Arquivo de abril 2011

Estudo da Semana: Mortificação

Os cristãos têm uma obrigação — não para com a carne, mas em relação ao novo princípio de justiça personificado no Espírito Santo. Eles lutam, pelo poder do Espírito Santo, para mortificar o pecado na carne — “para mortificardes os feitos do corpo”. Se você estiver fazendo isso, ele diz, “[viverás]” ( Rm 8.13).

É claro que Paulo não está sugerindo que alguém pode obter vida, mérito ou favor de Deus pelo processo da mortificação. Mas está dizendo que é uma característica de crentes verdadeiros o fato de mortificarem os feitos do corpo. Nada é mais natural para pessoas que são “guiadas pelo Espírito de Deus” (v.14) do que mortificar seu pecado. Uma das provas da nossa salvação é que fazemos isso. Espera-se isso dos crentes. É a expressão da nova natureza.

Em outras palavras, o crente verdadeiro não é como Saul, que queria mimar e preservar Agague, mas como Samuel que o despedaçou sem mercê e sem demora. Saul pode ter querido fazer de Agague um animal de estimação, mas Samuel sabia que isso era totalmente impossível. Da mesma maneira, nunca domesticaremos nossa carne. Não podemos afagar nosso pecado. Devemos tratá-lo com rapidez e de um modo severo. Foi o que disse Jesus:

Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno (Mt 5.29,30).

É óbvio que Jesus não estava falando no sentido literal, embora muitos tenham entendido mal essa passagem. Ninguém menos que o próprio grande teólogo Orígenes castrou-se, num esforço mal orientado de cumprir esse mandamento literalmente. Jesus não estava proclamando a automutilação, mas sim a mortificação dos feitos do corpo. Mortificação, nas palavras do puritano John Owen significa que a carne, “com [suas] faculdades e propriedades, [sua] sabedoria, astúcia, sutileza, força, deve, segundo o apóstolo, ser morta, afligida, mortificada — isto é, ter seu poder, vida, vigor e força para produzir seus efeitos, afastados pelo Espírito”.

Romanos 8.12, 13, versos que Paulo usa para introduzir a idéia de mortificação do pecado, sinalizam para um grande ponto de alteração na linha de pensamento que percorre esse capítulo. Martyn Lloyd-Jones disse:

É aqui, pela primeira vez, nesse capítulo, que entramos no campo da aplicação prática. Tudo o que vimos até agora foi uma descrição geral do cristão — seu caráter, sua posição. Mas agora o apóstolo realmente explicita a doutrina da santificação. Aqui nos é dito exatamente como, na prática, o cristão se torna santificado. Ou, dizendo isso de uma outra maneira, aqui nos é dito em detalhes e na prática como o cristão deve travar a batalha contra o pecado.

Paulo não promete uma libertação imediata do assédio do pecado. Não descreve uma crise momentânea de santificação, quando o crente imediatamente se tornaria perfeito. Ele não diz aos romanos para deixarem as coisas na mão de Deus enquanto eles não fazem nada. Não sugere que uma “decisão em momento crítico” resolverá a questão de uma vez para sempre. Ao contrário, ele fala de uma luta contínua com o pecado, que devemos, de forma persistente e perpétua, “mortificar os feitos do corpo”.

Essa linguagem é frequentemente mal-entendida. Paulo não está chamando as pessoas a uma vida de autoflagelação. Ele não está dizendo que os cristãos deveriam ser subjugados pela fome, literalmente torturarem o corpo, ou privarem-se das necessidades básicas da vida. Não está lhes dizendo para se mutilarem, abraçarem uma vida monástica ou qualquer coisa do tipo. A mortificação de que Paulo fala não tem nada que ver com uma autopunição exterior. E um processo espiritual realizado pelo “Espírito”. Paulo está descrevendo uma forma de vida para sufocar o pecado, aniquilá-lo de nossa vida, sugar suas forças, extirpá-lo e impedir sua influência. Isso é o que significa mortificar o pecado.

 

John MacArthur

Fonte: http://www.oprincipaldospecadores.com

Devocional: Em que você se alistou?

Anúncio de Ernest Shackleton no London Times (1907) recrutando tripulantes para velejarem com ele na sua exploração do Polo Sul: 

Procuram-se.
Homens para viagem perigosa.
Soldos baixos.
Frio insuportável.
Longas horas de escuridão absoluta.
Retorno em seguranças não garantido.

Parece-se com um outro anúncio:

Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim,
a si mesmo se negue,
dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 
Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; 
quem perder a vida por minha causa, esse a salvará 

— Lucas 9.23-24

Não nos alistamos para uma vida fácil. Mas depois sempre haverá glória.

Mark Altrogge

Original In: The Blazing Center 
Tradutor: Marcos Vasconcelos

Fonte: http://mensreformata.blogspot.com

Devocional: Coração ardente

“Porventura não nos ardia o coração?” (Lc 24.32)

Precisamos aprender o segredo do coração ardente. De repente, Jesus nos aparece, as chamas se avivam e temos visões maravilhosas dentro de nós; depois temos que aprender a manter o segredo sobre o coração ardente, que suportará qualquer coisa. É o dia-a-dia comum, insípido, vazio, monótono, com tarefas e pessoas comuns, que mata o coração ardente, a não ser que tenhamos aprendido o segredo de permanecer silenciosos em Jesus.
Grande parte das aflições em nossa vida cristã provém, não do pecado, mas de nossa ignorância das leis de nossa própria natureza. A única maneira de se determinar se devemos ou não dar vazão a uma emoção, por exemplo, é verificar quais serão os resultados de tal ação. Analise-a até chegar a uma conclusão lógica e se o resultado for algo que Deus condena, elimine-a. Mas, se se tratar de uma emoção despertada pelo Espírito de Deus e você não fizer com que ela se expresse de maneira apropriada, logo se extravasará para um plano inferior. É assim que surgem os sentimentalistas pouco reais. Quanto mais elevado o nível da emoção, mais profunda a degradação, se ela não se puder expressar em toda a sua linha. Se o Espírito de Deus mexer em si como uma criança dentro da mãe, tome todas as precauções para tornar espontânea e irreversível essa expressão, tudo quanto lhe for possível, sejam quais forem as consequências. Não podemos permanecer no monte da transfiguração, mas devemos obedecer à inspiração que ali recebemos; temos que colocá-la em prática. Quando Deus lhe der uma visão, aja de acordo com ela, custe o que custar. Temos de transacionar e lidar com Ele nesse nível apenas.

“Não podemos avivar essa chama quando queremos;
A chama arde num coração fixo e constante em Deus;
O espírito sopra como o vento e depois aquieta;
Nesse mistério nossa alma habita;
Nas tarefas recebidas em momentos de revelação,
Podem ser cumpridas ordens nas horas de escuridão”.

 

Oswald Chambers

Fonte: http://cincosolas.blogspot.com

Devocional: Jesus não é uma máquina de venda automática

 

 

Fonte: http://vemvertvblog.com

Devocional: Amando meu próximo invisível

É fácil para mim amar meu próximo. É fácil, e é mesmo, desde que meu próximo seja invisível.

Com isso eu quero perguntar: você já notou como é abstrata e sutil grande parte da nossa retórica cristã?

Alguns cristãos discursam repetidas vezes sobre “A Família” enquanto negligenciam seus filhos. Alguns cristãos “lutam” por “justiça social” e por uma “conscientização” sobre “O Pobre” enquanto julgam o quanto seus amigos estão na moda. Alguns cristãos doutrinam sobre “A Igreja” enquanto desprezam as pessoas de sua atual congregação. Alguns cristãos são dogmáticos sobre “A Verdade” enquanto estão iludidos sobre sua própria escravidão do pecado.

Acredito que seja uma tendência da maioria de nós, de um jeito ou de outro. Afirmamos as coisas certas, quer na doutrina ou prática cristã, mesmo que tenhamos de lutar contra outros sobre elas. Mas fica tudo no mundo irreal. Essas coisas são “questões”, não pessoas.

“A Família” nunca aparece inesperadamente para as festas de Ações de Graças, nunca critica seu cônjuge ou derrama leite com chocolate por todo o seu carpete; somente famílias reais fazem isso. “O Pobre” não aparece bêbado para a entrevista de emprego que você agendou para ele, ou gasta o dinheiro que você deu em bilhetes de loteria ou diz que te odeia; só o pobre real faz isso. “A Igreja” nunca vota contra o que eu defendo em uma sessão administrativa da congregação, nunca me coloca em situação embaraçosa devido a um musical de páscoa ruim ou me pergunta quando vou ajudar a limpar os banheiros para a Escola Bíblica de Férias da próxima semana; só a igreja real faz isso. “A Verdade” nunca vai contra minhas ideias e expectativas; só a revelação de Deus em Cristo faz isso.

Enquanto “A Família”, “O Pobre”, “A Igreja” e “A Verdade” são conceitos abstratos, enquanto minha interação for tão distante quanto um argumento ou certo política, então eles podem ser quem eu quero que eles sejam.

O Espírito nos alerta sobre isso. Jesus combateu os fariseus que “lutavam” pela Lei de Deus, enquanto ignoravam suas obrigações financeiras com seus pais, tudo sob o disfarce de suas ações religiosas (Mc 7.10-12).

E Tiago, particularmente, nos mostra a diferença entre a “luta” por uma causa e amar as pessoas. “Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?” (Tiago 2.15-16). “Aqueça-se e alimente-se” é retórica; “fique aqui” é amor.

Se você ama pessoas invisíveis, não deve se surpreender por não aceitarem um evangelho inacreditável.

Russell D. Moore

Traduzido por Josie Lima | iPródigo | Original aqui

Devocional: O Reino de Herodes e o Reino de Cristo

“Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes e, com ele, toda Jerusalém”. (Mt 2.3)


 Aparentemente Herodes era um rei poderoso, vitorioso no campo de batalha. Em qualquer direção que brandisse a espada, era bem sucedido. Era sábio, sensato, poderoso e rico no que diz respeito ao exterior. Mas em questões internas, em sua casa, era totalmente fraco e infeliz. Assim, por fora, Herodes era feliz; mas por dentro, totalmente infeliz. 

 Agora, Cristo, que é o nosso verdadeiro rei, era bem pobre e miserável, desprezado e rejeitado no que diz respeito às aparências externas; entretanto, interiormente, estava pleno de alegria, consolo e coragem.

 Portanto, devemos lutar para que Herodes, que é bem sucedido em questões desse mundo, não nos roube a Cristo, o Rei verdadeiro e gracioso. E embora esteja ele deitado na manjedoura qual criança pobre e miserável, é para lá que temos que ir.

 Por isso, se quisermos ser salvos e ter uma consciência tranqüila e feliz, devemos pôr de lado o modo de viver do rei Herodes e aceitar um outro rei, Cristo. Isto significa que não devemos imaginar que podemos salvar-nos por meio das obras, e também não depositar nelas a nossa confiança, e, sim, imprimir em nossos corações unicamente a imagem do bondoso Senhor Jesus Cristo, que vem a nós sem pompa alguma. Pois quando os três santos reis desistiram de todas as obras e ajuda humana e, confiando em Deus e apegando-se à profecia de Miquéias 5.2, foram a Belém, imediatamente tornaram a ver a estrela. 

M. Lutero

 

Fonte: http://www.ortopraxia.com

Estudo da Semana: Por que o justo sofre?

No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “Se Deus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”. Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas boas, tem havido tentativas de criar um meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete.

No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador.

Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia. Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram — Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter.

Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3). O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (v. 4) Deus levanta uma pergunta após outra e, com suas perguntas, reitera a inferioridade e subordinação de Jó. Deus continua a fazer perguntas a respeito da habilidade de Jó em fazer coisas que lhe eram impossíveis, mas que Ele podia fazer. Por último, Jó confessa que isso era maravilhoso demais. Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).

Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo. Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento.

A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia. Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.

 

R.C. Sproul

Fonte: http://www.vemvertextos.com

Devocional: Refúgio

“Para que fuja para ali o homicida… para que vos sirvam de refúgio contra o vingador do sangue”. (Josué 20.3)

 

As cidades de refúgio foram dispostas de tal modo que uma pessoa poderia chegar a qualquer delas com uma jornada de meio dia. De modo semelhante, a Palavra da Salvação está bem próxima de nós. O Senhor Jesus é um Salvador bem presente, e a distância para chegarmos a Ele é pequeníssima. É necessário apenas que abandonemos nossos próprios méritos e nos apropriemos de Jesus, para que Ele seja o nosso tudo.

As estradas que conduziam às cidades de refúgio eram estritamente preservadas. Todos os rios tinham pontes, e todos os obstáculos eram removidos, de modo que o fugitivo tivesse acesso fácil à cidade. Uma vez por ano, os anciãos do povo caminhavam por essas estradas e verificavam suas condições. Eles se asseguravam de que nada impediria a fuga de alguém e o levaria a ser apanhado e morto pelo vingador de sangue.

Quão graciosamente as promessas do evangelho removem os obstáculos do caminho! Onde havia bifurcações e desvios, ali havia placas com avisos escritos: “Direção Para a Cidade de Refúgio”. Isto é uma figura do caminho que conduz a Cristo. Este caminho não é a estrada circular da lei; não envolve obediência a regras intermináveis. É uma estrada reta: “Creia e viva!” É uma estrada tão árdua que nenhum homem cheio de justiça própria pode andar por ela.

Apesar disso, é um caminho tão fácil que qualquer pecador pode, seguindo-o, encontrar o caminho para o céu. Logo que o homicida alcançava os arredores da cidade, ele estava seguro. Não era necessário que ele passasse pelos muros da cidade. Somente os subúrbios já eram suficientes para a proteção dele. Se você tão-somente tocar as orlas das vestes de Cristo, ficará completamente são (ver Mateus 9.20-22). Se você se apropriar dEle com fé “como um grão de mostarda” (Mateus 17.20), estará seguro.

 

C.H. Spurgeon

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

Devocional: Seguidores do manso, humilde e crucificado Jesus

 Humildade deve ser definida como um hábito da mente e coração correspondente à nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus, ou um senso de nossa própria miséria à Sua vista, com a disposição de um comportamento que corresponda a isto. E um homem verdadeiramente humilde é consciente da diminuta extensão de seu próprio conhecimento, da grande extensão de sua ignorância e da insignificante extensão de seu entendimento comparado com o entendimento de Deus. Ele é consciente de sua fraqueza, de quão pequena sua força é, e de quão pouco ele é capaz de fazer. Ele é consciente de sua distância natural de Deus, de sua dependência dEle, da insuficiência de seu próprio poder e sabedoria; e de que é pelo poder de Deus que ele é sustentado e guardado; e de que ele necessita da sabedoria de Deus para lhe conduzir e guiar, e de Seu poder para capacitá-lo a fazer o que ele deve fazer para Ele.

 A humildade tende a nos prevenir de um comportamento ambicioso e pretensioso diante dos homens. O homem que está sob a influência de um espírito humilde está satisfeito com a posição que Deus lhe deu entre os homens, e não está ávido por honra, e nem é atingido com o desejo de ser o mais brilhante e de se exaltar acima de seus vizinhos. A humildade também tende a nos prevenir de um comportamento arrogante e insolente. Pelo contrário, a humildade dispõe uma pessoa a um comportamento condescendente de mansidão e insignificância e a uma submissão cortês e afável, como sendo consciente de sua própria fraqueza e depreciabilidade diante de Deus.

 Se nós, então, nos consideramos seguidores do manso e humilde e crucificado Jesus, andaremos humildemente diante de Deus e dos homens todos os dias de nossa vida na terra.

 Busquemos todos, ardentemente, um espírito humilde, e nos esforcemos para sermos humildes em todo nosso comportamento diante de Deus e dos homens. Busque por um profundo e permanente senso de sua miséria diante de Deus e dos homens. Conheça a Deus. Confesse sua nulidade e desgraça diante dEle. Desconfie de si mesmo. Conte somente com Deus. Renuncie toda glória, exceto dEle. Renda-se à Sua vontade e serviço. Evite um comportamento pretensioso, ambicioso, ostentoso, insolente, arrogante, desdenhoso, teimoso, impetuoso e auto-justificador; e aspire mais e mais do espírito humilde que Cristo manifestou quando Ele esteve na terra. Humildade é o traço mais essencial e distinguidor em toda verdadeira piedade.

 Ardentemente procure então, e diligentemente e em oração cultive um espírito humilde, e Deus andará com você aqui embaixo; e quando uns poucos dias tiverem passado, Ele o receberá às honras concedidas ao Seu povo à destra de Cristo.

 

Jonathan Edwards

Fonte: http://www.jonathanedwards.com.br

Devocional: A cruz que os pregadores modernos carregam

 

 

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/

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