Arquivo de dezembro 2011

Estudo da Semana: Pragmatismo, um dos maiores inimigos da Igreja

Estou convencido de que o pragmatismo apresenta precisamente a mesma sutil ameaça para a igreja em nosso tempo que o modernismo representou há quase um século.

O Modernismo foi um movimento que abraçou a chamada alta crítica e a teologia liberal enquanto negava quase todos os aspectos sobrenaturais do Cristianismo. Mas o modernismo não se apresentou primeiramente como um ataque evidente à doutrina ortodoxa. Os modernistas mais antigos pareciam preocupados principalmente com a unidade interdenominacional. Eles estavam dispostos a subestimar a doutrina em prol daquela meta, porque eles acreditavam que a doutrina era inerentemente divisionista e que uma igreja fragmentada seria irrelevante nos tempos modernos. Para aumentar a relevância do Cristianismo, os modernistas procuraram sintetizar ensinos cristãos com os mais recentes insights da ciência, filosofia, e crítica literária.
“É freqüentemente esquecido que o alvo dos primeiros modernistas simplesmente era tornar a igreja mais “moderna”, mais unificada, mais relevante, e mais aceitável para uma cética era moderna.”

Modernistas viam a doutrina como um assunto secundário. Eles enfatizavam a fraternidade e a experiência e minimizavam as ênfases nas diferenças doutrinárias. Doutrina, eles acreditavam, deveria ser fluida e adaptável – certamente não alguma coisa pela qual valha e pena lutar. Em 1935 John Murray fez esta avaliação do modernista típico:

“O modernista muito freqüentemente orgulha-se na suposição de que ele se preocupa com a vida, com os princípios de conduta e com a colocação em prática dos princípios de Jesus em todas as áreas da vida: individual, social, eclesiástica, trabalhista e política. Seu slogan tem sido que o Cristianismo é vida, não doutrina, e ele pensa que a ortodoxia Cristão ou fundamentalista, como ele gosta de chamar, simplesmente está preocupada com a conservação e perpetuação de dogmas desgastados de convicção doutrinária, uma preocupação que faz da ortodoxia, na opinião dele, uma petrificação fria e inanimada do cristianismo. ["A Santidade da Lei Moral", Escritos Selecionados de John Murray 4 vols. (Edimburgo: Banner of Truth, 1976), 1:193.]

Quando os precursores do modernismo começaram a surgir no fim do século XIX, poucos cristãos ficaram preocupados. As controvérsias mais quentes naqueles dias eram reações relativamente pequenas contra homens como Charles Spurgeon – homens que estavam tentando advertir a igreja sobre a ameaça que pairava sobre ela. A maioria dos cristãos – particularmente líderes das igrejas – não estavam nem um pouco abertos para tais advertências. Afinal de contas, não era como se estranhos estivessem impondo ensinos novos na igreja; estas eram pessoas de dentro das denominações – e grandes estudiosos do assunto. Certamente eles não tinham nenhum plano para arruinar o núcleo da teologia ortodoxa ou atacar o próprio coração do cristianismo. Divisionismo e cisma pareciam perigos muito maiores que a apostasia.

Mas quaisquer que tenham sido os motivos dos modernistas no princípio, as idéias deles representaram uma ameaça séria à ortodoxia, como a história provou. O movimento gerou ensinos que dizimaram praticamente todas as principais denominações na primeira metade do século XX. Subestimando a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral, e a acentuada incredulidade . A maioria dos evangélicos hoje tende a comparar a palavra “modernismo” com a negação completa da fé. É freqüentemente esquecido que o alvo dos primeiros modernistas simplesmente era tornar a igreja mais “moderna”, mais unificada, mais relevante, e mais aceitável para uma cética era moderna.

“No entanto, se a história de igreja nos ensina alguma coisa, ela ensina que as agressões mais devastadoras contra a fé sempre começaram com erros sutis que surgem de dentro.”

O alvo é o mesmo dos pragmatistas de hoje.

Como a igreja de cem anos atrás, nós moramos em um mundo de mudanças rápidas – grandes avanços na ciência, na tecnologia, na política mundial, e na educação. Como os irmãos daquela geração, os cristãos hoje estão abertos, até mesmo ansiosos, por mudanças na igreja. Como eles, nós ansiamos por unidade entre os crentes. E como eles, somos sensíveis à hostilidade de um mundo incrédulo.

Infelizmente, há pelo menos um outro paralelo entre a igreja de hoje e a igreja do fim do século dezenove: muitos cristãos parecem completamente inconscientes – se não pouco dispostos a enxergar – que sérios perigos ameaçam a igreja, vindo de dentro. No entanto, se a história de igreja nos ensina alguma coisa, ela ensina que as agressões mais devastadoras contra a fé sempre começaram com erros sutis que surgem de dentro.

Vivendo em uma era instável, a igreja não pode se dar ao luxo de ficar vacilando. Ministramos a pessoas desesperadas por respostas, e não podemos minimizar a importância da verdade ou atenuar o Evangelho. Se nos tornamos amigos do mundo, posicionamo-nos como inimigos de Deus. Se confiamos em dispositivos mundanos, automaticamente renunciamos ao poder do Espírito Santo.

Essas verdades são repetidamente afirmadas na Bíblia: “Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade com Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tg 4:4). “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 Jo. 2:15).

“Não há rei que se salve com a grandeza de um exército; não há valente que se livre pela muita força. O cavalo é vão para a segurança; não livra a ninguém com a sua grande força.” (Ps. 33:16, 17). “Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro, que se estribam em cavalos, e têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor.” (Is 31:1). “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zc. 4:6).

O mundanismo ainda é um pecado?

Mundanismo é até mesmo raramente mencionado hoje, muito menos identificado pelo que realmente é. A própria palavra está começando a soar esquisita. Mundanismo é o pecado da pessoa permitir que seus apetites, ambições, ou conduta sejam moldados de acordo com valores terrestres. “Pois tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 Jo. 2:16, 17).

Entretanto hoje nós vemos o extraordinário espetáculo dos programas de igreja projetados explicitamente para suprir o desejo carnal, apetites sensuais, e o orgulho humano; “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida.” Para alcançar esse apelo mundano, as atividades da igreja vão freqüentemente além do meramente frívolo. Durante vários anos um colega meu tem colecionado um “arquivo de horrores” com recortes que informam como igrejas estão empregando inovações para impedir que os cultos de adoração tornem-se tediosos. Na última meia década, algumas das maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos empregaram esquemas mundanos como comédias “pastelão”, shows de variedades, exibições de luta livre, e até mesmo strip-tease simulado, para apimentar as suas reuniões de domingo. Nenhum tipo de grosseria, ao que parece, é ultrajante demais para ser trazido ao santuário. O entretenimento está rapidamente se tornando a liturgia da igreja pragmática.

“Pregar a Palavra e corajosamente confrontar o pecado são vistos como meios arcaicos, ineficazes de ganhar o mundo. Afinal de contas, essas coisas na verdade afugentam a maioria das pessoas.”

Além disso, muitos na igreja acreditam que este é o único meio de alcançarmos o mundo. Se as multidões de sem-igreja não querem hinos tradicionais e pregação bíblica, dizem-nos, temos que lhes dar o que eles querem. Centenas de igrejas seguiram precisamente essa teoria, chegando ao ponto de promover pesquisas entre os incrédulos para aprender o que os levaria a comparecerem.

Sutilmente o alvo maior vem se tornando a freqüência à igreja e a aceitação por parte do mundo em vez de uma vida transformada. Pregar a Palavra e corajosamente confrontar o pecado são vistos como meios arcaicos, ineficazes de ganhar o mundo. Afinal de contas, essas coisas na verdade afugentam a maioria das pessoas. Por que não atraí-las ao aprisco oferecendo o que elas querem, criando um ambiente amigável, confortável, e suprindo exatamente aqueles desejos que são os mais prementes? Como se pudéssemos fazer com que eles aceitem Jesus tornando-O de alguma forma mais agradável ou fazendo a mensagem dEle menos ofensiva.

Esse tipo de pensamento provoca um grave desvio na missão da igreja. A Grande Comissão não é um manifesto de marketing. Evangelismo não requer vendedores, mas profetas. É a Palavra de Deus, não alguma sedução terrena, que planta a semente para o novo nascimento (1 Pe 1:23). Nós ganhamos nada mais que o desprazer de Deus se buscamos remover a ofensa da cruz (Gl 5:11).

Toda inovação é errada?

Por favor não entendam mal minha preocupação. Não é à inovação em si que eu me oponho. Eu reconheço que estilos de adoração estão sempre em transformação. Também percebo que se o Puritano típico do décimo sétimo século entrasse na Grace Community Church (onde eu sou o pastor) ele poderia ficar chocado com nossa música, provavelmente espantado por ver homens e mulheres sentados juntos, e muito possivelmente perturbado por nós usarmos um sistema de alto-falantes para falar à igreja. O próprio Spurgeon não apreciaria nosso órgão. Mas eu não sou a favor de uma igreja estagnada. Não estou preso a nenhum estilo musical ou litúrgico em particular. Essas coisas por si só são assuntos que as Escrituras sequer abordam. Também não penso que minhas preferências pessoais em tais assuntos são necessariamente superiores às preferências de outros. Não tenho nenhum desejo de fabricar algumas regras arbitrárias que governam o que é aceitável ou não em cultos da igreja. Fazer assim seria a essência do legalismo.

“Eu creio que é anti-bíblico elevar o entretenimento acima da pregação e da adoração no culto da igreja. E eu me oponho àqueles que acreditam que técnicas de vendas podem trazer as pessoas ao reino mais efetivamente do que um Deus soberano.”

Minha queixa é quanto a uma filosofia que relega a Palavra de Deus a um papel secundário na igreja. Eu creio que é anti-bíblico elevar o entretenimento acima da pregação e da adoração no culto da igreja. E eu me oponho àqueles que acreditam que técnicas de vendas podem trazer as pessoas ao reino mais efetivamente do que um Deus soberano. Essa filosofia abriu a porta para o mundanismo na igreja.

“Não me envergonho do evangelho”, escreveu o apóstolo Paulo (Rom. 1:16). Infelizmente, “envergonhado do evangelho” parece cada vez mais uma hábil descrição de algumas das igrejas mais visíveis e influentes do nosso tempo.

Eu vejo impressionantes paralelos entre o que está acontecendo na igreja hoje e o que aconteceu cem anos atrás. Quanto mais eu leio sobre aquela época, mais a minha convicção é reforçada de que estamos vendo a história se repetir.

John MacArthur

Fonte: Ministério Beréia, via: Púlpito Cristão

Devocional: Uma confiança mais firme na suficiência de Deus

Aquilo ou aquele em quem um homem mais confia, esse é o seu “deus”. Algumas pessoas confiam na saúde, e outros nas riquezas; alguns confiam em si mesmos, e outros confiam em seus amigos. E a atitude que caracteriza a todos os indivíduos sem regeneração é que dependem do braço da carne. Porém, a eleição da graça desvia os seus corações de todos os apoios dados pela criatura, para que se estribe no Deus vivo. O povo de Deus são os filhos da fé. A linguagem emitida pelos seus corações é: “Deus meu, em ti confio, não seja eu envergonhado” (Salmos 25:2). E uma vez mais: “Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo defenderei o meu procedimento” (Jó 13:15). Esses dependem de Deus, para que lhes proveja o necessário, para que os proteja e abençoe. Olham continuamente para um recurso invisível, ficam na dependência ao Deus invisível, apoiam-se em um Braço oculto.

É verdade que há ocasiões em que a fé dos verdadeiros crentes hesita; mas, embora tropecem, não ficam inteiramente prostrados. Embora isso não reflita a experiência uniforme deles, contudo o Salmo 56:11 expressa o estado geral de suas almas: “… neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem? “

Em Lc 17.5 a oração anelante deles é: “Senhor, aumenta a nossa fé!”

Conforme diz a passagem de Romanos 10:17: “E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo”. E dessa maneira, enquanto meditamos sobre as Escrituras, em que as suas promessas são acolhidas em nossa mente, a nossa fé é fortalecida, a nossa confiança em Deus aumenta, e a nossa segurança se aprofunda. Desse modo podemos descobrir que estamos tirando proveito ou não de nosso estudo da Bíblia.

A.W. Pink

Devocional: Tomada de posição. Estamos prontos?

O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado. (Salmos 16.8)

Gregório Nazianzeno disse que Atanásio era tanto uma pedra-ímã como um diamante bruto. Pedra-ímã pela ternura da sua disposição; diamante pela invencibilidade da sua resolução. Quando Valente, imperador de Roma, prometeu a Basílio posição superior se ele subscrevesse a heresia ariana, esse pai da igreja lhe respondeu: “Senhor, tais propostas são boas para pegar criancinhas, mas nós, que somos ensinados pelo Espírito, estamos dispostos a suportar mil mortes a permitirmos que uma única sílaba da Escritura seja adulterada”. O justo está pronto para receber a cruz por seu dote e, assim como Inácio, a adornar-se dos sofrimentos por Cristo como de um colar de pérolas. “Nos gloriamos nas próprias tribulações” (Rm 5.3). São Paulo sacudia a sua corrente e se gloriava nela como a mulher que se orgulha das suas joias, disse Crisóstomo. “É perda minha”, afirmou Gordius, o mártir, “se amenizas algo dos meus sofrimentos”. Desse mesmo espírito, heroico e destemido, eram os cristãos primitivos, desprezando nomeações, rindo de encarceramentos, cingindo-se de tormentos como se fossem coroas, cujo amor por Cristo ardia com mais calor do que o fogo, de tal modo que os pagãos exclamavam: “Grande é o Deus dos cristãos!”.

Thomas Watson (c. 1620—1686)


Fonte: Day by Day with the English Puritans, Randall J. Pederson (org.), Hendrickson Publishers, 2004, p. 197.
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com

Devocional: Não desperdice a sua Igreja


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=vfaktkkZjaU&feature=related

Devocional: Vivendo pela Fé e não pelos Sentimentos

“O justo viverá por fé” (Rm 1.17).


Eu não morrerei. Eu posso crer, e realmente creio, no Senhor, meu Deus; e esta fé me preservará vivo. Serei contado entre aqueles que, em suas vidas, são justos. Mas, ainda que eu fosse perfeito, eu não procuraria viver por minha justiça; apegar-me-ia à obra do Senhor Jesus e ainda viveria somente pela fé nEle e por nada mais. Se eu fosse capaz de oferecer meu corpo para ser queimado, por causa de meu Senhor, não confiaria em minha coragem e firmeza; continuaria a viver pela fé.

Se eu fosse um mártir na estaca,
Invocaria o nome de meu Senhor.
Suplicaria perdão por amor ao seu nome
E não pronunciaria qualquer outro clamor.


Viver pela fé é uma atitude mais segura e mais feliz, para realizarmos, do que viver pelos sentimentos ou pelas obras. O ramo, por estar vivendo na videira, desfruta de uma vida melhor do que se estivesse vivendo por si mesmo, se fosse possível pra ele viver completamente separado do caule.
Viver apegado a Jesus, extraindo dEle tudo que necessitamos, é uma realização sagrada e agradável. Se mesmo os mais justos têm de viver de conformidade com este padrão, quanto mais devo eu, um pobre pecador! Senhor, eu creio; tenho de crer em Ti completamente. O que mais eu posso fazer? Crer em Ti é a minha vida. Sinto que tem de ser assim. Por meio desta atitude, permanecerei em Ti até o fim.

Charles H. Spurgeon

Devocional: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

TRECHO DO PREFÁCIO DO LIVRO

Quanto mais envelheço, mais me convenço de que a verdadeira prática da santidade não recebe a atenção que merece e que, lamentavelmente, existe um padrão de vida cristã muito baixo entre muitos mestres ilustres da religião em nosso país. Ao mesmo tempo, estou cada vez mais convencido de que o esforço zeloso de algumas pessoas bem-intencionadas em promover padrões mais elevados de vida espiritual não é feito “com entendimento” e provavelmente causa mais dano do que benefício. Deixe-me explicar o que quero dizer.

É fácil reunir multidões para os chamados encontros de “vida elevada” ou “consagração”. Qualquer um que tenha observado a natureza humana, tenha lido as descrições dos acampamentos americanos e estudado o curioso fenômeno das “afeições religiosas” sabe disso. Discursos sensacionais e empolgantes de pregadores estranhos ou de mulheres, música alta, salões quentes, barracas lotadas, rostos com a expressão de fortes sentimentos semi-religiosos durante vários dias, dormir tarde da noite, reuniões demoradas, confissão pública de experiências — todas essas coisas juntas são bem interessantes e parecem benéficas. Mas será que esse benefício é real, tem raízes profundas, é sólido e duradouro? Essa é a questão, e gostaria de fazer algumas perguntas em relação a isso.

Aqueles que freqüentam esses encontros transformam-se em pessoas mais santas, mais humildes, mais altruístas, mais bondosas, mais calmas, mais abnegadas e mais semelhantes a Cristo em seus lares? Tornam-se mais contentes com a sua própria posição econômica e ficam mais livres dos desejos impacientes de obter coisas diferentes daquelas que Deus lhes tem dado? Seus pais, mães, maridos, parentes e amigos percebem que eles estão se tornando mais agradáveis e mais fáceis de lidar? Essas pessoas conseguem desfrutar de um domingo tranqüilo e dos meios tranqüilos da graça, sem barulho, emoções intensas ou agitação? E, acima de tudo, estão crescendo no amor, especialmente no amor para com aqueles que não concordam com eles em cada pormenor de sua religião?

Estas são perguntas sérias e perscrutadoras e merecem ser consideradas com seriedade. Espero estar tão ansioso para promover a santidade prática quanto qualquer outro neste país. Admiro e reconheço, de boa vontade, o zelo e a seriedade de muitos, com os quais não posso cooperar, que estão tentando promover a santidade. Mas não posso negar minha crescente suspeita de que esses grandes “movimentos de massa” do momento, apesar do objetivo aparente de promover a vida espiritual, não tendem a promover a religião em casa, a leitura pessoal da Bíblia, a oração pessoal, a aplicação particular da Bíblia e um caminhar pessoal e diário com Deus. Se eles possuem algum valor real, deveriam levar as pessoas a serem melhores maridos e esposas, melhores pais e mães, melhores filhos e filhas, melhores irmãos e irmãs, melhores patrões e patroas e melhores empregados. Entretanto, gostaria de provas evidentes de que eles têm feito isso. Só sei que é bem mais fácil ser cristão em um recinto bíblico em meio às canções, às orações e a outros cristãos simpáticos, do que ser um cristão consistente em um lar sem harmonia, sem diálogo, afastado da cidade e longe de recursos. No primeiro caso, temos as disposições naturais a nosso favor, no segundo, não podemos ser crentes comprometidos sem a graça de Deus. Infelizmente, muitos dos que hoje em dia falam sobre “consagração” parecem ignorar os princípios elementares dos oráculos de Deus sobre a “conversão”.

Encerro este prefácio com o triste sentimento de que muitos daqueles que o lerem, provavelmente, não concordarão comigo. Compreendo que os grandes ajuntamentos do chamado movimento de “vida espiritual” são muito atraentes, especialmente para os jovens. Estes, naturalmente gostam de fervor, agitação e entusiasmo; eles perguntam: “Que mal há nisso?” É preciso aceitar que existem opiniões diferentes. Quando eu era jovem como eles, talvez pensasse da mesma maneira. Quando eles forem velhos como eu, é provável que concordem comigo. Concluo dizendo a cada um de meus leitores: exercitemos o amor ao julgarmos uns aos outros. Em relação àqueles que pensam que a santidade deve ser promovida a partir do chamado movimento “de vida espiritual” moderno, não tenho outro sentimento, senão amor. Se eles trouxerem algum benefício ficarei grato. Em relação a mim mesmo e àqueles que concordam comigo, peço-lhes que retribuam os opositores com amor. O último dia nos dirá quem está certo e quem está errado. Por enquanto, estou bem certo de que demonstrar amargura e frieza em relação àqueles que, por motivo de consciência, recusam-se a trabalhar conosco é provar que somos ignorantes na questão da santidade verdadeira.

J. C. Ryle

STRADBROKE

Outubro de 1879

Por J.C. Ryle (1816 – 1900) – primeiro Bispo de Liverpool daIgreja da Inglaterra.

Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

Disponibilizado pela Editora Fiel

Fonte: voltemosaoevangelho.com

Estudo da Semana: 5 sinais de maturidade espiritual

Deixe-me começar dizendo que não é errado para um novo crente ser imaturo, assim como não é errado para uma criança ser infantil.

Infantilidade só é irritante em um adulto. Quando uma criança de quatro anos veste uma capa, uma cueca por sobre a calça, alegando ter visão raio-x, isso é fofo. Quando seu pai faz isso, é preocupante (ou insanidade).

Quando você é um crente por muitos anos, porém, a falta de alguns desses indicadores deve ser preocupante.

Crentes maduros possuem estes 5 indicadores…

1. Um desejo por alimento sólido

É bom aproveitar o leite do evangelho em todas as refeições. Mas alguns cristãos orgulham-se de si mesmos por focar apenas no evangelho, esnobando a oferta de doutrinas mais profundas. O amor pela doutrina pode ser adquirido com o passar do tempo, mas ele sempre estará lá em um crente maduro.

O autor aos Hebreus repreende seus leitores por causa da relutância em mastigar.

Hebreus 5. 11: A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. 12 Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes necessitados de leite e não de alimento sólido. 13 Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. 14 Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.

A refeição de uma criança precisa ir ao liquidificador durante os primeiros meses dela (ou dele). Quando uma pessoa normal de 21 anos pede para a mamãe alimentá-lo com batata amassada, de colher, isso é assustador e disfuncional.

2. Uma impermeabilidade a ofensas pessoais

É raro um crente maduro se sentir ofendido. A ofensa é apropriada ao crente em qualquer ataque à glória de Deus, como quando o zelo pela casa de Deus consumiu Jesus e ele usou um chicote do Indiana Jones na corrupta zona comercial do templo por causa dos animais superfaturados.

Mas um crente maduro não fica pessoalmente ofendido de maneira tão fácil. Eles entendem que quando alguém peca contra eles, há coisas maiores em jogo do que seus próprios direitos pessoais com, por exemplo, a glória de Deus, o relacionamento do outro com Deus, etc.

Veja Paulo. Quando ele já não podia atrair uma multidão (estando preso por causa do evangelho e tal…), pregadores rivais estavam “jogando sal” em suas algemas ao pregar o evangelho em competição com Paulo. Ele não se tornou insolente. Muito pelo contrário, ele parecia animado com a notícia de que o evangelho estava sendo pregado. Isso é maturidade!

Filipenses 1.15: Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; 16 estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; 17 aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulações às minhas cadeias. 18 Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.

3. Uma consciência informada pelas Escrituras, não por opiniões

Quando você é um novo convertido, é natural ter um pêndulo oscilando em aversão a qualquer coisa associada com o seu antigo estilo de vida. Isso pode ser saudável. Mas, à medida que vai se tornando mais maduro, você vai criando uma visão mais balanceada sobre liberdade. Se Jesus diz que algo está “ok”, então você não vai ficar chateado quando alguns cristãos aproveitam essa liberdade.

Romanos 14.1: Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil como legumes; 3 quem come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.

Eu amo vegetarianos – sobra mais carne pra mim. Porém, quando um crente se abstém da liberdade legal pensando que isso torna-o mais aceitável para Deus, isso é um sinal de imaturidade. Quanto mais você cresce no seu entendimento sobre graça, menos você se incomoda quando as pessoas ignoram normas religiosas feitas por homens. Você pode continuar escolhendo se abster, mas sua consciência não é atormentada pelo conhecimento de que outros cristãos participam do que você evita.

4. Uma sensação de humilde surpresa quando usado por Deus no ministério

Deus usa pecadores para fazer Seu trabalho por uma boa razão: não há mais ninguém para Ele escolher. Alguns pecadores são usados poderosamente. Um crente maduro sempre vai sentir-se humilde por sua eficácia no ministério de Deus. Frequentemente, no entanto, o mesmo privilégio vai inflar o ego de um crente imaturo.

1 Timóteo 3.6: Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.

O pressuposto de Paulo é que um novo convertido – que é mais provável de ser imaturo – quando usado no ministério de Deus, não vai possuir a sensação de surpresa e humildade que são sinais de maturidade.

Compare isso com a própria atitude de Paulo, de que ele é o principal dos pecadores, usado apenas como meio para mostrar a extensão da misericórdia de Deus (1 Tm 1.15). Ele considerava a si mesmo como improvável e inadequado vaso que foi abençoado por abrigar temporariamente o tesouro inestimável dos dons de Deus (2 Co 4.7).

5. Tendência de dar crédito a Deus pelo crescimento espiritual, não a homens

Nosso mundo é uma arena para idolatria. “American Idol” é o nome mais adequado e tributo descaradamente honesto para a nossa cultura de celebridade. Nossos corações são orientados a adular e a adorar. Um crente imaturo luta para quebrar o hábito de idolatrar pessoas. Ele meramente transfere sua adulação pelas celebridades do mundo para celebridades espirituais.

Quer seja um pedestal para o seu pastor, ou uma desordenada reverência por João Calvino, ou qualquer outro sintoma, a imaturidade falha em dar a credibilidade devida ao poder de Deus em Seu trabalho.

1 Coríntios 3.4: Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? 5 Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. 6 Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. 7 De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

Experientes donos de cavalos de corrida têm respeito por bons jóqueis, treinadores, e veterinários, mas todos entendem que o fator principal para uma vitória é o cavalo. Respeitamos bons pregadores, escritores, comentaristas, e mentores espirituais, mas, esperançosamente, nós reconhecemos o real músculo por trás de qualquer vitória no ministério deles.

Vá com este pensamento: na minha vida, qualquer imaturidade residual em qualquer uma dessas áreas irá desembocar na minha “caixa de entrada” espiritual. Sou confortado em saber que sou uma obra em progresso e me agarro à Filipenses 1.6: Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

Clint Archer

Traduzido por Fernanda Vilela | iPródigo.com | Original aqui

Devocional: O falso evangelho sem Lei

Muito do evangelismo contemporâneo é lamentavelmente deficiente em confrontar as pessoas com a realidade de seu pecado pessoal. Os pregadores oferecem facilidade, alegria, satisfação, e tantas outras coisas boas. Aos crentes de hoje se lhes ensina que tudo o que têm a fazer é descobrir quais as carências psicológicas das pessoas, e oferecer-lhes Jesus como panacéia para o problema, seja ele qual for. E é fácil conseguir convertidos, pois as pessoas estão procurando solução rápida para as suas carências. Todavia, se isso for tudo o que fizermos, não estaremos realizando uma evangelização legítima.
Na evangelização, temos de tomar o pecador e medi-lo à luz da perfeita Lei de Deus, a fim de que ele possa ver sua deficiência. Um evangelho que trata tão somente da necessidade humana, dos problemas humanos, dos sentimentos humanos, carece do verdadeiro equilíbrio.

O padrão da revelação divina confirma a importância de cada pessoa compreender sua própria pecaminosidade. Em Romanos, Paulo gasta três capítulos inteiros declarando a pecaminosidade do homem, antes mesmo de falar sobre o caminho da salvação. A Lei sempre precede a graça: Ela é o preceptor que nos leva a Cristo (Gl 3.24). Sem a Lei e o efeito que Deus designou que ela tenha sobre nós, a graça não tem sentido. E sem uma compreensão da realidade e da gravidade do pecado, não pode haver redenção. Não há sentido em se expor a graça a alguém que não conheça a exigência divina de que sejamos justos. O evangelho da graça não pode ser pregado a quem não ouviu que Deus exige obediência e castiga a desobediência.

É preciso que reajustemos nossa apresentação do evangelho. Não podemos negar o fato de que Deus odeia o pecado e castiga os pecadores com tormento eterno. Como podemos iniciar nossa apresentação do evangelho dizendo às pessoas que estão a caminho do inferno que Deus tem um plano maravilhoso para as suas vidas? As Escrituras dizem: Deus… sente indignação todos os dias (Sl 7.11). Um Deus santo, justo e puro não pode tolerar o mal.

John MacArthur

Retirado do livro: O Evangelho Segundo Jesus; pág 112, 113, 114

Fonte: http://amecristo.com/2011

Devocional: Chamados para ter certeza

Em Colosenses 2:1 e 2 o apóstolo Paulo diz que lutava para que aqueles irmãos …”tivessem a certeza da plena convicção do entendimento…” em relação ao mistério de Deus, Cristo. Esse é um tema presente em toda a Escritura. O crente é alguém chamado para a certeza, para a plena convicção, a fé é a essência da vocação cristã.

E não poderia ser diferente visto que servimos e nos relacionamos com o Deus eterno e imutável cuja Palavra é mais firme que céus e terra. Ele é ” a Rocha dos Séculos”, e nEle nossos pés estão firmados.

Entretanto, poucos são os que se deleitam nessa benção da plena certeza da fé. Hoje em dia parece ser bonito e inteligente não se ter certeza de nada e, pior ainda, parece ser uma ofensa que alguém tenha alguma convicção sobre alguma coisa. Tudo isso é muito triste, quisera verter lágrimas por quem se diz cristão e acha que é grande coisa se lançar na areia movediça desses dias maus.

Mas o crente, graças ao Senhor Deus, tem “certeza da plena convicção do entendimento”. O cristão “tem a unção do Santo”(1 João 2:27) que nos ensina sobre todas as coisas. O crente é ” o homem espiritual que julga todas as coisas e por ninguém é julgado (1 coríntios 2:15)”. O crente não muda seu credo a cada dia como se trocasse de roupa mas se alegra muito e descansa na verdade de que: ” Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.(2 Timóteo 3:16 e 17)”.

Sim, nós temos respostas, nós que em nós mesmos nada somos e nada podemos, nós temos respostas. Nós sabemos. Nós “estamos preparados para dar razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15)”. Nós “sabemos em Quem temos crido!”

Stênio Marcius é músico cristão, conhecido por suas composições muito inspirativas e fiéis ao texto bíblico. Título original: Certeza da plena convicção do entendimento.

Fonte: Púlpito Cristão

Devocional: O que é o Evangelho?


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

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