Devocional: Pecados que levam à Depressão

Li, essa semana, o relato de um senhor sobre a depressão que atravessara há tempos atrás. Em suas palavras, ele colocou a depressão como algo que “o deixava muito abatido, encurvado, choroso o dia todo”. Li, também, que, em sua depressão, até seu corpo ficou doente. “Queimava de febre” escreveu ele. A certa altura de seu relato ele descreve que se sentia “profundamente abatido e desanimado” pra tudo, que seu coração vivia “aflito”, e pra piorar, até seu corpo doía, e ele ficava “gemendo de dor”.

Creio que você também tem o livro onde esse relato aparece. Caso queira, constate você mesmo o relato desse senhor. O livro se chama Salmos e encontra-se dentre os sessenta e seis livros da Bíblia. O senhor se chama Davi, um dos reis de Israel.

No salmo trinta e oito, versículos seis a oito, o rei Davi relata seu sofrimento e depressão. Ele sofria no corpo e na alma. No verso três Davi diz que seu corpo todo estava doente e que ele sentia dores por toda a parte: “…estou muito doente. O meu corpo todo está enfermo…”. Em seu sofrimento físico, Davi relata: “tenho feridas que cheiram mal e apodrecem.” Que Depressão! Davi chorava o dia todo! Sem dúvida nenhuma esse santo homem de Deus conheceu as regiões mais profundas e abissais de uma depressão humana.

Mas o que o levou até lá? E o que o tirou de lá? Certos que estamos de que o Senhor não nos criou para vivermos em um vale sombrio ou num abismo, vejamos, brevemente, como o Senhor lidou com a depressão na vida de Davi.

Em primeiro lugar, o próprio Davi, em sua profunda depressão, nos diz o que o levou a tal situação. No verso três ele diz: “O meu corpo todo está enfermo por causa das minhas maldades”, ou, como diz outra versão: “não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado.” No verso quatro, ele aprofunda sua confissão: “Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades”. Em meio a todo esse abatimento do corpo e da alma Davi reconhece que sua depressão era por causa de uma culpa, de pecados não confessados e não abandonados.
Nem toda depressão é causada por culpa e pecado não confessado e abandonado, e isso já vimos claramente em textos anteriores. Todavia, aprendemos e somos exortados aqui que, havendo pecados e culpas em nós que relutamos em abandonar e confessar, seremos sérios candidatos a passar pelo que Davi passou: depressão. Sentiremos dores no corpo. Sentiremos dores na alma. O pecado, no coração de uma pessoa salva, é destruidor. Mesmo no coração do não salvo o pecado causa estragos. Adultérios, iras, facções, gritarias, blasfêmias, assassinatos, mentiras, traições, para dar apenas uns poucos exemplos, quando enchem a vida de um cristão ou não-cristão tem o poder destruidor sobre o indivíduo e sua família. O que levou Davi à depressão espiritual e emocional, sofrendo até dores no corpo, foram pecados. O pecado é destruidor e deve ser confessado e abandonado por todos que desejam a verdadeira felicidade.

Mas como Davi saiu de lá? Como Deus o tirou de sua depressão? Bem, Davi não tomou não consultou um médico, muito menos tomou remédios, uma vez que a única cura para o pecado é a confissão a Deus e o conseqüente perdão de Deus. E foi isso que Davi fez. Em seu sofrimento, Davi levanta um clamor, suplicando a graça e misericórdia de Deus. No verso dezoito Davi confessa seu pecado. Confessa o que guardava no coração e que, certamente, não agradava a Deus. No salmo cinqüenta e um, verso um, vemos com mais detalhes essa súplica:

 Salmo 51.1-8

1 Por causa do teu amor, ó Deus, tem misericórdia de mim. Por causa da tua grande compaixão apaga os meus pecados. 2 Purifica-me de todas as minhas maldades e lava-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim. 4 Contra ti eu pequei — somente contra ti — e fiz o que detestas. Tu tens razão quando me julgas e estás certo quando me condenas. 5 De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido. 6 O que tu queres é um coração sincero; enche o meu coração com a tua sabedoria. 7 Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. 8 Faze-me ouvir outra vez os sons de alegria e de felicidade; e, ainda que tenhas me esmagado e quebrado, eu serei feliz de novo.

 Queridos, foi somente após essa confissão e abandono de pecado que Deus restabeleceu a saúde física, emocional e espiritual de Davi. Deus nos criou para vivermos abundantemente. Fique esperto! Não deixe pecados não confessados em sua vida. Aproveite agora mesmo para pensar em alguns deles que, porventura, estejam em sua vida. E confesse-os para desfrutar do alívio e da paz que só Cristo dá.

Wilson Porte Jr.

http://wilsonporte.blogspot.com/2011/06/pecados-que-levam-depressao.html 

Devocional: O Que Faço Se Não Tenho A Alegria Que Deveria Ter?

 

 

Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

Devocional: Aspectos da Santidade IV

É sábio ensinar aos crentes que não deveriam se esforçar contra o pecado mas sim, antes, entregar-se a Deus?

 

A expressão “apresentai-vo”s ocorre em um só lugar do Novo Testamento (Romanos 6: 13-19, versão KJV). Nesses versículos apresentai-vos é dito como um dever dos crentes. Porem, a palavra “apresentar-se” não leva consigo o sentido de colocar-nos passivamente nas mãos de outra pessoa. Tem mais  o sentido de apresentar-nos ativamente para o uso de outro, como Ofereçam-se a Deus (Romanos 6:13 NVI)

De qualquer maneira, outras vinte a trinta passagens das Escrituras nos ensinam que os crentes não devem ficar imóveis, mas sim que devem se colocar de pé e trabalhar. Como características da vida cristã se mencionam a guerra, a luta, a vida de um soldado e a briga. Por qual outro motivo precisaríamos tomar a armadura de Deus? (Efésios 6:10-18).

As pessoas persistem em confundir duas coisas que diferem. Na ‘justificação’, nos é dito que creiamos, que só creiamos. Na ‘santificação’, nos é dito que vigiemos, que oremos e lutemos.

Deixo minha introdução aqui com muita ansiedade. Há uma atitude entre os cristãos professantes de hoje (século 19), que me enche de preocupação pelo futuro. Existe uma assombrosa ignorância da Escritura com uma conseqüente falta de verdadeira religião. Existe um gosto incrementado pelo sensacional: milhares estão dispostos a se congregarem se o fato se trata de ouvir a uma nova voz e uma nova doutrina, sem considerar se o que ouvem é verdade. Multidões, aclamações e um incessante surgimento de emoções são as únicas coisas pelas quais muitos se preocupam. Entanto que o pregador seja ‘brilhante’ e ‘ousado’, centenas pensam que ele deve pregar a verdade.

O desejo de meu coração e minha cotidiana oração são para que a santidade pessoal cresça grandemente entre os cristãos professantes. E eu confio em que todos os que se esforcem por promovê-la adiram estritamente ao que a Escritura ensina e aclara cuidadosamente entre doutrinas que diferem; “Se tu voltares, então te trarei, e estarás diante de mim; e se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca; tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles.” (Jr 15:19)

 J.C.Ryle

trecho do livro “Aspectos da Santidade”

traduzido do inglês ao espanhol por Allan Roman

FONTE: Blog Charles Haddon Spurgeon

Devocional: Não questione Deus

Não questionem os caminhos da providência, nem os julguem

Há coisas difíceis de serem compreendidas nas obras de Deus, bem como nas Suas palavras. Nós não devemos usar raciocínio natural e orgulhoso quando pensamos nas obras de Deus. Asafe com muita ousadia tentou perscrutar os meios secretos da providência. Então ele disse: “Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado” (Salmo 73:16).

Jó também foi culpado do mesmo procedimento (Jó 42:3). Eu sei que não há nada na palavra ou nas obras de Deus oposto ao raciocínio sadio, mas há algumas coisas que ultrapassam o raciocínio humano. Por exemplo, o raciocínio humano não pode conceber o bem provindo dos acon­tecimentos tristes, e nós somos tentados a desconfiar da providência.

Por conseguinte, tomem cuidado para não se inclinarem muito ao seu próprio raciocínio e entendimento. Nada parece ser mais natural do que julgar os fatos por padrões humanos, mas nada é mais perigoso!

John Flavel

Fonte: http://www.ortopraxia.com

Estudo da Semana: Qual a diferença entre legalismo e obediência?

Existe um dilema na igreja cristã hoje que será esclarecido facilmente. É caracterizado por pessoas que dizem coisas como “nós somos uma igreja do Novo Testamento”, ou “nós não precisamos mais da Lei porque estamos debaixo da graça”, ou “as pessoas que guardam a Lei são legalistas”. Se você disse coisas como estas no passado, este texto é para você. Iremos observar a diferença entre o que significa ser legalista, e o que significa ser obediente. Há um grande abismo entre os dois significados. Mas parece que muitas pessoas falham em entender o que ambos significam.

Há um argumento na igreja do século XX que é algo do tipo: Jesus cumpriu a Lei, portanto nós não precisamos guardar a Lei. A idéia continua desta forma: E nós não precisamos guardar a Lei porque estamos debaixo da graça de Cristo; não podemos conquistar a salvação por nós mesmos de modo algum, portanto o Antigo Testamento é inválido como regra de vida e prática. Como exemplo, existem muitas pessoas que desconsideram o Sermão do Monte porque Jesus expôs a Lei naquela ocasião. Eles colocariam tudo que, de qualquer forma, aluda ou afirme a Lei no lixo. Eles não dão uma resposta satisfatória de por que Deus, em sua providência, permitiu que o Antigo Testamento fosse incluído em nossa Bíblia, uma vez que ele lida com a Lei. Eles têm certeza de que não precisam disso, mas não podem dar uma boa resposta ao “por que”. Estas pessoas sentem que a observação da Lei, de qualquer tipo, é um ato de legalismo. E eles não querem tornar-se como a igreja da Galácia novamente. Assim, eles fluem na graça, e desviam-se da Lei.

Definir legalismo de uma forma bíblica seria dizer “alguém que toma a Lei e a usa de uma forma que mereça a salvação”. Legalismo é uma tentativa de salvação. Ainda assim, freqüentemente ouvimos o termo usado dessa forma: “Oh, estas pessoas são legalistas”. Os puritanos foram freqüentemente estereotipados desta forma. Eles eram tão firmes em trazer o significado da Lei, que foram considerados legalistas. Mas se realmente entenderemos a definição acima, então descobriremos que pessoas que seguem a Lei de Deus de uma forma que não buscam adicionar algo à obra meritória de Jesus Cristo e à sua Cruz não são legalistas. Legalista, por definição, seria dizer que a Lei ajuda a ganhar a salvação. Este foi o problema com os judaizantes. Eles pensavam que guardar a Lei mais crer na obra de Cristo fazia uma pessoa salva. Em Gálatas 5:4, Paulo diz: “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes”. Existiam alguns que pensavam que ser circuncidado ajudava na salvação. Mas Paulo diz que no momento que você adiciona alguma coisa à obra de Cristo, então você caiu da graça. A obra de Cristo somente justifica o ímpio (Gl 2:16; 3:11-13, 24; 6:13-14). (Solo Christus – Cristo Somente).

Legalistas estão errados. Você não pode usar a Lei para ser salvo. Você não pode guardar os mandamentos como forma de justificação porque ninguém faz só o que é certo e nunca peca (Ec 7:20). Aqueles que tropeçam em um ponto são culpados da Lei inteira (Tiago 2:10). A Lei apresenta o nosso pecado, mas não pode nos salvar. Ela somente nos faz conscientes de nossa necessidade (Rm 7:7).

Ser legalista não é bíblico. Não é uma opção do cristão. Então o que nós faremos? Aqueles que desconsideram a Lei estão certos? Se Cristo dispensa sua graça a nós, e não podemos guardar a Lei, então porque usá-la? Qual o bem da Lei? Deveríamos ser uma “Igreja do Novo Testamento”?

É verdade que o legalismo é errado e enviará uma pessoa ao inferno por crer nele. Gálatas 1:8 afirma: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”. Mas desconsiderar a Lei lançará você no inferno também. Apocalipse 22:14 (KJV) afirma: “Bem-aventurados aqueles que praticam seus mandamentos, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. O livro de Apocalipse deixa claro que aqueles que devem entrar na Nova Jerusalém e passar a eternidade com Deus são aqueles que “praticam seus mandamentos”. A palavra “mandamentos” é plural. Isto significa que Deus requer que guardemos mais que um mandamento. E freqüentemente as pessoas nos dirão para guardar o maior mandamento e que isto é tudo. Mas Cristo quer que guardemos todos os seus mandamentos.

Apocalipse 22:18-19 também nos ajuda a mostrar que Deus não quer ninguém diminua sua Palavra de forma alguma: “Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Ninguém pode tirar ou adicionar algo à Palavra de Deus. Isto significa que devemos guardar a Lei Cerimonial, uma vez que é parte da Palavra de Deus? E que nós temos de sacrificar animais novamente, porque a Lei Cerimonial nos diz isto no Antigo Testamento? Estas são boas questões, e as respostas a estas e questões similares são respondidas com um conhecimento equilibrado da obra de Cristo.

Cristo veio e completou a Lei. Em Mateus 5:17, Jesus diz que ele veio para “cumprir a Lei”. A palavra “cumprir” é plhro,w, {play-ro’-o]. Isto significa “tornar cheio, completar; fazer completo em todo particular, tornar perfeito; levar até o fim, consumar, efetivar (alguma promessa); cumprir; i.e. fazer com que a vontade Deus (como conhecida na Lei) seja obedecida como deve ser, e as promessas de Deus (dadas por meio dos profetas) recebam cumprimento”. Jesus veio para cumprir a Lei e completá-la em nosso lugar. Isto não significa que ele acabou com ela, ou a tornou nula. Este não é o significado da palavra usada.

Em Mateus 5:18, um versículo depois, ele diz: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” Não somente Jesus não anula a Lei por nós, mas pelo contrário, ele faz justamente o oposto: que diante de sua obra para cumpri-la, nem um “i” ou til deve ser removido. Por causa de sua obra como Salvador sem pecado, Jesus deu aos cristãos a capacidade na salvação de fazer escolhas morais de uma nova forma, com respeito à Lei. Ele guardou a Lei de forma que podemos guardá-la também. A obra de Jesus capacita-nos a correr a corrida de uma forma digna a ganhar o prêmio. Ele não invalida a Lei, mas a coloca diante de nós, sabendo que ele estará trabalhando em nós para guardá-la. E apesar de falharmos em guardá-la, ele trabalha em nós para ultrapassarmos as barreiras.

A noção legalista aqui é destruída. Não guardamos a Lei para sermos salvos. Pelo contrário, ao guardar a Lei mostramos a nós mesmos que já recebemos a salvação por meio da cruz de Cristo. À luz da cruz de Cristo e da libertação do pecado, que recebemos, somos agora livres para guardar a Lei (Gl 4:31).

Cristo requer obediência. Nós não nos tornamos antinomianos. E aqueles que dizem que devemos nos livrar da Lei não são nada além de antinomianos heréticos. Um antinomiano é alguém que é “anti’, “contra” ou “contrário”, ao “nomos” ou “lei”. Ele diz que uma pessoa pode ser salva e nunca ter de preocupar-se em viver uma vida de obediência porque estamos debaixo da graça de Cristo. Mas Paulo rapidamente dispensa esta idéia em Romanos, quando ele diz: “E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” (6:15). Nós não recebemos liberdade para pecar, mas recebemos liberdade para não pecar. E como nós não pecaríamos a não ser que saibamos o que o pecado é? E como nós saberemos o que o pecado é a não ser que sigamos a Lei? “É a lei pecado? De modo nenhum!” (Romanos 7:7). Deus nos deu seus mandamentos para que possamos nos tornar obedientes a seus mandamentos. E nós somos capazes de ser obedientes por meio do sacrifício de seu Filho na cruz por nós. Sem o lavar-se no sangue de Cristo, nenhum homem é capaz de seguir a Lei. Não, nós não somos legalistas, e não somos antinomianos. Nós somos cristãos que desejam fazer a vontade do Pai. Nós somos aqueles que podem dizer com Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Tm 3:16-17). Os antinomianos não podem dizer isto. Os legalistas não podem dizer isto. Somente aquele que é liberto por Cristo para guardar a Lei pode dizer isto, porque ele considera toda a Palavra de Deus como sendo útil. Para quê? Para ser habilitado para toda boa obra.

Nós não somos legalistas quando guardamos a Lei, porque não buscamos a Lei para encontrar a vida. Pelo contrário, a Lei nos apresenta que temos verdadeira vida em nossos corações. Guardamos a Lei para sermos obedientes a Cristo e apresentar-lhe o quanto nós o amamos por ter nos resgatado das influências condenáveis de tentar guardar a Lei para ganhar a vida eterna. Obediência está muito longe de legalismo.

“O que é obediência?” deveria ser a próxima questão a ser respondida. Obediência é expressar o amor de Cristo a Cristo ao guardar a Lei. Cristo produz em nós o fruto do Espírito (Gl 5:22-25). O Espírito produz em nós o amor de Cristo por boas obras; pois é para isto que fomos criados. Deus nos criou para as boas obras (Ef 2:10). O amor de Cristo em nós nos leva a boas obras quando estudamos e observamos a Lei. Em nosso prazer neste trabalho diante de Deus, Deus se compraz, e ele é glorificado. Quando nós nos agradamos em seguir todos os mandamentos de Deus, ele se agrada. Não deveríamos ser obedientes a Deus quando Deus, em numerosas passagens, ordena obediência de nossa parte como representantes de sua Palavra? (Nm 27:20; Isaías 1:19; Atos 6:7; Rm 6:16; 16:19; 16:26; 2Co 7:15; 9:13; Fp 1:21; 1Pe 1:2). Deus requer de nós que sejamos obedientes em toda circunstância, e aqueles que ensinam diferente são lobos malignos disfarçados em pele de cordeiro para enganar o povo de Deus. E é interessante ver que em Mateus 7:15 Jesus chama aqueles que maltratam o rebanho de “lobos roubadores”. Ele diz isto no final do Sermão do Monte, que é uma exposição dos Dez Mandamentos e da vida no Reino. Isto não é coincidência. Deus não quer falsos profetas vindo à igreja contando a ela que não é necessário guardar a Lei. Isto não é nada, senão blasfêmia e heresia contra a Palavra de Deus. Nós devemos nos esforçar para guardar a Lei de uma maneira santa por meio de Cristo.

Assim, nós vemos o grande abismo entre o que significa ser legalista (guardar a Lei para a salvação) e obediente (guardar a Lei porque fomos salvos). Nós precisamos da Lei para mostrar o nosso pecado. Nós precisamos da Lei para nos dirigir à justiça. Nós precisamos dos mandamentos de Cristo que estão distribuídos por toda a Escritura para alcançar nossa santificação e santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). Salvação não depende de guardar a Lei, pelo contrário, nossa salvação é vista em nós quando guardamos a Lei.

Caminhe por qualquer igreja do século XX neste domingo e pergunte sobre o que significa guardar o Dia do Senhor. Como uma pessoa segue o quarto mandamento? As pessoas olhariam para você perplexas. Elas veriam você como um legalista. E se você não levantasse a questão, isto nunca teria entrado em suas mentes. Mesmo quando eles participam da lição da Escola Dominical, cantam um hino ou dois, e ouvem um sermão, elas esperam a benção final durante o domingo na Igreja e nunca percebem o que o Dia do Senhor significa. Isto é uma piada; é pecado.

Que sejamos o povo da Palavra, da Palavra inteira e nada mais do que a Palavra. Que joguemos fora a heresia do legalismo, e abracemos a obediência a Cristo. Pois, a não ser que obedeçamos a Cristo, nós não temos parte nele. Por isso ele diz: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6:46). Não somos legalistas quando obedecemos a Cristo, pelo contrário, nós somos cristãos quando o obedecemos.

C. Matthew McMahon

Traduzido por: Josaías Cardoso

Fonte: O Cristão reformado

Devocional: Um homem com Deus é maioria

“Um só homem dentre vós perseguirá a mil; pois é o SENHOR vosso Deus que peleja por vós, como já vos tem falado.” (Js 23:10 ACF)

Por que razão contamos as pessoas? Um homem que está com Deus é maioria, ainda que no outro lado haja mil. Algumas vezes os nossos ajudantes poderão ser demasiados para que Deus obre por meio deles, como sucedeu com Gideão, que não pôde fazer nada, até que nem teve de aumentar as suas forças, antes se viu obrigado a diminuir os seus números. As hostes do Senhor, porém, nunca são excessivamente poucas. Quando Deus quis fundar uma nação, chamou só a Abraão e abençoou-o. Quando quis vencer o orgulhoso Faraó, não usou exércitos, mas apenas Moisés e Aarão. O “ministério de um só homem”, conforme certos sábios lhe chamam, tem sido muito mais usado pelo SENHOR, do que grupos treinados com os seus oficiais. Acaso mataram todos os israelitas juntos, tantos filisteus como Sansão sozinho? Saul e os seus exércitos feriram os seus mil, mas David os seus dez mil.

O SENHOR pode dar grandes vantagens ao inimigo, e, não obstante, vencê-lo. Se temos fé, temos Deus conosco, e, então, o que são as multidões de homens. Um cão de pastor pode conduzir um grande rebanho de ovelhas. Se o SENHOR te envia, oh meu irmão, a Sua força executará o Seu propósito divino. Portanto, confia na promessa, e sê valente.

 

C. H. Spurgeon

 

Faith’s Checkbook

www.spurgeon.org 

Livro de Cheques do Banco da Fé 

Tradução de Carlos António da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/

Fonte: http://www.projetospurgeon.com.br

Devocional: O que significa conhecer Deus?

Por “conhecimento de Deus” quero dizer não o mero conhecimento do fato de que Deus existe, e sim, um conhecimento dEle tal que seja para o nosso bem e para a glória dEle; não podemos, pois, dizer corretamente que Deus é conhecido por aqueles que não têm piedade. E a esta altura ainda não menciono o conhecimento que o pecador tem do seu Redentor, porém o conhecimento tal que naturalmente teríamos se Adão não tivesse caído. Pois uma coisa é conhecer a Deus como nosso Criador, sustentando-nos pelo Seu poder, governando nos pela Sua providência, e cumulando-nos com benefícios, todavia coisa bem diferente é abraçar a reconciliação que é colocada diante de nós em Cristo. 

 

Verdadeiramente conhecemos nosso Criador quando não somente reconhecemos que Ele criou as coisas pelo Seu poder, que sustenta-as pelo mesmo poder, que governa a raça humana com sabedoria, justiça e cuidado amoroso, mas também percebemos que não temos uma gota sequer de sabedoria, justiça, poder ou verdade senão aquilo que flui dEle, e assim aprendemos a depender dEle por todas estas coisas e a reconhecê-las com gratidão como dádivas dEle.

 

Nada menos é que vã especulação perguntar o que é Deus. É do nosso interesse ficar sabendo do Seu caráter e daqueles atributos dEle que nos importa conhecer. O que, pois, é a utilidade de reconhecer, conforme Epicuro reconhecia, que existe um Deus, mas um Deus que vive despreocupado e deixa o mundo cuidar de si mesmo? Um conhecimento correto dEle é o que nos leva a reverenciá-lO e buscar toda coisa boa da Sua bondosa mão. 

 

Como, pois, pode você ter em mente qualquer pensamento acerca de Deus, sem ao mesmo tempo ter a consciência de que você, sendo a obra das Suas mãos,é pela própria lei da criação sujeito ao Seu domínio, que sua vida a Ele pertence, e que todas as suas ações devem ser guiadas pela vontade dEle? Sendo esse o caso, segue-se imediatamente que sua vida é corrompida e depravada, a não ser que seja moldada segundo o Seu beneplácito. O homem bom não é refreado do pecado pelo mero temor do castigo, mas sim por um amor reverente a Deus como seu Pai, a quem teme ofender. Esta é a religião pura e genuína; e devemos lembrar-nos com cuidado que, embora todos os homens prestem a Deus algum tipo de culto, muito poucos O reverenciam; há de todos os lados uma grande demonstração de observâncias cerimoniais, mas a sinceridade de coração é rara.

 

João Calvino

Fonte: http://www.ocalvinismo.com/

Devocional: Convite a uma vida de sacrifício

 

 

Fonte: www.iprodigo.com

Devocional: A Prova satisfatória

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15.5)

 

Os frutos do Espírito são a única prova satisfatória de que somos crentes de verdade.

O discípulo que permanece em Cristo, como o ramo permanece na videira, sempre dará fruto.

Quem sabe o significado da palavra “fruto”, não precisa esperar muito por uma resposta. Arrependimento diante de Deus, fé em nosso Senhor Jesus Cristo, santidade de vida e de conduta: essas características são o que o Novo Testamento chama de “fruto”. Elas são as marcas distintivas dos ramos vivos da Videira verdadeira. Se faltarem, é inútil dizer que se tem graça e vida espiritual “dormentes”. Onde não há frutos não há vida. Quem não tem esses sinais, mesmo vivo, está morto (1Timóteo 5.6).

Não podemos esquecer que a verdadeira graça jamais é inoperante. Ela nunca dormita nem dorme. É falsa a idéia de supormos que somos membros vivos de Cristo se não se vê em nosso caráter e vida o exemplo de Cristo. O “fruto” é a única prova satisfatória da união salvadora entre Cristo e nossa alma. Onde não há fruto do Espírito para ser visto, não há religião vital no coração. O Espírito de vida em Jesus Cristo sempre se dará a conhecer na conduta diária daqueles em que ele habita. O Mestre mesmo é quem declara: “cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto” (Lucas 6.44).

Deus sempre aumentará a santidade dos verdadeiros cristãos, pela maneira como os trata providencialmente. “Todo ramo”, está escrito, “que dá fruto [ele] limpa, para que produza mais fruto ainda” [João 15.2]

O significado dessa linguagem é claro e imediato. Da mesma maneira que o vinhateiro poda os ramos da videira frutífera, para fazê-la mais frutífera ainda, assim também Deus purifica e santifica os crentes pelas circunstâncias da vida em que ele os coloca.
É esse o processo pelo qual ele os “purifica” e os faz ainda mais frutíferos.
 
[Para melhor proveito, leia João 15.1–11]

J. C. Ryle (1816–1900)

Fonte: Day by day with J. C. Ryle, Eric Russell, Christian Focus 
Publications, p. 386
Tradutor: Marcos Vasconcelos
Fonte:
www.mensreformata.blogspot.com

Devocional: Sem um Deus feliz não há Evangelho

A FELICIDADE DE DEUS É UM DOS GRANDES ASPECTOS DE SUA GLÓRIA

  Em 1 Timóteo 1.11, Paulo focalizou o evangelho como a “glória do Deus bendito”. A palavra traduzida “bendito”, nesta expressão, (parapíou) é a mesma que ocorre nas bem-aventuranças de Jesus, em Mateus 5.3-11. “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” E assim por diante. A palavra significa “feliz” ou “afortunado”. Paulo mesmo usa esta palavra em outras passagens para falar sobre a felicidade das pessoas que têm seus pecados perdoados (Rm 4.7) ou das pessoas que têm uma consciência pura (Rm 14.22). É admirável que, em todo o Antigo e o Novo Testamento, somente neste versículo e em 1 Timóteo 6.15 a palavra se refere a Deus. É evidente que Paulo havia feito algo incomum, chamando a Deus de makarios — feliz.

 Podemos aprender da expressão “a glória do Deus bendito” que grande parte da glória de Deus é a sua felicidade. Era inconcebível para o apóstolo que se pudesse negar a Deus infinito regozijo e que Ele ainda fosse todo-glorioso. Ser infinitamente glorioso era ser infinitamente feliz. Paulo usou a expressão “a glória do Deus bendito” porque era glorioso para Deus ser tão feliz como Ele é. A glória de Deus consiste, em grande parte, de que Ele é feliz acima de toda a nossa imaginação.

  Ainda de maneira mais notável, Paulo disse que isto faz parte do evangelho — “o evangelho da glória do Deus bendito”. Uma das partes essenciais do que torna boas novas o evangelho da morte e ressurreição de Cristo é que o Deus revelado no evangelho é infinitamente alegre. Ninguém gostaria de passar a eternidade com um Deus infeliz. Se Deus fosse infeliz, então, o alvo do evangelho não seria um alvo feliz; e isso significa que não haveria evangelho, de maneira alguma. Mas, de fato, Jesus nos convida a passarmos a eternidade com um Deus supremamente feliz, quando Ele nos diz — o que dirá no fim dos tempos — “Entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.23). Jesus viveu e morreu para que o seu gozo — o gozo de Deus — estivesse em nós e fosse completo (Jo 15.11; 17.13). Por conseguinte, o evangelho é “o evangelho do Deus bendito [feliz]“.

 John Piper

Fonte: http://www.ocristaohedonista.com

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