Arquivo de julho 2011

Estudo da Semana: Você já nasceu de novo?

Já nasceu de novo? Essa é uma da perguntas mais importantes da vida. Jesus Cristo disse: “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3).

Não basta responder: “Pertenço à igreja; suponho que sou cristão”. Milhares de cristãos nominais não demonstram nenhum dos sinais de terem passado pelo novo nascimento que as Sagradas Escrituras nos proporcionam, muitas delas registradas na Primeira epístola de João.

Não comete habitualmente pecados.

Primeiro, João escreveu: “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado” (1 João 3:9). “todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando” (1 João 5:18, Almeida Revisada Imprensa Bíblica)

A pessoa que é nascida de novo, ou que tenha sido regenerada, não comete habitualmente pecado. Já não peca com seu coração nem com sua vontade. Provavelmente houve uma época quando não pensava se suas ações seriam pecaminosas ou não, e nem sempre sentia pesar depois de ter feito o mal. Não existiam problemas entre ele e o pecado – eram amigos – porém, o cristão autêntico odeia o pecado, foge dele, luta contra ele, o considera sua maior praga, ressente da carga de sua presença, sente quando cai debaixo de sua influência e anela livrar-se totalmente dele. O pecado já não lhe agrada e nem mesmo lhe é algo indiferente – agora veio a ser algo que odeia. Não obstante, não pode eliminar sua presença dentre de si mesmo.

Se ele afirmasse que não tem pecado, estaria mentindo (1 João 1:8). Porém, pode dizer que odeia o pecado e que o grande anseio de sua alma é não voltar a cometer nenhum pecado. Não pode impedir maus pensamentos, nem que faltas, omissões e defeitos apareçam tanto em suas palavras como em suas ações. Ele sabe que “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tiago 3:2)

Porém, o nascido de novo pode afirmar com certeza, na presença de Deus, que essas coisas lhe causam dor e tristeza, e que sua natureza inteira não as aceita. O que diria de você o apóstolo? Nasceu de novo?

Crê em Cristo

Segundo João escreveu: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus” (1 João 5:1)

O homem que é nascido de novo, ou é regenerado, crê que Jesus Cristo é o único Salvador que pode perdoar sua alma, que é a pessoa divina designada por Deus Pai justamente para esse propósito, e fora Dele não há nenhum Salvador. Considera-se indigno. Porém tem plena confiança em Cristo, e confiando nele, crê que todos seus pecados foram perdoados. Crê que, porque aceitou a obra consumada de Cristo e a morte na cruz, é considerado justo aos olhos de Deus, e pode encarar a morte e o juízo sem temor.

Pode ter temores e dúvidas. Talvez diga às vezes que se sente como que não possuindo nada de fé. Porém, pergunte-lhe se está disposto a confiar em outra coisa em lugar de Cristo, e observe a resposta. Pergunte-lhe se está disposto a basear sua esperança de vida eterna em sua própria bondade, em suas próprias obras, em suas orações, em seu pastor ou em sua igreja, e note a resposta que dará. O que diria de ti o apóstolo? Nasceste de novo?

Pratica a justiça

Terceiro, João escreveu: “todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.” (1:João 2:29).

O homem nascido de novo, ou regenerado, é um homem santo. Procura viver de acordo com a vontade de Deus, fazer as coisas que agradam a Deus e evitar as coisas que Deus aborrece. Deseja continuamente basear seu exemplo no exemplo de Cristo, e dar mostras de ser amigo de Jesus fazendo tudo o que Ele ordena. Sabe que não é perfeito. Percebe, com aflição, sua corrupção interior. Têm consciência de um princípio maligno dentro de si mesmo que luta constantemente contra a graça e que deseja tratar de afastá-lo de Deus. Porém não consente com esse mal, ainda que não possa impedir sua presença dentro de si.

Ainda que às vezes pode se sentir tão baixo que questiona se é ou não cristão, poderá afirmar como John Newton: “Não sou o que devo ser, não sou o que quero ser, não sou o que espero ser no mais além; porém, ainda assim, não sou o que era, e pela graça de Deus sou o que sou” O que o apóstolo diria de você? Já nasceu de novo?

Ama aos demais cristãos

Quarto, João escreveu: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (1 João 3:14)

O homem que nasceu de novo tem um amor especial por todos os autênticos discípulos de Cristo. Igualmente como seu Pai nos céus, ama a todos os homens com um grande amor geral, porém tem um amor especial pelos que compartem sua fé em Cristo. Tal como seu Senhor e Salvador, ama aos piores pecadores e pode chorar por eles – mas possui um amor particular pelos que são crentes. Nunca se sente tão em casa como quando está na companhia deles. Sente que todos são membros da mesma família. São seus companheiros de armas, lutando todos contra o mesmo inimigo. São seus companheiros de viagem, viajando pelo mesmo caminho. Compreende-lhes, e eles compreendem a ele.

Eles podem ser entre si muito distintos de muitas formas: no status, na posição e nas riquezas. Porém, isso não importa. São os filhos e as filhas de seu Pai e não pode menos que amar-lhes. O que João dirá de você? Nasceu de novo?

Vence ao mundo

Quinto, João escreveu: “todo o que é nascido de Deus vence o mundo” ( 1 João 5:4)

O homem que nasceu de novo não usa a opinião do mundo como sua norma com relação ao bom e ao mal. Não importa para ele ir contra a corrente das condutas, idéias e costumes do mundo. O que dizem ou fazem os demais já não lhe preocupa. Vence o amor do mundo. Não encontra prazer nas coisas que parecem trazer felicidade à maioria das pessoas. A ele lhe parecem néscias e indignas de um ser imortal.

Ama os elogios de Deus mais que os elogios do homem. Teme ofender a Deus mais do que ofender aos homens. Não é importante para ele se o culpam ou se o elogiam, sua meta principal é agradar a Deus; o que diria João? Já nasceu de novo?

Mantêm-se puro

Sexto, João escreveu: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca” (1 João 5:18)

O homem que tem nascido de novo cuida de sua própria alma. Procura não somente evitar o pecado, mas também tudo o que possa o levar a ele. É cuidadoso de suas companhias. Sabe que as conversas ímpias corrompem o coração e que o mal é mais contagioso que o bem, assim como uma enfermidade é mais contagiosa que a saúde.  É cuidadoso quanto ao uso de seu tempo, seu desejo principal é usar ele com proveito.

Anela viver como um soldado em território inimigo – aspira usar continuamente sua armadura e estar preparado para a tentação. É diligente em ser um homem vigilante, humilde e de oração. O que diria de ti o apóstolo? Já nasceu novamente?

A prova

Essas são as seis grandes características do cristão que nasceu de novo. Existe uma grande diferença na profundidade e claridade dessas características em distintas pessoas. Em algumas são frágeis e quase não se percebem. Em outras, são fortes, claras e inconfundíveis, de modo que qualquer um as notam. Algumas dessas características são mais visíveis que outras em cada um. Rara vez são todas igualmente evidentes em uma dada pessoa.

Porém, ainda assim, tendo tudo em conta, aqui encontramos gravadas seis características daquele que é nascido de Deus.

Como reagiremos a essas coisas? Podemos, por lógica, chegar a uma só conclusão: somente os que são nascidos de novo possuem essas seis características, e os que não as tem não são nascidos de novo. Essa parece ser a conclusão a qual o apóstolo João queria que chegássemos.

Você possui essas características?

J.C.Ryle

FONTE: Traduzido de http://allanroman.blogspot.com/2011/06/has-nacido-de-nuevo.html

http://bisporyle.blogspot.com

Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público

Tradução: Armando Marcos

Devocional: Calçado e Força

“O ferro e o metal será o teu calçado; e a tua força será como os teus dias.” (Dt 33:25 ARC1995)

Aqui há duas coisas preparadas para o peregrino: calçado e força.

Quanto ao calçado: é muito necessário para viajar por caminhos acidentados e para pisar inimigos mortais. Não andaremos descalços – isto não seria conveniente para príncipes de sangue real. O nosso calçado não será absolutamente do tipo comum, porque terá solas de metal durável, que não se desgastarão até mesmo se a viagem for com grande extensão e difícil. Teremos proteção que será proporcionada às necessidades do caminho e da batalha. Portanto, prossigamos a nossa marcha com ousadia, não temendo mal algum, ainda que pisemos serpentes, ou ponhamos os nossos pés sobre o próprio Dragão.

Quanto à força: a nossa força continuará enquanto os nossos dias se prolongarem, e será proporcional à pressão e à carga desses dias. As palavras são poucas, ‘e a tua força será como os teus dias’, mas o significado é completo. Neste dia podemos esperar provações e trabalho(s) que requererão energia, contudo, com igual confiança, podemos esperar uma força equivalente. Esta palavra dada a Aser, é nos dada também, se tivermos fé para dela nos apropriarmos. Atuemos em conformidade com a santa intrepidez que deve ser gerada por esta promessa no coração do crente.

C. H. Spurgeon

Faith’s Checkbook

www.spurgeon.org 

Livro de Cheques do Banco da Fé 

Tradução de Carlos Antônio da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/ 

Devocional: 9 Lições de Deus sobre as Enfermidades

Uma enfermidade serve…

1. Para nos fazer pensar – para nos lembrar que temos uma alma, bem como um corpo – uma alma imortal – uma alma que viverá para sempre em felicidade ou na miséria – e que, se esta alma não for salva, teria sido melhor que nunca tivéssemos nascido.

2. Para nos ensinar que existe um mundo além do túmulo – e que o mundo que agora vivemos é apenas um lugar de treinamento para outra morada, onde não haverá decadência, tristeza, lágrimas, miséria e pecado.

3. Para nos fazer olhar para nosso passado com honestidade, imparcialidade e consciência. Estou pronto para a minha grande transformação se eu não ficar melhor? Estou verdadeiramente arrependido dos meus pecados? Os meus pecados foram perdoados e lavados no sangue de Cristo? Estou preparado para encontrar Deus?

4. Para nos fazer ver o vazio do mundo e sua total incapacidade para satisfazer as maiores e mais profundas necessidades da alma.

5. Para nos levar a nossas Bíblias. O Livro sagrado, que nos dias de saúde muitas vezes é deixado na prateleira, se torna o lugar mais seguro para esconder dinheiro e nunca é aberto de Janeiro a Dezembro. Mas uma enfermidade muitas vezes o tira da prateleira e joga nova luz sobre suas páginas.

6. Para nos fazer orar. Muitos, eu temo, nunca oram, ou só murmuram umas poucas palavras de manhã e pela noite sem pensar no que estão fazendo. Mas a oração muitas vezes se torna uma realidade quando o vale da sombra da morte está à vista.

7. Para nos levar o arrependimento e deixar os nossos pecados. Se não ouvimos a voz de misericórdia, Deus às vezes nos faz “ouvir a vara”.

8. Para nos atrair a Cristo. Naturalmente não vemos o valor integral desse bendito Salvador. Nós secretamente imaginamos que nossas orações, boas ações e observância dos sacramentos salvarão nossas almas. Mas quando a carne começa a falhar, a absoluta necessidade de um Redentor, um Mediador e Advogado junto ao Pai, destaca-se diante dos olhos dos homens como fogo e os faz entender as palavras “Simplesmente a Tua cruz me agarro“, como nunca entenderam antes. Uma enfermidade tem feito isso por muitos – eles encontraram Cristo em um quarto de hospital.

9. Para nos fazer ter compaixão e solidariedade para com os outros. Por natureza, estamos muito abaixo do exemplo do nosso Mestre bendito, que não tinha apenas uma mão para ajudar, mas um coração para ter piedade de todos. Ninguém, eu suspeito, é tão incapaz de se compadecer como aqueles que nunca tiveram seus próprios problemas – e ninguém é tão capaz de ser sensível como aqueles que beberam mais profundamente do cálice da dor e do sofrimento.

Resumindo: Tenha cuidado com a irritação, murmuração, reclamação e dar lugar a um espírito impaciente. Enxergue sua enfermidade como uma bênção disfarçada – um bem, e não um mal – um amigo e não um inimigo. Sem dúvida, devemos preferir aprender lições espirituais pelo amor e não pela dor. Mas é certo que Deus sabe melhor do que nós como nos ensinar. A luz do último dia irá mostrar que havia um significado e uma “razão de ser” em todas as doenças do seu corpo. As lições que aprendemos em um leito de hospital, quando estamos afastados do mundo, são muitas vezes as que nunca aprenderíamos em outro lugar.

J.C. Ryle

Fonte: http://iprodigo.com

Devocional: O Vale da Visão

 

SENHOR, SUBLIME E SANTO, MANSO E HUMILDE,
Tu me trouxeste ao vale da visão,
onde eu vivo nas profundezas, porém vejo a Ti nas alturas;
cercado por montanhas de pecado, eu contemplo a Tua glória.

Faze-me aprender, por paradoxo,
que o caminho para baixo é o caminho para o alto,
que ser menor é ser maior,
que o coração quebrantado é o coração curado,
que o espírito contrito é o espírito alegre,
que a alma arrependida é a alma vitoriosa,
que não ter nada é possuir tudo,
que levar a cruz é portar a coroa,
que o vale é o lugar da visão.

Senhor, durante o dia podem-se ver as estrelas do mais profundo abismo,
e, quanto mais profundo o abismo, mais forte brilham as Tuas estrelas;
Faze-me encontrar a Tua luz na minha escuridão,
a Tua vida na minha morte,
a Tua alegria na minha tristeza,
a Tua graça no meu pecado,
as Tuas riquezas na minha pobreza,
a Tua glória no meu vale.

Fonte: BENNET, Arthur (Ed.). The Valley of Vision: A Collection of Puritan Prayers & Devotions. Edinburg, USA: The Banner of Truth Trust, 2009, p. XV.

Por: Sovereign Grace Music. Website: sovereigngracemusic.org

Tradução e Edição: Voltemos ao Evangelho.

Devocional: Não vos conformeis

“E não vos conformeis com este século”. (Rm 12:2)

 Se for possível a um crente ser salvo, enquanto se conforma com este mundo, isso acontecerá por meio do fogo. Uma salvação desse tipo tem de ser tão temida quanto é desejada. Você quer deixar este mundo nas trevas de um leito de aflição e entrar no céu de maneira semelhante a um marinheiro náufrago que tenta chegar às rochas de sua terra natal? Então, seja mundano; misture-se com o reino das trevas e não saia fora do arraial, levando o vitupério de Cristo.

Ou você prefere ter um céu tanto aqui na terra como no porvir? Você quer receber entrada no gozo de seu Senhor? Então, “retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei” (2 Coríntios 6.17).

A sua alma deseja muito obter a plena certeza da fé? Você não pode ganhá-la, enquanto estiver em comunhão com os pecadores. Seu coração deseja arder com a chama do amor? Seu amor será esfriado por encharcar-se de uma sociedade sem Deus. Talvez você seja um bebê na graça, mas nunca poderá ser um homem maduro em Cristo Jesus, enquanto se rende aos valores e às filosofias de homens do mundo.

É perigoso para um herdeiro do céu ser um grande amigo dos herdeiros do inferno. Até as pequenas inconsistências são perigosas. Pequenos espinhos fazem grandes bolhas; pequenas traças destroem belas roupas. Uma pequena frivolidade e um pequeno erro roubarão da fé milhares de alegrias. Crente, você compreende o que perde por meio de sua conformação com o mundo? Tal conformação destrói os tendões de seu vigor, fazendo-o rastejar onde deveria correr. Por amor à sua própria consolação e em benefício de seu crescimento na graça, se você é um verdadeiro crente, seja um crente distinto e notável.

C.H. Spurgeon

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

Devocional: A Sua Família Cavaria a Sua Própria Sepultura?

Meditações sobre Família e Martírio

Muitos (talvez não todos) dos que lêem este livro estão bem distante da ameaça de martírio. Contudo, as palavras de Jesus têm de ser ouvidas por todos. Dias virão em que elas serão mais relevantes do que parecem hoje. E, mesmo em nossos dias, as palavras de Jesus são tremendamente importantes para milhares de cristãos. David Barret estima, em suas pesquisas anuais, que 164.000 cristãos morreram como mártires todos os anos, no século XX, o qual é provavelmente o mais sangrento de todos os séculos. Isso não deve surpreender a nenhum verdadeiro cristão. “Amados, não estranheis o fogo  ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo” (1 Pedro 4.12). Todos devemos ouvir as palavras de Jesus:

Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome; e isto vos acontecerá para que deis testemunho. E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos; e matarão alguns dentre vós. Contudo, não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma (Lucas 21.12-13, 16, 18-19).

Sem dúvida, será difícil não somente morrer por Cristo às mãos de homens injustos, mas também ter os membros de nossa própria família, à semelhança de Judas, nos entregando com um beijo. Todavia, haverá outras histórias. Nem todas as famílias falharão naquele tempo. Algumas se revelarão como ouro. Ouvir a respeito dessas famílias e da fé exercida por tais pessoas ajudarão a você e a seus amigos e familiares a ficarem preparados. Quero contar-lhe a história da família Haim, do Camboja.

No vilarejo de Siem Riep (no Camboja), Haim, um mestre cristão, “sabia que os jovens soldados comunistas, de traje preto, ao atravessarem os campos, agora vinham buscá-lo… Haim já tinha determinado que, ao chegar a sua vez, morreria com dignidade e sem queixas. Desde a “Libertação”, em 17 de abril de 1975, qual o cambojano que não pensara neste dia?… Toda a família de Haim estava reunida naquela tarde. Eles eram “a velha caspa”, “o sangue ruim”, “inimigos da revolução gloriosa”, “agentes da CIA [Central Intelligence Agency]!” Eles eram cristãos.

A família passara a noite acordada, confortando-se mutuamente e orando uns pelos outros, enquanto permaneciam amarrados juntos, na grama úmida, debaixo de algumas árvores. Na manhã seguinte, os jovens soldados retornaram e os levaram de seu Getsêmani ao lugar de execução, aos “campos de extermínio”…

A família recebeu ordens de cavar uma sepultura bem ampla, para eles mesmos. Então, concordando com o pedido de Haim, de se prepararem, por alguns momentos, para a morte, pai, mãe e filhos, com mãos unidas, ajoelharam-se ao redor da cova aberta. Com súplicas altissonantes a Deus, Haim começou exortando tanto os soldados como todos os que os olhavam de longe a se arrependerem e crerem no evangelho.

Então, em pânico, um dos filhos mais novos de Haim se colocou de pé, correu em direção aos arbustos dos arredores e desapareceu. Haim se levantou e, com admirável frieza e autoridade, prevaleceu em convencer os soldados a não perseguirem o menino e a permitirem que ele o chamasse de volta. A aglomeração de espectadores que observavam ao redor das árvores, os soldados e a família pasmada, ainda de joelhos à beira da cova, olhavam com admiração, enquanto Haim começou a chamar o seu filho, rogando-lhe que retornasse e morresse junto com sua família. “Que comparação”, bradou Haim, “ganhar apenas mais alguns dias na selva, como um fugitivo, um miserável e solitário, em vez de unir-se à sua família, momentaneamente ao redor da sepultura, mas em breve ao redor do trono de Deus, livres para sempre, no Paraíso?” Depois de alguns minutos de tensão, alguns arbustos foram abertos, e o rapaz, chorando, caminhou lentamente ao seu lugar, entre os familiares ajoelhados. “Agora, estamos prontos para ir”, disse Haim aos soldados.

Poucos dos que presenciaram esse acontecimento duvidaram que as almas daqueles cristãos, cujos corpos tombaram silenciosamente à cova que eles mesmos abriram, ascenderam ao céu, a um lugar preparado pelo Senhor deles (Don Cormack, Killing Fields, Living Fields: An Unfinished Portrait of the Cambodian Church — the Church That Would Not Die, Crowborough, England: Monarch Publications, 1997, p. 233-234).

Haim e sua família não morreram em vão, e nada nos intimidará, se você e eu formos motivados a fixar nossos pensamentos nas coisas que são do alto, para amarmos a Cristo mais do que a este mundo e sermos tão radicalmente livres para o amor, o testemunho e a coragem, na causa da verdade.

 

John Piper

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.

Copyright: © Editora FIEL

Permissões: a postagem de trechos deste livro foi realizada com permissão da Editora Fiel. Se você deseja mais informações sobre permissões contate-os.

Estudo da Semana: “Deus é amor” e a Eleição

Há uma questão que ouço bastante. Ouço tão frequentemente que ela merece alguma atenção. A pergunta é, falando de maneira clara, sobre a doutrina da eleição e a doutrina do amor de Deus. Se a eleição é verdade, então como Deus pode chamar a Si mesmo de amor quando a maioria de Sua criação será separada dEle por toda eternidade?

A primeira coisa a se fazer quando lidar com essa pergunta é entender os conceitos de maneira correta desde o começo; Quando a maioria das pessoas ouve a frase “Deus é amor”, elas pensam que significa “Deus me ama”. Na realidade, esta é uma declaração que está fundamentada na ontologia (a natureza) do próprio caráter de Deus. Se Deus é amor, então Ele sempre tem sido eternamente amor; e esse amor não pode ser meramente atribuído à existência de seres humanos. De outra forma, João teria baseado na humanidade o conceito do amor de Deus. Pelo contrário, o Apóstolo João diz: “Deus é amor”. Deus ama a Si mesmo, e ele sempre amou a Si mesmo. Todas as suas ações refletem um amor e um compromisso com Seu próprio nome, sua própria glória, sua própria fama, etc. Isso se relaciona à doutrina da divina simplicidade, em que mesmo a ira de Deus é amor, porque ela não inclui concessões quanto a Ele. Quando Deus está irado, ele está preservando e amando Seu próprio nome, Sua própria glória, ao punir aqueles que a desrespeitam.

Assim, a ideia de que Deus ama a Si mesmo não exclui Sua manifestação do amor que Ele já tem pela humanidade. Mas todos os atos e expressões que Deus demonstra serve a seu propósito principal: expressar o amor de Deus por si mesmo. Se isso não acontece, o amor de Deus é comprometido. Torna-se um tipo de amor idólatra e infiel. Cada e toda coisa que Deus faz está fundamentada no amor… a Si mesmo, primeiramente.

Portanto, quando vemos a ira de Deus, estamos vendo amor. Embora seja um tipo de amor teocêntrico que a maioria dos evangélicos dificilmente tenha sequer considerado. Da mesma forma, quando ouvimos e recebemos a oferta de salvação encontrada em Jesus, também estamos vendo o amor de Deus por Si mesmo. Essa salvação serve para enfatizar e demonstrar a graça de Deus a seus inimigos. Os evangélicos, em sua maioria, têm confinado o amor de Deus a essa segunda manifestação. Eles dificilmente podem ver quão amável é a ira de Deus, mas eles pensam que veem muitas coisas amorosas em Sua misericórdia.

Se realmente estivermos pensando dessa forma, então seremos mais perturbados pela salvação que pela condenação. A salvação apresenta problemas enormes para o amor de Deus. Isso se dá porque na salvação, nós temos Deus, um bom juiz, atuando como um mau juiz e inocentando o culpado. Ele parece tratar Seu nome levianamente. Ao salvar pecadores, Ele não parece amar e defender Seu próprio nome. Existe muito mais problema em Deus perdoando o ímpio que há na execução de sua justiça sobre pecadores que a merecem.

Então, olhe novamente para a reclamação diante de nós. “Como Deus pode chamar a Si mesmo de amor quando a maioria de Sua criação será separada dEle por toda eternidade?”. A pergunta assume que a medida do amor é a criatura encontrar união com Deus na eternidade. E, sem dúvida, há muita verdade nisso – especialmente da perspectiva humana. Porém, se vista sob a perspectiva divina, a reclamação mostra-se falha. “Deus é amor” é compatível com qualquer e toda ação de Deus, porquanto Ele está sempre agindo de uma forma que primariamente promova Seu próprio nome.

Esse entendimento da essência de Deus como “amor” nos dá uma base fundamental para um entendimento verdadeiro, robusto, biblicamente fiel da eleição. Se não tivermos essa base, então estaremos constantemente dizendo: “mas Ele poderia ter feito mais! Ele poderia ter sido mais amoroso!”. Essas reclamações perdem a força quando podemos ver o amor de Deus em sua ira e em sua justiça. A mentalidade bíblica, então, não protesta, mas clama: “Mostre-nos sua glória! Mostre-nos sua justiça! Mostre-nos sua graça! Mostre-nos o Senhor!”. Ela não pode – é incapaz – reclamar que Deus não tem feito o bastante disso ou daquilo.

Devemos levar em conta, também, que o número de eleitos que habitarão os céus e adorarão ao Senhor da Glória será mais numeroso que as areias do mar (Jr 33.22). Esse não é um número pequeno. Eu disse em outro texto que é estimado que existiram aproximadamente 635 bilhões de pessoas no decorrer da história. Se mesmo uma pequena fração desse número recebeu o dom da salvação, então podemos considerar a população do céu como numerosa. Leve em conta que a população de Phoenix, Arizona, onde eu viva, é de aproximadamente 4,3 milhões. Ouso dizer que se Deus salvasse somente 4 milhões de pessoas em toda história da humanidade, teríamos de considerar um número tremendo. Ainda assim, o número certamente é maior ainda que esse. Os exércitos do céu serão tantos que ficaremos maravilhados pelos homens e mulheres comprados por nosso Senhor.

Dito isso, não há lugar para reclamação. Não há espaço para conflito contra a doutrina da eleição ou o número de salvos. Qualquer reclamação ou acusação de injustiça ou crueldade da parte de Deus é minimizada pelo amor de Deus por Si mesmo e por Seu próprio nome.

Adam Parker

Traduzido por Josaías Jr. | iprodigo.com |

Devocional: Deus me inspira canções na noite

“Deus, que me fez, que inspira canções de louvor durante a noite”. (Jó 35:10)

Qualquer indivíduo pode cantar à luz do dia. Quando a riqueza o cerca com abundância, qualquer homem pode louvar o Deus que lhe dá colheitas abundantes ou abençoa grandemente os seus negócios. É muito fácil para o conjunto de sinos ecoar músicas quando o vento está soprando; o difícil é a música ressoar quando nenhum vento está soprando.

É fácil cantar quando podemos ler a notas à luz do dia, mas aquele que é habilidoso canta do seu coração. Nenhum homem pode fazer uma música na escuridão de sua alma. Ele pode tentar, mas descobrirá que a música à noite tem de ser inspirada por Deus.

Quando todas as coisas vão bem posso entoar canções por onde quer que eu vá, regozijando-me pelas flores que crescem em meu caminho. Todavia, coloquem-me em um deserto onde não cresce qualquer coisa verde, e como poderei cantar um hino de louvor a Deus? Se minha voz é clara e meu corpo, saudável, posso cantar louvor a Deus. Silencie-se a minha língua, seja eu prostrado no leito da enfermidade, como poderei entoar os altos louvores de Deus, a menos que Ele mesmo me inspire as canções?

Não, não está no poder do homem cantar a Deus, quando todas as coisas estão contra ele, a menos que a música do céu encha a sua alma. Foi uma canção divina que Habacuque cantou, quando disse: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17-18).

Visto que nosso Criador nos inspira canções à noite, esperemos nEle para recebermos as músicas. Ó Grande Músico, não permita que permaneçamos em silêncio por causa de nossas circunstâncias. Ajusta os nossos lábios à melodia de ações de graças.

 

C.H. Spurgeon

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com/

Devocional: Depressão – O conforto que todos precisamos!

Eles haviam acabado de tomar a ceia, a última ceia, a santa ceia. Jesus havia acabado de dizer que um deles o trairia. Judas Iscariotes levanta e sai com a bolsa. Todos pensam que ele fora comprar alguma coisa relacionada à ceia que estavam tendo. Mas não. Era a hora da traição, da entrega, do sacrifício. Jesus é claro em dizer que, em breve, seria morto. Todos se agitam, contrários àquelas palavras. Pedro levantou-se e disse que morreria junto, não importando o que acontecesse, que ele estaria pronto a dar sua vida por Jesus. Jesus fala do galo, que ele não cantaria aquela madrugada antes que o próprio Pedro o tivesse negado três vezes.
Daí, então, Jesus começar a falar do consolo que ele daria e que o Espírito Santo, que haveria de ser enviado, ministraria ao coração de cada um deles. Não havia com o que se preocupar, estava tudo andando perfeitamente de acordo com a vontade de Deus. Jesus diz que, mesmo sendo morto, não os deixaria, jamais. Eles, porém, não entenderam…
E, foi assim, naquela sala superior de uma casa em Jerusalém, após terem tomado a Santa Ceia das mãos do próprio Jesus, que os discípulos recebem a maravilhosa promessa do Espírito Santo.
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.” (João 14:1)
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” João 14:15-18
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14:27
Essas foram as palavras de Jesus para seus discípulos, momentos antes de sua morte e ressurreição. Os discípulos estavam preocupados com a “partida” do Senhor. Eles não entenderam muito bem o que estava acontecendo. Estavam tristes e temerosos. Seus corações estavam turbados (sombrios, perturbados, apreensivos, tristes). É quando Jesus lhes dá as palavras de conforto acima mencionadas. Elas aparecem no capítulo 14 do Evangelho Segundo João. Todo este capítulo é centrado na promessa de que Ele, Jesus Cristo, é o único que pode dar ao cristão conforto. Tal conforto está relacionado com Sua segunda vinda, Seu breve retorno, e, também, com o ministério do Espírito Santo no presente (v. 26).
É o discurso de despedida de Jesus. O mundo dos discípulos estava para ser abalado. Eles seriam desnorteados, confundidos, e guiados através de todo tido de ansiedade por causa dos eventos que em breve aconteceriam. E, antes que a devastação chegasse, Jesus fala aos seus corações confortando-os.
O conforto que Jesus deu aos seus discípulos vale para nós hoje também. Suas palavras são, também, para nós. Por isso, estão registradas nas Escrituras. Vivemos dias onde nosso mundo pessoal vive a ponto de ser abalado por algo ou alguém que venha nos magoar, nos turbar. Situações acontecem. Às vezes elas nos desnorteiam, nos confundem, e nos deixam ansiosos. E Jesus ainda hoje se preocupa em deixar uma palavra pra você, uma palavra de conforto, de que você não está sozinho.
Jesus prometeu que enviaria o Espírito Santo. O Espírito Santo veio, e, se você já se arrependeu de seus pecados e creu em Cristo para a sua salvação, o Espírito está com você e em você! Ele é Cristo em nós! Ele é o Consolador. Ele foi aquele que consolou o coração dos discípulos na morte de Jesus. Ele foi aquele que sustentou cada discípulo durante as mais terríveis perseguições, diante da morte, diante dos perigos, o Espírito Santo foi aquele que fez o coração do apóstolo Paulo ficar feliz, mesmo quando esse havia sido preso injustamente.
O Espírito de Cristo em nós é o conforto que todos precisamos. É mais que carregar uma cruz no peito, é ter o crucificado dentro de você. É mais que freqüentar uma igreja, é ter o Cabeça da Igreja em você. E a promessa dele é de lhe dar a paz! A paz que vem do céu. A paz que o mundo não conhece! Essa paz em você. Você a deseja?
Então, dê ouvidos à Sua Palavra. Creia naquele que enviou seu Filho para morrer em seu lugar. Não creia como sempre creu, como aprendeu a crer vendo seus pais e avós indo à igreja. Creia por si só. Tenha uma experiência com Deus. Entregue-se totalmente a Jesus! Encha-se de Seu Espírito Santo. RECEBA A PAZ E O CONSOLO ETERNOS EM VOCÊ! Deus em você! Você sabe o que é isso? Sabe?
Deveria saber. É sua responsabilidade. Arrependa-se de seus pecados, e abandone-os. Busque conhecer melhor a Jesus. Ele está onde sempre esteve: nas páginas das Escrituras (pronto para falar com você) e ao lado de Deus (pronto para ouvir você). E você, onde está? Perto ou longe dele? O ouvindo e falando com Ele? Ele está onde sempre esteve. E você, onde está?

Wilson Porte Jr.

Fonte: http://wilsonporte.blogspot.com

Devocional: No mundo tereis aflições

 

 

Fonte: http://youtu.be/Fof6xZhNRRQ

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