Estudo da Semana: Pequenas ações não vão mudar o mundo!

Uma das boas coisas que eu aprendi no Jornalismo foi a de rejeitar respostas ou propostas simples demais. Especialmente quando o assunto é complexo. O bom repórter precisa ser um pouco “teórico da conspiração” e buscar sentidos ocultos (mas plausíveis) por trás de cada fato ou declaração. Infelizmente, muitos jornalistas não fazem isso.

Mas abraçar o simplismo não é exclusividade de jornalistas. Embora eu considere que todos, sem exceções, caem às vezes neste erro, penso que a turma do “politicamente correto” é a que mais cai neste conto do vigário. Se for evangélico então…aí as probabilidades chegam a quase 100%.

E poucas frases ilustram melhor esse simplismo do que a frase “pequenas ações podem mudar o mundo”. Não é que eu seja contrário a idéia de que cada um faça a sua parte. Mas irrita-me uma certa ingenuidade estúpida de quem se esconde atrás das ações para não pensar. Pequenas ações só são transformadoras quando movidas por grandes pensamentos.

Imagine, por exemplo, um grupo de pessoas que distribui sopa aos carentes. Se elas são evangélicas, em tese, fazem isso para minorar o sofrimento dos outros e evangelizar, usando o alimento físico como um meio de falar de Jesus, o alimento espiritual. Se elas são espíritas, estão fazendo isso para alcançarem a evolução de seus espíritos e despertarem os mais pobres para a necessidade de evolução. O evangélico e o espírita, embora movidos pela religião, vão em direções opostas. O evangélico, por exemplo, considera que a caridade do espírita ajuda os necessitados a irem para o inferno (já que eles podem se inclinar ao espiritismo). E talvez algum ateu condene os dois grupos por usarem a comida como instrumento de alienação dos pobres.

O que isso mostra? Simples: os pensamentos que estão por trás das ações é que determinam a mudança.

Mas há evangélicos que não vêem assim. Com preguiça de pensar, condenam os que debatem, os que assumem posicionamentos fortes e se preocupam em viver a sua fé dentro de uma determinada visão de mundo. Chegam quase a dizer algo do tipo “enquanto você perde o tempo pensando, você deveria fazer pequenas ações que mudam o mundo”. Amar o próximo, chorar com os oprimidos, fazer caridade, porque essas são as coisas que importam.

Só que eles não percebem que há uma ideologia por trás de cada ação, e que é essa ideologia que determina para onde estamos indo. Eu posso comprar alimentos orgânicos para cuidar da minha saúde ou como um manifesto para acabar com o uso de agrotóxicos. O problema é que a produtividade agrícola cairia muito sem os agrotóxicos, o que faria o preço dos alimentos subir. Só que o ecoxiita cristão (e não-cristão) não quer discutir isso com você.

A Bíblia mesmo ensina que somos mudados é pela renovação da nossa mente:

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)

Se a mente, ou seja, se o nosso intelecto, se o nosso pensamento, se isso for mudado, nós mudaremos. Mais do que isso: o mundo pode mudar se muitos tiverem as mentes transformadas por Cristo.

Refletir não é perda de tempo. Uma pessoa que só quer fazer pequenas ações pode até ser bem-intencionada, mas está sendo superficial. Precisamos sim encaixar nossas ações dentro de uma cosmovisão (forma de ver o mundo) de modo consciente. É à luz da Bíblia que verdadeiros cristãos analisam a caridade, a política, a arte, a ecologia e tudo o mais. E isso deveria ser ainda mais forte em cristãos que se dizem reformados, herdeiros da tradição teológica representada por João Calvino e os puritanos.

 

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima

Barro nas mãos do Oleiro

Fonte: http://5calvinistas.blogspot.com/

Devocional: Nossa adoração deve ser focada em Deus

Nos primeiros versos de Isaías 6, o que o profeta encontra antes de tudo no templo é a glória de Deus: “eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo” (v. 1). Ele não fala que encontrou primeiro algumas pessoas bem vestidas, café quente, grandes e influentes investidores, ou sistema de som possante ou um grande órgão. O que lhe chamou a atenção primeiramente foi a glória de Deus. Uma tendência tem crescido em algumas igrejas de oferecer alguns brindes aos visitantes que retornam. Um amigo meu visitou uma igreja que lhe prometeu um vale-presente de 10 dólares da Starbucks caso ele voltasse na semana seguinte.

Isaías nos mostra o “brinde” que esperava por ele quando entrou na casa de Deus – a desconfortável e pesada presença da glória de Deus: “Ai de mim!” (v. 5).

Na Bíblia, a glória de Deus se refere ao “peso” de Deus, sua poderosa presença. É a suprema excelência de Deus sendo manifestada. A glória de Deus é a “augusta” dignidade de Deus – um termo antigo que traz a idéia de majestade esplendorosa. De fato, uma das razões pelas quais os cristãos foram perseguidos pelo Império Romano foi a sua recusa em usar a palavra “augusto(a)” para o imperador – tal descrição cabia apenas a Deus, eles diziam. Eles entendiam que há uma majestade transcendental pertencente somente a Deus. O grande e supremo Deus foi que Isaías encontrou – um Deus que é majestoso e brilhante em seu trono.

Tudo isso significa que devemos adorar esperando encontrar, antes e acima de tudo, Deus. Devemos buscar sua glória, nos submeter à sua majestade. Um culto não é o lugar para expor talento humano, mas o lugar aonde Deus manifesta seus divinos tesouros. Não nos reunimos para sermos impressionados uns pelos outros – como cantamos, o que vestimos, quem somos – mas para sermos impressionados  por Deus e seus grandes atos de salvação. Nos encontramos para cantar sobre quem ele é e o que ele faz. Nos reunimos para ouvir a voz de Deus ressoando pela e através de sua Palavra. Nos encontramos para reconhecer o peso de nosso pecado para podermos experimentar a glória da salvação. Nos reunimos para sermos vencidos, esmagados e diminuídos pelo poder do Deus vivo.

E isso tudo vai de encontro à insistência do mundo de que quanto maiores nos tornamos e melhores nos sentimos, mais livres seremos. É por isso que muitos cultos tem sido reduzidos a pouco mais que seminários motivacionais de auto-ajuda cheios de músicas e sermões “você consegue”. Mas o que encontramos no evangelho é exatamente o oposto. O evangelho são boas notícias para os perdedores, não para os ganhadores. É para aqueles que desejam ser libertos da escravidão de acreditar que todo o seu significado, propósito e segurança dependem de sua habilidade de “serem cada vez melhores”. O evangelho nos diz que a fraqueza precede a satisfação – isso é, quanto menor você se torna, mais livre. Como G. K. Chesterton escreveu, “Quão grande sua vida se tornaria se seu ego fosse diminuído dentro dela”. Nada te faz mais consciente de sua pequenez e o potencial de grandeza da sua vida do que encontrar Deus na adoração. Os cultos congregacionais da igreja de hoje precisam desesperadamente reencontrar o senso da grandeza de Deus!

Não faz muito tempo que eu estava desesperadamente necessitado de que Deus me liberasse da pressão escravizante de ser uma pessoa melhor ao me lembrar de minha pequenez e sua grandeza. E desde então Deus tem usado as pregações do Dr. David Martyn Lloyd-Jones por toda a minha vida cristã para trazer perspectiva e reorientação para minha pobre alma. Em um de seus sermões de 1959 sobre reavivamento, com grande unção, Lloyd-Jones me deu o que eu precisava:

“Nossa necessidade suprema, nossa única necessidade, é conhecer Deus, o Deus vivo, e a força de seu poder. Não precisamos de mais nada. É apenas isso, o poder do Deus vivo, o conhecimento de que o Deus vivo está entre nós e nada mais importa… Eu digo: esqueça todo o resto. Esqueça todo o resto. Devemos perceber a presença de Deus entre nós. Que tudo o mais silencie. Não há tempo para as pequenas diferenças. Todos devemos conhecer o toque de poder do Deus vivo”.

“O toque de poder do Deus vivo” – foi o que Isaías experimentou. Ele foi liberto ao reconhecer que Deus é grande e que ele era pequeno – que Deus é Deus, e ele não era. E isso é o que Deus espera que vivamos quando nos reunimos para adorar. Isaías não deixou o templo pensando “Que grande coro angelical” ou “Que grande templo”. Ele saiu pensando “Que grande Deus”.

Como pastor da Igreja Presbiteriana de Coral Ridge, serei o primeiro a admitir que somos abençoados com boas músicas e instalações excelentes. Mas, como eu costumo relembrar nossa igreja, se as pessoas não saírem da nossa igreja pensando “Que grande Deus”, nossa música e nossas instalações não significam nada. Seja lá o que for que encontremos na adoração, devemos encontrar Deus antes e acima de tudo.

Tullian Tchividjian

Traduzido por Filipe Schulz | iProdigo.com

Devocional: Conversões Abortivas – Culpa Nossa ou de Satanás? (3)

Existência honesta

Ora, para que a luz do crente brilhe, nada é mais importante do que a honestidade. Temos de ser honestos perante os incrédulos. De fato, essa honestidade, por si mesma, constitui noventa por cento do testemunho. O testemunho não consiste em levantar uma fachada cristã com o propósito de convencer possíveis clientes. Testemunhar é ser honesto, é ser veraz quanto ao que Deus nos fez, tanto em nosso falar como em nossa conduta diária.

Tal honestidade exigirá que você fale a respeito de Cristo aos incrédulos com quem estiver conversando. O fato de que, no passado, você teve de criar oportunidades para falar sobre assuntos espirituais comprova que, no subconsciente, você estava evitando as oportunidades que lhe eram constantemente apresentadas.

Todos nós ocultamos a nossa verdadeira personalidade por trás de uma fachada. Para preservarmos a imagem que criamos é necessário que falemos e nos comportemos de determinada maneira. Nossa conversa é designada a criar certa impressão nas pessoas com quem falamos, a fim de que edifiquemos ou preservemos a nossa própria imagem, que desejamos vender. Ora, para muitos de nós, o “testemunho” significa adicionar determinadas características cristãs a essa imagem.

O verdadeiro testemunho, por outro lado, consiste em abandonar a fachada por trás da qual nos escondemos, e não em modificar tal fachada. Viver por trás de uma fachada é o mesmo que ocultar a lâmpada debaixo de um balde. E a falsidade é opaca em relação à luz divina.

Ora, se você é honesto, ao menos parcialmente (a honestidade total é rara e difícil), na conversa que tiver com o incrédulo, descobrirá que é extremamente difícil não falar sobre coisas pertencentes ao cristianismo bíblico. Você diz que é difícil testemunhar? Eu lhe asseguro, porém, que com um pouco de honestidade é quase impossível não testemunhar.

Ignorância honesta

Ora, a honestidade também exige que admitamos não saber tudo. Um bom vendedor jamais fica sem resposta. Mas você não foi chamado para ser um vendedor, e sim uma testemunha. E isto significa que você deve ser franco a respeito do que sabe e do que tem experimentado.

Você está esperando até que tenha todas as respostas, antes de começar a testemunhar? Não o faça. De todos os modos, busque meios de responder às questões, mas não adie seu testemunho até que obtenha todas as respostas. Esteja preparado para dizer que não sabe isto ou aquilo. Ninguém ficará surpreendido. Deus não depende dos poderes de argumentação dos crentes.

Há algum tempo, estudantes do Instituto Bíblico Moody tiveram uma reunião na Universidade de Chicago. Durante o período de debate, foram apresentadas algumas perguntas difíceis. Os estudantes do Instituto Moody tiveram o bom-senso de admitir que não podiam responder certas inquirições. A honestidade deles fazia parte integral do seu testemunho.

E isto cumpriu o seu propósito. Um membro do corpo docente da Universidade de Chicago expressou publicamente seu interesse por ouvir mais. Afirmou que, pela primeira vez, havia encontrado crentes que admitiam não saber tudo. Ele afirmou que isto, ao invés de diminuir sua confiança neles, na realidade, despertou-a.

Avaliação honesta

A honestidade também exige que reconheçamos nossos fracassos. Fracassar é algo ruim, mas enganar a respeito do fracasso é muito pior. O fim nunca justifica os meios.

Não quero dizer com isto que a honestidade consiste em extravasar os nossos piores instintos. Afirmo, porém, que admitir a própria indignação é melhor do que fingir não estarmos indignados. Também afirmo que admitir o fracasso, em nossa vida cristã, ao invés de ser prejudicial ao nosso testemunho, pode até constituir uma parte dele. Nossa própria honestidade é um testemunho. É mister grande graça e coragem espiritual para admitir o fracasso. Somente o homem que não se preocupa consigo mesmo, nem com sua imagem pública, tendo em vista exclusivamente o seu Senhor, será capaz disso.

O pecado e o fracasso não expõem Cristo ao opróbrio? É verdade. No entanto, o opróbrio não é removido quando encobrimos o pecado. É evidente que ninguém pode cuidar deste problema, enquanto não for suficientemente honesto consigo mesmo e, quando necessário, com seus semelhantes no que diz respeito a este assunto.

Não espere até ser perfeito para testemunhar de Cristo. O testemunho envolve a franqueza em todas as ocasiões, inclusive agora. Jamais encubra uma fraqueza sua com a finalidade de testemunhar. O que o mundo espera ver não é um crente perfeito, e sim o milagre da graça de Deus agindo em um crente fraco e imperfeito.

Muitos crentes de nossos dias têm a trágica e errônea idéia de que desempenham um papel extremamente importante na conversão de um pecador. Devemos exortar o pecador, não porque nossa exortação seja capaz de salvá-lo, e sim porque não podemos agir de outra maneira. Fazendo isto, seremos autênticos em relação ao que o Espírito Santo está fazendo em nós. O Espírito Santo é Aquele que verdadeiramente tem a incumbência de cuidar de uma alma recém-nascida. Desempenhar o papel dEle é perigoso, imoral e blasfemo.

Acredito que, no evangelismo moderno, tanto público como pessoal, estamos trocando nosso direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Julgamos estar seguindo o Espírito Santo, quando, na realidade, estamos seguindo apenas uma psicologia barata. Não estamos apresentando uma Pessoa, e sim promovendo um símbolo. Fomos chamados à glória e à honra de sermos testemunhas do Senhor da História e do Redentor da humanidade, porém temos apenas produzido confusão por meio de todas as nossas técnicas que visam “obter decisões”.

É tempo de abandonarmos nossos enganos blasfemos, permitindo que nossa luz brilhe diante dos homens, a fim de que glorifiquem nosso Pai, que está no céu.

 

John White 

© Editora Fiel | editorafiel.com.br

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Devocional: O que significa nascer de novo

 

 

 

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=J5xHyTDB22Y

          http://vemvertvblog.com

Devocional: Conversões Abortivas – Culpa Nossa ou de Satanás? (2)

Motivos falsos

Outro problema que está por trás de nossa paixão por resultados é que pertencemos à cultura do agente de vendas. O verdadeiro representante de nossa época não é o cientista, nem o herói do espaço, e sim o vendedor. Este é o homem que realmente mantém as rodas girando.

Ora, o sucesso de um vendedor é medido pelo número de coisas que ele pode vender. Se estiver vendendo, então, ele é sucesso.

Muitos vendedores são assaltados por dúvidas secretas quanto à qualidade do produto que vendem. Têm de reprimir essas dúvidas, usando as técnicas nas quais foram treinados. Na realidade, as grandes companhias têm as suas próprias técnicas que visam manter em alto nível a moral dos vendedores.

O vendedor deve vestir-se bem e dirigir um automóvel. Isto cria uma aura de sucesso; e isto gera mais sucesso. O vendedor deve estar interessado nos seus clientes, e seu interesse deve ser “genuíno”. (Todavia, qualquer interesse pode ser genuíno quando o motivo final é uma venda, a comissão e o sucesso?) O vendedor tem de mostrar não apenas a virtude de seus produtos, mas também que o seu produto é exatamente aquilo do que seu cliente necessita.

Vivendo em um mundo de vendedores que batem de porta em porta, em um mundo de seus parentes mais sofisticados: os comerciais de rádio e televisão, a propaganda de revistas e os milhares de truques publicitários, é natural muitos imaginarem que o evangelho é apenas mais alguma coisa a ser vendida. Por isso, muitos ensinam abertamente que o evangelismo é uma questão de boa técnica de vendas.

As comparações são óbvias. Na realidade, possuímos algo do que o mundo inteiro necessita. Temos a responsabilidade de levar o conhecimento desse Algo (ou Alguém) a toda criatura. O fator tempo é importante. Homens e mulheres deveriam estar fazendo decisões favoráveis por nosso Produto (desculpem esta palavra tão repugnante).

No entanto, há certos perigos nesta comparação. D. Maria pode (devido às técnicas do vendedor) comprar vassouras, para mais tarde perceber que isso não era o que ela queria. Até certo ponto, embora muito sutilmente, ela foi vítima de “lavagem cerebral”. Isso poderá deixá-la perturbada, mas não será uma grande tragédia. Muito mais trágica é uma decisão de seguir a Cristo que representa apenas a anuência do decidido à “técnica de vendas” do evangelista.

Esperança falsa

Em primeiro lugar, se o Espírito Santo não tiver agido em seu coração, esse indivíduo não terá nascido de novo. Sua “fé” não será a fé que conduz à salvação. Terá uma esperança falsa.

Se, por outro lado, ele reagir contra a sua “conversão”, sua resistência ao evangelho aumentará muito no futuro. Em todo o mundo, existem grandes multidões que estão duplamente vigilantes contra o evangelho, por haverem passado por uma experiência espúria de conversão.

Acrescente-se a isto o fato de que a filosofia de vendedor está repleta de precipícios morais. É contrária à própria natureza do testemunho do evangelho. Vestir-se bem? Para quê? Para impressionar? Por amor ao testemunho? Será que o testemunho consiste de um terno impecável e roupas bem passadas? Ou estaremos confundindo testemunho com reputação e “imagem pública”?

E, o que é pior, você é um daqueles que está procurando exibir uma aparência vitoriosa, “para atrair pessoas a Cristo”? Isto, naturalmente, é o equivalente espiritual das roupas bem passadas. Você sorri (ou pelo menos espera-se que o faça), visto que o crente é um homem cheio de alegria. Você tenta ser semelhante a Cristo, embora não tenha uma idéia clara do que significa ser semelhante a Ele.

Faz parte da técnica. Você deve atrair pessoas a Cristo. E, se isto significa que deve suprimir uma parte do seu verdadeiro “eu”, desempenhando um grande papel em público, isto faz parte do testemunho. Mas o seu verdadeiro “eu” surge repentinamente no dormitório, onde não há ninguém, exceto Deus, para vê-lo. E, quanto a Ele, isso não tem importância. Ele não é um cliente; Ele já se encontra do lado certo.

Nunca lhe passou pela mente que a essência do testemunho (parte importantíssima da evangelização) é apenas honestidade franca? Você é sal, quer sinta isso, quer não. A Bíblia não ensina que o crente deve agir como sal, somente declara que ele é sal. Você é luz. Deus realizou algo em sua vida. Não tente brilhar. Permita que resplandeça a luz que Deus colocou ali.

 

John White 

© Editora Fiel | editorafiel.com.br

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Devocional: Conversões Abortivas – Culpa Nossa ou de Satanás? (1)

As técnicas se tornam imorais quando, consciente ou inconscientemente, nós as utilizamos para manusear a vontade, as emoções ou a consciência de outrem.

 O evangelismo não é uma lavagem cerebral

A primeira vez que vi a “lavagem cerebral” evangelística foi na Inglaterra, em 1945. Eu havia recebido a tarefa de ajudar uma jovem que “viera à frente” na noite anterior, mas que acordara no dia seguinte reconhecendo haver caído em uma armadilha que a levara a tomar uma decisão apressada. Sua angústia e confusão perturbaram-me profundamente.

Alguém poderia argumentar que a conversão da jovem foi genuína e que sua reação subseqüente foi inspirada por Satanás. Lembro-me de que naquela ocasião adotei esta opinião. Agora, porém, estou mais inclinado a pensar que sua conversão foi psicológica e não espiritual.

Deixe-me definir meus termos.

Em certo sentido, toda conversão é psicológica. Toda conversão inclui uma decisão e uma mudança de perspectiva. Ora, decisão e mudança de perspectiva são fenômenos psicológicos. Mas, enquanto as alterações emocionais de uma conversão espiritual resultam da ação de Deus, em uma conversão puramente psicológica tais alterações resultam de uma técnica empregada ou de uma pressão emocional. Não representam um milagre da graça.

Esta distinção começou a resplandecer em minha mente quando ouvi falar sobre as técnicas de “doutrinamento” usadas pelos comunistas chineses, logo depois da revolução na China. Eles organizavam grandes concentrações com testemunhos pessoais, coros, oradores “dinâmicos”, apelos e obreiros pessoais — tudo comunista. Imitação fraudulenta do diabo? Não exatamente. Pelo contrário, era a maneira chinesa de empregar, aberta e deliberadamente, as técnicas que alguns evangelistas (talvez de modo inconsciente) usam para obter convertidos.

Nossas mentes estão sujeitas a determinadas leis e, em grau limitado, estão abertas a manipulações. Se, em uma multidão numerosa, me fizerem rir e, depois, chorar; e, em seguida, rir e chorar novamente; e se, em adição a isso, repetirem certas frases com insistência e, alternadamente, me falarem e me consolarem, a minha mente, se eu não estiver vigilante, se tornará cada vez mais flexível nas mãos daqueles que assim agem para comigo.

Poderei chegar a um ponto em que farão comigo o que desejarem. Meu juízo perde a sua sensibilidade, minha consciência se inflama, minhas emoções fazem tudo parecer diferente. Se, em tal condição, eu tomar a decisão que desejarem que eu tome, não importando qual seja esta “decisão”, provavelmente experimentarei alívio, alegria e paz. Este é um fenômeno psicológico bem conhecido. As suas técnicas também são bastante conhecidas. Ainda que eu permaneça alerta, talvez seja difícil resistir, pelo menos temporariamente.

A conversão espiritual autêntica é muito mais profunda. Possui uma dimensão imaterial, não-psicológica. É acompanhada por uma alegria e uma paz mais do que temporária. A conversão autêntica dá lugar à mansidão, à fome e sede de justiça, à humildade de espírito e a todos os frutos da justiça.

Se você é um pregador do evangelho, compete-lhe saber o que está fazendo. Tenha cuidado para não utilizar suas habilidades como pregador na realização de psicoterapia coletiva. Lembre-se de que está colaborando com o Espírito Santo. Você deve ter cautela em almejar grandes números de conversões, para que não tente realizar a obra que compete ao Espírito Santo. Seu trabalho, como pregador, consiste em explicar a Palavra de Deus, mostrando como ela se aplica. A obra do Espírito Santo consiste em fazer a Palavra arraigar-se na consciência do homem, a fim de que este permaneça sob o efeito da convicção. Portanto, não brinque com a consciência do pecador, relatando-lhe histórias espantosas. Permita que o Espírito Santo realize a convicção e desperte o temor. As histórias servem para esclarecer pontos obscuros da mensagem, não para produzir calafrios na congregação.

Isto significa que todas as técnicas de evangelismo estão erradas?

Não, não penso assim. É impossível fazer qualquer coisa sem alguma técnica. Precisamos de técnicas para comunicar a verdade com clareza. Prefiro dizer que as técnicas se tornam imorais quando, consciente ou inconscientemente, nós as utilizamos para manusear a vontade, as emoções ou a consciência de outrem; quando adquirem maior importância, em nossos pensamentos, do que o Espírito de Deus; quando os resultados se tornam mais importantes do que as pessoas.

Emoções falsas

Não sou contra as emoções na pregação, e sim contra o emocionalismo. Não me declaro contrário à persuasão fervorosa, e sim contra os truques utilizados para levar um homem a mudar de opinião. Paulo pleiteava com homens e mulheres, chorando enquanto os exortava. Uma atitude magnífica! Porquanto o evangelho de Jesus Cristo não consiste de uma inexpressiva proposição intelectual, e o destino de um homem impenitente não é uma questão de simples interesse acadêmico.

Por conseguinte, que haja lágrimas e não os que “arrancam lágrimas”; que haja persuasão e não as técnicas persuasivas. Em áreas não- espirituais, quando tratamos sobre algo que nos preocupa, lemos livros e manuais para aprender técnicas persuasivas, a fim de levarmos os indivíduos a tomarem decisões. Porém, na pregação, prefiro mais um pregador que chora e uma congregação de olhos enxutos do que o contrário. O pregador tem algo a respeito do qual pode chorar. Ele enxerga, ou deveria enxergar, como as pessoas realmente são, e sua tarefa consiste em transmitir o que vê. E neste processo talvez não seja capaz de controlar suas emoções.

O perigo das manipulações psicológicas não se limita às grandes concentrações de pessoas. As técnicas de evangelismo pessoal podem ser igualmente perigosas.

Vocês já se encontraram com pessoas que lhes perguntaram: “Oh! Será que passei pela experiência?” Ao questioná-las, vocês descobriram que elas haviam “aceitado o Senhor”, quando algum evangelista pessoal excessivamente zeloso apenas as pressionou demais. É verdade que alguns desses “convertidos” podem ser pessoas regeneradas que estão se afastando do Senhor. Mas estou igualmente certo de que a maioria destes casos resulta da “lavagem cerebral” evangelística aplicada por certos “obreiros pessoais”.

Parte de nossa dificuldade se origina de nosso desespero em busca de resultados. Os pastores que trabalham de “tempo integral” têm de provar que estão labutando de tal modo que merecem seu salário. São obrigados a obter resultados e se desesperam por desejarem ser bons agentes de vendas do seu produto. Os que estudam para o ministério evangélico tentam provar seu desempenho cristão (como alguns guerreiros índios provam sua masculinidade) arrancando alguns escalpos.

Ora, os resultados nos deixam perplexos. Não estou dizendo que não devemos ficar preocupados, quando as pessoas ao nosso redor não se deixam levar à salvação. De fato, neste caso deveríamos ficar extremamente preocupados. Entretanto, os resultados precisam ser genuínos, a fim de que tenham qualquer valor. É a regeneração que torna o pecador apto para o céu, e não a manipulação de uma conversão psicológica.

O que posso dizer sobre os motivos que tenho em mente, quando busco resultados? Eles se originam de um sincero interesse pelo meu próximo? Originam-se do amor de Cristo que me constrange? Anseio pela glória de Deus? Ou simplesmente estou procurando comprovar algo?

John White 

© Editora Fiel | editorafiel.com.br

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Estudo da Semana: “Meu propósito não é te converter”

Não há muito tempo, eu assisti um documentário na TV sobre o crescimento do número de muçulmanos em pequenas cidades americanas. Em um momento no filme, um pastor protestante visitou o imame¹ local em sua casa. No início da conversa, o pastor deixou suas intenções claras:

“Meu propósito em te encontrar não é nenhum tipo de conversão. Eu respeito você e suas crenças. Você não vai mudar, eu não vou mudar.”

Há tantas coisas para desembrulhar nessas três sentenças que eu mal sei por onde começar. Curiosamente, o imame reafirmou a última dessas três sentenças, oferecendo seu total consentimento para enquadrar a discussão dessa maneira.

“Eu respeito você e suas crenças”

Vamos começar com a segunda sentença primeiro: “Eu respeito você e suas crenças”.

O pastor está certo em respeitar o imame, se for por nada mais do que o fato de o imame ser um companheiro humano criado à imagem de Deus. É a imagem de Deus na humanidade que nos separa do mundo dos animais e nos dá um valor intrínseco e uma vocação única.

Ao falarmos “respeitar crenças”, deveríamos ser mais cuidadosos. Na maioria das vezes, quando um pastor ou líder na igreja fala sobre “respeitar as crenças de alguém”, eles querem dizer “respeitar a sinceridade com a qual uma pessoa se prende a uma crença”. Nesse sentido, tudo bem falar em “respeitar as crenças de alguém”.  Porém, no sentido mais literal, “respeitar as crenças de alguém” pode ser tolice.

Se meu filho de 7 anos estivesse assistindo Peter Pan e depois decidisse pular da janela de casa e sair voando pela vizinhança, seria ridículo eu dizer, “eu acredito na sua crença”. Eu poderia respeitar a tenacidade de sua fé infantil, mas seria o primeiro a dizer, “Isso é estupidez”. Posso respeitar meu filho como um ser humano feito à imagem de Deus; de fato, eu posso amá-lo como um pai deveria amar o filho, e ainda assim apontar a falha em sua crença.

Da mesma forma, cristãos precisam distinguir (corretamente) entre demonstrar respeito pelas pessoas e (erroneamente) advogar respeito por toda e qualquer ideia que alguém acredita. Eu posso respeitar um amigo muçulmano sem respeitar totalmente a visão do muçulmano sobre o pós-vida, ou a explicação muçulmana sobre a cruz de Cristo, ou a ideia muçulmana de obras de justiça. Tais crenças não são dignas de respeito por estarem erradas, mesmo se as pessoas que acreditam nelas sejam valiosas, indivíduos preciosos feitos à imagem de Deus.

“Meu propósito em te encontrar não é nenhum tipo de conversão”

Mais problemática do que confundir o respeito pelas pessoas com o respeito pelas crenças delas, é a primeira declaração feita pelo pastor: “Meu propósito em te encontrar não é nenhum tipo de conversão”.

Como um cristão comprometido com o ensino dos ensinamentos de Jesus, não consigo entender como essa afirmação possa ser outra coisa senão uma abdicação da responsabilidade que Jesus deu aos Seus discípulos após Sua ressurreição: “Vá e faça discípulos de todas as nações”. Observe a ausência de qualquer qualificação. Jesus não disse: “Vá e faça discípulos entre os nominalmente religiosos de sua área”. Ou “Vá e faça discípulos daqueles que não acreditam em Deus totalmente”. Ou “Permaneça dentro das paredes da sua igreja e faça discípulos lá”. Não… a ordem de Jesus é clara. Ele é o Rei que possui toda a autoridade nos céus e na terra. Quando colocamos a Grande Comissão, juntamente com as reivindicações rígidas de Cristo por exclusividade, em seu devido lugar, vemos o quão equivocado é dizer que não temos nenhum objetivo de converter um descrente.

Com certeza, esse pastor será louvado por muitos na sociedade atual. Ele parece tão mente aberta e tolerante. “Meu propósito não é te converter”, ele diz, extraindo um “Ufa!” dos produtores do filme na medida em que a tensão na sala vai desaparecendo.

Mas, quando a afirmação do pastor é colocada dentro do contexto completo das Escrituras e o que o próprio Jesus diz sobre salvação, é o mesmo que dizer, “Eu não quero que você esteja comigo nos novos céus e nova terra”. É uma condenação implícita para a eterna perdição. Aqui estão todos os tipos de implicações em dizer algo assim:

○     Meu propósito não é apresentar-lhe Jesus. (Você está se saindo muito bem sem Ele, afinal.)

○     Meu propósito não é te mostrar como escapar do eterno julgamento. (Eu não estou levando Jesus a sério quando Ele fala sobre o fogo do inferno e todas essas coisas.)

○     Meu propósito não é adorar lado a lado com você, cantando louvores ao Cordeiro cujo sangue foi derramado por você. (Você continua na sua mesquita, e nós ficaremos em nossa igreja, muito obrigado.)

“Você não vai mudar”

Então, aqui está a afirmação mais problemática de todas. O imame e o pastor declararam rapidamente, “Você não vai mudar, eu não vou mudar”.

Agora, não há nenhuma surpresa quanto ao imame dizer tal coisa. Porém, para um ministro do evangelho – as mais explosivas e transformantes notícias jamais reveladas em nosso mundo – dizer “Você não vai mudar” é uma explícita negação ao poder do evangelho para transformar o coração humano. Não há fé em que Deus pode operar milagres. Não há fé em que Deus pode trabalhar tanto em um coração que suas afeições e crenças podem mudar dramaticamente.

E se o pastor aplicasse sua lógica a um alcoólico que fosse a ele para um aconselhamento?  “Bem, Joe, você não vai mudar”. Ou a um homem que estivesse à beira de acabar com seu casamento devido à pornografia, “Desculpe, Sam. Você não vai mudar”.

A mensagem verdadeiramente inclusiva do evangelho

O evangelho é para todos. Ele é uma mensagem radicalmente inclusiva. Embora o mundo relute contra as exclusivas reivindicações de Cristo, nós investimos nas notícias inclusivas de que Ele é o Salvador de todo o mundo. Se eu falho em proclamar Sua mensagem, não estou seguindo a Jesus realmente. Ao invés disso, estou apenas disfarçando as idéias do séc. XXI com o traje cristão tradicional.

Qual teria sido o melhor caminho para o pastor guiar sua conversa com o imame? Seria melhor ele ter falado algo como:

Eu te respeito como uma pessoa feita à imagem de Deus. Eu respeito seu direito em acreditar em qualquer coisa que escolher. Eu nunca irei coagir você ou forçar as crenças da minha religião a você, isso seria desvirtuar a verdade de que você, assim como eu, é feito à imagem de Deus. E ainda, como um seguidor de Jesus Cristo, sou ordenado a compartilhar o evangelho. Quando procuro persuadi-lo a seguir Jesus, não é devido a um coração de opressão ou desejo pelo controle, mas por amor e preocupação. Uma vez que eu verdadeiramente acredito que o evangelho oferece esperança à toda humanidade, eu não posso mantê-lo somente comigo. O evangelho é muito precioso e você é muito valioso para mim para eu manter silêncio.

Trevin Wax

¹Imame é o chefe espiritual na religião muçulmana, é o sacerdote que é encarregado por dirigir as atividades superiores na Mesquita. [N.T.]

Traduzido por Fe Vilela | iPródigo | original aqui

Devocional: A Suficiência da Escritura e a Evangelização

No ato evangelizador da Igreja, ela prega a palavra de Deus conforme a ordem divina expressa nas Escrituras; fala da salvação eterna oferecida por Cristo, conforme as Escrituras proclama as perfeições de Deus, conforme as Escrituras… Ora, se a Igreja não tem certeza da fidedignidade do que ensina, como então, poderá testemunhar de forma honesta?

Uma Igreja que não aceite a inspiração e a inerrância bíblica, não poderá ser uma igreja missionária. Como poderemos pregar a Palavra se não estivermos confiantes do sentido exato do que está sendo dito? Como evangelizar se nós mesmos não temos certeza, se o que falamos procede da Palavra de Deus ou, está embasado numa falácia? Paulo dá testemunho de que a Escritura é fiel; por isso, ele a ensinava com autoridade (1 Tm 1.15; 4.9 compare com 2 Tm 4.6-8).

Satanás objetando esmorecer o ímpeto evangelístico da Igreja, tem usado deste artifício: minar a doutrina da inspiração e inerrância das Escrituras, a fim de que a Igreja perca a compreensão de sua própria natureza e, assim, substitua a pregação evangélica por discursos éticos, políticos e propaganda pessoal. Aliás, A Escritura sempre foi um dos alvos  prediletos de Satanás (Vd. Gn 3.1-5; Mt 4.3,6,8,9; 2 Co 4.3,4). Entretanto, a Igreja é chamada a proclamar com firmeza o Evangelho, conforme registrado na Bíblia e preservado pelo Espírito através dos séculos (2 Tm 4.2).

A Igreja prega o Evangelho, consciente de que ele é o poder de Deus para salvação do pecador (Rm 1.16); por isso, recusar o Evangelho significa rejeitar o próprio Deus que nos fala (1 Ts 4.8). Calvino, comentado Romanos 1.16, diz que aqueles que “se retraem de ouvir a Palavra proclamada estão premeditadamente rejeitando o poder de Deus e repelindo de si a mão divina que pode libertá-los.” [4] A Igreja proclama a Palavra, não as suas opiniões a respeito da Palavra, consciente que Deus age através das Escrituras, produzindo frutos de vida eterna (Rm 10.8-17; 1 Co 1.21; 1 Co 15.11; Cl 1.3-6; 1 Ts 2.13,14). A Igreja por si só não produz vida, todavia ela recebeu a vida em Cristo (Jo 10.10), através da sua Palavra vivificadora; deste modo, ela ensina a Palavra, para que pelo Espírito de Cristo, que atua mediante as Escrituras, os homens creiam e recebam vida abundante e eterna. 

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

In: Revista Palavra Viva, lição 04 – Sola Scriptura, pg 13-16, Editora Cultura Cristã.

Via: e-mail de Marcio Melânia

Fonte: http://cincosolas.blogspot.com

OBS: Grifo do administrador do blog

Devocional: A veracidade da narrativa do Gênesis

“Depois disse Deus: “Haja [...]”. E disse Deus: [...]. E Deus viu que ficou bom”. (Gn 1:6, 9-10)

Muitos alegam que há paralelos surpreendentes entre os mitos da criação do antigo Oriente Próximo (especialmente o épico babilônico conhecido como “Enuma Elish”) e o relato bíblico da criação citado em Gênesis 1. Porém, o que é mais notável em relação aos babilônios e às histórias bíblicas não são suas semelhanças, mas suas diferenças. Longe de copiar a narrativa babilônica, Gênesis 1 critica e faz objeção a sua teologia básica. Na mitologia babilônica, os deuses, amorais e caprichosos, disputam e brigam uns com os outros. Marduk, o mais soberbo dos deuses, ataca e mata Tiamat, a deusa-mãe. Em seguida, ele divide o corpo dela em duas metades, sendo que uma delas se transforma no céu e a outra, na terra. A julgar por este cruel politeísmo, é um alívio retornar à ética monoteísta de Gênesis 1, segundo a qual toda a criação é atribuída ao comando do único e verdadeiro Deus.

De acordo com o livro do Apocalipse, a adoração eterna no céu concentra-se no Criador:

“Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória,

a honra e o poder, porque criaste todas as coisas,

e por tua vontade elas existem e foram criadas”. (Ap 4:11)

Os cientistas continuarão a investigar a origem, a natureza e o desenvolvimento do universo. Porém, teologicamente falando, para nós basta saber que Deus criou todas as coisas por sua própria vontade, como expressão de sua simples e majestosa Palavra. Por isso é que se repete o refrão de Gênesis 1: “E Deus disse…”. Além disso, quando Deus contemplou sua criação, ele “viu que ficou bom”. Devemos, portanto, nos alegrar por tudo que Deus criou — tanto pela comida e bebida como pelo casamento e pela família, ou pela arte e pela música, pelos pássaros, pelos animais, pelas borboletas e por muitas outras coisas.

Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças. 1Tm 4:4

 

Para saber mais: Jeremias 10.12-16

John Stott

In: A Bíblia toda, o ano todo

Fonte: http://cincosolas.blogspot.com

Devocional: O Amor Incondicional de Cristo

 


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/08/paul-washer-o-amor-incondicional-de-cristo/

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