaiar como todo mundo”, “eu poderia NUNCA cantar no coro. Sou um solista”.

Esses são os tipos de pensamento de autoexaltação mais óbvios. Eu já fui culpado de todos eles. Entretanto, a mesma raiz pode se manifestar em ansiedade e autodepreciação também. “Será que as pessoas gostarão do culto de hoje?”, “meu estômago se embrulha antes de todas as reuniões”, “o culto foi horrível nesta manhã”, “não me peça para cantar ou tocar um solo”.

Essas reações estão frequentemente enraizadas no medo de não recebermos crédito e elogios que desejamos. Como estamos preocupados em  sermos honrados, criamos desculpas, miramos baixo, cultivamos incredulidade, e nos entregamos à ansiedade. Resumindo, falhamos em honrar a Deus. Nos dois casos, nosso objetivo é o mesmo – melhorar aquilo que os outros pensam de nós, ao invés de aquilo que eles pensam de nosso Salvador.

Enquanto músicos e pastores não são mais pecadores que ninguém, temos tentações particulares de que precisamos estar cientes. Uma vez que muito do que os líderes fazem se passa na frente das pessoas, podemos ser tentados a roubar a glória de Deus. É isso que quero dizer quando falo de servir ao ídolo de nossa reputação. É claro, não-líderes servem ao mesmo ídolo. Quando cantamos louvores a Deus, nos perguntamos se cantamos afinado, se parecemos apaixonados (ou contemplativos) o suficiente, ou se as pessoas ao nosso redor estão REALMENTE adorando a Deus.

Anos atrás, eu estava em uma grande conferência na Inglaterra. Durante um seminário, fomos liderados por um violinista que considerei mediano em todos os sentidos. Quando ele terminou o que descrevo como um infeliz momento de cânticos, o cavalheiro idoso ao meu lado virou-se para mim. Com um sorriso radiante, ele disse: “Isso foi simplesmente adorável, não?”. Eu queria dizer que não, mas o Espírito Santo segurou minha língua antes que a resposta saísse. O que percebi foi que apenas um de nós esteve adorando a Deus durante aquele período. E não fui eu. Eu estava ocupado adorando a mim mesmo, exultando em meu conhecimento de culto, minhas experiências, meus estudos, meu pano de fundo. Desnecessário dizer que Deus não estava impressionado. Mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra (Is 66.2b). Que Deus possa nos dar graça para verdadeiramente procurar Sua reputação acima da nossa, cada vez que nos reunimos para adorá-lO.

RELEVÂNCIA

O último ídolo que quero falar é o ídolo da relevância. Esse será um pouco mais longo que os outros, mas na verdade está muito mais curto do que poderia ser.

Igrejas podem tornar-se irrelevantes por inúmeras razões. Orgulho espiritual pode nos levar a não lembrar que visitantes não-cristãos podem não entender nosso “evangeliquês” altamente desenvolvido. Incompetência administrativa pode tornar difícil que pessoas nos encontrem, ou de gostarem de estar conosco (possivelmente, devido a concentração de pessoas, temperatura errática, cheiro de mofo, etc.). Um entendimento falho do que significa estar “no mundo, mas não ser do mundo” pode resultar em uma interpretação estreita de que práticas externas produzem piedade. Igrejas que não usam eletricidade são um bom exemplo que me vem à mente. Cada igreja descrita aqui traria maior glória a Deus ao tornarem-se mais “relevantes”.

Entretanto, o ídolo da relevância está enraizado no medo de que as pessoas não gostem de nós porque parecemos diferentes delas. Queremos que elas saibam que comemos nos mesmos restaurantes, assistimos os mesmos programas de TV, escutamos as mesmas bandas, rimos das mesmas piadas, e assistimos os mesmos filmes que eles. Nosso maior temor é sermos vistos como fora de moda.

Obviamente, existem muitas vezes em que participaremos das mesmas atividades que os não-cristãos. É uma das maneiras como mantemos um diálogo e nossa presença no mundo. Entretanto, estamos lutando uma guerra perdida quando a relevância se torna nosso alvo – convencer o mundo de que somos como eles. Existem aspectos de nossa cultura dos quais claramente queremos nos separar, simplesmente porque eles contêm muito do que é oposto a glorificar Jesus Cristo.

Martyn Lloyd-Jones tratou do desejo dos pregadores de serem “relevantes” em seu livro Pregação e Pregadores. Seu ponto é aplicável a líderes de louvor também.

Nosso Senhor atraía pecadores porque Ele era diferente. Eles se aproximavam dEle porque sentiam que havia algo diferente a respeito dEle. Aquela pobre mulher sobre quem lemos em Lucas 7 não se aproximou dos Fariseus, lavou seus pés com suas lágrimas e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. Não, ela sentiu alguma coisa em nosso Senhor – Sua pureza, Sua santidade, Seu amor – e assim ela foi atraída a Ele. Foi Sua diferença essencial que a atraiu. E o mundo sempre espera que sejamos diferentes. Essa ideia de que você ganhará pessoas para a fé cristã ao mostrá-las que, no fim das contas, você é incrivelmente parecido com eles, é teológica e psicologicamente um profundo engano. (p.140)

Jesus possuía uma “diferença essencial” que pessoas, tanto líderes religiosos quanto prostitutas, reconheciam. Essa diferença incluía uma profunda humildade, uma alegria inabalável, e um coração de servo. Em última análise, era uma recusa a ajoelhar-se ao deus deste mundo, e um compromisso persistente de amar Seu Pai e obedecer Sua vontade (Jo 2.24,25, 5.30). Jesus relacionou-se com pecadores porque Ele veio para dar Sua vida em resgate por eles. Ele caminhou entre os “desprezíveis” de sua época o suficiente para ser acusado de praticar os pecados deles (Lc 7.34). Ainda assim, nunca ficamos com a impressão de que ele participou de festas para provar que era como todo mundo lá.

Eu poderia, neste momento, colocar links para vários sites de igreja, que ilustrariam a busca pelo ídolo da relevância. (Depois de passear pela internet, estou convencido de que a verdade definitivamente é mais estranha que a ficção). No entanto, decidi não fazer isso. Como eu, você pode achar que é muito fácil ser tentado à auto-justificação, julgamento sem amor, ou falsa acusação. Eu acredito que a seguinte descrição da igreja em Atos sucintamente comunica a distância que existe entre a igreja e o mundo, e como Deus acresce a Seu povo, a despeito disso – ou, talvez, por causa disso. Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor (Atos 5.13,14).

Acredito que todo pastor e líder cristão precisa responder questões como essas: as pessoas que visitam nossa igreja estão mais cientes de quão diferentes somos ou quão parecidos somos com elas? As pessoas em minha igreja estão crescendo em semelhança aos valores de Jesus ou do mundo? As músicas que cantamos e as referências que fazemos comunicam o supremo tesouro da Palavra de Deus ou o orgulho ímpio de nossa era?

Em uma nota mais pessoa, como líder, desejo observar cuidadosamente minhas inspirações. É revelador calcular quanto tempo eu realmente gasto lendo, estudando e observando os pensamentos dos não-cristãos com o propósito de ser “relevante”. Quanto é necessário para que eu consiga um contato significativo com o mundo ao meu redor? Essa é uma questão que preciso responder a partir da perspectiva do Senhor, não da minha ou do mundo.

Estou no meio do livro Prophetic Untimeliness: A Challenge to the Idol of Relevance de Os Guiness. É uma leitura excelente. Acredito que essa citação diz melhor que eu aquilo que eu gostaria de falar:

“Em nossa busca incansável pela relevância, sem um compromisso similar com a fidelidade, temos nos tornado não apenas infiéis, mas irrelevantes; em nossos esforços determinados em nos redefinir de maneiras mais atraentes ao mundo moderno que em sermos fiéis a Cristo, temos perdido não apenas nossa identidade, mas também nossa autoridade e nossa relevância. Nossa alarmante necessidade é sermos fiéis tanto quanto relevantes.” (p.15)

“Pai, por sua graça faça-nos fiéis ao Evangelho de Jesus Cristo – em nossas palavras, nossas ações, e nossos pensamentos. E, como a igreja primitiva, que confiemos, mais do que nunca, que crentes serão adicionados ao Senhor.”

Bob Kauflin

Fonte: http://iprodigo.com

Devocional: Batalhe até o fim

Existem algumas coisas pelas quais vale à pena morrer. O Evangelho está no topo da lista. Independente do que os outros possam dizer ou do que seja mais aceitável culturalmente, o Evangelho permanece como o poder de Deus para lidar com o peso, o poder e até a presença do pecado e, por isso, vale à pena entregar sua vida por e para ele.
Isso é algo muito importante a ser lembrado em um tempo em que tantos pregadores estão questionando (e até zombando) as doutrinas básicas da fé cristã, pelas quais irmãos e irmãs, por toda a história, tomaram tiros, foram queimados, perderam seus filhos, foram estuprados, decepados ou aprisionados. À luz disso, é inevitável pensar na carta de Judas:
Senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé de uma vez por todas confiada aos santos. Pois certos homens [...] infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês [...] e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem…(*)
Perverter a graça de Deus é um negócio sério – mexer com as boas novas é, em última análise, uma notícia muito ruim.
Tanto o liberalismo como o legalismo teológico “transformam a graça de nosso Deus”. Ambos são igualmente perigosos porque ambos ignoram o evangelho. Os liberais pervertem a graça de Deus ao torná-la uma leve tolerância divina e uma recusa em julgar alguém por qualquer coisa. Os legalistas a pervertem ao manter uma postura cautelosa, até suspeita, em relação à graça – lutando pela necessidade de “mantê-la nas devidas proporções”, com uma postura de “de graça, mas…”, o que deixa no ar algumas brechas para que o moralismo continue cercando nossos corações e nossas igrejas.
Na raiz tanto do liberalismo quando do legalismo teológico está a descrença – a falha em crer no evangelho da graça de Deus em toda sua glória, radicalidade e escândalo.
Falando sobre essa falha em crer no evangelho, que inevitavelmente leva à uma falha na pregação, B. B. Warfield nos exorta com urgência e clareza:
Quando nós realmente cremos no Evangelho da Graça de Deus – quando realmente acreditamos que é o poder de Deus para a salvação, o único poder para salvação nesse nosso mundo caído – é comparavelmente mais fácil pregá-lo, pregá-lo e sua pureza, mesmo em face desse mundo zombeteiro, truculento e homicida. O segredo é… creia no Evangelho, e você sera capaz de pregá-lo. Deixe os homens falarem o que quiserem, e fazerem o que quiserem – deixe que critiquem, ridicularizem, persigam e ataquem – creia no Evangelho e você será capaz de pregá-lo.
Os homens costumam falar de de alguns elementos do Evangelho: “Eu não consigo pregar isso”. Algumas vezes, eles querem dizer que o mundo não vai aceitar isso ou aqui. Algumas vezes, querem dizer que o mundo não vai receber bem isso ou aqui. Algumas vezes, que eles não podem pregar isso ou aquilo para conquistar o respeito ou a simpatia ou a aceitação do mundo. O Evangelho não pode ser pregado? Não pode? Ele poderá, se você crer nele. Aqui está a raiz da sua dificuldade. Você não crê completamente no Evangelho! Creia! Creia no Evangelho e ele vai ser pregado automaticamente!
Deus não nos enviou ao mundo para falar sobre as coisas mais plausíveis que imaginarmos; para tocar os homens com aquilo que eles já acreditam. Ele nos enviou para pregar verdades impalatáveis a um mundo perdido no pecado; verdades aparentemente absurdas para os homens, orgulhosos de seu intelecto; verdades misteriosas para homens carnais que não são capazes de recever as coisas do Espírito de Deus. Devemos nos desesperar? Certamente, se dependesse de nós não só o plantar e regar como também o crescimento. Certamente que não, se dependermos e apelarmos ao Espírito Santo.
Mas deixe que Ele mova em nossos corações para que creiamos nessas verdades; quando crermos, poderemos falar. Deixe também que Ele mova nos corações de nossos ouvintes para que creiam naquilo que Ele mesmo nos levou a falar. Não podemos proclamar para o mundo que ele está ardendo em fogo – é algo desagradável de dizer, principalmente na presença daqueles cujo interesse é justamente não acreditar nisso? Creia, e rapidamente você será levado à proclamação da verdade impalatável! Então creia e afirmemos todos que o mundo está perdido em seu pecado, e indo cada vez mais ao encontro da danação eterna; que em Cristo somente há redenção; e que somente pelo Espírito os homens podem receber a redenção. Que importa se formos impalatáveis, se falamos a verdade? E se falamos da verdade, falemos com urgência.

Cristão, creia no Evangelho… e então pregue-o! Você pode ser perseguido, perder sua vida, sua reputação e “relevância”, mas o Evangelho sempre será o poder de Deus para libertar os cativos. Não se esqueça disso. Não ignore isso. Vale à pena morrer por isso.


Tullian Tchividjian


Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

(*) versículos 3 e 4 da NVI –  Nota do administrador do blog

Devocional: Tsunami e Arrependimento

Este artigo foi escrito na época do Tsunami da Indonésia em 2004/2005.

Contudo o aviso nele escrito torna-o necessário e atual.

Dos púlpitos para os jornais televisivos, do New York Times ao Wall Street Journal, a mensagem dos tsunamis foi perdida. É uma dor dupla quando vidas se perdem e lições não são aprendidas. Toda calamidade mortal é um misericordioso chamado de Deus aos vivos para se arrependerem. A Bíblia diz: “Chore com os que choram”. Sim, mas deixe-nos chorar também pela nossa própria rebelião contra o Deus vivo. Primeira lição: chore pelos mortos. Segunda lição: Chore por vocês mesmos.

Toda calamidade mortal é um misericordioso chamado de Deus aos vivos para se arrependerem. Foi a impressionante declaração de Jesus para aqueles que lhe trouxeram notícias calamitosas. A torre de Siloé tinha caído, e 18 pessoas foram esmagadas. “E quanto a isso, Jesus?” eles perguntaram. Ele respondeu, “Vocês pensam que eles foram mais culpados do que os homens que habitam em Jerusalém? Não, eu digo a vocês; antes, se vocês não se arrependerem, todos de igual modo perecerão.” (Lucas 13:4-5)

O ponto de toda calamidade mortal é esse: Arrependimento. Que nossos corações sejam quebrados, pois Deus significa tão pouco para nós. Contristemo-nos porque Ele é um bode expiatório para ser culpado pelo sofrimento, mas não adorado por prazer. Lamentemos porque se fazem manchetes somente quando o homem zomba de Seu poder, mas não há notícias de 10.000 dias de ira contida. Vamos rasgar nossos corações, pois amamos mais a vida do que a Jesus Cristo. Vamos nos lançar na misericórdia de nosso Criador. Ele a oferece a nós através da morte e ressurreição de seu Filho.

Esse é o ponto de todo o prazer e todo o sofrimento. O prazer diz: “Deus é assim, só que melhor; não façam um ídolo de mim. Eu só estou apontando para ele.” O sofrimento diz: “O que o pecado merece é isso, só que pior. Não se ofenda comigo. Eu sou um aviso misericordioso.”

Mas as banhistas de topless, em meio às conseqüências do tsunami em Phuket, Tailândia, não entenderam a mensagem. Nem o homem que escapou da poderosa onda com a ajuda de um trepa-trepa e um telhado de palmeira. Ele concluiu: “Eu fui deixado ali com um imenso respeito pelo poder da natureza”. Ele errou. O ponto é: reverência pelo Criador, e não respeito pela criação. [Nota: O ponto teológico de John Piper permanece o mesmo, mas note que a citação foi erroneamente truncada pela Associated Press. O sr. Green realmente viu e disse a verdade, e foi citado de forma incompleta pela fonte de John Piper. Para ver o pedido de desculpas de John Piper a Patrick Green, leia"A Letter from John Piper" - "Uma Carta de John Piper."]

Escrevendo no The New York Times, David Brooks despreza justamente a celebração da força da natureza: “Quando Thoreau [celebra] a imensidão selvagem da natureza, ele soa, esta semana, como um garoto que viu um filme de guerra e pensa que experimentou a glória do combate. “Mas Brooks não vê nenhuma mensagem na calamidade: “Este é um momento para sentir profunda tristeza, pelos mortos e por aqueles de nós que não têm explicação.”

David Hart, escrevendo no Wall Street Journal, segue Brooks e pronuncia: “Nenhum cristão está liberado para expressar odiosas banalidades sobre conselhos inescrutáveis de Deus ou sugestões blasfemas de que isto serve misteriosamente para os bons propósitos de Deus.”

Estas respostas estão previstas na Escritura: “Os vossos jovens matei à espada… contudo não vos convertestes a mim, disse o SENHOR.” (Amos 4:10). “E blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.” (Apocalipse 16:9)

Contrárias ao pronunciamento de Hart, as Escrituras Cristãs, de fato, nos autorizam a falar dos “conselhos inescrutáveis” de Deus e como Ele trabalha em todas as coisas para misteriosos propósitos bons. Chamar isso de banal e blasfemo é como um pássaro chamar o vento sob suas asas de perverso.

Jesus disse que o menor evento na natureza está sob o controle de Deus. “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.” (Mateus 10:29). Ele disse isto para dar esperança a quem seria morto por seu nome.

Ele próprio andou sobre o mar e parou as ondas com uma única palavra (Marcos 4:39). Mesmo que a Natureza ou Satanás desencadeasse a onda mortal, uma palavra de Jesus a teria parado. Mas Ele não fez isso. Isto significa que há um desígnio neste sofrimento. E todos os seus desígnios são sábios, justos e bons.

Um de seus desígnios é o meu arrependimento. Por isso eu não vou colocar Deus em julgamento. Eu estou em julgamento. Somente por causa da vontade de Cristo é que as ondas que um dia me levaram embora, agora me trazem em segurança para o Seu lado. Venha. O arrependimento é um bom lugar para se estar.

John Piper

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/03/catastrofe-no-japao-john-piper-tsunami-e-arrependimento/

Devocional: Se Deus quer que eu seja feliz, porque eu tenho tanto sofrimento?

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/05/john-piper-se-deus-quer-que-eu-seja-feliz-porque-eu-tenho-tanto-sofrimento/

Devocional: Diante de Deus

Permaneça para sempre diante de Deus. (Salmos 61.7)

O Pai revelou-se a Si mesmo para os crentes do Antigo Testamento, antes que seu Filho viesse ao mundo. Ele foi conhecido como o Deus Todo-Poderoso por Abraão, Isaque e Jacó. Então, o Filho veio ao mundo; e o Filho, que é sempre bendito, tornou-se um deleite aos olhos de seu povo. Na época da ascensão do Redentor, o poder do Espírito Santo foi gloriosamente manifestado por ocasião e depois do Pentecostes. Ele permanece hoje como nosso Emanuel — Deus conosco.

Ele está habitando em e com o seu povo, vivificando, guiando e governando no meio deles. A presença dEle é reconhecida como deveria ser? Não podemos controlar a sua obra. Ele é soberano em todas as suas realizações. Estamos suficientemente desejosos de obter sua ajuda, para que não O provoquemos a privar-nos de sua ajuda?

Sem o Espírito Santo, não podemos fazer nada. Todavia, por meio de seu poder suficiente, os mais extraordinários resultados podem ser produzidos. Tudo depende de o poder dEle se manifestar ou se retrair. Sempre olhamos para Ele com a adequada dependência reverente, tendo em vista tanto a nossa vida interior quanto o serviço exterior? Sempre vamos adiante de sua chamada e agimos em independência de sua ajuda?

Humilhemo-nos, nesta hora, por causa de erros passados, e supliquemos que o orvalho celestial caia sobre nós, que sejamos ungidos com o óleo sagrado e que o fogo celestial queime em nosso íntimo. O Espírito Santo não é um dom temporário. Ele permanece nos santos. Temos apenas de buscá-Lo, e Ele será encontrado por nós. O Espírito Santo é zeloso, mas também é compassivo. Se Ele se retrai em ira, há de retornar em misericórdia. Sendo condescendente e amável, Ele não se fadiga de nós, esperando para ser gracioso.

C.H. Spurgeon

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

Devocional: Igrejas que produzem santos

Irmãos, também queremos igrejas que produzem santos; homens de fé poderosa e oração prevalecente; homens de vida santa, de ofertas consagradas, cheios do Espírito Santo. Precisamos ter esses santos como ricos cachos, ou, por certo, não somos ramos da verdadeira videira. Desejo ver em toda igreja uma Maria sentada aos pés de Jesus, uma Marta servindo Jesus, um Pedro e um João; mas o melhor nome para uma igreja é “Todos os Santos”. Todos os crentes devem ser santos, e todos podem ser santos. Não temos nenhuma ligação com “os santos dos últimos dias”¹, mas amamos os santos de todos os dias. Ai, que haja mais deles! Se Deus nos ajudar para que assim toda a companhia de fiéis, cada um individualmente, chegue à plenitude da estatura de um homem em Cristo Jesus, então veremos coisas maiores do que essas. Tempos gloriosos virão, quando os crentes tiverem caráter glorioso.

C. H. Spurgeon

In: Preparado Para o Combate da Fé.

¹ - Referência aos membros da “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, comumente conhecidos como “mórmons”.

Fonte: http://www.projetospurgeon.com.br/

Estudo da Semana: Idolatria nas manhãs de domingo (3)

Não podemos deixar de notar a quantidade de vezes em que Deus fala de idolatria em sua Palavra. Ele odeia quando seguimos, servimos ou somos emocionalmente atraídos por outros deuses, que, no fim das contas, não são realmente deuses. Ídolos nos escravizam (Sl 106.36), nos envergonham (Is 45.16) e, por fim, nos conformam às suas imagens (Sl 115.8).

Porém, a intenção de Deus é que sejamos conformados à imagem de Seu Filho (Rm 8.29). Como o salmista, devemos abominar os ídolos e aqueles que lhes prestam louvores (Sl 31.6). Muito frequentemente, no entanto, acabamos nós mesmos sendo os idólatras. Hoje, gostaria de compartilhar outros ídolos que têm grande força quando adoramos a Deus corporativamente. Ele se aplica particularmente aos músicos.

O ÍDOLO DA EXCELÊNCIA MUSICAL

Oferecer a Deus o nosso melhor tem precedente bíblico (Ex 23.19; Nm 18.29,30). Na cultura de hoje, esse “melhor” frequentemente é definido como uma música marcada por técnica, complexidade, ou mesmo, sofisticação. Assim, harmonias em quatro vozes superam melodias em uníssono, orquestras ganham do piano de armário, e bandas completas substituem o violonista solo. Nos tornamos mais preocupados em fazer o culto corporativa maior, melhor, e mais envolvente. Resistimos à ideia de alguém sem treinamento e estudo musicais extensivos liderando a adoração congregacional. Neste processo, perdemos de vista o que faz, em primeiro lugar, nossa oferta aceitável.

Reggie Kidd, em seu livro With One Voice, aponta com precisão o problema: “Em algumas igrejas, a busca por ‘excelência’ é um ídolo, quer essa ‘excelência’ seja definida pelos padrões da chamada cultura ‘erudita’ ou da cultura ‘pop’. Esse ‘excelentismo’ precisa ser substituído pela busca por semelhança com o Cristo crucificado e por isso somente. Por melhor que sejamos antes do retorno de Cristo, nunca seremoscompletamente bons. Sempre haverá um tenor desafinado, uma corda de violão quebrada, um órgão com som estourando, ou um hino mal escolhido. Mas, tudo bem. A cruz significa que está pago.” (p. 101-102)

Isso significa que não precisamos nos preocupar sobre como tocamos, se estamos no tom, ou que música usaremos? É claro que não. Deus ordena a excelência musical (Sl 33.3; 1Cr 15.22; 2Cr 30.21,22). Anos atrás, minha audição de piano para graduação me ensinou (dolorosamente) algo sobre o valor da habilidade e excelência musicais. Porém, no culto congregacional, excelência tem um propósito – focar a atenção das pessoas nos tremendos atos e atributos de Deus.

Na adoração corporativa, portanto, a excelência tem mais a ver com a edificação e encorajamento que simples padrões musicais. Procurar a excelência de maneira sábia significa crescer continuamente em meu talento, a fim de que eu não distraia aqueles a quem procuro servir. Significa que eu talvez toque menos notas, para abrir mais espaço para que as pessoas ouçam as palavras. Significa que posso ter de sacrificar minhas ideias de “excelência” musical para fazer a verdade mais acessível musicalmente à minha congregação. Significa, no fim, às vezes não tocar, de maneira que a congregação possa ouvir sua própria voz claramente, ressoando em louvor a Deus. Excelência musical, definida propriamente, é um alvo digno. Mas, como todos os ídolos, gera um deus terrível.

RESULTADOS

Me refiro com esse termo à mentalidade que entende a adoração a Deus como um meio para alcançar um fim desejável, como mais pessoas no culto, evangelismo, ministério mútuo ou experiências individuais. “Adoração de resultados” talvez seja a base de comentários como esses: “Evitamos certos assuntos bíblicos porque as pessoas não gostam de ouvir sobre eles”, cultos mais animados fazem com que os visitantes voltem”, “não pareceu que Deus esteve conosco neste culto porque tudo que fizemos foi cantar, compartilhar a Ceia do Senhor e ouvir a Palavra pregada”, “temos como objetivo que todos recebam um ‘toque de Deus’ no domingo”.

Evidentemente, é certo querer que a igreja cresça, desejar ver pessoas salvas, prover oportunidades de mútua edificação, e esperar que as pessoas encontrem-se com o Deus vivo de maneiras evidentes, quando nos reunimos. Entretanto, queremos  todas essas coisas  a fim de que mais e mais pessoas sejam capazes de enxergar a grandeza e a glória de Jesus Cristo.

Em última análise, é uma falsa dicotomia perguntar se os cultos são para Deus ou para nós. Eles são para Deus em seu objetivo, eles são para nós em seus efeitos. Entretanto, quando estamos falando sobre propósito, não há dúvida. Tudo que fazemos, fazemos de forma que a glória de Deus possa ser vista, magnificada e desejada. Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31). Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai (Cl 3.17). Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.A ele seja a glória para sempre! Amém (Rm 11.36).

John Piper afirmou sucintamente: “Missões existem porque não existe adoração” (Alegrem-se os Povos). Isso se aplica igualmente a tudo que fazemos. Ministério pessoal existe porque as pessoas não honram a Deus por Seu poder e compaixão. A igreja precisa crescer para que mais pessoas possam honrar e amar a Deus por sua misericórdia, graça e verdade. Desejamos que pessoas encontrem a presença ativa do Espírito de Deus de maneira que elas possam valorizá-lO acima de toda experiência, sentimento ou sensação. Queremos que todo cristão saiba que o amor inabalável de Deus, expresso na morte substitutiva de nosso Salvador, é melhor que a própria vida.

Portanto, a glória de Deus é o alvo de nossa adoração, e não apenas um meio para outra coisa. Em meio a uma cultura que glorifica nossas pobres realizações de maneiras inumeráveis, nos reunimos toda semana para proclamar os atos e a glória maravilhosos de Deus em seu valor supremo. Ele é “santo, santo, santo”. Não há ninguém, ou nada, como o Senhor. Se você é líder na casa de Deus, lembre-se de que, no fim das contas, nada bom pode vir de fixar os olhos das pessoas em algo além do próprio Salvador. O Cordeiro é Aquele que exaltaremos acima de tudo, por toda a eternidade. Nada mais justo que exaltemos a Ele acima de tudo agora.

Bob Kauflin

Fonte: http://iprodigo.com

Devocional: Sobre quem a Bíblia fala?

Sobre quem a Bíblia fala? from iPródigo on Vimeo.

Devocional: Honrado ou Humilhado?

“Tanto sei estar humilhado como também ser honrado”. (Filipenses 4.12)

Há muitos que sabem como “estar humilhados” mas não sabem como “ser honrados”. Quando são colocados no topo de um pináculo, eles se mostram desorientados e propensos a cair. Com maior frequência, os crentes desonram sua confissão de vida cristã quando estão na prosperidade, e não na adversidade. Ser próspero é algo perigoso. O crisol da adversidade é uma prova menos severa para o crente do que o cadinho purificador da prosperidade. Oh! quanta pobreza de alma e negligência para com as coisas espirituais têm se seguido às misericórdias e generosidade de Deus!

Isto não precisa acontecer; o apóstolo Paulo disse que aprendeu a viver em abundância. Quando ele tinha muito, sabia como usar o que possuía. Quando o navio estava cheio, era carregado com lastro suficiente, então, navegava com segurança. Graça abundante o capacitou a suportar a prosperidade abundante. Segurar o transbordante cálice do gozo mortal com uma mão firme exige mais do que habilidade humana. No entanto, o apóstolo Paulo aprendera essa habilidade, pois declarou: “Em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome” (Filipenses 4.12).

Aprender a viver em fartura é uma lição divina. Muitos têm clamado por misericórdias, a fim de terem satisfeitas as concupiscências de seus corações. Abundância de pão tem causado frequentemente abundância de sangue, e isso tem produzido devassidão de espírito. Quando temos muito das providenciais misericórdias de Deus, geralmente acontece de termos pouco da graça de Deus e pouca gratidão pela generosidade que recebemos.

Estamos em abundância e nos esquecemos de Deus. Satisfeitos com as coisas terrenas, nos contentamos em prosseguir sem as coisas celestiais. Descanse certo de que é mais difícil aprender a ter fartura do que aprender a estar faminto, tão desesperada é a tendência da natureza humana ao orgulho e ao esquecimento de Deus. Tenha o cuidado de pedir, em suas orações, que Deus lhe ensine como viver na experiência de fartura.

C.H. Spurgeon

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

Devocional: O Novo Nascimento

“A doutrina da justificação pela fé — uma verdade bíblica, e uma bênção que nos liberta do legalismo estéril e de um inútil esforço próprio — em nosso tempo tem-se degenerado bastante, e muitos lhe dão uma interpretação que acaba se constituindo um obstáculo para que o homem chegue a um conhecimento verdadeiro de Deus. O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador. Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo? “


A.W. Tozer

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/

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