Muito do evangelismo contemporâneo é lamentavelmente deficiente em confrontar as pessoas com a realidade de seu pecado pessoal. Os pregadores oferecem facilidade, alegria, satisfação, e tantas outras coisas boas. Aos crentes de hoje se lhes ensina que tudo o que têm a fazer é descobrir quais as carências psicológicas das pessoas, e oferecer-lhes Jesus como panacéia para o problema, seja ele qual for. E é fácil conseguir convertidos, pois as pessoas estão procurando solução rápida para as suas carências. Todavia, se isso for tudo o que fizermos, não estaremos realizando uma evangelização legítima.
Na evangelização, temos de tomar o pecador e medi-lo à luz da perfeita Lei de Deus, a fim de que ele possa ver sua deficiência. Um evangelho que trata tão somente da necessidade humana, dos problemas humanos, dos sentimentos humanos, carece do verdadeiro equilíbrio.

O padrão da revelação divina confirma a importância de cada pessoa compreender sua própria pecaminosidade. Em Romanos, Paulo gasta três capítulos inteiros declarando a pecaminosidade do homem, antes mesmo de falar sobre o caminho da salvação. A Lei sempre precede a graça: Ela é o preceptor que nos leva a Cristo (Gl 3.24). Sem a Lei e o efeito que Deus designou que ela tenha sobre nós, a graça não tem sentido. E sem uma compreensão da realidade e da gravidade do pecado, não pode haver redenção. Não há sentido em se expor a graça a alguém que não conheça a exigência divina de que sejamos justos. O evangelho da graça não pode ser pregado a quem não ouviu que Deus exige obediência e castiga a desobediência.

É preciso que reajustemos nossa apresentação do evangelho. Não podemos negar o fato de que Deus odeia o pecado e castiga os pecadores com tormento eterno. Como podemos iniciar nossa apresentação do evangelho dizendo às pessoas que estão a caminho do inferno que Deus tem um plano maravilhoso para as suas vidas? As Escrituras dizem: Deus… sente indignação todos os dias (Sl 7.11). Um Deus santo, justo e puro não pode tolerar o mal.

John MacArthur

Retirado do livro: O Evangelho Segundo Jesus; pág 112, 113, 114

Fonte: http://amecristo.com/2011