Arquivo de maio 2011

Devocional: Cristãos Adúlteros e Assassinos

“corra… para a sua alegria”

Encontrarmos cristãos adúlteros e assassinos é algo mais comum do que parece. Se você é cristão, certamente está entendendo o que digo. Se não é um cristão, talvez isso soe mal em um primeiro momento. Mas creio que posso lhe mostrar como isso é possível.

Adultério e assassinato, para Deus, são vistos de modo bastante diferente. Adultério e assassinato têm a ver com nosso “coração” e não com nossas atitudes ou, nossa carne. Ambos nascem dentro de nós e, de lá, saem para nos destruir, além de destruir as pessoas envolvidas em nosso pecado. Cobiçamos e odiamos o tempo todo. Nosso coração permanece imundo aos olhos de Deus, caso não nos arrependamos e estejamos dispostos a mudar.

Os homens nos dias de Jesus não estavam acostumados a serem chamados de adúlteros e assassinos. Jesus, porém, os choca dizendo que eles nenhuma diferença tinham daqueles que tiravam a vida de alguém com uma faca ou daqueles que traíam sua esposa com uma jovem da vizinhança. 

Você, talvez, não esteja acostumado a ouvir que é um adúltero. Mas, se você é alguém acostumado a olhar com cobiça para outras mulheres ou homens, então, você é um adúltero. Se você está acostumado a tratar as pessoas com ódio, guardando rancor, ira, cólera, e ódio no coração por alguém, então, você é um assassino também. Veja:

Mt 5.27-28

27Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.

Mt 5.21-22

21Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.

Deus olha para o nosso coração, porque é lá que nasce todo e qualquer pecado. Com está seu coração? 

Pr 4.23

23Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.

Mt 5.8

8Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

Mc 7.20-23

20E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. 21Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, 22a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. 23Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.

Percebem? Nós todos somos adúlteros e assassinos em potencial. Está tudo dentro de nós. Pela graça de Deus, talvez, você ainda não tenha caído publicamente. Talvez, pela pura bondade de Deus (inexplicável), você ainda consiga disfarçar o ódio e a cobiça mais do que os outros. Até quando será, hein? Que Deus lhe ajude! Fuja do pecado, para o mais longe que puder. Corra! Corra desesperadamente! Corra para a sua alegria! “Se você está de pé, cuide para não cair”!

É isso aí. Apenas uma reflexão para não nos esquecermos de que não somos mais do que aqueles publicamente “caídos”.

 

Wilson Porte Jr.

Fonte: http://wilsonporte.blogspot.com/

Devocional: Você deseja Deus?

 

 

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/

Devocional: “Crentes nominais” – uma reflexão

“não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1.13).

Como somos incomodados com a situação alarmante dos “crentes nominais”. Esse “grupo” de pessoas que perambula pelas Igrejas fim de semana após fim de semana, traz seus dízimos e ofertas, participa de acampamentos, carrega suas Bíblias para os cultos, assume cargos, faz orações públicas, etc., porém não vive e nem se preocupa em viver de modo harmonioso com a verdade Bíblica. Não permanece nela. Abandona-a para cometer adultério com as mentiras de falsos mestres, pensamentos infantis e ego insaciável. Imaginando que as obras visíveis escondem os intentos covardes e egoístas do coração na presença de Deus.

Estão como alguns dos fariseus de João 8, afirmando crer em Jesus, porém não permanecendo em sua Palavra. Ou, como os demônios descritos em Tiago 2.19, que não somente creem que há um só Deus, mas até estremecem, contudo continuam condenados ao inferno.

Onde está a vida na Palavra? Onde está a Palavra na vida? Será isto reto aos olhos do Senhor, ou seja, ir à Igreja todos os fins de semana e dizer-se cristão se no dia-a-dia continua: oprimindo o próximo? Aprisionando o irmão ao sentimento de rancor? Defraudando o necessitado? Envergonhando o nome de Cristo? Desejando os bens do outro? Deleitando na pornografia, bebedice e maledicência? Emprestando os lábios para enganar? Prostituindo? Aprovando o que Deus desaprova? Não lamentando pelo pecado?

Antes que os “inocentes” pensem que estamos chamando a todos de crentes nominais que se diga: dirigimo-nos àqueles que afirmam crer com os lábios em público, porém negam no íntimo de seus corações; que erguem as mãos nos templos, entretanto estão embriagados de maldade e crime; que se vestem de branco e pregam santidade, todavia estão manchados pelo pecado e não desejam o lavar purificador de Cristo; que estão em prontidão para apontar pecados, mas não choram e lamentam pelos seus próprios erros. São legalistas hipócritas e de falsa piedade.

Precisamos clamar hoje: Senhor liberta-nos do conhecimento sem fé, ou, livra-nos da fé fingida. Ajuda-nos a rejeitar a mentira. Não quereremos viver os nossos dias dentro da Igreja enganados. Fortalece-nos para permanecer em tua Palavra. Estar abraçados com a Verdade. Viver para a sua glória. Ainda que o preço seja alto, pois nenhum preço pago excederá o de Cristo.

Que o Altíssimo nos socorra,

Amém.

 

Harlows P. Rocha

 LEIA: Jeremias 7.1-15; Isaías 1.10-20; Mateus 15.8/ Isaías 29.13 / Apocalipse 2.4,5 / 1Tessalonicenses 4.1-8

Fonte: http://harlowsrocha.wordpress.com/

Devocional: Achei o livro da Lei!

O capítulo 22 do segundo livro dos Reis começa a relatar a história e o governo de Josias. Ele era filho de Amon que reinou apenas 2 anos e, a despeito do pouco tempo, a Escritura afirma que ele “fez o que era mau perante o Senhor, como fizera Manassés, seu pai” (21.20).

Esse Manassés, avô de Josias, era filho de outro grande rei, Ezequias, porém, ao contrário de seu pai que era temente ao Senhor, Manassés tornou a edificar os altares que Ezequias havia derribado, fez um poste-ídolo, edificou altares a falsos deuses dentro dos átrios da Casa do Senhor, era adivinho, agoureiro, tratava com médiuns e feiticeiros e chegou até a queimar seu filho como sacrifício. O texto diz que ele “prosseguiu a fazer o que era mau perante o Senhor para o provocar à ira” (2Rs 21.6).

O seu reinado durou 55 anos e Manassés fez o povo errar de tal forma “que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel” (2Rs 21.9).

No versículo anterior o escritor menciona uma promessa do Senhor a Israel em que havia afirmado: “Não farei que os pés de Israel andem errantes da terra que dei a seus pais” – com uma ordenança – “contanto que tenham cuidado de fazer segundo tudo o que lhes tenho mandado e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou (2Rs 21.8). Depois disso, a constatação: “eles, porém, não ouviram” (2Rs 21.9). Eis aí a razão de o povo ter seguindo os maus atos de seu rei.

Com um histórico familiar como este e após 57 anos de idolatria, não era de se esperar nada diferente vindo de Josias. Entretanto, Josias foi o rei que começou um movimento de reforma. Ele assumiu o reino com 8 anos e reinou 31 anos. O texto nos informa que “fez ele o que era reto perante o Senhor” (22.2).

No décimo oitavo ano de seu reinado Josias estava fazendo reparos no templo. Ele mandou o escrivão Safã até a Casa do Senhor para se encontrar com o sumo sacerdote Hilquias e lhe dar um recado: o dinheiro que era levado à Casa do Senhor deveria ser entregue aos que estavam fazendo a obra para que comprassem materiais para o reparo dos estragos do templo (2Rs 22.3-7).

É neste ponto da história que acontece o momento mais importante da narrativa. O sumo sacerdote Hilquias diz à Safã: “Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor” (22.8). Apesar de o rei já estar reparando estragos no templo, é depois do contato com a Lei do Senhor que a reforma espiritual se inicia.

A Lei é lida para Josias, que rasga suas vestes (22.10-11), pede que se consulte ao Senhor por ele e pelo povo (22.12), se humilha diante de Deus (22.19), faz aliança ante o Senhor tendo a anuência de todo o povo (23.3), purifica o templo e o culto (23.4-14), além de derribar os altares pagãos e celebrar a Páscoa (23.15-23).

As palavras de 2Reis 23.25 a respeito de Josias são maravilhosas: “Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual”.

Como vimos então, é a relação do homem com a Lei do Senhor que determina seu caminho. Quando longe da Palavra de Deus, fatalmente estaremos longe do Senhor, mas quanto mais dermos ouvidos às Escrituras, com o auxílio do Espírito do Senhor, colocando-as em prática em nossas vidas, mais santidade e comunhão com o Senhor teremos, mais honra e glória àquele que é digno.

Vale então recordar as palavras de Tiago:

“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (1.22-25).

Se Deus já nos fez encontrar o Livro da Lei, que revela a pessoa bendita de nosso Salvador Cristo Jesus, nos apeguemos a ele lembrando que a Escritura será sempre nossa regra de fé e prática.

 

Milton Jr

Fonte: http://bibliacomisso.blogspot.com/2011/05/achei-o-livro-da-lei.html

Estudo da Semana: Porque a Teologia é importante?

Por que falar sobre teologia nesta conferência? Esta é uma conferência para músicos cristãos, não uma conferência para teólogos cristãos. As pessoas estão andando por aí carregando guitarras. Você pode participar de workshops para vocalistas, tecladistas, baixistas e bateristas. Não há classes de estudo do Antigo Testamento ou de escatologia ou sobre a doutrina de Deus. O objetivo desta conferência é inspirá-lo e equipá-lo na área da música.
Mesmo em uma conferência para músicos cristãos, teologia é importante.
Teologia não é o tópico mais popular entre os cristãos, especialmente entre os músicos cristãos. A própria palavra evoca imagens de velhos orgulhosos estudando livros grossos, argumentando sobre temas secundários que ninguém nunca vai entender de qualquer maneira.
Teologia significa, literalmente, “o estudo de Deus”, especialmente sobre como Ele revela a si mesmo na Escritura. Isso inclui não apenas a estudar a Bíblia, mas entender como as diferentes partes da Bíblia se encaixam.
Músicos cristãos precisam conhecer teologia. Mas deixe-me abordar quatro objeções, antes de eu dizer o porquê.
1. As pessoas apenas debatem sobre teologia.
Sim. Em parte, porque nós somos pecaminosos. Mas, principalmente, porque existem algumas verdades que valem a pena defender e lutar. Até mesmo morrer por elas.
2. Teologia torna a vida complicada.
Depende do que você entende por complicar. Se você acha que saber como deve tocar o seu instrumento faz com que isso seja complicado, então sim, a teologia torna a vida complicada. E eu posso dizer-lhe que conhecer Deus requer mais trabalho do que saber tocar o seu violão ou teclado. Mas se pudéssemos compreender a Deus completamente, ele não seria um grande deus. Se Deus é realmente Deus, nossa mente será esticada até aos seus limites enquanto tentamos compreendê-lO melhor.
Teologia não faz a vida complicada. Ela verdadeiramente torna a vida mais simples. Ela nos protege da leitura de versículos fora de contexto ou de ler apenas as nossas passagens favoritas. A teologia nos diz o que é importante para Deus e nos ajuda a não tomar decisões baseadas no impulso ao invés de baseadas na verdade. A teologia nos diz o que palavras como glória, evangelho, salvação e amor significam. Teologia nos ajuda a entender o que nós realmente estamos fazendo todos os domingos. O que complica a vida não é teologia, mas ser ignorante sobre ela.
3. Estudar teologia torna as pessoas orgulhosas.
Não deveria. Quanto melhor conhecermos a Deus, mais humildes deveríamos ser. O que sabemos que sabemos sempre será diminuído pelo que nós sabemos que não sabemos. Ouça o teólogo Paulo:
“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” (Rm 11:33-36)
4. Nós nunca saberemos tudo de qualquer maneira.
Só porque não podemos saber tudo sobre Deus, não significa que não podemos conhecer algumas coisas verdadeiramente. Deus se revelou a nós em Sua palavra e nos deu o Seu Espírito para que possamos conhecê-lO.
“A Escritura é a revelação divina. Não é uma coleção de opiniões de como diferentes pessoas vêem as coisas e que acabam nos dizendo mais sobre as pessoas do que sobre as coisas. Não. Ela nos dá o perfeito conhecimento do próprio Deus e de toda a realidade. É dada a nós de uma forma que possamos compreender. A razão pela qual Deus a deu a nós é que Ele quer que a conheçamos, e não para ficarmos adivinhando ou tendo impressões vagas. E, certamente, para não sermos enganado. Ele quer que saibamos.” (David Wells, The Courage to Be Protestant [A coragem de ser protestante])
Ao invés de causar problemas, a teologia, corretamente aplicada, resolve os problemas. Ela diz às nossas mentes o que pensar para que os nossos corações saibam o que sentir e as nossas vontades saibam o que fazer, tudo para que possamos amar a Deus mais plenamente e mais apaixonadamente.
Aqui estão três razões do porque a teologia ser importante para os músicos cristãos:
1. Você já é um teólogo.
Todo cristão, músico ou não, já é um teólogo. A questão é: você é um teólogo bom ou ruim?
Nós somos bons teólogos se o que dizemos e pensamos sobre Deus está alinhado com o que a Escritura diz e afirma. Somos teólogos ruins se nossa visão de Deus é vaga, ou se achamos que Deus realmente não se importa com o pecado, ou se vemos Jesus como um bom exemplo e não como um Salvador; ou se nosso Deus é pequeno demais para vencer o mal ou demasiadamente grande para preocupar-se conosco.
Como você se tornar um bom teólogo? Primeiro, lendo, estudando e meditando sobre a Bíblia, a revelação de Deus sobre si mesmo. Muitos de nós estudamos nossas Bíblias como fazemos exercícios físicos. Sabemos que é bom para nós. Tentamos fazer isso. Nós falamos como se nós realmente tivéssemos uma rotina regular. E na maioria das vezes nos esquecemos de fazê-lo.
Você também se torna um bom teólogo lendo livros escritos por aqueles que leram, estudaram e meditaram sobre a Bíblia.
Eu tenho conhecido pessoas que não lêem livros de teologia porque eles não querem que sua compreensão da Bíblia seja influenciada por alguém. O que eles estão dizendo é: “Deus não poderia utilizar outra pessoa para me ajudar a entender a sua Palavra mais claramente”. Isso é ridículo. Preciso de toda a ajuda que possa conseguir. E você também.
Mais perto de Deus (Mundo Cristão) — A.W. Tozer
O Conhecimento de Deus (Mundo Cristão) e Teologia Concisa (Cultura Cristã) — J.I. Packer
Teologia Sistemática (Vida Nova) — Wayne Grudem
Louvor e Adoração (Vida Nova) – Escrevi este livro como uma teologia básica para os líderes de adoração e para músicos.
2. Deus revela-se principalmente através de palavras, não de música.
Assim como eu, vocês provavelmente já tiveram encontros profundos com Deus durante a adoração musical.
Os que tocavam cornetas e os cantores, em uníssono, louvaram e agradeceram ao Senhor. Ao som de cornetas, címbalos e outros instrumentos, levantaram suas vozes em louvor ao Senhor e cantaram: “Ele é bom; o seu amor dura para sempre”. Então uma nuvem encheu o templo do Senhor. (2 Cr 5:13)
Ou como quando Davi tocava a harpa para o rei Saul (1 Samuel 16:23)? Você não experimentou uma paz incomum ou sentiu a proximidade de Deus de uma forma inesperada enquanto
a música estava tocando? Quando isso acontece, é um dom de Deus.
Mas nós podemos começar a assumir erroneamente que as palavras restringem o Espírito, enquanto a música permite-nos experimentar Deus de maneiras novas e poderosas. Nós somos atraídos para esse mundo excitante de emoções, imprevisibilidade e impulsos espontâneos que é difícil de definir, mas definitivamente experimentável.
Se Deus quisesse que nós O conhecêssemos principalmente através da música, a Bíblia seria uma trilha sonora, não um livro.
Ser tocado emocionalmente pela música é diferente de ser mudado espiritualmente pela verdade de Deus. A música nos afeta e nos ajuda de muitas maneiras, mas não substitui a verdade sobre Deus. Por si só, a música nunca pode nos ajudar a entender o significado da existência de Deus por si mesma, ou a natureza da Encarnação, ou a expiação substitutiva de Cristo.
Para dizer de um modo simples, a verdade supera as melodias. Se queremos conhecer melhor a Deus, teremos de estudar sua Palavra.
E se eu fosse tão dedicado a estudar e a ouvir Deus como sou em estudar e ouvir música? Os resultados poderiam ser radicais.
3. Ser bons teólogos nos faz músicos melhores.
Eu não estou dizendo que devemos estudar teologia para que possamos nos torna melhores músicos. Mas ser um músico melhor é simplesmente fruto de ser um bom teólogo. Aqui estão algumas das coisas que a teologia nos ensina:
A Teologia nos ensina para que a música serve.
1. A música representa extrair e expressar emoções fortes para Deus.
2. A música é para servir as palavras, e não dominá-las ou ofuscá-las.
3. A música representa a edificação e expressão da unidade da igreja, não a desanima e/ou divide.
4. Música, com todos os seus estilos, variações e gêneros, destina-se a dar-nos uma imagem de criatividade e da glória de Deus.
5. Música não é para fazer Deus descer, fazer Deus aparecer, ou de alguma forma manipular a presença de Deus. Isso é trabalho do Espírito Santo, e ele pode nos fazer conhecer a presença de Deus com ou sem música.
A Teologia nos ensina que a adoração é mais do que música.
1. As palavras que usamos para traduzir “adoração” no Velho e no Novo Testamentos têm a ver com reverência, mostrando reverência e servindo Deus em toda a vida. Apenas algumas vezes adoração é ligada à música.
2. A música é uma expressão da minha adoração a Deus, não a soma total do mesmo ou até mesmo a melhor parte dela.
3. Deus é adorado quando os maridos amam suas esposas, quando os filhos obedecem e honram os seus pais, quando compartilhamos o evangelho, quando estamos comprometidos com uma igreja local, quando servimos os outros, quando estamos generosos e alegres nas provações. Estamos adorando a Deus quando nós nos aproximamos da sua graça para resistir à fofoca, pornografia, e raiva.
A Teologia nos ensina que Jesus é melhor do que música.
1. A música pode me dar conforto temporário. Jesus pode me dar um conforto duradouro.
“E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança.” (2 Ts 2:16)
2. A música não pode me levar à presença de Deus – Jesus pode e o fez.
“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus.” (Hb 10:19)
3. Música não morreu por meus pecados para reconciliar-me com Deus. Jesus morreu.
“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.” (1 Pd. 3:18).
4. A música não é o mediador entre mim e Deus. Jesus é.
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (1 Tm 2:5).
5. Música só pode fazer-me sentir esperançoso. Jesus ressuscitou dos mortos para me dar Esperança real para sempre.
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pd 1:3)
Por isso, vamos praticar os nossos instrumentos, desenvolver nossas habilidades, buscar a excelência na música com paixão. Mas vamos lembrar que somos músicos cristãos, chamados a amar a Deus com todos os nossos corações, almas, mentes e força.
Vamos procurar ser não só os melhores músicos que podemos ser, mas os melhores teólogos que podemos ser. E que o nome de Jesus seja honrado em nossas vidas como usamos nossos dons para a Sua glória.

Bob Kauflin


Fonte: voltemosaoevangelho.com

Devocional: Cuidado com os sentimentos

“Outra [semente] caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade”. (Lc 8.6)

Tome cuidado para não depositar a confiança em meras impressões ocasionais ao ouvir a Palavra. Nosso Senhor nos adverte que o coração de certos ouvintes se assemelha ao solo rochoso. A semente da Palavra brota logo que a ouvem e produz uma safra de impressões alegres e emoções agradáveis.
Mas essas sensações, infelizmente, estão apenas na superfície. Não se processa na alma nenhuma obra profunda e permanente. Assim, tão logo esses ouvintes comecem a sentir o calor ardente da tentação e da perseguição, murcha e resseca a pouca fé que pareciam ter alcançado.
Não há dúvida que os sentimentos têm papel importantíssimo em nosso cristianismo pessoal. Sem eles não pode haver fé salvadora. Esperança, alegria, paz, confiança, resignação, amor, temor são emoções que precisam ser sentidas, se existirem de fato. Mas não se deve esquecer jamais que há sentimentos religiosos espúrios e falsos que não brotam senão do entusiasmo carnal.
É muito possível sentir prazer desmedido ou ficar profundamente alarmado diante da pregação do evangelho e ainda assim faltar totalmente a graça de Deus. As lágrimas de alguns ouvintes de sermões, e o deleite extravagante de outros, não são marcas confiáveis de conversão.
Podemos ser admiradores fervorosos dos pregadores favoritos, e mesmo assim não passarde ouvintes cujo coração é solo pedregoso. Nada deveria nos contentar, exceto a obra profunda, humilhadora e automortificadora do Espírito Santo e a nossa sincera união com Cristo.

 

J. C. Ryle (1816–1900)

Fonte: Day by day with J.C. Ryle, Eric Russell, Christian Focus Pub.,p. 346
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com

Devocional: Depressão e Graça na vida de Asafe

Você já questionou a razão dos ‘ímpios’ se darem tão bem, enquanto você, temente a Deus, enfrentar tantas lutas e dificuldades na vida? Já sentiu no coração uma profunda tristeza pela injustiça aparente no mundo? A vida, às vezes, não parece tão injusta?

Às vezes, em aconselhamentos bíblicos, ouço pessoas reclamando que sonham com uma viagem, com um emprego melhor, com um salário melhor, com um carro melhor, uma casa melhor, uma vida melhor, e, apesar de sua integridade, nada disso eles conseguem. Eles olham ao redor e veem os ímpios, que só trapaceiam, caluniam, mentem, enganam, se dando bem na vida, prosperando. São injustos, errados, mas desfrutam de uma vida boa, com condições de dar uma vida “melhor” para suas famílias. Por quê?

Dentro de nossa série sobre personagens da Bíblia que passaram por depressão e encontraram a graça de Deus, chegamos hoje a um dos líderes dos corais que entoavam louvores no Templo dos dias do rei Davi: o levita Asafe. 

Este homem, temente a Deus, escreveu muitos salmos. Seu coral cantava estes salmos. E um dos que me chamam mais a atenção é o Salmo 73. É nesse salmo que Asafe abre seu coração para nos mostrar como chegou a uma depressão com um coração tremendamente amargurado, com dores no corpo e na alma (v. 21), e como ele quase abandonou a fé por conta dessa depressão (v. 2).

A situação que trouxe Asafe a essa depressão foi a mesma que, por muitas vezes, nos incomoda nos dias em que vivemos. Em um determinado momento de sua vida, Asafe começou a perceber que os ímpios prosperavam mais do que ele, um homem piedoso. E aquilo começou a incomodá-lo. Bens, posses, coisas da vida que Asafe gostaria tanto de ter e não conseguia, mas que os ímpios, em sua  desonestidade acabavam conseguindo. Aquilo revoltou Asafe. Ele desnuda sem vergonha alguma seu coração cheio de inveja pela prosperidade dos perversos (v. 3). Asafe se lembra de sua vida cheia de trabalho, de responsabilidades, de preocupações, de dificuldades, e fala da vida dos perversos que prosperam:

“Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte. Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. Por isso o orgulho lhes serve de colar, e eles se vestem de violência. Do seu íntimo brota a maldade; da sua mente transbordam maquinações. Eles zombam e falam com más intenções; em sua arrogância ameaçam com opressão. Com a boca arrogam a si os céus, e com a língua se apossam da terra … Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas. Certamente foi-me inútil manter puro o coração…”  (Salmo 73.4-13)

Asafe desabafa. Nas palavras “…Certamente foi-me inútil manter puro o coração…” ele demonstra até que ponto chegou. E Asafe nos diz nos versos 15 e 16 que ele parou para pensar em tudo isso. Mas, mesmo pensando muito, não conseguiu uma resposta que fizesse sentido. Ele não via resposta a essa situação até que fez o que deveria ter feito desde o início. No verso 17 ele entra no Santuário de Deus, na presença daquele que governa o mundo e tudo o que nele há. E, quando ele entra na presença de Deus, uma luz ilumina sua mente e ele começa a entender, tudo começa a fazer sentido, tudo fica claro, como o sol ao meio-dia.

Na presença de Deus, Asafe entendeu que essa prosperidade, que vem da desonestidade, é um piso escorregadio cujo fim será de dor e grande destruição (v. 18). Estes que hoje sorriem e nadam em corrupção serão, em breve, “totalmente aniquilados de terror” (v. 19). Sua alegria é passageira. Sua prosperidade também. E, aqueles que os invejam também serão levados pela mesma destruição. Quando esteve na presença de Deus, Asafe entendeu que Ele é o nosso tesouro mais precioso, nossa riqueza, nossa prosperidade. Suas palavras, nos versos 25-26, são das mais belas em toda a Bíblia:

“A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre.”

Deus quer ser a sua herança, a sua riqueza que ninguém jamais poderá roubar e pela qual nunca você terá que trabalhar ou gastar um tostão para ter. Deus quer ser o seu mais precioso tesouro a fim de que, quando você perceber a prosperidade dos ímpios, você não se entristeça, mas O adore, pelo fato da maior de todas as riquezas você possuir hoje em sua vida: Deus! 

Se você está longe dEle, aproxime-se! Aproveite enquanto há tempo! Pois Ele também quer ser uma jóia dentro de você que o satisfaça e sustente em todas as situações de sua vida!

Um dia, a falsa e passageira alegria do mundo acabará e tomará lugar grande tristeza. Nesse mesmo dia entrarão na presença de Deus para viverem eternamente em riqueza, conforto, alegrias e prazeres todos aqueles que hoje sofrem, choram, lutam com as dificuldades, inclusive financeiras, e não conseguem ter nesse mundo aquilo que tanto gostariam de ter. 

O Dia da Eternidade será o Dia da Verdade. Lá o riso se tornará choro, e as lágrimas dos fiéis serão enxugadas para todo o sempre. 

 

Wilson Porte Jr.

 

Fonte: http://wilsonporte.blogspot.com

Devocional: A Importância de Cantar a Verdade

 

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

Devocional: Regeneração

 ”Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3.3)

Regeneração é um conceito do Novo Testamento que cresceu, ao que parece, a partir da frase alegórica usada por Jesus para mostrar a Nicodemos a interioridade e profundidade da mudança a que mesmo os religiosos judeus deveriam submeter-se, se quisessem ver o reino de Deus e entrar nele, e, assim, alcançar a vida eterna (Jo 3.3-15). Jesus alegorizou a mudança como sendo “novo nascimento”.

O conceito é Deus renovando o coração, o âmago do ser humano, implantando nele um novo princípio de desejo, propósito e ação, uma propensão dinâmica que encontra expressão na resposta positiva ao evangelho e a seu Cristo. A frase de Jesus, “nascido da água e do Espírito” (Jo 3.5), volta ao tema de Ezequiel 36.25-27, onde Deus é representado como limpando simbolicamente as pessoas da poluição do pecado (por água) e dando-lhes um “novo coração” ao colocar o Espírito dentro deles. Por ser isto tão explícito, Jesus censurou Nicodemos, “mestre de Israel”, por não entender como o novo nascimento ocorre (Jo 3.9,10). A posição de Jesus desde o começo é que não há prática de fé em sua pessoa como o Salvador sobrenatural, nem arrependimento, nem verdadeiro discipulado fora desse novo nascimento.

Em outra parte, João ensina que a crença na Encarnação e na Expiação, com fé e amor, santidade e justiça, é o fruto e a prova de quem é nascido de Deus (1 Jo 2.29; 3.9; 4.7; 5.1,4). Conseqüentemente, parece que, como não há conversão sem novo nascimento, assim também não há novo nascimento sem conversão.

Embora a regeneração infantil possa ser uma realidade quando Deus assim o pretende (Lc 1.15,41-44), o contexto usual do novo nascimento é o da vocação eficaz — isto é, confrontação com o evangelho e iluminação quanto à sua verdade e significação como mensagem de Deus para a pessoa. A regeneração é sempre o elemento decisivo na vocação eficaz.

A regeneração é monergista, isto é, obra inteiramente de Deus Espírito Santo. Ela suscita o eleito dentre os mortos espiritualmente para uma nova vida em Cristo (Ef 2.1-10). É uma transição da morte espiritual para a vida espiritual, sendo a fé consciente, intencional e ativa em Cristo seu fruto imediato, não sua causa imediata. A regeneração é a obra do que Agostinho chamou graça “preveniente”, a graça que precede nossos impulsos de coração em direção a Deus.

 

J. I. Packer

Fonte: http://www.ortopraxia.com/2011/04/regeneracao-j-i-packer.html

Devocional: A pescaria do diabo

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” (1Pe 5.8)

O mundo é a isca de Satanás. Ele raramente lança um anzol a nu. Apresentem-se o homicídio, a fraude, a mentira ou a idolatria sem seus disfarces torpes e dentre as pessoas instruídas e moralmente corretas ele fisgará só algumas. Mas o diabo esconde o seu gancho num engodo piedoso e, como o pescador experimentado, sabe como usar a tentação mais apropriada ao nosso gosto… Para este, usa a isca do ouro; para aquele, a do prazer; para o terceiro, fama e honraria mundanas. Além disso, ele joga a sua linha de pesca em toda a parte: em nosso local de trabalho, nossas famílias, nossos gabinetes, sobre nossas mesas e travesseiros.

Arthur Jackson (1593?-1666)

Fonte: A Puritan at Heart

http://mensreformata.blogspot.com

Tradutor: Marcos Vasconcelos

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