Arquivo de outubro 2011

Devocional: Halloween não é brincadeira, e Reforma é coisa séria

Muita gente não sabe, mas o Dia das Bruxas, o Samhain ou Halloween, Ano Novo céltico (31 de outubro), tem uma conexão com o Dia de Todos os Santos da Igreja Católica Romana. Este era originalmente celebrado em maio, e não no primeiro dia de novembro.
No ano 608, o imperador romano Focas apaziguou o populacho dos territórios pagãos recentemente conquistados, permitindo-lhe combinar o antigo ritual de Samhain com o Dia de Todos os Santos. E, assim, o panteão de Roma, templo edificado para a adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja.
Foram os imigrantes europeus, especialmente os irlandeses, que introduziram o Halloween nos Estados Unidos. Hoje, o Dia das Bruxas é muito importante para os lojistas, inclusive no Brasil. Salém, em Massachusetts (Estados Unidos), é a sede da bruxaria norte-americana. Ali celebra-se, na época do Halloween, o Festival da Assombração, para expandir a temporada turística de verão. Tudo parece uma grande brincadeira, mas — conscientemente ou não — os participantes dessa festa estão se envolvendo com o ocultismo e o satanismo.
Por outro lado, algumas denominações evangélicas, além de realizarem festas similares às juninas (o que já é um absurdo), estão promovendo também, no fim de outubro, uma espécie de Halloween, decorando o ambiente com abóboras, etc. Elas alteram o nome da brincadeira satânica para Jesusween ou Elohin! Aos pastores destas igrejas quero apresentar um motivo melhor para festejar.
Em vez de comemorarem o Dia das Bruxas, os pastores que se prezam deveriam se lembrar da Reforma Protestante. Na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, Martinho Lutero — sacerdote romanista, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido — começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa.
Lutero, então, afixou na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se vitemberk) um pergaminho que continha 95 declarações. Estas, conhecidas como teses, eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências (pacotes caros pagos pelo perdão, inclusive das pessoas que já haviam partido para a eternidade).
Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial. Em dezembro do mesmo ano, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e o povo. No ano seguinte, foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: “Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados”.
No dia 17 de abril de 1521, Lutero apresentou-se à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”.
Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburg, na Turíngia, onde ficaria “guardado”. Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Ao regressar a Wittenberg, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Ulrico Zuínglio, João Calvino, Jacques Lefevre, João Tyndale, Tomás Cranmer, João Knox, etc.
Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas. A Reforma devolveu ao povo a Bíblia que se havia perdido, passando a considerá-la a fonte primária de autoridade.
Nesses tempos difíceis, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificados entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero?

Ciro Sanches Zibordi

Fonte: http://cirozibordi.blogspot.com/

Estudo da Semana: Será que eu inspirei um pouco de Deus?

Crianças às vezes são os melhores investigadores do pensamento teológico. Estou me convencendo mais e mais de que se aqueles que são chamados para ensinar sobre a Bíblia e as verdades teológicas não tiverem o hábito constante de priorizar a educação das crianças, eles podem rapidamente se perder em um mar de pensamentos irrelevantes que não tem qualquer conexão com o mundo real. As crianças tem um certo jeito de nos colocar os pés no chão. Eu lembro de uma vez em que minha irmã, Kristie, tinha oito anos. Nossa mãe colocou ela para dormir falando sobre o retorno de Jesus. “Jesus pode voltar a qualquer momento”, ela dizia. De repente, Kristie pulou da cama e saiu correndo do quarto mais rápido que a luz. Minha mãe a chamou de volta e perguntou por que ela estava correndo. Kristie respondeu “estou indo buscar meus sapatos!”.

 

Outro dia, há pouco tempo, eu estava conversando com Zach, meu filho de três anos, sobre Deus. Ele me perguntou onde Deus estava. Sempre fico um pouco perdido com essa questão, quando meus filhos me perguntam. Quando minha filha Katelynn estava na idade dele e perguntou a mesma coisa, eu disse que ele está lá mesmo, conosco. “Aqui no quarto?”, ela disse. “É”, respondi. Então ela correu e se escondeu. Ela imaginou Jesus como um fantasma andando pela casa. Zach me perguntou e acrescentou “Onde está Deus? Eu não estou vendo ele”. Respondi “não sei, onde você pensa que ele está?” “lá no céu”, ele respondeu. Eu disse que “Deus está em todo lugar. Não importa para onde você vai, você não pode se esconder dele”. Para uma criança de três anos, isso é o melhor que eu posso fazer. Mas precisamos ter cuidado. Tecnicamente, a resposta “Deus está em todo lugar” pode ser um pouco enganosa.Meu colega TIM Kimberley, diretor executivo do Credo House Ministries, estava relembrando de como um professor nosso do seminário, Dr. Jeffery Bingham, chefe do departamente de estudos teológicos do Seminário Teológico de Dallas, costumava fazer graça da noção de que Deus está em todo lugar. Enquanto falava sobre isso na aula, ele fazia uma pausa, respirava fundo, e dizia “espera aí, será que eu acabei de inspirar um pouco de Deus?”

Transcendência

Quando falamos sobre a essência de Deus, estamos falando de um Deus que não te um relacionamento com o tempo, o espaço e a matéria. Em outras palavras, Deus criou tudo (tempo, espaço e matéria) a partir do nada e não compartilha dos mesmos atributos físicos. Essa afirmação é tão importante que vale repetir: Deus criou tudo (tempo, espaço e matéria) a partir do nada e não compartilha dos mesmos atributos físicos. O termo teológico para isso é “transcendência”.O dicionário define transcendência como “Ter existência contínua além do mundo criado”. Bom, mas não exatamente o que precisamos.  Deus não possui uma extensão no espaço. Ninguém pode medir sua estatura. Em sua essência trinitariana, ele não tem altura, peso, cor ou jeito de caminhar. Ser transcendente é mais um aspecto da “santidade” de Deus. Ser “santo” significa “separado”, “diferenciado”. Deus não só é moralmente santo, mas ele também é ontologicamente santo. Em outras palavras, seu próprio ser – sua essência, seu ontos – é separado, distinto, e além de nós. Isso significa que em um senso bem realista, nós nunca “veremos” Deus com nossos olhos. Veja o que Paulo fala aqui:

1 Timóteo 6:16

[Deus,] o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém.

Eu amo esse versículo. Note que ele habita (possui um lugar de existência) em uma luz que é inacessível (no grego, apositon, a negação de positon, que significa “achegar” ou “aproximar”). E se isso não fosse o suficiente para nos convencer da santidade totalmente transcendente da natureza de Deus, Paulo continua e diz que ninguém viu ou pode (dunatai – “possui capacidade”) vê-lo. Eu já ouvi pessoas falando que o conceito Evangélico Ocidental de Deus e de sua transcendência não está presente na Bíblia, mas são apenas um resquício distorcido do pensamento grego. Alguém esqueceu de avisar isso para Paulo!

Eu sei que alguns de vocês estão decepcionados com o pensamento de não são capazes de ver Deus. Enquanto é verdade que nunca o veremos em essência, nós vemos manifestações reais dele em sua presença relacional.

Imanência

Se eu parasse na transcendência, não teríamos nada além dos ingredientes principais de uma cosmovisão conhecida como “Deísmo”. Deístas acreditam que Deus é transcendente à toda a criação, mas eles também acreditam que ele não pode, devido à sua total transcendência, interagir com a criação. Daí o porquê da cosmovisão cristã ser tão única. A Bíblia nos ensina que Deus é tanto transcendente como imanente. Ele está tão longe quanto perto. Ele é criador e sustentador. Ele está além do tempo, e agindo no tempo. Ele é santo e ativo. Deus está presente relacionalmente, manifestando seu amor e seu poder de várias formas, cuja a mais importante é a encarnação de Jesus Cristo. Cada membro da Trindade está ativo no tempo, espaço e na matéria de uma forma muito real.Deus está em todo lugar?

Depois de percorrer por esse prólogo teológico, penso que podemos começar a lidar com a ideia de que Deus está em todo lugar. Nós acreditamos que Deus é onipresente (do grego omni – “todo” + presente). Mas sua onipresença não tem a ver com sua extensão no espaço, como se Deus estivesse esticado por todo o universo (espera – será que eu acabei de inspirar um pouco de Deus?). Tem a ver com o relacionamento do espaço com Ele.Aqui está o que eu acredito ser uma definição melhor da onipresença de Deus:

Deus está em todo lugar

“Todo lugar está na presença imediata de Deus”

 Eu escrevo isso porque vejo meus cristãos descrevendo Deus de formas que se aproximam do panteísmo. Por mais que possamos acomodar até certo ponto tais conceitos quando nossos filhos tem três anos, devemos rapidamente buscar uma visão apropriada de Deus que reconheça a tensão entre a transcendência do ser Deus e a imanência da sua presença e atividade.

Panteísmo é a crença de que o ser de Deus está presente em todo lugar e em todas as coisas. De fato, para o panteísta, quando você respira, você está inspirando Deus. O “deus” do panteísmo é um ser impessoal que criou tudo o que há por necessidade. O universo é oq que ele é. O Deus da Bíblia não é de qualquer forma dependente ou parte de sua criação. Ele criou todas as coisas livremente a partir do nada (ex nihilo).

Entretanto, de vez em quando a definição cristã da onipresença de Deus parece um pouco panteísta (espera aí – eu inspirei mais um pouco de Deus agora?). Muitas vezes nosso entendimento da onipresença de Deus sugere que Deus é um ser extremamente largo, ocupando uma vasta quantidade de espaço, ou que de alguma forma ele está espalhado igualmente por todo o universo. Amigos, não somos panteístas. Nós cremos em um Deus que permanece em um relacionamento transcendente com toda a criação, mas está ativo e envolvido em relacionamento com ela. Com certeza, esse é um grande mistério, mas é uma misteriosa necessidade que não deveria ser transformada em descrições que fazem mais mal do que bem.

Enquanto a essência de Deus não está em todo lugar, a presença de Deus está em todo lugar. Assim, não há lugar para o qual possamos fugir da presença imediata de Deus.

Salmo 139.7-12

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá. Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz.

C Michael Patton

 Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

Devocional: Seja estudioso da Palavra, não preguiçoso

“Qual é a melhor garantia contra o ensino falso? Sem dúvida alguma é o estudo regular da Palavra de Deus, com oração, pedindo que o Espírito Santo nos ensine. A Bíblia foi dada como lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Salmo 119:105). O homem que a lê com cuidado nunca entrará no erro. É o descuido do estudo regular da Bíblia que leva muitos a ser vítimas do primeiro professor falso que enfrentam.

Quereis que pensemos que não sois “estudiosos” e que não pretendeis ter opiniões decisivas. A verdade clara é que sois preguiçosos e descuidados na vossa leitura pessoal da Bíblia, e não quereis tomar tempo para pensardes por vós mesmos. Nada supre tão facilmente seguidores aos falsos professores como a preguiça espiritual, sob uma capa de humildade.”

J.C. Ryle

Fonte: http://bisporyle.blogspot.com

Devocional: Covardia ou coragem?

“Então, todos os discípulos, deixando-O, fugiram.” (Mt 26:56 ACF)

ELE nunca os abandonou, mas eles, por covarde temor de perderem a vida, deixaram-No, precisamente, naquele momento, em que começavam os Seus sofrimentos. Este é só um exemplo instrutivo da fragilidade de todos os crentes se são deixados sozinhos; eles não são senão ovelhas, na melhor das hipóteses, que fogem, quando o lobo vem. Todos eles tinham sido avisados do perigo, e prometeram morrer antes que deixar o seu Mestre; e contudo, foram acometidos de pânico súbito e fugiram. Pode ser que eu, ao começar este dia, haja resolvido suportar alguma prova por amor ao meu Senhor, e imagine estar certo de mostrar perfeita fidelidade; porém, devo desconfiar de mim mesmo, não seja que tendo eu o mesmo coração mau de incredulidade, deixe o meu Senhor como fizeram os apóstolos. Uma coisa é prometer, e outra completamente diferente, é cumprir. Se eles tivessem permanecido corajosamente à mão direita de Jesus, teriam sido eternamente honrados; eles fugiram da honra; que Deus me livre de os imitar! Onde teriam eles permanecido mais seguros do que ao lado do seu Mestre, que podia chamar num instante doze legiões de anjos? Eles fugiram da sua verdadeira segurança. Oh Deus, não permitas que me eu engane também! A graça divina pode converter em valente o covarde. O pavio que fumega pode arder como o fogo sobre o altar, se Deus o quiser. Estes mesmos apóstolos que eram tímidos como lebres fizeram-se intrépidos como leões, depois que o Espírito desceu sobre eles; e ainda assim, o Espírito Santo pode converter o meu espírito covarde em corajoso para confessar o meu Senhor e para testemunhar da Sua verdade.
Que angústia terá abarrotado o Salvador ao ver os Seus amigos tão infiéis! Este foi um amargo ingrediente na Sua taça, mas aquela taça ficou vazia; não permita Deus que eu ponha nela outra gota. Se eu abandonasse o meu Senhor, iria crucificá-Lo outra vez e expô-Lo a uma vergonha pública. Livra me, oh bem-aventurado Espírito, de um fim tão vergonhoso!

 

C. H. Spurgeon

In: Morning’s Meditation
www.spurgeon.org
Livro de Cheques do Banco da Fé. Tradução de Carlos António da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/

PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESSA POSTAGEM SEM CITAR NA íntegra ESSA FONTE
Fonte: http://www.projetospurgeon.com.br

Devocional: A Ira de Deus

 

A ira de Deus from iPródigo on Vimeo.

 

Fonte: http://iprodigo.com/videos/a-ira-de-deus.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+iprodigo+%28iPr%C3%B3digo%29

Devocional: Servindo à Sombra

“André. Ah! Você é o irmão de Simão Pedro, não é?”

André deve ter se acostumado a isso. Até mesmo o Novo Testamento o apresenta como “André, irmão de Simão Pedro” (João 1:40). A sombra de Pedro estava sobre André desde o início.

André é mencionado pelo nome 12 vezes no Novo Testamento. Em dez dessas vezes, ele é citado junto com Pedro, e normalmente como irmão de Pedro. Pedro, por outro lado, tem mais de 150 menções, e até contribuiu com o Novo Testamento.

É interessante notar que André teve o currículo mais impressionante para começar. Ele tinha sido discípulo de João Batista. Não apenas isso, mas ele foi um dos primeiríssimos discípulos de Jesus (João 1:35-40). Na verdade, foi André que foi e “achou seu próprio irmão Simão” e o levou a Jesus (João 1:41-42).

Mas mesmo neste primeiro encontro ficou claro que Jesus tinha planos concernentes a Simão que eram diferentes dos planos concernentes a André. Antes que Simão tivesse dito ou feito qualquer coisa, Jesus deu a ele seu novo nome de Cefas (Pedro), a rocha.

Pedro era “feitura [de Deus], [criado] em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que [andasse] nelas” (Efésios 2:10). Nós conhecemos muitas dessas boas obras porque Deus dá a elas muita divulgação.

Mas André era igualmente feitura de Deus. Ele também foi criado em Cristo Jesus para as boas obras que Deus preparou de antemão. Só que Deus escolheu não dar às obras de André a mesma proeminência que ele deu às de Pedro. E então André serviu à sombra de Pedro. Mas André teve um grande mentor servo-sombra em João Batista. André aprendeu de João que “alguém não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (João 3:27). João tinha visto Jesus se levantar e ele mesmo se declinar em proeminência, e disse com fé preenchida com alegria: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).

E este é o clamor do verdadeiro discípulo. Tudo isso não é sequer um pouco sobre nossa proeminência. Como os discípulos (Marcos 9:33-34), nós facilmente perdemos o foco.

Quando Deus dá a um discípulo cinco talentos, a outro dois talentos, e a outro um talento (Mateus 25:15) ele tem suas razões. Muito provavelmente elas são diferentes do que pensamos (Isaías 55:9). Ele sabe o que está fazendo. Nós podemos confiar nele.

Hoje, esteja contente com o que você tem (Hebreus 13:5), e seja fiel com o que lhe foi dado (Mateus 25:21). Humilhe-se sob a mão poderosa de Deus, confiando que ele irá exaltá-lo no momento adequado e da maneira adequada (1Pedro 5:6). Seja como André. Este servo-sombra foi fiel, obediente, responsável, confiável, solícito, e corajoso. A tradição diz que ele continuou a pregar o evangelho e plantar igrejas até que foi martirizado por crucifixão no ano 60 DC.

Sirvamos nas sombras em que Deus nos coloca com a mesma fé triunfante e cheia de alegria.

Jon Bloom

© DesiringGod | desiringgod.org
Tradução: naodesperdicesuavida.com

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Devocional: Evangelho ou Justiça?

Alguns evangélicos falam como se o evangelismo pessoal e a justiça social fossem preocupações contraditórias, ou, pelo menos, um é parte da missão da igreja e o outro não é. Penso de outra forma, e acho que a questão é uma das mais importantes que a igreja enfrenta nos dias de hoje.

Antes de tudo, a missão da igreja é a missão de Jesus. Essa missão não começa com a entrega da Grande Comissão ou no Pentecostes. A Grande Comissão é quando Jesus envia a igreja ao mundo com a autoridade que ele já tem (Mateus 28.18), e Pentecostes é quando ele confere o poder de levar executar essa comissão (Atos 1.8).

O conteúdo dessa missão não é apenas uma regeneração pessoal, mas fazer discípulos (Mateus 29.19). Não é apenas ensinar, mas ensiná-los a “observar tudo que vos tenho ordenado” (Mateus 28.20).

Essa missão não é inconsistente com o que nós já temos visto na vida de Jesus. Sua missão é definida pelas expectativas do Velho Testamento (por exemplo, o Salmo 72) e nos relatos do evangelho em termos do amor redentor para pessoa por completo, corpo e alma. Desde os momentos literalmente embrionários da Encarnação, tais termos estão presentes na oração de Maria sobre a vinda do Messias (Lucas 1.46-55), e depois nas próprias palavras inaugurais de Jesus sobre a chegada do seu Reino (Lucas 4.18-19).

Essa missão é resumida no evangelho como uma mensagem de reconciliação que é tanto vertical como horizontal, estabelecendo a paz com Deus e com o próximo. As Escrituras nos dizem para amar ao próximo como a si mesmo. (Lucas 10.27-28).

Este não é um simples ministério “espiritual”, visto o exemplo que Jesus nos dá é um cuidado integral para as necessidades físicas e econômicas da pessoa necessitada, para não mencionar a superação das acentuadas hostilidades étnicas. Como o teólogo Carl F.H Henry lembrou os evangélicos da geração passada, não se ama o próximo simplesmente em “termos espirituais”, mas integralmente.

Claro que o ministério de Jesus seria sobre essas coisas. Afinal de contas, a Bíblia nos mostra, desde o começo, que o alcance da maldição da Queda é integral em sua destruição – pessoal, cósmica, social, vocacional (Gênesis 3-11) e que o evangelho é integral em sua restauração – pessoal, cósmica, social, vocacional (Apocalipse 21.22).

Além disso, o testemunho profético na Bíblia consistentemente fala em tais termos. A aquisição de Acabe da terra de Nabote (I Reis 21.1-19) é uma questão de pecado pessoal ou injustiça social? Bem, é os dois. Era o pecado de Sodoma um conglomerado de pecados pessoais ou injustiça social? Era os dois. (Gênesis 18.26, Ezequiel 16.49).

Os profetas nunca dividiram as questões de injustiça tão claramente como nós fazemos no “pessoal” e no “social”. Isaías fala do julgamento de Deus quanto ao orgulho pessoal e a idolatria (Isaías 2.11) e a moerem o rosto dos necessitados (Isaías 3.14-15). Mais adiante, em Joel, Miquéias e Malaquias, até João Batista, o testemunho é o mesmo.

A igreja da nova aliança continua esse testemunho. Mesmo depois do ministério público de Jesus, sua igreja apostólica continua a mensagem tanto da justificação pessoal como da justiça interpessoal. Tiago se dirige às igrejas da diáspora tanto nos termos de seu discurso pessoal (Tiago 3.1-12) quanto no tratamento injusto com os trabalhadores (Tiago 5.1-6).

Tiago define “religião pura e imaculada” como aquela que cuida dos órfãos e das viúvas (Tiago 1.27). É óbvio que ele o faça. Seu irmão já tinha feito (Mateus 25.40).

Para aqueles que tentam colocar Tiago em oposição a Paulo, o Novo Testamento não admite tais conflitos, quer por redenção pessoal ou no ministério com os vulneráveis. Quando os apóstolos receberam Paulo, ele conta que eles estavam preocupados, é claro, que ele proclamasse o evangelho correto, mas que também lembra-se dos pobres. E de acordo com o testemunho de Paulo, foi “o que me esforcei para fazer” (Gálatas 2.10).

Então como a igreja “equilibra” a preocupação com evangelismo com a preocupação com a justiça? Uma igreja faz isso da mesma forma que “equilibra” o evangelho com a moralidade pessoal. Claro que houve igrejas que enfatizaram a justiça pública sem o apelo à conversão pessoal. Tais igrejas abandonaram o evangelho.

Mas há também igrejas que tem enfatizado a retidão pessoal (moralidade sexual, por exemplo) sem ênfase clara no evangelho. E há igrejas que ensinam a moralidade pessoal com objetivo de alcançar o favor de Deus. Isso também é contraditório ao evangelho.

No entanto, nós não combatemos o legalismo na esfera da moralidade com antinomismo. E nós não reagimos à persistência do “evangelho social” (tanto da Esquerda quanto da Direita), fingindo que Jesus não chamou sua igreja a agir pelos pobres, pelo estrangeiro, pelo órfão, pelo vulnerável, pelo faminto, pela vítima de tráfico sexual, pelo nascituro. Nós agimos dentro da estrutura do evangelho, nunca fora dele, tanto na proclamação verbal como na demonstração ativa.

A curta resposta para como as igrejas devem “equilibrar” tais coisas é simples: seguir Jesus. Nós somos cristãos. Isso significa que, conforme crescemos à semelhança de Cristo, nós estamos preocupados com o que o preocupa. Jesus é o rei do seu reino, e ele ama as pessoas por inteiro, tanto corpo quanto alma.

Jesus Cristo nunca manda para longe os que estão com fome dizendo “aqueça-se e alimente-se” (Tiago 2.16). O que ele diz, em vez disso, ao apontar para o amor a Deus e ao próximo, ao cuidado do corpo e da alma, é: “Vá e faça o mesmo” (Lucas 10.37).

Russell Moore

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

Estudo da Semana: Nada de bom é negado

“Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?”. A idéia expressa por Paulo nesta segunda pergunta é que nenhuma coisa boa finalmente nos será negada. Ele confirma essa idéia mostrando-nos a suficiência de Deus como nosso soberano benfeitor e a firmeza de sua obra redentora por nós.

No primeiro mandamento, Deus disse a Israel que o servisse exclusivamente, não apenas porque lhe devessem isso, mas também por ser ele digno de toda a confiança. Deviam se curvar diante de sua absoluta autoridade com base na confiança em sua suficiência total. É evidente que ambas as coisas precisam estar juntas, pois eles dificilmente o serviriam de todo o coração se, ao excluir os outros deuses, duvidassem da suficiência de Deus para suprir suas necessidades.

Agora, se você é cristão, sabe que também está sendo chamado a agir do mesmo modo. Deus não poupou seu Filho, mas o entregou por sua causa. Cristo ama você e se entregou para livrá-lo da escravidão do pecado do Egito espiritual e de Satanás. Jesus Cristo lhe apresenta o primeiro mandamento na forma positiva: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento” (Mt 22:37,38). A exigência se apóia em seu direito de Criador e Redentor, e não se pode escapar dela.

Você conhece, como discípulo, o estilo de vida ao qual foi chamado por Cristo. Seu exemplo e ensinamento nos evangelhos (sem seguir mais adiante no livro de Deus) tornam a idéia perfeitamente clara. Você é chamado a viver como peregrino neste mundo, um simples residente temporário, viajando com pouca bagagem e desejoso, segundo o direcionamento de Cristo, de fazer o que o moço rico não quis: deixar as riquezas materiais e a segurança proporcionada por elas e conviver com a possibilidade de empobrecimento e perda de bens. Tendo seu tesouro no céu, você não precisa pensar em tesouros terrenos, nem na vida de alto padrão — Jesus pode lhe pedir a renúncia de ambos. Você é chamado a seguir a Cristo, carregando sua cruz.

O que isso quer dizer? Bem, as únicas pessoas no mundo antigo que carregavam cruzes eram criminosos condenados a caminho da execução. Eles, como o Senhor Jesus, eram obrigados a carregar a cruz sobre a qual seriam executados. Assim, o que Cristo quis dizer é que você deve assumir a posição de tal pessoa no sentido de renunciar a todas as expectativas sociais futuras e aprender a tomar como naturais o desprezo de seus companheiros e o olhar de desdém e aversão como se você fosse um estranho. É possível que muitas vezes você seja tratado desse modo por causa da lealdade ao Senhor Jesus Cristo.

Você é também chamado a ser uma pessoa mansa, nem sempre lutando por seus direitos, nem preocupado em reaver o que lhe pertence, nem entristecido por maus-tratos e desprezos (embora, se você for sensível, estas coisas possam feri-lo). Em vez disso, deve simplesmente entregar seus problemas a Deus e deixar que ele o defenda se e quando ele achar conveniente. Sua atitude para com seus companheiros bons e maus, agradáveis e desagradáveis, tanto cristãos como descrentes, deve ser a do bom samaritano para com o judeu na estrada, e isto quer dizer que seus olhos devem estar abertos para as necessidades espirituais e materiais dos outros. Seu coração deve estar pronto para cuidar das almas necessitadas quando as encontrar; sua mente precisa estar alerta para planejar o melhor modo de ajudá-las e sua vontade deve estar firmada contra a armadilha (na qual somos especialistas) de “transferir responsabilidades”, livrando-nos de situações difíceis em que se impõe a ajuda mediante sacrifício.

Nada disso, evidentemente, é estranho a qualquer de nós. Sabemos que Cristo nos chama para esse estilo de vida, muitas vezes pregamos e falamos sobre ele, mas será que o vivemos realmente? Bem, veja as igrejas. Observe a falta de ministros e de missionários, especialmente de homens; observe a riqueza material nos lares cristãos; o problema de se angariar fundos para as sociedades cristãs; a presteza dos cristãos em todos os níveis de vida em reclamar de seu salário; a falta de preocupação com os idosos e solitários, ou mesmo com qualquer pessoa fora do círculo dos “verdadeiros crentes”.

Somos bem diferentes dos cristãos do Novo Testamento. Nossa vida é estática e convencional, a deles não era. A idéia de “primeiro a segurança” não era obstáculo em seus empreendimentos, como acontece em nossos dias. Por viver o Evangelho de modo exuberante, não-convencional e desinibido, eles viraram o mundo de cabeça para baixo; mas nós, cristãos do século XXI, não podemos ser acusados de fazer algo semelhante. Por que somos tão diferentes? Por que comparados com eles parecemos apenas meios cristãos? De onde vêm o nervosismo, o medo, que não aceitam riscos e que tanto prejudicam o discipulado? Por que não estamos livres do medo e da ansiedade de modo a nos permitir seguir a Cristo em todos os sentidos?

Uma razão parece ser a de que, em nosso íntimo, tememos as conseqüências advindas de uma vida totalmente cristã. Esquivamo-nos da responsabilidade por outras pessoas por medo de não ter forças suficientes para suportá-las. Esquivamo-nos de aceitar certo estilo de vida que despreza a segurança material porque tememos o fracasso. Esquivamo-nos de ser mansos por temermos ser pisados, feridos se não nos mantiver-mos altivos, terminando a vida em meio a fracassos e desventuras. Esquivamo-nos de romper com as convenções sociais a fim de servirmos a Cristo, pois tememos que nossa estrutura de vida sofra um colapso, deixando-nos sem nenhum ponto de apoio.

São esses temores semiconscientes, essa ameaça de insegurança, em vez de outra recusa deliberada de enfrentar o custo de seguir a Cristo, que nos fazem recuar. Sentimos que os riscos do discipulado total são grandes demais para aceitá-los. Em outras palavras, não estamos certos da suficiência de Deus para suprir as necessidades dos que se lançam, de todo o coração, no mar profundo da vida não-convencional em obediência ao chamado de Cristo. Portanto, sentimo-nos obrigados a quebrar um pouquinho o primeiro mandamento, tirando parte de nosso tempo e de nossa energia do serviço a Deus para servir às riquezas. Isto, no fundo, pode ser o que está errado conosco. Temos medo de aceitar totalmente a autoridade de Deus por causa de nossa secreta incerteza quanto à sua suficiência para cuidar de nós.

Vamos agora dar o nome certo às coisas. O nome do jogo que estamos praticando é incredulidade, e a afirmação de Paulo: “Ele nos dará todas as coisas” permanece como um desafio para nós. O apóstolo nos diz que não devemos temer nenhuma perda nem empobrecimento irreparável; se Deus nos nega alguma coisa é apenas para dar outras que ele tem em mente. Será que aceitamos o conceito de que a vida de alguém consiste, pelo menos em parte, nas coisas que ele possui?

Isto apenas alimenta o descontentamento e bloqueia as bênçãos, pois a expressão “todas as coisas” de Paulo não significa excesso de bens materiais. A paixão por eles deve ser extirpada a fim de que “todas as coisas” possam tomar seu lugar. Essa expressão está relacionada com o conhecimento e com a alegria de Deus, e a nada mais. O significado de “ele nos dará todas as coisas” pode ser este: um dia veremos que nada — literalmente nada — que possa aumentar nossa eterna felicidade nos foi negado e que nada — literalmente nada — que possa reduzir essa felicidade nos foi tirado. Que maior garantia queremos?

Ainda assim, quando se fala em auto-renúncia inabalável a serviço de Cristo, estremecemos. Por quê? Por falta de fé, pura e simplesmente.

Tememos que Deus não tenha força ou sabedoria para cumprir o propósito estabelecido? Mas foi ele quem fez o mundo, quem o governa e quem ordena tudo o que acontece, desde o curso seguido pelo faraó e por Nabucodonosor até a queda de um pardal. Tememos que ele vacile e em seu propósito, e que — a exemplo de pessoas boas com boas intenções que às vezes falham com seus amigos — ele também possa falhar em cumprir suas boas intenções para conosco? Paulo, porém, afirma que “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam” (Rm 8:28). Quem é você para imaginar-se a primeira exceção, a primeira pessoa a ver Deus vacilar e deixar de cumprir sua palavra? Você não percebe que desonra a Deus com tais temores?

Você duvida de sua constância, supondo de que ele tenha “aparecido”, “evoluído” ou “morrido” no intervalo entre os tempos bíblicos e o nosso (todas essas idéias foram exploradas nos tempos modernos), e que agora ele não é mais o mesmo Deus santo da Bíblia? Entretanto, ela afirma: “Eu, o SENHOR, não mudo” e “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Ml 3:6; Hb 13:8).

Você tem evitado uma vida de riscos e custos para a qual sabe, no íntimo, que Deus o chamou? Não se detenha mais. Seu Deus é fiel e suficiente. Você nunca precisará de nada além do que ele pode dar, e seu suprimento, quer material quer espiritual, será sempre o bastante para o presente. O Senhor “não recusa nenhum bem aos que vivem com integridade” (Sl 84:11). “Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1Co 10:13). “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9). Pense nessas coisas e deixe que seus pensamentos afastem as dificuldades para servir ao Mestre.

 

J.I. Packer

 

Trecho do livro “O Conhecimento de Deus”

Fonte: http://iprodigo.com/

Devocional: Deus, a nossa melhor recompensa

O redimido tem todos os seus bons objetivos em Deus. Deus, ele mesmo, é a melhor recompensa alegremente obtida através da redenção. Ele é o maior presente, e a soma de todos os bens comprados por Cristo. 

Deus é a herança dos santos; ele é a porção de suas almas. Deus é sua fortuna e o seu tesouro, seu alimento, sua vida, seu lugar de morada, seu ornamento e diadema, e sua honra e glória eternal. 

Os santos não têm nada no céu a não ser Deus; Ele é a melhor recompensa que o redimido receberá após a morte, e com quem estaremos quando chegar o fim do mundo. 

O Senhor Deus, ele é a Luz da Jerusalém Celestial; é o “rio de água viva que jorra do trono, e a árvore da vida que cresce “no meio do paraíso de Deus”. 

A gloriosa excelência e beleza de Deus serão para sempre o que ocupará a mente dos santos, e o amor de Deus será sua infindável festa. 

Os redimidos também se alegrarão em outras coisas: se alegrarão com os anjos, e se alegrarão uns com o outros: mas aquilo que os alegrará nos anjos, ou entre si, ou em qualquer outra coisa, o que os encherá de gozo e alegria, será o que eles vêem de Deus em todas essas coisas.

Jonathan Edwards

Fonte: http://www.vemvertextos.com

Devocional: Alegria indizível, evidência da plenitude do Espírito

O apóstolo Pedro em sua primeira carta fala da alegria indizível e cheia de glória. Essa alegria é mais do que um sentimento que alimentamos, fruto de circunstâncias favoráveis. Essa alegria não vem de nós mesmos nem dos outros. É uma alegria vinda de cima, gerada por Deus, ação do Espírito Santo em nós. Martyn Lloyd-Jones em seu livro Joy Inspeakeable, afirma que essa alegria é o resultado da plenitude do Espírito Santo. Vamos, agora, considerar algumas características dessa alegria:

Em primeiro lugar, a alegria indizível tem uma origem divina. Não produzimos essa alegria indizível na terra. Ela não é resultado de uma personalidade amável, de um temperamento dócil nem mesmo de circunstâncias favoráveis. Nenhuma experiência vivida por nós, por mais intensa e arrebatadora poderia ser classificada como uma alegria indizível e cheia de glória. Essa alegria tem uma origem celestial. Vem do céu. Deus é a fonte dessa alegria. Só na presença dele existe plenitude de alegria. Só na sua destra há delícias perpetuamente.

Em segundo lugar, a alegria indizível tem uma natureza sobrenatural. A Bíblia diz que a alegria faz parte do próprio conteúdo do evangelho, pois o evangelho é boa nova de grande alegria. O reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo. O fruto do Espírito é alegria e a ordem de Deus é: “Alegrai-vos”. A alegria que nasce em Deus e jorra para o nosso coração por intermédio do Espírito Santo não é apenas um sentimento de bem-estar nem apenas um momento de euforia que se esvai com o tempo. Não é como a alegria passageira que os aventureiros buscam na cama do adultério nem como o êxtase que se busca nas aventuras loucas das drogas. Pelo contrário, é uma alegria pura e santa que asperge a alma com o bálsamo da paz. É um contentamento que domina mente e coração mesmo que as circunstâncias sejam tempestuosas. Pedro fala dessa alegria para os crentes da dispersão, para gente que estava sendo banida da sua terra e perseguida pelo mundo.

Em terceiro lugar, a alegria indizível tem um propósito glorioso. Quando o povo de Deus desfruta da alegria de Deus, o próprio Deus é glorificado. Não há melhor recomendação do evangelho do que um indivíduo experimentar a antecipação da glória neste mundo tenebroso. Não há impacto mais poderoso no mundo do que um cristão, depois de ser torturado, ainda cantar na prisão. Não há argumento mais eloquente acerca do poder do evangelho do que um cristão ser afligido e ainda assim estar com um brilho na sua face e cânticos de louvor em seus lábios. Não há evidência mais robusta acerca do poder de Deus do que um cristão, mesmo depois de enfrentar as perdas mais severas ainda adorar a Deus e dizer: “O Senhor Deus deu, o Senhor Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor”.

Em quarto lugar, a alegria indizível tem um resultado extraordinário. Se o propósito da alegria indizível é trazer glória ao nome de Deus no céu, o seu resultado é transformar vidas na terra. A alegria indizível do povo de Deus é um testemunho eloqüente acerca do poder transformador do evangelho. É um argumento irresistível, uma prova insofismável e uma evidência irrefutável de que o evangelho não é um sugestionamento barato para iludir pessoas incautas, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A alegria é uma poderosa força evangelizadora na terra. A alegria do povo de Deus é uma voz altissonante acerca da eficácia da mensagem evangélica. Na verdade é uma espécie de apologética final, o argumento irresistível. Neste mundo marcado de tantas más notícias e encharcado de tanta tristeza, podemos experimentar a alegria do céu, a alegria vinda de Deus, a alegria indizível e cheia de glória. Sua alma já transborda dessa alegria? Esse é um privilégio dos remidos do Senhor e uma evidência da plenitude do Espírito Santo.

Hernandes dias Lopes

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/

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