Arquivo de agosto 2011

Devocional: Culto ou Show?

 

Fonte: www.josemarbessa.com

Devocional: Uma Palavra aos Jovens (6 e 7)

PROCURE COMPANHEIROS DEVOTOS
. . Correndo o risco de lhe ofender, eu devo dizer que se você for jovem, há provavelmente muitas coisas tolas ainda amarradas em seu coração (Provérbios 22: 15). Se as maiores influências em sua vida são outros jovens como você, então você é um companheiro de tolos e está andando um caminho perigoso. As Escrituras ensinam uma verdade que pode salvar vidas, mas que é muitas vezes negligenciada hoje:

“Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas
o companheiro dos tolos acabará mal.” (Provérbios 13: 20; NVI)

. . A idéia de um “abismo entre as gerações” nasceu da contracultura sem Deus da dos anos 60 e foi completamente adotada agora pela maior parte de igrejas. A idéia que pessoas jovens têm de estar com outras pessoas jovens é uma direta contradição às Sagradas Escrituras. Embora momentos com outros jovens possam ser tanto agradável como útil, as Sagradas Escrituras ensinam que cristãos jovens têm de estar com os cristãos mais velhos e mais maduros para que eles possam aprender os seus caminhos e evitar as ciladas da juventude e da inexperiência.

. . Segundo as Escrituras, as maiores influências na sua vida devem ser os seus pais, na condição que eles sejam devotos e maduros. Depois deles, é o papel dos anciãos da igreja e de toda congregação adulta modelar a vida cristã para você. Resumindo, você fará bem em rodear-se de homens e mulheres cujo progresso em santificação e serviço a Deus é evidente. Conheça não só os cristãos de nosso tempo, mas também os santos do passado pelos seus escritos e os escritos de outros sobre eles.

FUJA DAS PAIXÕES DA MOCIDADE

Em Efésios 6:10-12, você é ordenado a resistir ao diabo. Em Tiago 4:7 há a garantia que se você resistir a ele, ele fugirá de você. Ainda assim, em II Timóteo 2:22 você é ordenado a fugir das paixões da mocidade. É um tanto assombroso ver que você é ordenado a ser forte, resistir e lutar contra anjos caídos, e ao mesmo tempo, você é ordenado a fugir com medo das paixões da mocidade. Isto demonstra que a paixão da sua carne e a sensualidade desenfreada da sua cultura é mais perigosa do que uma batalha face a face com o diabo.

Eu conheço inúmeros jovens cristãos que demonstraram evidências genuínas de conversão, e ainda assim ao entrar em uma relação com o sexo oposto, eles caíram em imoralidade. Eu sei que eles memorizam as Sagradas Escrituras, oram, e até jejuam para serem puros na sua relação, e mesmo assim eles caíram. Por quê? Porque eles não entenderam que todas as disciplinas espirituais das Sagradas Escrituras não poderiam salvá-los das paixões da juventude. Eles tentavam lutar uma batalha enquanto Deus ordenou eles a fugir. Resumindo: Você não pode ficar sozinho em um relacionamento com uma pessoa do sexo oposto durante um período extenso de tempo sem cair. Por isso, vocês nunca devem ficar sozinhos em uma casa, carro, ou qualquer outro lugar onde a luxúria e os desejos podem ser acesos e o fracasso é certo.

Paul Washer

Original: HeartCry Missionary Society Magazine, February-March 2006
Tradução: Zeemidio
Revisão: Vinícius M. Pimentel

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2009/04/paul-washer-uma-palavra-aos-jovens.html

Devocional: Uma Palavra aos Jovens (5)

ORE
. . Eu divido a minha oração em duas categorias distintas: Oração nos meus sapatos de passeio e oração nas minhas botas de trabalho. A primeira categoria refere-se à comunhão, adoração, e ação de graças. É andar com o Deus como um companheiro presente em todos os momentos, desfrutando de sua companhia, e buscando maiores e maiores manifestações da Sua presença. Este tipo de oração tem um objetivo – conhecê-lo e simplesmente “estar” com Ele. Sem este tipo de oração, todo o conhecimento na sua cabeça nunca será nada mais do que jargões teológicos de segunda mão. Você passará a sua vida inteira falando corretamente de alguém que você nem sabe quem é e sobre coisas que nunca se tornaram realidades em a sua vida.
. . Ouvi pessoas dizerem que elas não têm um tempo específico com Deus deste jeito, mas eles conversam com Deus durante o dia enquanto eles fazem suas atividades diárias. A minha experiência diz que a capacidade de “praticar a presença de Deus” através do dia e no meio de minhas atividades só são possíveis porque eu separei-me das minhas atividades diárias e busquei a Deus em tempos específicos de oração. Isto parece ter sido a prática do nosso Senhor Jesus Cristo durante a sua encarnação:

. . “De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.” (Marcos 1:35).

. . A segunda categoria de oração – oração nas minhas botas de trabalho – refere-se à oração intercessória. Não deixe ninguém o enganar. Este tipo de oração é trabalho duro! Não é uma pequena coisa para um homem mortal lutar com Deus (Gênesis 32:24-32) e contra o diabo (Efésios 6:12). Os desafios são altos e tudo é ganho ou perdido neste campo de batalha. Perseveramos em oração para a glória de Deus, a Grande Comissão, e o avanço do Reino (Mateus 6:9-10); perseveramos em oração pela preservação e santificação da Igreja; trabalhamos em oração para cada necessidade e para o cumprimento de cada promessa que Deus deu. Isto pode muito bem ser a tarefa mais sagrada dada a homens!
. . Terminarei o tópico da oração com um conselho que foi muito útil para mim. Foi-me dado por um pregador mais velho, que o recebeu de um pregador ainda mais velho. É algo assim:

“Ore até que você possa orar, e então ore até que você tenha orado.”

. . Muitas vezes, quando curvamos os nossos joelhos em oração, nós não sentimos a liberdade ou poder para orar. Parece que há um céu de bronze em cima de nós. Isto não deve ser uma causa de desânimo, mas isto deve levar-nos a lutar em oração até que tenhamos “rompido os céus” até Deus. E é então que devemos pôr-nos a orar até que as nossas cargas tenham sido levadas e saibamos que, de fato, oramos.Paul Washer

 

Original: HeartCry Missionary Society Magazine, February-March 2006
Tradução: Zeemidio
Revisão: Vinícius M. Pimentel

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2009/04/paul-washer-uma-palavra-aos-jovens.html

Estudo da Semana: TULIP

Extraído dos Cânones de Dort e resumidos no acróstico TULIP.

TULIP – Acróstico formado pelas iniciais em inglês.

Depravação Total (Total Depravity)
Eleição Incondicional (Unconditional Election)
Expiação Limitada (Limited Atonement)
Graça Irresistível (Irresistible Grace)
Perseverança dos Santos (Perseverance of the Saints)

 

T

A Bíblia diz que Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto com esse homem a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida. Contudo, o homem falhou desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, rebelando-se contra o seu Criador. Este pecado inicial de desobediência (conhecido como a Queda do Homem) resultou em morte espiritual e ruptura na ligação de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física. Sendo Adão o representante de toda a raça humana, todos caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado. Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens.Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados e espiritualmente mortos. A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado (tem um passado manchado) e corrupto (possui uma natureza má). A depravação total não quer dizer que os homens são intensivamente maus (que somos tão maus quanto poderíamos ser), mas sim que somos extensivamente maus (todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado).A depravação total também significa que o homem possui uma inabilidade total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a Queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais. Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um deus que lhe seja propício. Porém, todas essas tentativas erram o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15

U

Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Conseqüentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.A eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más para serem punidos pelos seus pecados. Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17

L

Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são trazidos à fé nele. Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus. Os eleitos são libertos da culpa e condenação como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos eleitos e assim removeu a culpa deles para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram ou irão fazer, mas tão somente pela fé na obra redentora de Cristo.A obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render completa satisfação em favor de certos pecadores específicos e, de fato, assegurou a salvação para esses indivíduos e para ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que está envolvido no processo de trazê-los a um correto relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9

I

Cada membro da Trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – participa e contribui para a salvação dos pecadores eleitos. Deus Pai, antes da fundação do mundo, selecionou aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos – a eleição e a redenção – não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A Graça Irresistível ou Eficaz significa que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Deus aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos.O apelo do evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer. Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão, por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso. Consequentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial interna em adição à chamada externa contida na mensagem do evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual.No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Jr 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15

P

Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseveram até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nele. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo.A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14

Fonte: http://bereianos.blogspot.com

Devocional: Uma Palavra aos Jovens (3 e 4)

ESTABELEÇA O SEU CORAÇÃO PARA SEGUÍ-LO
. . Estou hesitante em usar este tipo de linguagem com você porque temo que você entenderá errado. Para a maior parte dos Cristãos, a admoestação “seguir a Deus ” traz pensamentos de dever, obediência, e ministério, mas essas coisas por elas mesmas somente o deixaram cansado, sem vida e amargurado. Eu já estive neste caminho e eu farei tudo ao meu alcance para livrá-lo dele. Ele leva a um lugar horrível!
. . Quando falo de seguir a Ele, estou primeiramente me referindo a relacionar-se com Sua pessoa; reconhecê-lo e compartilhar com Ele cada experiência; comprometer-se em não se esconder dEle ou deixá-lo fora de algumas áreas da sua vida; ver tudo como sagrado e nada como mundano; permitir que Ele tenha proeminência em cada momento da sua vida, cada pensamento na sua cabeça, cada palavra que provém da sua boca, e cada trabalho que você se esforça em fazer – andar, falar, comer, beber, rir, gritar, trabalhar, jogar – experimentando tudo isto Nele, por Ele, para Ele, e acima de tudo COM Ele!
. . Você percebe como você pode fazer qualquer coisa pelas razões erradas? Você pode ter um ministério pela satisfação pessoal ou pela fama que ele pode trazer. Você pode até crescer em conhecimento e piedade pela reputação que isso pode trazer para você entre outros crentes. Mas é o coração verdadeiro e fiel que busca só estar com Ele pela motivação de estar com Ele!
. . Você pode considerar-me um cristão maduro, que aprendeu muitas coisas, mas eu estive tão errado de tantas formas. E este foi o meu maior erro: eu sempre me esforcei muito para realizar algo, quando eu deveria ter me esforçado muito somente para estar com Ele! Sim, meu caro jovem cristão, você pode até desperdiçar momentos preciosos da sua vida no trabalho de ministério e missões!
. . Lembre-se disto: confinar Deus a um tempo de meditação é grotesco, reduzir o discipulado a somente obediência é patético, e fazer do ministério outra coisa que não a vida de Cristo fluindo do seu íntimo relacionamento com Ele é fazer nada mais que um trabalho estúpido da carne.

LEIA A BÍBLIA
. . Eis agora uma novidade! Uma das maiores coisas que um jovem cristão pode fazer é a prática de ler a Bíblia sistematicamente de Gênesis a Apocalipse repetidas vezes ao longo da vida. Se você pode, faça assim nas línguas originais que é até melhor, mas eu só conheço um punhado de homens que são capazes de tal coisa, e não sou um deles.
. . A maior parte do conhecimento dos cristãos das Escrituras é muito fragmentado, porque eles só leram partes da Bíblia. Conheci indivíduos que eram brilhantes em certos aspectos de doutrina, mas muito fracos no conhecimento geral da Bíblia. Para evitar este buraco, você deve ler a Bíblia SISTEMATICAMENTE de capa a capa. Ninguém em sã consciência leria um livro de literatura saltando para cá e para lá pelo livro e lendo só certos capítulos. Eles começariam do começo e seguiriam progressivamente pelo livro, capítulo por capítulo, até que eles chegassem ao fim. E ainda assim, muitos poucos cristãos já leram a Bíblia deste jeito! Lembre-se: a Bíblia é a Palavra inspirada e infalível de Deus entregue a nós em forma de livro. Para entendê-la no total e em parte, devemos ler toda ela!
. . Um dos modos mais recompensadores de aprender as Escrituras é escrever as suas reflexões e perguntas enquanto você lê. Cada vez que você passar pelas Sagradas Escrituras você notará isto: você é capaz de responder muitos das suas velhas perguntas e que novas perguntas vieram a mente. Você também será capaz de refinar e clarear muitos das suas reflexões prévias. Desta forma, você aprenderá que a Bíblia é o melhor comentário dela mesma.
. . Uma palavra de alerta: a maior parte de pessoas nunca lê a Bíblia inteira porque eles se desgastam tentando entender tudo, ou tentam escrever um comentário em cada livro. Ofereço duas sugestões: primeiro, não fique atolado. Escreva breves resumos e as perguntas e continue lendo. Em segundo lugar, só escreva aquelas reflexões que Deus colocou sobre o seu coração para lembrar-se. SEJA BREVE! Já temos bastantes comentários para levar à falência cada estudante de seminário na terra!
. . A um cristão jovem, a Bíblia pode parecer incrível. Isto nunca se modificará. A Bíblia é incrível! Ela contém mais verdades sobre Deus do que qualquer homem irá compreender ou obedecer. Ainda assim, é uma magnífica viagem ler por suas páginas e não só aprender, mas ser transformado. O Cristianismo requere que a mente esteja totalmente engajada, mas não apenas ou até principalmente sobre o intelecto. É sobre conhecer Deus de um modo pessoal e íntimo, e ser transformado na semelhança de Seu Filho. Não fique desencorajado! Cada dia que você lê à Palavra de Deus faz com que conseqüentemente você chegue a anos de estudo e uma riqueza de conhecimento bíblico. Cada dia perdido reduzirá o tamanho deste tesouro final.

Paul Washer

Original: HeartCry Missionary Society Magazine, February-March 2006
Tradução: Zeemidio
Revisão: Vinícius M. Pimentel

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2009/04/paul-washer-uma-palavra-aos-jovens.html

Devocional: Uma Palavra aos Jovens (2)

LEMBRE-SE DO SEU CRIADOR
. . Conhecendo algo da brevidade da vida, “Como então viveremos?”. O escritor de Eclesiastes responde a esta pergunta para nós na forma de uma ordem: “

“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude…” (Eclesiastes 12: 1)

. . A palavra “lembrar” vem do hebreu “zakar” que significa chamar ou trazer à memória. Esta ordem de lembrar-se de Deus é mais que uma lembrança casual que há um Deus. Ela significa mais do que simplesmente curvar a sua cabeça cada vez que você passa pela igreja. Não é uma ordem cumprida simplesmente indo à igreja cada vez que as portas se abrem. É uma ordem radical e transformadora de vida para conhecermos e entendermos o Deus das Escrituras, reconhecermos a sua soberania em todas as coisas, buscarmos a sua glória em todas as coisas, e esforçarmo-nos para obedecer Ele em todas as coisas.
. . A grande importância desta ordem fica clara quando você se lembra que vocês são constantemente bombardeados com distrações temporais projetadas para fazê-lo esquecer do valor de Deus e dos prazeres da Sua vontade. A menos que você proponha o seu coração a lembrar-se de Deus e usar cada meio a sua disposição para permanecer fiel àquele propósito, você cairá em vaidade e a sua vida será desperdiçada! Considere cuidadosamente o que escrevi. Não estou pedindo que você simplesmente concorde comigo. Estou suplicando para que você PROPONHA em seu coração fixar os seus olhos em Deus como se a sua vida dependesse disso (porque depende) e a ativamente, agressivamente, até violentamente (Mateus 11.12) procurar e usar cada meio ao seu alcance para impedir ser distraído e cair na vaidade desta geração perversa!
. . É importante observar que o pregador de Eclesiastes não só nos ordena a lembrarmos de Deus, mas ele nos diz o tempo mais conveniente para fazer isto – os dias da nossa juventude. Não é bom preparar-se para uma batalha no fim da batalha, ou esperar até a última volta da corrida para amarrar o seu tênis. Do mesmo modo, é uma idéia ridícula (encontrada na cabeça de muitos jovens) que devemos adiar viver para Deus até o fim da vida e geralmente depois que boa parte da vida foi desperdiçada. Não seja como o filho pródigo que “caiu em si” só depois de desperdiçar a sua fortuna e a força da sua juventude. Caia em si nos dias do início da sua vida. Estabeleça o seu coração para buscar a Deus agora – para conhecê-Lo, adorá-Lo, servi-Lo, e alegrar-se na bondade dEle. Como alguém mais velho do que você, como um embaixador para Cristo, como se Deus mesmo fizesse um apelo através de mim, peço-o em nome Cristo, não desperdice a sua vida.

“Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão,
e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?
Escutem, escutem-me, e comam o que é bom,
e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição.”
(Isaias 55:2; NVI)

Paul Washer

Original: HeartCry Missionary Society Magazine, February-March 2006
Tradução: Zeemidio
Revisão: Vinícius M. Pimentel

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2009/01/uma-palavra-aos-jovens-parte-2.html

Devocional: O Evangelho da Ilusão

 

Fonte: www.josemarbessa.com

Devocional: Uma Palavra aos Jovens (1)

Ao longo dos últimos dias senti-me compelido escrever a seguinte palavra para a juventude que recebe esta publicação. Eu peço a você para considerar em espírito de oração as coisas que você vai ler. Se você encontrar alguma verdade no que está escrito, quero admoestá-lo para ajustar sua vida ao que você leu. Não desperdice sua vida!

LEMBRE-SE DA BREVIDADE DA VIDA
. . O primeiro homem foi criado à imagem de Deus. Se ele tivesse se submetido à vontade de Deus, ele teria sido imortal. Ele passaria pelos anos da sua interminável existência de força a força, sem deterioração ou decadência. A passagem do tempo o teria levado a maiores níveis de maturidade, contentamento, e alegria. Sua existência teria abundado com propósitos e glória.
. . Com o advento do pecado, tudo foi perdido, e a existência dos homens tornou-se tragicamente distorcida e deformada acima de reconhecimento. O homem ficou um mortal de breve duração, cansaços, e futilidades. Ele agora vive a sua vida até que toda a sua vitalidade é esgotada, todos os seus propósitos são demolidos, e o corpo finalmente volta ao pó do qual ele veio. Não é sem razão que o pregador grita, “Vaidade de vaidades! Tudo é a vaidade” (Eclesiastes 1:2).
. . Como um moço ou moça, você deve constantemente lutar contra a tentação de esquecer-se da brevidade da vida e da vaidade, até da vida mais longa, vivida fora da vontade de Deus. Você deve aprender das Sagradas Escrituras que a sua vida é menos que um vapor. Você deve ficar convencido desta verdade, e, então, você deve estabelecê-la diante de você como um lembrete constante. Você é mortal e os seus dias são numerados!

“Quanto ao homem, os seus dias são como a erva,
como a flor do campo assim floresce.
Passando por ela o vento, logo se vai,
e o seu lugar não será mais conhecido.”
(Salmo 103: 15, 16; ACF)

 “Vocês são como a neblina que aparece
por um pouco de tempo e depois se dissipa.”
(Tiago 4: 14; NVI)

. . Você sabe que a Bíblia é verdadeira. Você sabe que a morte é uma certeza para você. Cada lápide e elegia testemunha a realidade inescapável que você vai morrer. E mesmo assim, como é que você tão rapidamente se esquece e se entrega às vaidades passageiras desta vida? É porque você é rodeado por uma cultura que faz tudo ao seu alcance para evitar algum pensamento sobre o fim de vida. É porque o deus deste século trabalha com toda a sua astúcia para mantê-lo entretido e distraído. É porque, embora você tenha sido remido, você ainda vive em um corpo da carne, decaído, que corre para tudo que é carnal e temporal. Conhecendo essas coisas, você faria bem em memorizar e orar muito a oração de Davi no Salmo 39: 4:

“Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida
e o número dos meus dias,
para que eu saiba quão frágil sou.” (NVI)

. . Manter a sua mortalidade na frente de seus pensamentos não tem como objetivo ser mórbido ou se lamentar como aqueles que não têm nenhuma esperança, mas compeli-lo a esperar em Cristo somente e dar-se de todo coração à Sua vontade para sua vida. Só em Cristo a sepultura é consumida pela vitória, e a futilidade temporal substituída pelo propósito eterno e glorioso de Deus para você.

Paul Washer

Original: HeartCry Missionary Society Magazine, February-March 2006
Tradução: Zeemidio
Revisão: Vinícius M. Pimentel

Fonte: http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/2009/01/uma-palavra-aos-jovens-parte-1.html

Devocional: O Pecado da Insegurança

Barney luta para manter sua grande cabeça roxa erguida, enfraquecido pela gradual perda de audiência nos últimos anos. Outrora uma formidável voz na programação infantil da TV, agora ele repousa enfraquecido entre seus amigos, que permanecem em silêncio ao lado. Ele agarra os pelos de Elmo e o traz pra perto. “Uma coisa você nunca deve deixar uma única criança esquecer: ‘você é especial’”. O monstro de voz em falsete põe sua mão peluda no ombro de Barney e se volta para olhar os outros. Todos eles sabem que uma mensagem muito importante foi confiada a eles. De todas as lições morais em programas infantis de televisão, essa é deve ser fundamental.

E se você observar, sempre que shows infantis se distanciam da diversão rasa ou de soluções para problemas simples do dia a dia em direção à admoestação moral, isso é geralmente nesse mesmo tópico: a importância de uma auto-imagem positiva e a conseqüente confiança. Assim, a TV nos treina a pensar positivamente sobre tudo, desde a nossa cor do cabelo ao nosso conjunto particular de interesses, como um meio de proporcionar confiança para viver.

Eu não estou defendendo a baixa auto-estima, é claro. Eu estou simplesmente apontando ao fato que a insegurança parece ser a única coisa apropriada a se tratar. De fato, nós poderíamos dizer que, no universo moral das programações infantis, a insegurança é o pecado principal. Por quê?

Antes de tentarmos responder a esta pergunta, deixe-me apresentar outra: eu acredito que Deus também chama a insegurança de pecado. Mas por quê?

A resposta do primeiro por quê? e do segundo não poderiam ser mais diferentes. Nossos instrutores culturais desaprovam nossa insegurança porque isso é uma ofensa ao valor individual. Deus desaprova nossa insegurança porque é uma ofensa à dignidade de seu Filho. O problema de Deus com a insegurança é algo a ser ponderado.

Insegurança e confiança na carne

Pode parecer estranho, mas de acordo com a Bíblia, insegurança é o que Paulo chama de “confiança na carne”. Como pode fazer sentido que a insegurança e a confiança estejam relacionadas? Toda moeda tem dois lados. No lado de cima, confiança na carne é a auto confiança que vem do ato de possuir os atributos que supostamente determinam a dignidade. Mas no lado inferior da moeda é bem perigoso: a insegurança que vem do fato de não possuí-los. Em ambos os casos, nós colocamos nossa confiança em atributos pessoais que achamos que podem nos trazer vida.

No contexto religioso e cultural do apóstolo Paulo, ele possuía todas as características louváveis que o aprovariam diante de Deus e dos outros. Você e eu provavelmente nunca conhecemos alguém que quisesse ser conhecido publicamente como um fariseu ou que tenha sido circuncidado ao oitavo dia. Em nossa cultura, essas coisas não são particularmente louváveis. Mas todos nós sabemos as coisas que são. E mais dolorosamente, todos nós sentimos o desespero de não as ter.

Para alguns de nós, este é o ruído de fundo do nosso pensamento diário, e nós precisamos perceber que isso não é errado primeiramente porque te faz infeliz, como vários dos nossos amigos de pelúcia enfatizariam. A insegurança é pecaminosa por motivos mais sérios do que esses. Aqui estão pelo menos quatro deles:

1. Distração com o ego

A insegurança atrapalha nossa habilidade de fazer o que Deus nos criou para fazer: amar a ele e aos outros. Quantas vezes você esteve em uma situação em que você deveria ter oferecido ajuda a alguém ou se aproximado de Deus em oração a sós, mas sua mente está viajando por mais uma rodada de quão estranho você está em suas calças essa manhã, ou quão inteligente a pessoa com quem você está falando é? Ser autoconsciente é ter consciência de si mesmo. Nós não estamos amando o próximo quando somos obcecados com nós mesmos; nós não estamos em humildade contando-os como quem é mais significante ou quem é mais digno. (Filipenses 2.3).

2. Insatisfação com Deus

Insegurança, às vezes, nada mais é do que murmuração por um maná melhor. Nós estamos cansados de alimentação adequada, queremos sabor extraordinário. Não gostamos do que Deus tem dado – dinheiro, posição, aparência, personalidade – e nós reivindicamos algo melhor. Tais descontentamentos são armadilhas de “muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (1 Timóteo 6.9). Nossa insatisfação com nós mesmos, as vezes, nada mais é do que nossa insatisfação com Deus. Insegurança não é pecado primordialmente por ser um insulto ao nosso valor (embora também seja), mas porque é um insulto à sabedoria de Deus.

3. Justificação perante os outros

Insegurança revela que nós almejamos mais a justificação diante das pessoas do que diante de Deus. Ele não se importa se você veste 36 ou 48, ou se você mora de aluguel ou tem sua casa própria. Nós sabemos disso, é claro. Mas nós ainda nos importamos… porque eles ainda se importam. Nós nos importamos mais com os atributos que pensamos que nos fazem dignos diante das pessoas do que aquilo que nos torna dignos diante do Todo Poderoso. Retidão é o que agrada ao Senhor. Mas nós preferimos ter uma reputação invejável. Quando nossa mente está priorizando mais atenção no Facebook ou uma carreira melhor como impulsos para nossa dignidade, abandonamos a retidão de Cristo, que é o que realmente nos faz dignos. (Romanos 1.16-17)

4. Justificação pelas obras

A insegurança mostra que nós ainda estamos, de certa forma, acreditando que a nossa justificação é baseada em nossos próprios atributos e realizações. A maioria de nós não é tentado a pensar que somos dignos porque somos da tribo de Benjamim, mas talvez desejemos pelo menos ter uma igreja maior, crianças mais impressionantes, um outro título antes do nosso nome. Mas a confiança nessas coisas é o pior inimigo da confiança em Cristo

E essa é a sanidade que o apóstolo Paulo nos traz em nossa insegurança: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Filipenses 3.7-8a). Paulo não nos diria em nossas inseguranças implacáveis, “Eu sei que você não se sente digno, mas você é. Deus te fez especial.” Se sentir-se especial fosse a solução, nossas vidas seriam um infinito ciclo de dietas rigorosas e procura de emprego. Mas essas são apenas nossas patéticas tentativas de virar para o lado de cima da mesma moeda corroída. Isso ainda seria a confiança na carne.

Paulo nos diz para abandonar essa idéia de procurar o nosso valor em qualquer coisa que não seja Cristo e sua obra redentora a nosso favor. Repetitivamente circular por outra rodada de auto desprezo não pode ser comparado com abandonarmos a nós mesmos em serviço aos outros. O desgaste da reclamação contínua não pode ser comparada ao ganho de contentamento divino. A volúvel admiração das pessoas não pode ser comparada com a calorosa aprovação do Todo Poderoso. A incerta confiança que mantemos em nós mesmos não se compara à insuperável confiança que encontramos em Cristo.

Se Paulo tivesse uma mensagem de despedida, certamente não seria que você é especial. Seria que você é justo em Cristo e que a recompensa dessa vitória está esperando você na linha de chegada, então guarde a fé (2 Timóteo 4.6-8). Não devemos nos preocupar tanto em sermos especiais ao ponto de não sermos encontrados em Cristo.

Jeremy Pierre

 

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

Estudo da Semana: O que significa receber um “novo nome”?

“Quando estivermos no céu, vamos nos reconhecer?” – essa é uma das perguntas que mais ouvia quando era criança. Alguns tinham certeza que não. Já eu achava que era um pouco injusto e desnecessário. Por que, afinal, nós não nos reconheceríamos? Qual a graça de fazer amigos na igreja e chamar amigos para a igreja se, no fim da história, nem saberíamos que eles estavam morando conosco?

Mais tarde, vi que a Bíblia parece indicar que saberemos quem são nossos vizinhos, mesmo os que não encontramos pessoalmente. Por exemplo, Jesus diz que Abraão, Isaque e Jacó sentarão conosco. Ele também diz para fazermos amigos no céu, a fim de que eles nos recebam em suas casas. Parece que saberemos quem são essas pessoas. E, claro, vemos que os discípulos reconheceram o Jesus glorificado – o mesmo deve acontecer conosco, então (1 Jo 3.2). Nós o reconheceremos e seremos reconhecidos.

Parte dessa crença se deve a um verso de Apocalipse, que diz que receberemos um novo nome. Na carta à igreja de Pérgamo, Jesus diz o seguinte: “Ao que vencer darei a comer o maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece, senão aquele que o recebe” (2.17). Isaías parece confirmar a profecia quando Deus promete que “a seus servos chamará por outro nome” (65.15).

Já que seremos diferentes e teremos outro nome – como reconhecer alguém assim?

É verdade que há descontinuidade entre nossa vida corrupta aqui e a vida incorruptível da Nova Criação. Entretanto, também existe continuidade e o tal “novo nome” não é um motivo para não sermos reconhecidos. Há algo muito mais belo por trás dessa expressão e, mesmo que você nunca tenha ouvido falar dessa “crendice gospel”, te convido a caminhar um pouco pela maravilhosa Palavra de Deus.

Uma teologia do “nome”

Já comentei em outro texto a importância do conceito de “Nome” na Escritura. Para os autores bíblicos, o “nome” é mais que uma junção de letras. Ele representa a própria essência da pessoa que o carrega. É por isso que o pecado dos construtores da grande torre de Babel – “façamo-nos um nome” (Gn 11.4) – não era simplesmente construir um prédio alto, mas glorificar a si mesmo, por meio de um nome célebre. Por isso também, por exemplo, quando dizemos que o nome de Jesus salva ou que todo joelho se prostrará a seu Nome, estamos falando do próprio Cristo, não apenas de uma junção de letras.

Além disso, dar o nome a alguém simboliza a autoridade que se tem sobre essa pessoa. Adão nomeou os animais como parte de seu chamado de vice-gerente da Criação (Gn 2.19). Da mesma forma, ele deu o nome de sua esposa – Eva. (Antes que alguma leitora tente me matar – ele fez isso, em Gn 3.20, com a autoridade de marido, não porque a mulher estava na mesma categoria do resto da criação). Por outro lado, José e Maria não escolheram o nome de seu filho – coube a Deus decidir que ele se chamaria Jesus (Mt 1.21).

De vez em quando, vemos Deus mudando o nome de alguém, simbolizando um novo status ou uma nova identidade – caso de Abraão, Sara e Jacó. Às vezes, o próprio portador do nome muda sua alcunha, representando uma nova situação. Noemi (“doce”) resolve chamar-se de Mara (“amarga”) após a morte de sua família (Rt 1.20), mas termina a história com um “nome afamado” (4.14). Aliás, note como a ideia do nome move todo o livro de Rute.

No livro que inspirou esse artigo, o autor G.K. Beale nos fala ainda de outras ideias por trás da expressão “Nome”:

Quando alguém na época do Antigo Testamento ou do mundo antigo dava um nome a outra pessoa ou coisa, significava que ela possuia essa pessoa ou coisa. Ou saber o nome de alguém, especialmente o nome de Deus, frequentemente significava entrar em um relacionamento íntimo com essa pessoa ou poder.

Autoridade, posse, intimidade, status e identidade – tudo isso estava associado à idéia de Nome. E, como veremos, isso ainda encontra-se parcialmente em nossa sociedade.

Uma teologia do novo nome

Em nossa época de individualismo e feminismo, a prática perdeu um pouco da força, mas tenho certeza de que muitas garotas (e alguns rapazes) já fizeram isso – pegaram seu nome e o imaginaram junto ao sobrenome do namorado ou pretendente. “Como eu me chamaria se me casasse com ele?”, elas pensaram. É isso que acontece em sociedades tradicionais – a mulher, quando casa, tem seu nome modificado.

Às vezes, somos levados a pensar que isso é mero elemento cultural ou fruto de uma tradição das sociedades patriarcais. Entretanto, se entendermos a Bíblia como verdadeira e, conseqüentemente, o casamento como figura do relacionamento entre Cristo e a Igreja, descobriremos que essa prática ilustra algo belíssimo sobre a história da redenção.

Próximo a Apocalipse 2.17, encontramos outra promessa aos crentes: “Ao que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus e dele nunca sairá, e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (3.12). Mais adiante, em 14.1, aprendemos que os crentes terão o nome do Pai em suas testas, o que lembra que os sacerdotes usavam uma lâmina de ouro com os dizeres “santidade ao Senhor” (Êx 28.36-38). Novamente, Beale explica:

Parte do significado dos cristãos terem o nome de Deus e de Cristo em suas frontes é que eles compartilham da presença, da semelhança e do caráter de Deus e de seu Messias, como consequência de consagrar-se a eles.

O que isso tudo significa? Basicamente, o que já falamos antes: uma nova condição, uma nova identidade – como Abraão, Jacó e Noemi tiveram – pela bondade de Yahweh. Jesus ensina ao mesmo tempo que temos um novo nome e que Deus escreveu em nós seu Nome. E como termina o livro de Apocalipse? Com um casamento. Nós somos a noiva e receberemos o nome do Noivo. Os dois agora são um.

Assim, casar e receber o nome de um marido torna-se uma figura dos cristãos que consagram-se ao Senhor e, conseqüentemente, tornam-se um com ele, e compartilham de seu caráter.

Autoridade, posse, intimidade, status e identidade

Poderíamos falar horas e horas das diversas implicações desse novo nome que receberemos. Listarei algumas delas e sugiro que meditemos sobre cada um desses itens, com corações cheios de alegria e gratidão.

Receber um novo nome nos lembra que Cristo é nosso Senhor e tem autoridade sobre sua igreja;

Como o pai escolhe o nome dos filhos, nosso Pai nos dá um novo nome, lembrando que fomos adotados e agora somos parte da família de Deus;

Receber o nome de Deus é sinal de que ele é nosso dono e que pertencemos a nosso marido, Cristo;

Conhecer o nome de Deus e o nome de Cristo mostra que temos profunda intimidade com Pai e Filho, como um filho e um marido têm;

Receber o sobrenome do Noivo nos lembra que seremos um com ele, que compartilharemos um novo lar, cheio de amor e felicidade;

Nosso novo nome lembra a Nova Criação da qual já fazemos parte, mas que será manifesta com a volta de Cristo. Somos nova criatura, novo homem, nova vida;

Carregar o nome de Yahweh é ser habitado pelo Espírito, como o Templo de Israel era e como agora seremos – “coluna do templo”. G.K. Beale lembra que “quando o nome de Deus era aplicado a algum lugar… isso frequentemente indicava que sua presença estava lá”.

Alguns estudos dizem que, com o tempo, marido e mulher vão ganhando feições e trejeitos parecidos. Isso não é mentira! Se deve ao fato da convivência, da intimidade, de rir juntos. As marcas da idade até se tornam parecidas, dizem os cientistas. Cristo se fez como nós e, como futura esposa, devemos carregar uma vida que reflita quem é nosso Noivo.

Eu não sei que efeito isso tem em sua vida, mas deveria nos levar a uma maior gratidão, a louvores que deveriam durar uma eternidade. Deveria nos lembrar que não há amor maior que este – sermos chamados filhos de Deus, noiva de Cristo, templo do Espírito. Que tenhamos isso em nossos corações até o dia que as palavras de Apocalipse 22.4 se cumprirem:

“E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu Nome”.

Josaías Jr.

Fonte: http://iprodigo.com

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