A morte do eu . . .

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo si negue…” (Lc 9.23)

O chamado de Cristo para as nossas vidas é um chamado para a morte do eu, uma entrega absoluta a Deus. Ele não quer simplesmente fazer parte da nossa história, Ele quer ser o centro dela.

Quando Jesus chamou seus discípulos deixou claro para eles o propósito do chamado. Na perspectiva do mundo a Sua franqueza em chamar pessoas para segui-Lo parece ser exagerada. Hoje, se alguém quisesse “vender” um estilo de vida tão exigente, uma entrega tão total, provavelmente contrataria a firma mais sofisticada de publicidade para descrever detalhadamente, numa campanha ilustrada os benefícios de tal decisão, fim de que as pessoas se interessassem por este estilo de vida.

Mas Jesus é honesto e direto: para compartilhar de sua glória, primeiro a pessoa terá de compartilhar de sua morte.

Jesus nunca implorou para que alguém o seguisse. Ele é o Senhor dos senhores e Rei dos reis. Seu chamado aos discípulos foi uma ordem; ordenou a cada pessoa que renunciasse a seus próprios interesses, abandonasse seus pecados e obedecesse completamente a Ele. Esperava obediência de todos. E, homem algum, jamais, recebeu algum louvor por ter obedecido à ordem de segui-Lo e tornar-se seu discípulo; era o que se esperava de todos (Lc 17.10).

Ninguém que compreenda o propósito da salvação ousaria especular que uma pessoa pudesse ser salva sem aceitar o senhorio de Cristo. Cristo não pode ser o Senhor da minha vida se eu for o senhor dela. Ele não vai ocupar o trono dos nossos corações se ele estiver ocupado.

Sem. Harlows