Arquivo de setembro 2011

Devocional: Um destino pior do que o inferno

Existe um destino pior do que o inferno. Agora, vou admitir que ele envolve o inferno. [Afinal, qual tipo de destino terrível, no fim das contas, não envolveria o inferno?]. Mas, como eu estava dizendo, há um destino pior do que o inferno. É viver no auto-engano de que, só porque você está na igreja e envolvido com as coisas da igreja, você é salvo. Eu tive um vislumbre disso hoje mais cedo. Um velho amigo nosso visitou minha esposa e eu há pouco tempo. Sua filha (da qual fui professor uma vez em um grupo jovem) saiu de casa, foi morar junto com o namorado, e se tornou o que eu poderia chamar de uma hippie. Vamos chamá-la de Susan, pela questão de precisarmos de um nome. Então, Susan renunciou à fé, disse que já não acreditava em Deus, e agora vive em uma comunidade com um bando de vegetalistas, desviados e maconheiros.

Enquanto eu e minha esposa, em lágrimas, refletíamos sobre isso, me ocorreu que isso pode ser a melhor coisa que poderia ter acontecido. Algo pior poderia ter ocorrido. Susan poderia ter passado o resto da vida mentindo para si mesma, vivendo como uma hipócrita dentro da igreja. Domingo após domingo, ela vai lá na frente, participa da comunhão e deixa dinheiro na bandeja que passa. Talvez ajude com a música e cante canções junto com as crianças. Ela avança para a velhice, mantém-se comportada. Ela não quebra a lei, se estabelece com um bom menino da igreja – ou talvez da faculdade – e vive uma vida como se estivesse apenas passando por ela, como  sempre disseram-lhe que deveria ser.

Nesse meio tempo, ela é como um túmulo – protegida mas, no interior, rodeada por ossos de homens mortos. Do lado exterior, ela aparece limpa como um copo que a máquina de lavar louça nunca se preocupou em olhar por dentro. A igreja tem mais um membro e um pouco mais de renda. Por causa dela, a igreja tem uma professora extra para os domingos e olha para Susan como um pilar na igreja. Especialmente enquanto a idade avança, ela é vista como uma rocha em sua igreja. Um dia, ela se encontra em seu leito e o pastor está lá para confortá-la. Ele se inclina e diz, “Vá para a sua recompensa, serva boa e fiel”, e enquanto sua alma se vai, ela é pega pelos demônios do inferno e arrastada para baixo e para baixo, como uma punição justa e eterna… enquanto Susan está confusa com o inferno. “O que aconteceu? Eu fiz tudo certo!”, ela grita…

Sair de casa e se juntar a uma comunidade admitindo verbalmante que está perdida, que não é salva, que está fora da graça de Deus talvez possa ser a melhor coisa que aconteceu à Susan e à sua alma. Ela conhece a si mesma. Sabe onde está. Ela não se deixa enganar pelas externalidades da religião. Pelo menos agora ela tem uma oportunidade de escapar do engano no qual estava capturada. O problema não é com a igreja, nem com o pastor. Afinal, é impossível saber perfeitamente se há um hipócrita ou um réprobo dentro da sua igreja, certamente, existem sinais, mas até mesmo a pessoa mais piedosa pode se enganar quanto a eles.

Essa deve ter sido a história de Susan. Portanto, ela admitiu o que era, admitiu que não cria e separou-se da comunhão com a igreja, o que é apropriado somente. Agora, tem a chance de ser mais do que uma hipócrita. Agora, tem a chance de compreender Jesus Cristo por si mesma ao invés de simplesmente dizer que precisa de Jesus e fazer as “coisas da igreja”.

Eu disse anteriormente que agora Susan não é mais enganada pelas externalidades da religião, e isso é verdade. Susan continua em grande perigo, de qualquer forma. Ao invés de ser enganada por  compromissos  religiosos externos, Susan está agora na garra de um novo tipo de engano, chame-o de o espírito da época, chame-o de autonomia – chame-o de o que você quiser. Enquanto deveria ser grata por ter encontrado seu caminho para longe do fogo, ela ainda segue tropeçando em um caminho para a frigideira. A única vantagem agora é que Susan sabe onde está. Quando o evangelista vai até ela e diz, “Jovem, você é salva?”, ela pode livre, confiante e honestamente responder, “Não. E eu não tenho tempo para as suas historinhas tolas. Eu tenho a vida inteira para dar sentido a ela comigo sendo o centro dela”.

Adam Parker

 Traduzido por Fernanda Vilela | iPródigo | original aqui

Devocional: Ministério jovem bem feito para benefício da Igreja

Em meu último artigo, eu argumentei que a família – não os pastores de jovens – deve vir em primeiro lugar quando a igreja busca disciplinar e evangelizar seus filhos. Os pais e mães cristãos devem ser chamados a essas responsabilidades espirituais e estar intencionalmente preparados pela igreja para realizá-las.

Alguém pode ter a impressão, no entanto, baseado na ênfase desse artigo, centrado na família, que a família biológica é um tipo de entidade central, algo mais fundamental e básico que a família da igreja.  Em outras palavras, uma tendência das pessoas que fortemente concordam com a idéia de focar na família é começar a ver a família como o lugar fundamental da identidade espiritual de alguém, com a igreja existindo meramente para providenciar algumas ferramentas espirituais enquanto o verdadeiro trabalho é feito em casa. Esse não é um entendimento correto da interação da família com a igreja. A primeira e mais fundamental “família” para um crente em Jesus é a família da igreja. Minha identidade é como um filho de Deus através de Jesus, mais até do que como filho do meu pai e da minha mãe. De fato, muitas pessoas vêm à fé como crianças cujos pais não conhecem a Cristo. A família mais fundamental deles passa a ser a igreja, a família de Deus em Cristo. O argumento do artigo anterior é pela primazia da família cristã no papel de formar, ensinar e treinar a criança, da mesma forma que essas crianças pertencem à família da igreja de uma forma muito mais essencial e eterna.

Creio que mesmo quando maravilhas, discipulado baseado na família e evangelismo estão acontecendo no contexto da igreja local, há ainda um lugar e um propósito importantes para uma programação do ministério de jovens. Um ministério jovem – bem feito – pode e deve contribuir para o cumprimento do objetivo da igreja de treinar e enviar seguidores de Jesus Cristo que servem à Sua igreja.

Descrição de um ministério jovem bem feito

Primeiro, eu preciso esclarecer o que eu quero dizer com ministério bem feito. Eu falo de um ministério que é:

1. Centrado na Palavra

O Apóstolo Paulo diz ao seu trainee Timóteo que “as Sagradas Letras” – a Palavra – são “capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus” (2 Tim 3:15). Um ministério jovem que é verdadeiramente centrado na Palavra não inclui simplesmente o ensino da Bíblia em assuntos variados; é também comandado e liderado pela Palavra de Deus em todos os assuntos. Uma descrição melhor que centrado da Palavra pode ser permeado pela Palavra. Estamos longe de sermos perfeitos em alcançar esse objetivo em nosso ministério jovem na College Church [N.T.: Igreja em que o autor do texto pastoreia]. No entanto, nosso objetivo é deixar que todo aspecto de nosso ministério – grandes reuniões de grupo, pequenos grupos de estudo, relacionamentos de discipulados um a um, pequenas viagens missionárias etc – sejam permeados, liderados e guiados pela Palavra de Deus. Somente a Palavra de Deus é capaz de fazer os estudantes “sábios para a salvação”. Em resumo, um ministério de jovens centrado na Palavra tem isto como seus objetivos básicos: enviar seus estudantes que acreditam, leem, estudam e amam a Palavra de Deus.

2. Focado na Igreja

Um ministério jovem focado na igreja tem líderes que deixam seu caminho para lembrar os estudantes (e eles mesmos!) que seu grupo de jovens não é a igreja. É um ministério – como um grupo de escola dominical, na verdade – que está incluído na igreja local. Grupos de jovens se metem em problemas quando tomam vida própria com objetivos separados ou uma agenda maior do que a igreja como um todo. Um ministério jovem que é bem sucedido apóia a participação nos cultos, prepara estudantes para o serviço imediato na vida mais ampla da igreja e intencionalmente lembra aos estudantes que eles não estarão em um “grupo jovem” pelo resto de suas vidas.

Um ministério jovem bem sucedido lembra aos estudantes que eles não estarão em um “grupo jovem” pelo resto de suas vidas

3. Voltado para a família

Se for verdade que o mandamento para o discipulado e evangelismo das crianças – desde as primeiras fases do povo de Deus – vem em primeiro lugar para os pais, então um ministério jovem bem feito apóia, estimula e reforça o papel principal do ministério da família cristã nas vidas dos estudantes. Isso significa que um pastor jovem vê a si mesmo como um ponto de apoio para os pais piedosos, não uma oposição a eles. Há, claro, circunstâncias que podem exigir que os pais sejam confrontados; abusos de autoridade dos pais certamente ocorrem. Mas, em geral, pastores jovens ficam do lado dos pais – sendo parceiros deles e até mesmo preparando-os no sentido de reforçar as verdades bíblicas e do evangelho que estão sendo ensinadas em casa. Um pastor de jovens que vê a si mesmo apenas como um pastor “jovem” perdeu o objetivo. Alguém que lidera um ministério jovem bem é, na verdade, um pastor de famílias.

Benefícios de um Ministério Jovem bem Feito

Quando um ministério com jovens é bem feito, tem grande valor para a vida da igreja local, para o discipulado ao longo da vida e para o serviço da igreja com jovens estudantes. Aqui estão apenas alguns porquês.

1. Jovens ouvem vozes

Quer os pais cristãos gostem ou não, chega um momento em que os jovens começam a ouvir outras vozes além das deles. Mesmo os filhos que evitam programas de televisão obscenos e freqüentam escolas cristãs começam a ser influenciados por outras formas de pensamento. Um ministro de jovens que ensina a Bíblia, compreende a cultura na luz do evangelho e, sim, expõe os estudantes a alguns adultos mais jovens na igreja que se importam profundamente com suas almas e podem acrescentar vozes mais valiosas e verdadeiras (às vezes até “cool”) a suas vidas. Pais, encontrem outras vozes em que vocês confiam – vozes que reforçarão sua educação da bíblia e do evangelho. Seus filhos estão ouvindo muito dos outros!

2. Jovens precisam aprender a ministrar o evangelho aos outros

Certamente há muitas oportunidades para isso em igrejas que não têm programação no ministério de jovens. Mas um grupo de colegas da mesma idade pode proporcionar uma maravilhosa oportunidade aos estudantes de aprender a interagir como homens e mulheres de igreja “independentes”, de maneiras que irão preparara-los para uma vida de serviço à igreja local. Por exemplo, no contexto do estudo bíblico no Ensino Médio, os estudantes têm a oportunidade de participar de uma discussão, estudar cuidadosamente uma passagem da Escritura e até mesmo aprender a dirigir uma conversa com um grupo de seus colegas. Um ministro de jovens pode e deve se tornar um contexto para a formação de relacionamentos de discipulado “um a um”. Estudantes começam a encontrar outros na mesma fase da vida com quem eles podem ter uma conversa franca, oração, confissão e prestação de contas.  Um ministério de jovens pode então se tornar um tipo de campo de treinamento para serviço, aprendizado e ministério como adultos na igreja.

3. Jovens incentivam uns aos outros

O grupo jovem, na pior das hipóteses, pode se tornar um clube social exclusivo para jovens cristãos para se divertir, ver os amigos e fazer brincadeiras de se sujar. No melhor das hipóteses, no entanto, pode ser um lugar de muito encorajamento espiritual mútuo, tanto para estudantes cristãos se reunirem para encorajar uns aos outros no evangelho como para eles buscarem viver por Cristo em situações em que são atormentados pelo pecado na escola ou de dificuldades em casa. Estudantes frequentemente compartilham interesses comuns, bem como lutas comuns; eles sabem pelo que estão passando os outros na mesma situação. É difícil viver por Jesus no contexto de bailes de formatura, corredores cheios de fofocas e vestiários de futebol. Um ministério de igreja para estudantes baseado na idade proporciona uma maravilhosa oportunidade para o apoio e encorajamento no evangelho, desde que seja guiado cuidadosamente pela Palavra de Deus.

4. Os jovens crescerão

Quando o ministério de jovens é conectado com – e em submissão a – a igreja como um todo, torna-se um mecanismo efetivo para preparar, treinar, e idealmente, enviar estudantes para oportunidades no ministério e no culto na igreja mesmo durante os anos de ensino fundamental e médio. Enquanto ainda estamos crescendo nisso em nosso ministério, servimos como o principal ponto de partida para estudantes que servem nos ministérios deficientes de nossa igreja, no ministério de música, na equipe de recepção, na escola bíblica de férias, nos programas de evangelização de verão e pequenas viagens missionárias. A chave aqui, claro, é que o pastor de jovens nunca deve ser muito “ciumento” com seus estudantes. Ele tem que ser comprometido em ativamente impulsioná-los para o serviço e oportunidades de ministério que atinjam o corpo mais amplo da igreja. Essas atividades, juntamente com sólido ensino e treinamento bíblico, estão preparando-os para amar e servir o corpo de Cristo quando crescerem.

5. Jovens compartilham o evangelho

Ministérios jovens com freqüência se tornam extremamente importantes – de fato, únicos – caminhos para o testemunho do evangelho em nossas comunidades. Nossos jovens com frequência parecem conduzir o caminho no evangelismo, mesmo ao simplesmente trazerem um amigo ao grupo de jovens para escutar o ensino bíblico. Estudantes que vêm de lares não cristãos muitas vezes escutam as boas novas de Jesus Cristo em reuniões de grupo jovem. Eles são simplesmente mais suscetíveis a frequentar o grupo jovem com um amigo que um culto de adoração por eles mesmos. Eu louvo a Deus porque, mesmo em nosso ministério jovem imperfeito, estudantes que têm vindo a Cristo em nosso meio estão em seguida fazendo algo muito animador: levando o evangelho da igreja para suas famílias.

Jon Nielson

Traduzido por Carla Ventura | iPródigo.com | Original aqui

Fonte: http://iprodigo.com

Devocional: Ministério de Jovens

 

 

 

 

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Devocional: Por que os jovens permanecem na igreja quando crescem

“O que fazemos em relação a nossos filhos?”, questionou o grupo de pais sentados juntos em meu escritório, enxugando os olhos. Eu sou um pastor  de adolescentes, mas pela primeira vez, eles não estavam falando sobre adolescentes de 16 anos bebendo e festejando. Cada um tinha uma história para contar sobre uma “boa criança cristã”, criada em suas casas e em nossa igreja, que tinha se desviado da fé durante os anos de faculdade. Essas  crianças tinham frequentado nossas programações de jovens, ido em viagens missionárias de curto prazo e servido em diferentes ministérios durante a adolescência. Agora eles não queriam mais nada com isso. E, de alguma forma, a ideia dessas mães de nossa igreja enviar “pacotes de cuidados” para alunos universitários durante seu primeiro ano, para ajudá-los a se sentirem conectados à igreja, não me pareceu uma solução profunda o suficiente.

As estatísticas assustadoras de jovens deixando a igreja continua crescendo. Começa o pânico. O que estamos fazendo de errado em nossas igrejas? No nosso ministério de jovens?

É difícil escolher entre tantos relatos e encontrar a história verdadeira. E  não há uma solução fácil para trazer todas aquelas crianças “perdidas” de volta para a igreja, exceto continuar a orar por elas e falar do Evangelho em suas vidas. Seja como for, podemos todos olhar para os jovens de 20 e poucos em nossas igrejas que estão engajados e envolvidos no ministério. O que é que diferencia as crianças que permanecem na igreja? Aqui estão apenas poucas observações que eu fiz sobre tais crianças, com algumas aplicações para aqueles de nós que servimos no ministério de jovens.

1. Eles são convertidos

O apóstolo Paulo, interessantemente, não usa termos como “cristão nominal” ou “criança muito boa”. A Bíblia parece não fazer confusão com banalidades como: “Sim, é uma pena ele ter feito isso, mas ele tem um bom coração”. Quando ouvimos o testemunho das Escrituras, particularmente no tópico da conversão, descobrimos que há um espaço muito pequeno para se movimentar.  Ouça essas palavras: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5.17). Nós pastores de jovens precisamos voltar a entender a salvação como o que ela realmente é: um milagre que vem do poder glorioso de Deus através do agir do Espírito Santo.

Precisamos parar de falar de “crianças boas”. Precisamos parar de nos contentar com a frequência em grupos jovens e retiros divertidos. Precisamos começar a nos colocar de joelhos e orar para que o Espírito Santo faça miraculosas ações de salvação no coração de nossos estudantes, conforme a Palavra de Deus fala a eles. Resumindo, precisamos voltar o foco para a conversão. Quantos de nós estamos pregando para “evangélicos não convertidos”? Pastores de jovens, precisamos pregar, ensinar e falar – tudo isso enquanto oramos fervorosamente para a miraculosa ação de regeneração acontecer nos corações e almas de nossos estudantes pelo poder do Espírito Santo! Quando isso acontece – quando  as “as coisas antigas ficam para trás” e  “surgem coisas novas” – não haverá dúvidas. Não se tratará de um grupo de “cristãos nominais”. Estaremos prontos para ensinar, discipular e equipar uma geração de futuros líderes da igreja – “novas criaturas” ! – que estão famintos por conhecer e pregar a Palavra de Deus. São os estudantes convertidos que continuarão a amar Jesus e servir a igreja.

Precisamos voltar o foco para a conversão. Quantos de nós estamos pregando para “evangélicos não convertidos”?

2. Eles foram preparados, não entretidos

Recentemente tivemos um “dia do homem” com alguns dos garotos em nosso grupo de jovens. Começamos com uma hora de basquete no parque local, jogamos uma partida intensa de softball e terminamos a tarde nos fartando com pizza e garrafas de 2 litros de refrigerante. Não sou contra diversão (ou brutalidade, dependendo da sua opinião sobre a tarde que eu acabei de descrever) no ministério jovem. Mas pastores de jovens especialmente precisam repetir continuamente as palavras de Efésios 4.11-12 para si mesmos: “[Cristo] designou… pastores e mestres com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado”. Cristo deu-nos – mestres -  à igreja não para diversão, mas para encorajamento, sermos exemplos, ou mesmo para amizade primeiramente. Ele nos dá à igreja para “equipar” os santos para ministrar o evangelho, no sentido de que a igreja de Cristo possa ser edificada.

Se eu não preparei meus estudantes em meu ministério para compartilhar o evangelho, discipular crentes mais jovens e guiar um estudo bíblico, então não cumpri meu chamado para com eles, não importa quão bom meus sermões foram. Oramos por conversão; é tudo o que podemos fazer, por ser inteiramente um presente gracioso de Deus. Mas após a conversão, é nosso dever dado por Cristo ajudar a manter viva a chama da fé que serve, lidera, ensina e cresce. Se seus estudantes saem da escola sem o hábito de ler a bíblia, sem habilidades com estudo bíblico e sem exemplos fortes de discipulado e oração, nós os perdemos. Nós entretemos, não os equipamos…. e pode ser de fato hora de entrar em pânico!

Esqueça seus programas jovens por um segundo. Estamos enviando para fora de nossos ministérios o tipo de estudante que se destacará em uma Universidade de um estado diferente, participará de uma igreja e começará o trabalho do ministério do evangelho sem mesmo ser solicitado? Estamos equipando-os para esse fim ou estamos meramente dando a eles bons momentos enquanto eles estão conosco? Não precisamos de um grupo de jovens dependentes de programações; precisamos estar desenvolvendo homens e mulheres de igreja que estejam preparados para ensinar, liderar e servir.  Deixe de lado suas estratégias de ministério jovem enquanto você olha para um jovem de 16 anos e pergunte: “Como eu posso gastar quatro anos com esse garoto, ajudando-o a se tornar o melhor diácono e professor da escola dominical que ele pode ser daqui a dez anos?”

3. Os pais pregaram o evangelho a eles

Como pastor de jovens, não posso fazer tudo isso. Toda essa preparação de que eu estou falando está completamente além da minha capacidade limitada. É impossível para mim trazer a conversão, claro, mas é também impossível para mim ter um ministério preparatório que envia mulheres e homens de igreja enérgicos se meu ministério não está sendo reforçado dez vezes mais na casa desses estudantes. O traço comum que une quase todos esses jovens comprometidos com o ministério é abundantemente claro: uma casa em que o evangelho não é periférico, mas absolutamente central. Os jovens que estão servindo, liderando e dirigindo os ministérios nas igrejas eram garotos cujos pais os fizeram ir à igreja. São garotos cujos pais puniam e os responsabilizavam quando eram rebeldes. São garotos cujos pais liam a Bíblia na mesa de jantar toda noite. E eram garotos cujos pais eram duros, mas, enfim, operados por uma estrutura de graça que sustenta a cruz de Jesus como base para a paz com Deus e perdão para com os outros.

Isso não é uma fórmula! Garotos vindos de um lar centrado no evangelho deixam a igreja; pessoas de família desestruturada encontram a vida eterna em Jesus e têm casamentos e famílias lindas. Mas não é também algo para se jogar no lixo. No geral, crianças que são guiadas na fé durante seus anos de crescimento por pais que amam Jesus ardentemente, servem suas igrejas ativamente e enchem completamente suas casas com o evangelho, crescem para Jesus e para a igreja. As palavras de Provérbios 22.6 não constituem uma fórmula que é verdade em 100% do tempo, mas nos fornecem um princípio que vem do gracioso plano de Deus, o Deus que se agrada em ver sua graciosa Palavra passada de geração a geração: “Ensine a criança no caminho em que deve andar, e mesmo com o passar dos anos nunca se desviará dele”.

Pastor de jovens, ore com toda sua força pela verdadeira conversão; isso é obra de Deus. Prepare os santos para o trabalho do ministério; essa é a sua obra. Pais, preguem o evangelho e vivam o evangelho para suas crianças; nosso trabalho depende de você.

Jon Nielson

 

Traduzido por Carla Ventura | iPródigo.com | Original aqui

Fonte: http://iprodigo.com

Devocional: Por que a Crença no Inferno é Fundamental?

Hoje é o de dia de comunicações rápidas. Amanhã é o dia dos negócios. A eternidade é o dia da verdade. Se você vive somente para este mundo, se importará pouco com a verdade. “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. Se isso é tudo que existe, podemos muito bem chamar de “verdade” as idéias que protegem nossos apetites. Mas, se você vive para a eternidade, rejeitará as modas populares e efêmeras, para se tornar eternamente relevante.

Temos de valorizar a verdade acima do sucesso temporário. Onde a verdade é minimizada e as pessoas não estão nela arraigadas e fundamentadas, o sucesso é superficial, e a árvore cresce oca, embora floresça no sol da prosperidade. Que Deus nos dê um amor humilde e submisso pela verdade da Palavra de Deus, na profundeza e plenitude dela.

Ouçam a advertência de Paulo a respeito de nossos dias: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). “[Eles] perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2 Ts 2.10).

Considere uma verdade que não é popular e tem sido abandonada por muitos que têm sobre a sua tenda a bandeira de “evangélico” — a verdade a respeito do inferno. Oh! que grande diferença existe quando uma pessoa crê no inferno — com tremor e lágrimas! Existe uma seriedade permeando toda a vida, uma urgência em todos os esforços, um condimento de profunda seriedade que tempera tudo e faz com que o pecado sinta-se mais pecaminoso, e a santidade mais santa, a vida mais preciosa, os relacionamentos mais profundos e Deus muito mais importante.

Entretanto, como em toda geração, existem novos abandonos da verdade. Clark Pinnock, um teólogo canadense que insiste em se chamar evangélico, escreveu:

A princípio fui levado a questionar a crença tradicional no tormento eterno e consciente, porque me era moralmente repugnante e por considerações teológicas mais amplas, e não por consideração de textos bíblicos. Não é lógico dizermos que um Deus de amor afligirá pessoas para sempre, por causa de pecados cometidos no contexto de uma vida finita… É tempo de os evangélicos se levantarem e afirmarem que o ensino bíblico moralmente apropriado sobre o inferno é a aniquilação, e não o tormento eterno.

Dorothy Sayers, que faleceu em 1957, expressou um antídoto necessário para este tipo de abandono da verdade:

Parece existir um tipo de conspiração, especialmente entre os escritores de meia idade que possuem uma tendência vagamente liberal, para esquecer ou anular de onde procede a doutrina sobre o inferno. Encontramos freqüentes referências à “cruel e abominável doutrina medieval do inferno” ou “a grotesca e ingênua imagem medieval de vermes e fogo”.

O caso, porém, é exatamente o contrário. Encaremos os fatos. A doutrina do inferno não é “medieval”; é uma doutrina ensinada por Cristo. Não é um artifício do “clero medieval” para atemorizar o povo e fazê-lo dar dinheiro à igreja. O inferno é o julgamento deliberado de Cristo sobre o pecado. A imagem de vermes que não morrem e de fogo inextinguível deriva-se não da “superstição medieval”, e sim do profeta Isaías; e foi Cristo quem a usou enfaticamente… Ela nos confronta no mais antigo e menos “editado” dos evangelhos; está explícita em muitas das parábolas mais familiares e implícita em muitas outras. Esta figura tem, nos ensinos de Cristo, uma dimensão maior do que alguém possa perceber, até que comece a ler todos os evangelhos, em vez de selecionar e ler somente as passagens mais consoladoras. Ninguém pode se livrar desta doutrina, sem despedaçar o Novo Testamento. Não podemos repudiar o inferno, sem repudiarmos a Cristo.

Eu acrescentaria: existem muitas outras coisas que, abandonadas, também equivalerão ao eventual repúdio de Cristo. Não é por causa de uma lealdade ultrapassada que amamos as verdades da Escritura — nem mesmo as mais severas. É por causa do amor a Cristo — e por causa do amor para com o seu povo —povo esse que somente o Cristo da verdade pode salvar.

por John Piper

Extraído do livro: Penetrado pela Palavra, de John Piper

Copyright: © Editora FIEL 2009.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Estudo da Semana: Adão e Eva precisam ser reais pro Evangelho?

Tradução do texto [em inglês] de Albert Mohler: Adam and Eve: Clarifying  Again What Is at Stake, disponível aqui.
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Recentes discussões sobre Adão e Eva têm servido para pelo menos um bom propósito – tornar mais claro o que está teologicamente em jogo nos debates. O recente relatório da NPR (National Public Radio) alertou a grande
cultura secular para o debate, mas raramente a discussão traz novidades.
O que é novo, contudo, é a sincera admissão por parte de alguns de que a negação de um Adão histórico requer uma nova compreensão da história bíblica básica – e do
Evangelho como um todo.
Um dos meus mais recentes artigos, False Start? The Controversy Over Adam and Eve Heats Up (Começo Falso? A Controvérsia sobre Adão e Eva Pega Fogo) deixa este ponto mais claro. Como eu argumentei lá, a negação do Adão histórico não só implica a rejeição do ensino bíblico lúcido, mas também resulta na negação da Doutrina Bíblica da Queda, conduzindo da um modo muito diferente de contar a História Bíblica e o significado do Evangelho.
A propósito, aqueles que tentam negar que o Gênesis requer a afirmação de um Adão histórico como um indivíduo humano real e singular (argumentando, por exemplo, que a palavra ‘Adão’ em hebraico significa somente ‘o
homem’) tem que enfrentar o fato que a narrativa de Gênesis apresenta Adão como um indivíduo singular que age, fala, casa-se, reproduz-se, e está listado na genealogia de Jesus. O vocabulário hebraico não oferece nenhuma escapatória convincente para a historicidade.
O ponto principal do meu artigo ‘False Start’, contudo, foi que a negação de um Adão histórico separa o ponto essencial elaborado por Paulo em Romanos 5:

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. Também não é assim o dom como a ofensa, que veio por um só que pecou; porque o juízo veio, na verdade, de uma só ofensa para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. (Romanos 5:12-17)

Esta é a forma do Apóstolo Paulo contar a história da Bíblia e o significado do Evangelho. Se Adão não foi uma figura histórica, e assim não houve nenhuma Queda no pecado e assim toda a Humanidade não pecou em Adão, portanto a história do Evangelho que o Apóstolo Paulo conta está errada. Além disto, Paulo estava simplesmente enganado ao crer que Adão foi uma pessoa real.
Desta maneira, a negação do Adão histórico significa que nós temos que contar a história da Bíblia de uma maneira muito diferente do que a Igreja tem lido, ensinado, pregado e acreditado há séculos. Se não há nenhum Adão histórico, então a metanarração bíblica não é Criação-Queda-Redenção-Nova Criação, mas algo totalmente diferente.
Para seu crédito, Brian McLaren afirma esta verdade e concorda que a negação da historicidade de Adão requer uma nova maneira de contar a história bíblica. Mas – e este é o ponto crucial – ele pensa que isto pode ser uma coisa boa.
Respondendo ao meu artigo, ele escreveu:

Eu concordo firmemente (em um tipo curioso de ironia) com o bom Dr. Mohler. Eu penso que a convenção constantiniana “do entendimento da metanarrativa do evangelho e o enredo da Bíblia” está errada, mal orientada, e perigosa. Nós realmente precisamos de “um completo novo entendimento” – novo, que é, comparada com o status quo, mas realmente mais antigo e primário que a abordagem convencional. No processo nós aprenderíamos melhor o que uma metanarrativa é de fato e perceber que não há um grande rótulo para aplicar ao Evangelho… “o enredo da Bíblia” é muito melhor. Isto é o que eu tenho escrito e falado na última década, e espero continuar defendendo e contribuindo para a próxima.

Naturalmente, McLaren tem escrito sobre isto e convoca uma revolução teológica. No seu livro de 2010, A New Kind of Christianity (Um novo tipo de Cristianismo), McLaren explicitamente nega que a Bíblia revela Adão como um ser histórico. Ele também nega que nós deveríamos crer numa Queda no Pecado que conduz a um veredito divino contra a pecaminosidade humana.
Em suas palavras, falando do relato de Gênesis:

É patentemente óbvio para mim que estas histórias não pretendem ser tomadas literalmente, apesar de isto não costumar ser tão óbvio, e eu sei que não deve ser agora para a maioria dos meus leitores.  É também poderosamente claro para mim que estas histórias não literais ainda devem ser levadas a sério e representadas pelo seu conteúdo rico, porque elas instilam experiente sabedoria multiforme – através de profunda linguagem mítica – sobre como veio a se tornar o que é.

Sobre Gênesis 3, ele afirma:
Neste mundo, não há nenhum momento isolado de deslocamento de declaração para história: é tudo história, do começo ao fim, e provavelmente antes e depois também. Deus não é suscetível de perder seu status de perfeição com uma promessa furiosa de eterna condenação, perdição e destruição. Deus não decretou o estado perfeito arruinado e o planeta destinado para geocídio. A experiência não é um fracasso.
Um ponto similar foi dito pela escritora conhecida como RJS em ‘Jesus Creed’, o blog do estudioso do Novo Testamento Scott McKnight. RJS rejeitou minha afirmação que uma compreensão correta de Adão é necessária para a correta compreensão de Cristo e sua expiação. “Eu rejeito categoricamente a noção que ter uma visão correta de Adão (ou uma visão específica de Adão) é requerida para ter a visão acertada de Cristo e sua obra redentiva neste mundo”, ela escreveu.
Ela está certa em argumentar que nossa compreensão da criação é inata e irredutivelmente cristológica – baseada em textos como João 1 e Colossenses 1. Todavia, isto não reduz de qualquer forma a importância da afirmação da Bíblia de que Adão é uma figura histórica e que a Queda é um evento histórico.
Ainda, ela também escreve isto:

Francamente, eu não acho que a Encarnação seja a solução para o problema criado pelos nossos antepassados originais, ou dois indivíduos únicos criados do pó ou um grupo que evoluiu para humanos. Eu penso que a encarnação era parte do plano de Deus desde o princípio.

Isto é um pouco atordoante. O Antigo Testamento claramente promete a vinda de um Escolhido que irá salvar o Seu povo dos pecados deles. A Encarnação é impossível para nós compreendermos em termos bíblicos sem a afirmação central de que Cristo veio para redimir Seu povo do pecado. Como Paulo escreveu em Gálatas 4.4-5, “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”.
No contexto da eternidade, onisciência e soberania de Deus, é inegável que “a Encarnação era parte do plano de Deus desde o princípio”. Mas é também verdadeiro que a criação de Adão e Eva e a Queda da Humanidade no pecado foram também parte do plano divino desde o começo. Esta verdade (definida dentro do contexto da eternidade, onisciência e soberania de Deus) tem sido afirmada, a propósito, tanto por Calvinistas como por Arminianos clássicos. Esta tem sido a fé da Igreja, baseada sobre a autoridade das Escrituras.
Eu genuinamente aprecio um debate honesto sobre estes assuntos de inegável e incalculável importância teológica. Este debate tem servido para esclarecer, mais uma vez, o que está em jogo. Eu só posso terminar novamente onde eu terminei o artigo “False Start”:

A negação do Adão e Eva históricos como os primeiros pais de toda a humanidade e o primeiro par de humanos corta a ligação entre Adão e Cristo o qual é crucial para o Evangelho. Se nós não sabemos como a história do Evangelho começa, então nós não sabemos o que a história significa. Não se engane: um falso início para a história produz uma falsa compreensão do Evangelho.

Complementando, indico também a leitura deste texto, da autoria de Mauro Meister, no blog O Tempora-O Mores.
Read more: http://liberdadeepensar.blogspot.com/2011/08/adao-e-eva-precisam-ser-reais-pro.html#ixzz1WiFJ1qvf

Fonte: http://liberdadeepensar.blogspot.com

Devocional: Conhecimento e Maturidade

Quando comparados, eu prefiro um cristão maduro que tenha conhecimento teológico simples do que outro extremamente culto, versado, mas sem maturidade nenhuma. Mas, é claro que nenhuma dessas situações é desejável. Vou explicar.

Uma história com dois extremos

De um lado, temos o Sr. Rato-de-Biblioteca. Ele não completou ainda trinta anos de idade. É muito inteligente. Já leu Calvino, Edwards, Lutero e Bavinck. Conhece Warfield e Hodge, Piper e Carson, também. Desde que aceitou o Senhor na época da faculdade, o Sr. Rato tem buscado conhecimento. Ele ouve uma dúzia de sermões por semana no seu iPod. Tem mais discernimento sobre debates teológicos da atualidade do que a maioria dos pastores. Adora conferências cristãs — as boas, consistentes. O Sr. Rato sabe tudo sobre hermenêutica, propiciação, teologia da aliança, princípio regulador, e o ordo salutis. Está até aprendendo um pouco de Grego, Hebraico e Latim já sabe um pouquinho e, se tiver tempo, vai aprender ugarit.

O Sr. Rato é inteligente, sério na sua fé, e quer servir o Senhor. Mas tem vinte e poucos anos e não é maduro. Em termos de conhecimento, está muito adiantado, mas quanto à sabedoria, está começando. Não comete pecados grosseiros, apenas pecadinhos. Na escala da verdade, não mente. É chato, quase ridículo, excessivamente franco. Não tem senso de proporções. Ele não percebe que um debate de pressuposto e evidencialista de apologética  não é tão sério como Atanásio versus Ariano. Para ele tudo é uma questão de prioridade porque não há outro tipo de assunto.

Para piorar a situação, o Sr.Rato fala demais. Considera toda conversa como um debate. Ele é teimoso. Não faz perguntas. As pessoas têm medo dele e ele não sabe por quê. A não ser aqueles que concordam totalmente com ele, não tem muitos amigos. Não pretende ser rude ou arrogante. Na verdade, ele consegue ser um cara simpático. O problema é que ele sabe tanta coisa que não consegue usar o seu conhecimento com sabedoria ou elegância.

No outro extremo está o Sr. Simples-Fé. É cristão há quarenta anos. Ora e lê a Bíblia todos os dias. Criou quatro filhos piedosos. Está casado há mais de trinta anos. É calmo, sincero e respeitado por todos. Mas não devora livros. Nunca leu muito. Lê dois a três livros por ano, e um deles deve ser um livro cristão, alguma coisa leve. O Sr. Simples tem instintos teológicos decentes. Ele sabe que a Bíblia é a verdade, que Jesus é o único caminho para Deus, que o inferno é real, e que não podemos merecer o caminho para o céu. É ortodoxo, mas além do básico é bastante ignorante e, francamente, não está muito interessado em teologia.

Portanto, qual dos dois você preferiria ter como diácono em sua igreja? O Sr. Rato é mais impressionante, mas o Sr. Simples provavelmente vai tomar decisões melhores e vai ser recebido melhor pelos membros da congregação. Pessoalmente, eu prefiro a maturidade ultrapassando o conhecimento em vez do contrário.

Aprendendo a pilotar de Maneira Certa

Nem é preciso dizer que o alvo é ter os dois. Um cristão maduro sem um pouco de conhecimento teológico não atinge o seu potencial. Um cristão que tem conhecimento sem maturidade tem potencial que não sabe como utilizar.

Um cristão teologicamente astuto, imaturo é como um menino de cinco anos de idade pilotando um helicóptero Apache. Vejam que arma poderosa: pode destruir argumentos e defender-se contra heresia; pode voar para o céu e ter visões gloriosas que aquele que está no nível do mar não percebe. Este helicóptero teológico é tão bom para busca e salvamento quanto para descobrimento e destruição. Todo exercito congregacional deveria ter um veículo desses. É rápido. É furioso. É impressionante. Mas também é perigoso. E com um menino de cinco anos no controle (ou seja lá o que for), algumas pessoas vão se machucar. Não é que um menino não possa ter um helicóptero, mas seria bom que tomasse lições de vôo depois de adulto.

Por outro lado, um cristão maduro satisfeito com um conhecimento teológico rudimentar é como uma pessoa de 45 anos de idade pilotando um triciclo. Verdade, ele consegue andar de triciclo, mas não pode andar depressa nem vai muito longe. Fica limitado em termos do que pode ver e experimentar.  Não pode fazer muito para enfrentar inimigos ou escalar alturas. É firme, mas não tão firme quanto poderia ser. O alvo no discipulado é que nós não temos de escolher entre meninos pilotando helicópteros e adultos andando de triciclos. Queremos pilotos maduros pilotando máquinas complicadas. Nosso alvo é que o Sr. Rato-de-Biblioteca se transforme no Sr. Cabeça-e-Coração e que o Sr. Simples-Fé aprenda a ser o Sr.Verdade-Profunda.

E se nossas congregações ainda não chegaram a este equilíbrio, pelo menos podemos arranjar um instrutor próprio para os meninos e apressar o treinamento dos adultos.

Kevin DeYoung

Tradução: Yolanda Mirdsa Krievin

Fonte: http://www.blogfiel.com.br

Devocional: Quatro sinais da Igreja Primitiva

Os quatro sinais da igreja, que vemos na igreja primitiva, todas têm a ver com nossas relações.

O primeiro que se menciona é a relação com os apóstolos. Os cristãos se dedicavam a receber e conservar os ensinamentos dos apóstolos. Também estavam relacionados entre si: perseveravam na comunhão, se amavam uns aos outros, se cuidavam mutuamente.

Certamente, se relacionavam com Deus. O adoravam no templo e nas casas, formal e informalmente, com alegria e com reverência. Finalmente os primeiros cristãos estavam relacionados com o mundo fora da igreja, e por isso cada dia chegava mais pessoas que recebiam o evangelho de Jesus Cristo.

Faz um tempo, escutei um grupo de jovens que havia visitado todas as igrejas da cidade mas não tinham encontrado nenhuma que realmente lhes satisfizesse. Deixaram de buscar e se denominaram a si mesmos de “cristãos desligados”.

Quando perguntei o que tinham estado procurando, o que entendiam que deveria ser a igreja, mencionaram quatro pontos. Aqueles jovens não tinham idéia de que estas qualidades estavam escritas no livro de Atos; disseram que estavam buscando uma igreja que tivesse pregação bíblica, onde a Palavra fosse exposta e que tivesse aplicação prática.

Em segundo lugar, buscavam uma igreja que tivesse comunhão real, onde os membros se cuidassem mutuamente e se apoiassem. Em terceiro lugar, buscavam uma igreja que adorasse, na qual fosse uma realidade a presença de Deus. Em quarto lugar, estavam buscando uma igreja que tivesse um ministério para o mundo.

O que aqueles jovens buscavam, como tantos outros, era nada menos que uma igreja viva, verdadeiramente renovada, uma igreja que mostrasse exatamente as quatro características que vimos que a igreja primitiva tinha. O Espírito Santo veio em Pentecostes e Ele não deixou a igreja. Nossa responsabilidade não é esperar que o Espírito Santo volte, mas antes reconhecer Sua soberania na igreja.

Devemos nos humilhar ante Ele, buscar sua plenitude, sua direção e Seu poder. Quando isso ocorrer, nossa igreja se aproximará a esse maravilhoso ideal que nos apresenta o livro de Atos: o ensinamento apostólico, a comunhão uns com os outros, a adoração viva, e a evangelização continua.

Oremos por nossas igrejas, para que se renovem e cumpram o propósito para o qual Cristo fundou Sua igreja!

John Stott.

In: Sinais de Uma Igreja Viva.

Fonte: http://otdx.blogspot.com/

Devocional: O escândalo da Graça

 


 

Fonte: www.Vemver.tv

Devocional: O “memorial’ de Blaise Pascal

Numa noite o matemático e filósofo francês Blaise Pascal teve uma experiência marcante, que veio registrar num pedaço de papel. Este “memorial” manteve costurado em sua roupa, de onde o seu empregado somente o retirou após a sua morte.

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No ano da graça de 1654. Segunda-feira, 23 de Novembro, dia de são Clemente, papa e mártir, e de outros no martirológio. Vigília de são Crisógono mártir e de outros.
De cerca das dez e meia da noite até cerca de meia-noite e meia. Fogo!
“Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó” e não dos filósofos e dos sábios. Certeza, certeza, sentimento, alegria, paz. Deus de Jesus Cristo. Deum meum et Deum vestrum. “O teu Deus será o meu Deus.” Esquecimento do mundo e de tudo, à exceção de Deus. Que só se encontra pelos caminhos mostrados pelo Evangelho. Grandeza da alma humana. “Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci.” Alegria, alegria, alegria, prantos de alegria.
Mas eu me separara. Dereliquerunt me fontem aquae vivae. “Deus meu, me abandonarias?” Que eu nunca mais me separe dele, eternamente. “Esta é a vida eterna: que te reconheçam como o único Deus verdadeiro e aquele que enviaste, Jesus Cristo.” Jesus Cristo, Jesus Cristo. Eu me separara: o afastei, reneguei e crucifiquei. Que nunca mais me separe dele. Que só se conserva pelos caminhos mostrados pelo Evangelho. Renúncia total e doce. Completa submissão a Jesus Cristo e ao meu diretor. A alegria eterna por um dia de prova sobre a terra. Non obliviscar sermones tuo. Amem.

Extraído de Giovanni Reale – Dario Antiseri, História da Filosofia (São Paulo, Editora Paulus, 8a.ed., 2007) vol.2, págs. 600-601.

Fonte: http://doutrinacalvinista.blogspot.com

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