Simão, filho de João, tu me amas? (João 21.16)

À primeira vista, “tu me amas?” aparenta ser uma pergunta simples; e num certo sentido é. Até mesmo uma criança pode entender o amor e pode dizer se ama ou não outra pessoa.

Entretanto, “tu me amas?” é, na verdade, uma pergunta penetrante. Nós podemos
saber demais,
e fazer demais,
e professar demais,
e falar demais,
e trabalhar demais,
e ostentar demais a nossa religiosidade,
e, apesar disso, estar mortos diante de Deus, por falta de amor, e no final descermos para o abismo.


Amamos mesmo a Cristo?

Essa é a grande pergunta!
Sem isso, nosso cristianismo carece de vida. Não seremos melhores do que

bonecos de cera,
bichos empalhados expostos em museu,
bronze que soa e címbalo que retine.


Não há vida, onde não há amor por Jesus.

Conhecimento,
ortodoxia,
entendimento acertado,
uso correto de ritos,
vida moral respeitável;
nada disso torna um cristão verdadeiro.

J. C. Ryle (1816–1900)


Fonte: The Gospel of John (Commentary, 1873),

Tradutor: Marcos Vasconcelos
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