Arquivo de maio 2011

Devocional: As loucuras de Deus

Deus criava caso com cada coisinha! Foi a reclamação de alguém ao me cumprimentar à saída da igreja depois de eu ter pregado sobre a festa dos pães asmos.

Fiquei convencido de que preguei um péssimo sermão ou de que ele dormiu (hipótese muito provável face as qualidades soporíferas de minha voz).

Ele não entendia por que, na Antiga Aliança, Deus proibia o uso do fermento durante uma semana no ano, e eu tentei mostrar que, como sombra de coisas superiores que viriam, Deus ensinou aos judeus como se corta os vínculos com o passado que tenta dominar o presente e afetar o futuro.

Hoje podemos comprar fermento nos supermercados e nos mercadinhos. Uma amiga me disse que a mãe dela o fazia em gamela de madeira com açúcar mascavo e farinha polvilhada antes de colocar a massa do pão para repousar coberta por um pano. Entretanto, naqueles dias, fazer fermento era algo complicadíssimo.

E a primeira lição começou na saída do Egito: A páscoa era o início da Festa dos Pães Asmos. Durante sete dias não podiam comer nada levedado. Portanto, do Egito não levaram fermento.

Primeira lição: Quem sai do Egito não leva seu fermento. O apóstolo Paulo aplica esta lição ao incestuoso de Corinto: “lançai fora o velho fermento”. Nem os ídolos do Egito nem os costumes pagãos de Corinto.

O que era permitido fazer no Egito não é mais permitido no arraial peregrino. O que era comum em Corinto – apesar de ser estranho entre os pagãos – sequer deve ser visto na Igreja.

A segunda lição foi dada por nosso Senhor ao advertir seus discípulos contra o fermento dos fariseus e saduceus e explicar que estava se referindo a doutrina e a hipocrisia deles. Ou seja: Até um discípulo que priva da intimidade do Senhor pode ser afetado pelo fermento desses grupos.

Os fariseus e os saduceus eram os principais grupos políticos-religiosos da época de Jesus. Dividiam o poder com outros grupos menores. E embora concordassem em poucos pontos doutrinários foram os responsáveis pela tradição tal como Jesus a encontrou.

Mais legalistas, os fariseus, estabeleciam medidas, regras, limites e costumes. Os saduceus aproveitavam o que lhes interessavam, pois a grande maioria deles era constituída de famílias sacerdotais muito ricas e interessadas em manter o status quo.

Da oração de um fariseu (Lc 18.12) sabemos que ele – e parece que os demais – jejuava duas vezes por semana, e da ordem que o Senhor dá de fazer isso secretamente (Mt 6.17), parece que era comum alardear para atrair admiração. Entretanto a Lei só exigia um jejum por ano! Apenas no dia da expiação. Ou seja: Eles multiplicaram por 100 a exigência da lei apenas para obter a admiração dos homens.

Essa tradição hipócrita deveria ser deixada de lado pelos discípulos de Jesus.

A lição para hoje é que após nos encontrarmos com Jesus, o verdadeiro cordeiro pascal, devemos proceder como faziam nossos antepassados e queimemos o velho fermento, para que ele não contamine nem nosso presente, muito menos nosso futuro, pois somos novas criaturas.

 Pr. Folton

Fonte: http://folton.blogspot.com/

Devocional: Onde o mundo reina no coração

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5:4 ARC1995)

O que realmente crê em Cristo, vence o mundo.

Um verdadeiro cristão não se deixa ser dirigido pelo mundo — pelas normas do bem e do mal, da verdade e do engano, que o mundo define.

Ele é independente da opinião do mundo.

Ele não se preocupa muito com o elogio do mundo.

Ele não se comove pela censura do mundo.

Ele não procura os prazeres do mundo.

Ele não se afana em excesso pelas recompensas do mundo.

O verdadeiro cristão põe o olho nas coisas que não se vêem. Ele vê um Salvador invisível, um julgamento vindouro e uma coroa de glória incorruptível. A contemplação destas coisas fá-lo pensar relativamente pouco neste mundo e no seu resplendor.

Onde o mundo reina no coração, não há fé salvadora. O homem que se conforma habitualmente a este mundo, não tem o direito de se considerar um cristão!

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5:4 ARC1995)

J.C.Ryle 

Fonte: http://bisporyle.blogspot.com/
Tradução de Carlos António da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/

Estudo da Semana: Dízimo, é biblico isso?

Em dias como os nossos onde o egoísmo se faz presente de forma substancial, podemos perceber que um número significativo de cristãos tem desenvolvido uma espiritualidade hedonista e ensimesmada, onde o que mais importa é receber e não dividir. Nesta perspectiva, compartilhar com a Igreja parte do que recebeu é praticamente impossível, mesmo porque, para tais pessoas é muito mais interessante desfrutar de “bênçãos” do que contribuir com a causa do Reino.

Conta-se que o famoso pregador inglês, Charles Spurgeon foi em certa ocasião, à cidade de Bristol, com o objetivo de pregar em três igrejas, esperando obter nas três coletas, 300 libras, quantia que ele necessitava com urgência para o seu orfanato na cidade de Londres. As coletas renderam realmente essa quantia, e Spurgeon sentia-se feliz, porque assim poderia pagar as despesas do orfanato. Entretanto, à noite, quando se recolheu para dormir, Spurgeon ouviu uma voz – era a voz do Senhor que lhe dizia: “Dá essas trezentas libras a Jorge Müller”. “Mas, Senhor”, respondeu Spurgeon, “eu preciso do dinheiro para os queridos órfãos de Londres”. Mais uma vez insistiu a mesma voz: “Dá as trezentas libras a Jorge Müller.” Só quando respondeu: “Sim, Senhor, levarei o dinheiro a Jorge Müller”, é que conseguiu adormecer. Na manhã seguinte dirigiu-se ao orfanato de Jorge Müller e o encontrou de joelhos, orando, tendo diante de si uma Bíblia aberta. O célebre pregador, pondo a mão sobre o ombro do outro disse: “Jorge, Deus me mandou entregar a você este dinheiro”. “Oh”, exclamou Müller, “querido Spurgeon, eu estava a pedir ao Senhor precisamente essa importância.” Os dois homens de ação alegraram-se muito. Mas a história continua. Quando Spurgeon voltou a Londres, encontrou uma carta sobre a mesa. Abriu-a, e verificou que ela continha 300 guinéus. Ora, como um guinéu valia uma libra e um shilling, Spurgeon tinha então, trezentas libras e trezentos shillings. “Aqui está”, exclamou ele com muito regozijo. “O Senhor me devolveu as 300 libras com juros de 300 shillings”. É assim que Deus paga.

Caro leitor, por acaso você já parou para pensar que Deus ama àquele que é generoso? E de que Ele supre todas as nossas necessidades, quando colocamos o dinheiro no devido lugar?

Ora, as Escrituras relatam que certa feita o Senhor Jesus entrou no templo de Jerusalém jogando no chão o dinheiro que estava em cima das mesas dos cambistas. Imagino o rosto irado de Jesus ao chegar naquele lugar e encontrar vendedores e mercenários fazendo “negócios” com os fiéis. Vejo Jesus derrubando bancas, chutando, literalmente, o “pau da barraca”, expulsando de lá os vendilhões do templo que faziam do dinheiro sua razão de viver. Aliás, o que o dinheiro significa para você? Qual o grau de importância ele tem para sua vida? Pois é, por amor ao dinheiro, negociam-se valores, vende-se a moral e se abandona a família. Jesus ao derrubar o dinheiro dos cambistas no chão estava em outras palavras dizendo que aquele deveria ser o local onde o dinheiro deveria estar. Entretanto, na maioria das pessoas o dinheiro encontra-se alojado na mente ou no coração.

Por acaso você já se deu conta que por causa do dinheiro pais e filhos, sogras e noras, esposos e esposas cometem aberrações?

Pois é, em dias pós-modernos, onde quase tudo tem sido relativizado, o ato de contribuir com a igreja tornou-se um assunto altamente polêmico. Alguns crentes sinceros tem questionado prática do dízimo; outros não estão convencidos de que o Novo Testamento trate dessa matéria com clareza. Há ainda aqueles que preferem dar ocasionalmente uma pequena oferta, buscando com isso substituir a prática do dízimo.

Prezado amigo, vale a pena ressaltar que os abusos quanto ao levantamento de recursos financeiros praticados por algumas igrejas acabaram por tornar bastante delicada a questão da contribuição financeira nas igrejas evangélicas em geral. O abuso, porém, não invalida a realidade de que as igrejas genuinamente evangélicas precisam de recursos para manter seus trabalhos regulares. A Bíblia nos ensina várias coisas acerca do dinheiro.

1) O Hábito de dar a décima parte daquilo que se ganha a instituições religiosas é uma prática de muito tempo e que vem da Antigüidade. Esta prática era conhecida por Israel, bem como pelas nações circunvizinhas do oriente próximo.

2) Na Lei de Moisés, os Israelitas tinham a obrigação de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27:30-32; Nm 18:21, 26; Dt 14:22-29). O dízimo era usado primariamente para cobrir as despesas de culto e o sustento dos sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pela a administração dos recursos que Ele lhes dera na terra prometida.

3) O pensamento central do dízimo achava-se na idéia que Deus é o dono de tudo e de todas as coisas. (Ex 19:05; Sl 24:1), e que os seres humanos foram criados por Ele, e a ele devem o fôlego de vida. Sendo assim, ninguém possui nada que não tenha recebido originalmente do Senhor. Nas leis do dízimo, Deus estava ordenando que os seus lhe devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.

4) No Novo Testamento a Igreja Primitiva manteve o princípio da generosidade para os seus membros. Todavia, percebemos a existência de uma singular diferença entre as duas dispensações. No AT, o dízimo era o máximo em obrigatoriedade religiosa, já no novo o dízimo tornou-se um referencial mínimo de contribuição. O didaquê preceituava que as primícias fossem dadas do dinheiro, das roupas e de todas as suas posses.

Caro leitor, como bem afirmou Hernandes Dias Lopes, o dízimo não é invenção da igreja, é princípio perpétuo estabelecido por Deus. O dízimo não é dar dinheiro à igreja, é ato de adoração ao Senhor. O dízimo não é opcional, é mandamento; não é sobra, é primícia. O dízimo é ensinado em toda a Bíblia, antes da lei (Gn 14.20), na lei (Lv 27.30), nos livros históricos (Ne 12.44), poéticos (Pv 3.9,10), proféticos (Ml 3.8-12) e também no Novo Testamento (Mt 23.23; Hb 7.8). Negligenciar a devolução dos dízimos é infidelidade a Deus. Sonegar o dízimo é roubar a Deus. Reter o dízimo, que é santo ao Senhor, é colocar-se debaixo de maldição. Entretanto, entregar o dízimo com obediência é repreender o devorador e contar com a promessa das janelas abertas do céu, de onde promanam toda sorte de bênção.

O conhecimento de verdades como essas devem fazer que tanto você como eu assumamos diante de Deus algumas posições radicais quanto à administração do dinheiro:

1º – Nunca esquecer que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso, e sim daquele que é o Senhor de todas as coisas.

2º – Decidir de todo o coração servir a Deus e não ao dinheiro. (Mt 6:19-21; 24).

3º – Fugir da avareza e do espírito deste século, que de todas as formas possíveis tentam injetar em nós um o desejo de uma vida hedonista e egoísta.

4º – Comprometer-se com a promoção do Reino de Deus na Igreja local e na disseminação do Evangelho pelo mundo.

Isto posto, concluo que sonegar o dízimo é desamparar a casa de Deus. Sonegar o dízimo é deixar de ser cooperador com Deus na implantação do seu reino.

Pense nisso!

 

Renato Vargens

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com

Devocional: Alegria e Confiança

“Pois nEle se alegra o nosso coração; porquanto temos confiado no Seu santo nome.” (Sl 33:21 ACF)

 A raiz da fé produz a flor do gozo do coração. Talvez ao princípio não nos regozijemos, mas esse sentimento chega no seu devido tempo. Confiamos no SENHOR quando estamos tristes, e na época própria, Ele responde de tal maneira à nossa confiança que a nossa fé regressa à fruição e nos regozijamos no SENHOR. A dúvida gera aflição, mas a confiança significa gozo com o tempo.

 

A segurança expressa pelo Salmista neste versículo, é, realmente, uma promessa oferecida nas mãos da santa confiança. Oh que recebamos graça para nos apropriar dela. Se não nos regozijarmos neste momento, fá-lo-emos, tão certamente como o Deus de David é o nosso Deus.

 

Devemos meditar no santo nome do SENHOR, para que possamos confiar mais nEle e para que possamos regozijar-nos mais rapidamente. Ele é em Seu carácter santo, justo, verdadeiro, misericordioso, fiel e imutável. Não é digno da nossa confiança, um Deus assim? Ele é Omnisciente, Todo-Poderoso e Omnipresente; não podemos confiar nEle, alegremente? Sim, assim o faremos imediatamente, e o faremos sem reservas. Jehová-Jireh proverá, Jehová-Shalom enviará a paz, Jehová-Tsidkenu justificará, Jehová-Shammah sempre estará por perto, e em Jehová-Nisi venceremos a todos os inimigos. Os que conhecem o Teu Nome confiarão em Ti; e os que confiam em Ti regozijar-se-ão em Ti, oh SENHOR.

 

C. H. Spurgeon

Fonte: http://www.projetospurgeon.com.br

www.spurgeon.org 

Livro de Cheques do Banco da Fé 

Tradução de Carlos António da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/

Devocional: Depressão e o Pecado da Ansiedade nos Filipenses

A ansiedade tem sido uma das grandes causas de depressão na vida de muitos. Em conversas, aconselhamentos, visitas, o tempo todo eu vejo pessoas ansiosas, preocupadas, irrequietas diante de situações que lhes provocam dúvidas e medo. É a saúde que não anda bem, são os negócios que não estão como gostaríamos e esperávamos, são problemas na família que estão difíceis de solucionar, são contas a pagar, são respostas que não vêm, enfim, motivos não faltam para nos deixar ansiosos nesses dias loucos nos quais vivemos.

Quando o apóstolo Paulo escreveu aos filipenses, ele preocupou-se com a ansiedade que permeava os corações daquela igreja. Motivos também não faltavam. Paulo estava preso, e isso os deixou muito preocupados (foi da prisão que Paulo escreveu sua Carta aos Filipenses). A perseguição do Império Romano contra o cristianismo era constante e preocupante. Havia medo, insegurança, e muita dúvida entre os cristãos de Filipos.

Paulo, da prisão, percebeu que os cristãos em Filipos não estavam lembrando-se da SOBERANIA DE DEUS sobre todas as coisas que acontecem no mundo. Mesmo da prisão, Paulo fazia questão de exortá-los a desfrutarem da alegria e paz que em Cristo todos podemos ter. 

Não havia motivo para tanta ansiedade entre os filipenses. Em Fp 4.6, Paulo escreve: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças”.

Paulo lembra que o verdadeiro cristão não tem motivo nenhum para viver ansiosamente. Paulo, depois de tê-los chamado à alegria, lhes chama a não viverem ansiosos. Para isso, eles deveriam viver uma vida de oração. É só uma vida de oração que nos cura da ansiedade. Por quê? O que está por trás da ansiedade?

A grande verdade que a Palavra de Deus nos apresenta é que, por trás de toda ansiedade, encontra-se um pecado: o pecado da desconfiança (ou descrença) na Soberania de Deus. É isso que Paulo quer que os filipenses lembrem. Por isso a exortação de recorrerem a Deus na hora da ansiedade. Orarem! Você tem, dia após dia, apresentado a Deus TODOS os seus pedidos que lhe trazem ansiedade? 

Se não, nem adianta, a ansiedade lhe devorará como um leão! Tudo o que lhe preocupa deve ser apresentado a Deus por meio da “oração e súplica com ações de graças”. O apóstolo Pedro também diz isso em sua 1ª Epístola, em 1Pe 5.5-6: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”. 

Agora, note as palavras-chave desse texto: humilhai-vos – POTENTE MÃO DE DEUS – ANSIEDADE – cuidado de vós. O que vemos aqui? Pedro também nos ensinando que a fé, a confiança na Soberania de Deus, na Potente mão de Deus, é o que produzirá em nós a PAZ, o cuidado que tanto precisamos quando estamos ansiosos. 

E Paulo conclui aos filipenses prometendo que, se parassem de encher seus corações de preocupação e ansiedade e começassem a se encher de Deus (Fp 4.8) e das coisas de Deus, que uma paz que excede todo o entendimento guardaria os corações dos ansiosos, em Cristo Jesus. Você quer essa paz? Você deseja que o Senhor acalme seu coração e o livre da ansiedade? Não há outro caminho! Não há!!!

O único caminho é apresentar-se a Deus todos os dias, buscar conhecê-lo para que tal conhecimento lhe convença de Sua grandeza e soberania; ore muito, apresente tudo a Ele, encha sua mente dEle por meio de músicas, filmes, mensagens que lhe tragam aos Seus pés, não negligencie um tempo a sós com Ele todos os dias, e, mais importante de tudo, comece agora pedindo perdão pelo pecado da ansiedade. 

Isso mesmo! Pecado da ansiedade. Ansiedade é um pecado contra Deus (pelo fato de desconfiar de Sua Soberania). Peça a Ele que lhe ajude a não duvidar mais que Ele está no controle de tudo da sua vida, e de que Ele é bom. 

Por isso você pode descansar. Quando você fizer isso, a promessa de Paulo aos filipenses também se cumprirá em sua vida: “e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.”

 

Wilson Porte Jr.

Fonte: http://wilsonporte.blogspot.com

Devocional: Volte para casa!

 

 

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=igagNhmQQRo&feature=related

Devocional: No fim dos tempos, a fé verdadeira será raríssima

“Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18.8)

O Senhor Jesus mostra isso ao fazer pergunta mui solene: “quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?”.

A indagação que temos diante de nós é deveras vexatória e mostra a inutilidade de esperarmos que o mundo inteiro esteja convertido antes que Cristo volte. Mostra a tolice de supormos que todas as pessoas são “boas” e que, apesar de diferirem em questões externas, todas estão certas no coração, e vão todas para o céu. Essas noções não encontram apoio no texto diante de nós.

Afinal, de que adianta ignorar os fatos que estão diante dos nossos olhos: fatos no mundo, fatos nas igrejas, fatos nas congregações a que pertencemos, fatos lado a lado das nossas portas e lares? Onde a fé deve ser vista?

Quantos ao nosso redor creem realmente naquilo que está na Bíblia? Quantos vivem como se cressem que Cristo morreu por eles e que há um juízo, um céu é um inferno? Essas são perguntas dolorosas e graves. Mas exigem e merecem uma resposta.

E nós mesmos, temos fé? Se temos, louvemos a Deus por isso. É uma grande bênção crer na Bíblia inteira. É motivo para ações de graças diárias, se temos consciência dos nossos pecados e confiamos realmente em Jesus. Podemos ser pecadores débeis, frágeis, imperfeitos, insuficientes; mas cremos de fato? Essa é a grande questão. Se crermos, seremos salvos. Quem não crê, porém, não verá a vida e morrerá em seus pecados (João 3.36; 8.24).

 J. C. Ryle (1816–1900)

Fonte: Day by day with J. C. Ryle, org. Eric Russell, Christian Focus Pub., p.100

Tradutor: Marcos Vasconcelos
Via: [
Mens Reformata ]

Devocional: A verdadeira Fé gera compromisso

Para muitos cristãos, Cristo é um pouco mais que uma idéia. Ele não é um fato. Milhões de cristãos professos falam como se Ele fosse real e agem como se Ele não fosse. E sempre nossa verdadeira posição se faz manifesta pelo modo como agimos, não pelo que falamos.
Podemos provar nossa fé por meio de nosso compromisso com ela, e não de outra forma. Qualquer fé que não conduz aquele que a sustenta não é verdadeira; não passa de uma pseudo fé e pode abalar profundamente alguns de nós se formos subitamente colocados frente a frente com nossas convicções e forçados a testá-las nas labaredas da vida prática.
Muitos de nós, cristãos, tornamo-nos extremamente habilidosos em organizar nossa vida de forma a admitir a verdade do Cristianismo sem ficarmos envergonhados com suas implicações. Dispomos as coisas; de modo que possamos nos dar bem o bastante sem a ajuda divina, ao mesmo tempo em que, ostensivamente, a buscamos. Vangloriamo-nos; no Senhor, mas vigiamos atentamente para que nunca nos encontremos em uma situação de dependência dele. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17.9).
A pseudo fé sempre arruma uma saída no caso de Deus falhar. A verdadeira fé conhece apenas um caminho e se dá o prazer de ser desprovida de um segundo caminho ou de substitutos paliativos. Para a verdadeira fé, ou é Deus ou é a queda total. E não faz sentido Adão ter primeiro aparecido na terra tivesse Deus falhado com um único homem ou mulher que Nele confiou.
O homem que tem uma pseudo fé lutará por sua crença em termos verbais, mas se recusará terminantemente a permitir que seja colocada em uma situação difícil onde seu futuro deverá depender dessa fé como sendo algo verdadeiro. Ele sempre se mune de formas secundárias de fugir para que tenha uma saída caso o teto venha a desabar.
O que precisamos urgentemente nesses dias é de um grupo de cristãos que estejam preparados a confiar totalmente em Deus tanto agora como no último dia. Para cada um de nós certamente está prestes a chegar o tempo em que não teremos outra coisa senão Deus. Saúde, riqueza amigos, esconderijos desaparecerão e teremos apenas Deus. Para o homem que tem a pseudo fé esta é uma idéia apavorante, mas para o que tem a verdadeira é uma das idéias mais confortantes que o coração pode nutrir.
Seria uma tragédia, de fato, chegar ao lugar onde não temos outra coisa senão Deus e descobrir que não confiamos realmente Nele durante a nossa passagem pela terra. Seria melhor convidar Deus agora para pôr fim a toda confiança falsa, libertar nosso coração de todos os recônditos secretos; nos levar a um lugar exposto para que possamos descobrir, por nós mesmos se realmente confiamos Nele ou não. Este é um remédio terrível, porém infalível, para nossas dificuldades. Remédios menos fortes podem ser muito fracos para a realização desta obra. E o tempo está passando diante de nós.

A.W. Tozer

Fonte: [ http://www.oprincipaldospecadores.com ]
Via: [
Tome a sua cruz e siga-me ]

Estudo da Semana: A Depressão na vida de Cristo

Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, conheceu a depressão durante um momento de angústia extrema, nos últimos dias de sua vida. Lucas, em seu Evangelho, nos apresenta Jesus em agonia, muito angustiado, ou, cheio de uma grande aflição (Lc 22.44).

Sabemos hoje, pelas ciências médicas, que é possível alguém, debaixo de grande estresse, perder sangue através das glândulas de suor da superfície da pele. O nome disso é hematidrosis. Ocorre quando os vasos capilares subcutâneos dilatam e estouram, misturando sangue com suor. O “suar gotas de sangue” pode ser causado por uma depressão muito profunda, uma espécie de angústia extrema misturada a muita tensão física. 

E foi isso que aconteceu com nosso precioso Salvador na madrugada que antecedeu a sua morte. O Senhor Jesus declarou que a angústia tinha lhe trazido ao limiar de morte. Todo o peso daquele momento estava o esmagando. 

Você já parou para pensar no que Jesus estava para passar? Ele sabia que, em poucas horas, sofreria todo o tipo de abuso. Ele estava prestes a receber a culpa pelos pecados de todos aqueles que já haviam crido e que, um dia, viriam a crer nEle. Os pecados dessas pessoas estavam para ser lançados sobre Ele. Toda a condenação, toda a culpa, sobre Ele que é Santo, Perfeito, Justo e Bom. Tal abuso à santidade é inimaginável para nós, incompreensível e completamente inexplicável. Só Ele sabe o que sentiu o viveu quando recebeu o peso de nosso pecado sobre si.

Ele estava se entregando por você e por mim, e nosso pecado e condenação são tão horríveis a Deus que, no momento em que tudo isso foi lançado sobre Cristo, ouvimos as palavras: “Deus meu, Deus meu! Por que me abandonastes?” Este foi o exato momento em que nossa culpa, maldição e pecado foram postos sobre o nosso Salvador. Não fosse isso, o nojo das nossas ofensas caírem sobre o Filho de Deus, jamais Deus, que é Santo, teria que se afastar dEle naqueles momentos. 

Ele sabia que teria que morrer. Esse era o preço para a nossa salvação. Ele teria que morrer em nosso lugar para abolir toda a condenação nossa ao inferno. Jesus quis fazer a vontade de Deus. Ele sabia do que tinha de fazer. Até desejou que nada daquilo precisasse acontecer, desejando que Deus afastasse dEle aquele cálice de sofrimento, mas sabia da Sua missão, sabia do que tinha de fazer. 

Jesus, naquele momento de terror e angústia profunda, poderia ter se recolhido na casa de um amigo. Poderia ter se trancado num quarto sem querer falar com ninguém, sem ter vontade de orar e de fazer mais nada. Essa seria a atitude natural para aquele momento de depressão. Mas Jesus nos demonstrou o que todos deveríamos fazer quando atravessássemos um momento como aquele: Se eu sei o que tenho de fazer, vou fazer! Não importa o que eu estou sentindo, não importa o que eu quero, vou fazer o que devo.

É claro que você nunca estará numa situação como a de Jesus, tendo que morrer para salvar a vida de muitas pessoas. Mas, tanto você como eu, não estamos livres de passamos por uma angústia extrema, uma depressão por conta de algo que atravessamos na vida ou que temos de atravessar. A grande lição que as Escrituras nos dão é: ore, busque a presença de Deus; se quiser, peça a Ele que livre você dessa situação, mas não deixe de dizer como Jesus, “que não seja feita a minha vontade, mas a Tua”. 

Esteja disposto a fazer a vontade de Deus, e a vontade de Deus nessas horas é a mesma das de outras horas: vá demonstrar seu amor pelo próximo, vá cozinhar um prato diferente, vá visitar seus clientes, vá visitar um doente, vá passear com seu cônjuge, vá trabalhar, vá estudar, vá, vá e vá, e nunca deite no sofá, nunca deixe de ser um guerreiro, uma guerreia, CORAGEM! Porque, em Cristo, o apóstolo Paulo diz, você é mais do que vencedor(a), e ele diz isso para pessoas na situação de tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, e morte (Rm 8.35-37).

 Portanto, aprendemos com Cristo, no seu momento de depressão profunda, que, em depressão, Jesus não se calou, foi orar mais intensamente do que nunca; e que Jesus, sabendo que tinha algo a cumprir, não deixou que a depressão o derrubasse a ponto de deixar de fazer o que precisava fazer. Foi e fez, e, por isso, Deus o deu graça e força para atravessar aquele momento difícil. 

A mesma graça e força Deus quer dar a você também! Seja qual for o momento que você atravessa, a graça de Deus é suficiente para lhe ajudar a atravessar a depressão e lhe livrar dela. Você crê nisso? Que Deus lhe abençoe e lhe dê uma semana debaixo de Sua preciosa graça.

 

Wilson Porte Jr.

Fonte: http://wilsonporte.blogspot.com/

Devocional: Aspectos da Santidade III – Existe perfeição de santidade nessa vida presente?

É sábio ensinar que é possível que um crente alcance um patamar de completa santidade nessa vida?
 
Não há nenhuma dúvida de que os crentes são exortados constantemente, nas Escrituras, a buscar a perfeição (2 Coríntios 13:9) Porem, não encontrei nenhuma passagem na Bíblia que ensine que é possível alcançar uma completa e integral liberdade do pecado, ou que essa liberdade tenha sido alcançada nessa vida por algum crente. É possível uma perfeição comparativa – porem, quanto a uma perfeição literal e absoluta, nenhum dos maiores santos de Deus em nenhuma época a reclamaram. E os grandes santos da história bíblica – Davi, Paulo, João – não duvidavam em declarar que estavam conscientes de debilidade e pecado em seus próprios corações
 
Penso que os que reclamam ter uma perfeição livre de pecado nessa vida, conhecem muito pouco da natureza do pecado ou da santidade de Deus. Protesto contra esse ensino que não é bíblico, pois é um perigoso engano. Desagrada aos indivíduos que possuem discernimento e os afasta da religião, pois ele percebem que essa noção é falsa. Deprime a alguns dos melhores filhos de Deus que se sentem longe de alcançar tal perfeição, e faz que os crentes débeis sintam-se orgulhosos, quando se imaginam ser algo que não o são.
 
 
É sábio assegurar tão positivamente, como alguns fazem, que Romanos 7 descreve não a experiência de um santo, mas sim a experiência de uma pessoa não regenerada?
 
Esse é um ponto que tem estado continuamente em disputa desde os tempos de Paulo. Porem, devemos dizer que todos os reformadores, puritanos e muitos outros estudiosos da Bíblia(1) estão todos de acordo em que Paulo descreve aqui a experiência de um crente cristão. Ignorar o peso das opiniões de tal amostra de reformadores e puritanos é pouco sábio.
 
(1) Nota: Ryle indica uma lista de nomes que incluem a Haldane, Jonh Owen, entre outros, que defendem a posição de que Paulo escreve sobre sua própria experiência ao momento de escrever a Epístola.
 
J.C.Ryle
In: ”Aspectos da Santidade”
Traduzido por Allan Román
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