Devocional: Depressão e Graça na vida de Asafe

Você já questionou a razão dos ‘ímpios’ se darem tão bem, enquanto você, temente a Deus, enfrentar tantas lutas e dificuldades na vida? Já sentiu no coração uma profunda tristeza pela injustiça aparente no mundo? A vida, às vezes, não parece tão injusta?

Às vezes, em aconselhamentos bíblicos, ouço pessoas reclamando que sonham com uma viagem, com um emprego melhor, com um salário melhor, com um carro melhor, uma casa melhor, uma vida melhor, e, apesar de sua integridade, nada disso eles conseguem. Eles olham ao redor e veem os ímpios, que só trapaceiam, caluniam, mentem, enganam, se dando bem na vida, prosperando. São injustos, errados, mas desfrutam de uma vida boa, com condições de dar uma vida “melhor” para suas famílias. Por quê?

Dentro de nossa série sobre personagens da Bíblia que passaram por depressão e encontraram a graça de Deus, chegamos hoje a um dos líderes dos corais que entoavam louvores no Templo dos dias do rei Davi: o levita Asafe. 

Este homem, temente a Deus, escreveu muitos salmos. Seu coral cantava estes salmos. E um dos que me chamam mais a atenção é o Salmo 73. É nesse salmo que Asafe abre seu coração para nos mostrar como chegou a uma depressão com um coração tremendamente amargurado, com dores no corpo e na alma (v. 21), e como ele quase abandonou a fé por conta dessa depressão (v. 2).

A situação que trouxe Asafe a essa depressão foi a mesma que, por muitas vezes, nos incomoda nos dias em que vivemos. Em um determinado momento de sua vida, Asafe começou a perceber que os ímpios prosperavam mais do que ele, um homem piedoso. E aquilo começou a incomodá-lo. Bens, posses, coisas da vida que Asafe gostaria tanto de ter e não conseguia, mas que os ímpios, em sua  desonestidade acabavam conseguindo. Aquilo revoltou Asafe. Ele desnuda sem vergonha alguma seu coração cheio de inveja pela prosperidade dos perversos (v. 3). Asafe se lembra de sua vida cheia de trabalho, de responsabilidades, de preocupações, de dificuldades, e fala da vida dos perversos que prosperam:

“Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte. Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. Por isso o orgulho lhes serve de colar, e eles se vestem de violência. Do seu íntimo brota a maldade; da sua mente transbordam maquinações. Eles zombam e falam com más intenções; em sua arrogância ameaçam com opressão. Com a boca arrogam a si os céus, e com a língua se apossam da terra … Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas. Certamente foi-me inútil manter puro o coração…”  (Salmo 73.4-13)

Asafe desabafa. Nas palavras “…Certamente foi-me inútil manter puro o coração…” ele demonstra até que ponto chegou. E Asafe nos diz nos versos 15 e 16 que ele parou para pensar em tudo isso. Mas, mesmo pensando muito, não conseguiu uma resposta que fizesse sentido. Ele não via resposta a essa situação até que fez o que deveria ter feito desde o início. No verso 17 ele entra no Santuário de Deus, na presença daquele que governa o mundo e tudo o que nele há. E, quando ele entra na presença de Deus, uma luz ilumina sua mente e ele começa a entender, tudo começa a fazer sentido, tudo fica claro, como o sol ao meio-dia.

Na presença de Deus, Asafe entendeu que essa prosperidade, que vem da desonestidade, é um piso escorregadio cujo fim será de dor e grande destruição (v. 18). Estes que hoje sorriem e nadam em corrupção serão, em breve, “totalmente aniquilados de terror” (v. 19). Sua alegria é passageira. Sua prosperidade também. E, aqueles que os invejam também serão levados pela mesma destruição. Quando esteve na presença de Deus, Asafe entendeu que Ele é o nosso tesouro mais precioso, nossa riqueza, nossa prosperidade. Suas palavras, nos versos 25-26, são das mais belas em toda a Bíblia:

“A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre.”

Deus quer ser a sua herança, a sua riqueza que ninguém jamais poderá roubar e pela qual nunca você terá que trabalhar ou gastar um tostão para ter. Deus quer ser o seu mais precioso tesouro a fim de que, quando você perceber a prosperidade dos ímpios, você não se entristeça, mas O adore, pelo fato da maior de todas as riquezas você possuir hoje em sua vida: Deus! 

Se você está longe dEle, aproxime-se! Aproveite enquanto há tempo! Pois Ele também quer ser uma jóia dentro de você que o satisfaça e sustente em todas as situações de sua vida!

Um dia, a falsa e passageira alegria do mundo acabará e tomará lugar grande tristeza. Nesse mesmo dia entrarão na presença de Deus para viverem eternamente em riqueza, conforto, alegrias e prazeres todos aqueles que hoje sofrem, choram, lutam com as dificuldades, inclusive financeiras, e não conseguem ter nesse mundo aquilo que tanto gostariam de ter. 

O Dia da Eternidade será o Dia da Verdade. Lá o riso se tornará choro, e as lágrimas dos fiéis serão enxugadas para todo o sempre. 

 

Wilson Porte Jr.

 

Fonte: http://wilsonporte.blogspot.com

Devocional: A Importância de Cantar a Verdade

 

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/

Devocional: Regeneração

 ”Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3.3)

Regeneração é um conceito do Novo Testamento que cresceu, ao que parece, a partir da frase alegórica usada por Jesus para mostrar a Nicodemos a interioridade e profundidade da mudança a que mesmo os religiosos judeus deveriam submeter-se, se quisessem ver o reino de Deus e entrar nele, e, assim, alcançar a vida eterna (Jo 3.3-15). Jesus alegorizou a mudança como sendo “novo nascimento”.

O conceito é Deus renovando o coração, o âmago do ser humano, implantando nele um novo princípio de desejo, propósito e ação, uma propensão dinâmica que encontra expressão na resposta positiva ao evangelho e a seu Cristo. A frase de Jesus, “nascido da água e do Espírito” (Jo 3.5), volta ao tema de Ezequiel 36.25-27, onde Deus é representado como limpando simbolicamente as pessoas da poluição do pecado (por água) e dando-lhes um “novo coração” ao colocar o Espírito dentro deles. Por ser isto tão explícito, Jesus censurou Nicodemos, “mestre de Israel”, por não entender como o novo nascimento ocorre (Jo 3.9,10). A posição de Jesus desde o começo é que não há prática de fé em sua pessoa como o Salvador sobrenatural, nem arrependimento, nem verdadeiro discipulado fora desse novo nascimento.

Em outra parte, João ensina que a crença na Encarnação e na Expiação, com fé e amor, santidade e justiça, é o fruto e a prova de quem é nascido de Deus (1 Jo 2.29; 3.9; 4.7; 5.1,4). Conseqüentemente, parece que, como não há conversão sem novo nascimento, assim também não há novo nascimento sem conversão.

Embora a regeneração infantil possa ser uma realidade quando Deus assim o pretende (Lc 1.15,41-44), o contexto usual do novo nascimento é o da vocação eficaz — isto é, confrontação com o evangelho e iluminação quanto à sua verdade e significação como mensagem de Deus para a pessoa. A regeneração é sempre o elemento decisivo na vocação eficaz.

A regeneração é monergista, isto é, obra inteiramente de Deus Espírito Santo. Ela suscita o eleito dentre os mortos espiritualmente para uma nova vida em Cristo (Ef 2.1-10). É uma transição da morte espiritual para a vida espiritual, sendo a fé consciente, intencional e ativa em Cristo seu fruto imediato, não sua causa imediata. A regeneração é a obra do que Agostinho chamou graça “preveniente”, a graça que precede nossos impulsos de coração em direção a Deus.

 

J. I. Packer

Fonte: http://www.ortopraxia.com/2011/04/regeneracao-j-i-packer.html

Devocional: A pescaria do diabo

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” (1Pe 5.8)

O mundo é a isca de Satanás. Ele raramente lança um anzol a nu. Apresentem-se o homicídio, a fraude, a mentira ou a idolatria sem seus disfarces torpes e dentre as pessoas instruídas e moralmente corretas ele fisgará só algumas. Mas o diabo esconde o seu gancho num engodo piedoso e, como o pescador experimentado, sabe como usar a tentação mais apropriada ao nosso gosto… Para este, usa a isca do ouro; para aquele, a do prazer; para o terceiro, fama e honraria mundanas. Além disso, ele joga a sua linha de pesca em toda a parte: em nosso local de trabalho, nossas famílias, nossos gabinetes, sobre nossas mesas e travesseiros.

Arthur Jackson (1593?-1666)

Fonte: A Puritan at Heart

http://mensreformata.blogspot.com

Tradutor: Marcos Vasconcelos

Estudo da semana: O que vem primeiro – fé ou arrependimento?

O que vem primeiro: o arrependimento ou a fé? Essa é uma pergunta desnecessária; e fútil, a insistência de que um é anterior ao outro. Não há qualquer anterioridade. A fé para a salvação é uma fé de arrependimento; e o arrependimento para a salvação é um arrependimento de fé… A interdependência entre a fé e o arrependimento pode ser vista quando lembramos que a fé é a fé em Cristo para a salvação do pecado. Mas, se a fé é direcionada à salvação do pecado, tem de haver ódio do pecado e desejo de ser salvo do pecado. Esse ódio do pecado envolve arrependimento, que consiste essencialmente em converter-se do pecado para Deus. Ora, se lembramos que o arrependimento é o volver-se do pecado para Deus, esse volver-se para Deus implica fé na sua misericórdia revelada em Cristo. É impossível separar a fé do arrependimento. A fé salvadora é permeada de arrependimento, e este é permeada de fé. A regeneração se torna expressiva em nossa mente por meio do exercício da fé e do arrependimento.

O arrependimento consiste essencialmente em mudança de coração, mente e vontade. Essa mudança de coração, mente e vontade diz respeito, em especial, a quatro coisas: é uma mudança que diz respeito a Deus, a nós mesmos, ao pecado e à justiça. Sem a regeneração, os nossos pensamentos sobre Deus, nós mesmos, o pecado e a justiça são drasticamente pervertidos. A regeneração muda a mente e o coração. Ela os renova por completo. Há uma mudança radical em nossa maneira de pensar e sentir. As coisas velhas passaram, e todas as coisas se tornaram novas. É importante observar que a fé para a salvação é a fé acompanhada por mudança de pensamento e atitude. Com muita freqüência, nos círculos evangélicos e, em particular, no evangelismo popular, a relevância da mudança que a fé sinaliza não é entendida nem apreciada. Há dois erros. Um destes é excluir a fé do contexto que lhe dá significado. O outro é pensar na fé em termos de decisão e, com isso, baratear a decisão. Esses erros estão relacionados e condicionam um ao outro. Enfatizar o arrependimento e a mudança profunda de sentimento e de pensamento envolvida no arrependimento é o elemento necessário para corrigir esse conceito distorcido da fé, o qual destrói a alma. A natureza do arrependimento serve para acentuar a urgência dos assuntos que estão em jogo nas exigências do evangelho, enfatizar a separação do pecado incluída na aceitação do evangelho e ressaltar a perspectiva totalmente nova que a fé no evangelho transmite.

Não devemos pensar no arrependimento como que constituído meramente de uma mudança genérica da mente. O arrependimento é bem especifico e concreto. E, visto que é uma mudança da mente em referência ao pecado, é uma mudança da mente em referência a pecados específicos, pecados em toda a particularidade e individualidade peculiares dos nossos pecados. É muito fácil falarmos sobre o pecado, sermos denunciatórios em relação ao pecado e aos pecados específicos de outras pessoas e não nos mostrarmos arrependidos quanto aos nossos próprios pecados. A prova do arrependimento é a genuinidade e a resolução de nosso arrependimento em referência aos nossos próprios pecados, pecados caracterizados pelos agravamentos peculiares a nós mesmos. O arrependimento, no caso dos tessalonicenses, manifestou-se em que eles se converteram dos ídolos para servirem o Deus vivo. A idolatria dos tessalonicenses evidenciava, de modo específico, a sua alienação de Deus; e foi o arrependimento dessa idolatria que provou a genuinidade da fé e da esperança deles (1 Ts 1.9-10).

O evangelho é não somente a mensagem de que pela graça somos salvos, mas também a mensagem de arrependimento. Quando Jesus, após a ressurreição, abriu o entendimento dos discípulos, para que entendessem as Escrituras, Ele lhes disse: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc 24.46-47). Quando Pedro pregou à multidão, no Dia de Pentecostes, os ouvintes foram constrangidos a perguntar: “Que faremos, irmãos?” Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados” (At 2.37-38). Posteriormente, Pedro interpretou a exaltação de Cristo como uma exaltação à função de “Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (At 5.31). Alguma outra coisa poderia assegurar mais claramente que o evangelho é o evangelho do arrependimento do que o fato de que o ministério celestial de Jesus como Salvador é um ministério de outorgar arrependimento para o perdão dos pecados?

Quando Paulo apresentou aos presbíteros de Éfeso um relato de seu próprio ministério, ele disse que testificara “tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus [Cristo]” (At 20.21). O autor da Epístola aos Hebreus indicou que “o arrependimento de obras mortas” é um dos princípios elementares da doutrina de Cristo (Hb 6.1). Não poderia ser diferente. A nova vida em Cristo Jesus implica que os laços que nos prendiam ao domínio do pecado foram destruídos. O crente está morto para o pecado por meio do sangue de Cristo. O velho homem foi crucificado para que o corpo do pecado seja desfeito e o crente não sirva mais o pecado (Rm 6.2, 6). Esse rompimento com o passado se registra na consciência por meio do converter-se do pecado para Deus, “com pleno propósito e empenho por uma nova obediência”…

O arrependimento é aquilo que descreve a resposta de converter-se do pecado para Deus. Este é o caráter específico do arrependimento, assim como o caráter específico da fé é receber a Cristo e confiar somente nEle para a salvação. O arrependimento nos recorda que, se a fé que professamos é uma fé que nos permite andar nos caminhos deste mundo mau, na concupiscência da carne, na concupiscência dos olhos, na soberba da vida e na comunhão das obras das trevas, a nossa fé é apenas zombaria e engano. A verdadeira fé é permeada de arrependimento. Assim como a fé é um ato momentâneo e uma atitude permanente de confiança e descanso direcionada ao Salvador, assim também o arrependimento resulta em contrição constante. O espírito contrito e o coração quebrantado são marcas permanentes da alma que crê… O sangue de Cristo é o instrumento da purificação inicial, mas é também a fonte à qual o crente pode recorrer continuamente. É na cruz de Cristo que o arrependimento começa; é ali que ele tem de continuar derramando seu coração, em lágrimas de confissão e contrição.

 

John Murray

Tradução: Pr. Wellington Ferreira © Editora FIEL 2009.

Extraído de Redemption: Accomplished and Applied, publicado por Wm. B. Eerdmans Publishing Company.

Permissões da Fiel: O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog

Devocional: Aspectos da Santidade II – “Santidade é algo prático”

É sábio minimizar, como alguns fazem, as muitas exortações práticas à santidade que encontram-se no Sermão do Monte e na prática final das epístolas de Paulo?

Nenhum crente bem instruído disputará a necessidade de uma caminhada cotidiana com Deus e do hábito de acudir ao Senhor Jesus Cristo em oração e meditação. Porem, o Novo Testamento não se contenta em ensinar-nos esses termos gerais. Em vez disso, descobrimos que fala de muitos detalhes e de coisas particulares.

O uso de nossas línguas, de nossos temperamentos, de nossas inclinações naturais, de nossa conduta como pais e filhos, chefes e servos, esposos e esposas, governantes ou súditos, de nosso comportamento na enfermidade ou na saúde, na riqueza ou na pobreza, todos esses assuntos sobre os quais a Bíblia nos fala em detalhe. A santidade é algo mais que lágrimas e suspiros, excitação corporal, pulso acelerado, apego apaixonado a algum pregador ou grupo religioso. “para serem conformes à imagem de seu Filho” (Romanos 8:29) – é algo suscetível de ser visto pelos demais, no detalhe de nosso caráter, de nossos hábitos e de nosso comportamento diário.

J. C. Ryle

 In: Aspectos da Santidade

FONTE: Allan Roman 

               http://bisporyle.blogspot.com

Devocional: Aspectos da Santidade I – A fé somente santifica?

Durante um bom numero de anos experimentei a convicção de que a santidade prática e a completa entrega a Deus de nosso ser não estão sendo entendidas. A piedade foi asfixiada pelo mundanismo, a devoção pessoal a Cristo dificilmente existem e as normas de vida cristã foram relaxadas. A importância de “serem ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador. ” (Tito 2:10) foi esquecida.

É inútil professar uma boa doutrina evangélica a menos que venha acompanhada de uma vida santa. A falta de sinceridade de professar ser cristão que crê na Bíblia mas não vive uma vida santa logo é percebida como uma descompostura que  acarreta desprezo para nossa religião.

No entanto, é de suma importância que entendamos o tema em sua totalidade à luz do ensino da Bíblia. Minha intenção nesse livro é tratar de explicar o que a Escritura realmente ensina sobre o tema. E já que existem várias idéias errôneas a respeito que são ensinadas por algumas pessoas, começo por alertá-los acerca desses erros.

É sábio ensinar, como o fazem alguns, que a santidade dos crentes vêm por fé somente, e de nenhuma maneira pelo esforço pessoal do crente?

Nenhum cristão bem instruído jamais negará que a fé em Cristo é o principio de toda santidade. Enquanto não creiamos Nele, não temos nenhuma santidade absolutamente. Porém, a Escritura nos ensina verdadeiramente que o crente necessita aplicar um esforço nessa matéria, junto com sua fé. O mesmo apóstolo que escreveu: “a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus” (Gálatas 2:20) também escreveu: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão,”(1 Coríntios 9:27). Em outras partes lemos: “purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito” (2 Coríntios 7:1); “Procuremos”(Hebreus 4:11) “corramos com paciência” (Hebreus 12:1).

De acordo com o ensino da Escritura, há uma diferença entre como a fé nos justifica e como ela nos santifica. A fé que justifica é uma graça que simplesmente confia, repousa, e se apóia em Cristo (Romanos 4:5). Todos os que simplesmente crêem, são justificados. A fé santificadora é uma graça que, como a mola de um relógio, move o crente até a santidade;  ”nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor”.(Gálatas 5:6) O Novo Testamento não fala em nenhum lugar de “santidade por fé”. Se bem é certo que nos é dito que somos justificados pela fé sem as obras da lei, em nenhuma parte nos é dito que somos santificados sem as obras da lei. Pelo contrário, aprendemos que “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.” (Tiago 2:17).

Justificação: Justificar a uma pessoa é declarar que essa pessoa é justa. É uma palavra legal, isto é, está vinculada com as cortes de justiça – um juiz justifica a uma pessoa, declarando que essa pessoa é justa. Deus justifica aos crentes sobre a base do que Jesus fez por Seu povo.

 

Traduzido de: Allan Roman

FONTE: http://bisporyle.blogspot.com/

Devocional: Um chamado para angústia

 

 


Fonte: http://resistenciaprotestante.blogspot.com/2009/08/um-chamado-para-angustia-david.html

Devocional: Como Pesar seu Coração na Palavra

É bom que nos pesemos freqüentemente na balança da Palavra de Deus: “Pesado fostes na balança e achado em falta” (Dn 5.27). Você pode descobrir que ler, a cada dia, um dos salmos de Davi é um exercício santificador. Enquanto medita em cada versículo, pergunte: “Eu posso dizer isto? Tenho os mesmos sentimentos que Davi? Meu coração tem sido quebrantado por causa do pecado, assim como o de Davi, quando ele escreveu seus salmos de arrependimento? Na hora da aflição, minha alma tem estado cheia de verdadeira confiança assim como a dele, quando contou sobre as misericórdias de Deus na caverna de Adulão ou em Em-Gedi? Eu tomo o cálice da Salvação e invoco o nome do Senhor?”

Enquanto você lê a Palavra de Deus, pergunte a si mesmo o quanto está conformado à semelhança de Cristo. Esforce-se para descobrir se possui a humildade, a ternura e o espírito de amabilidade que o Senhor Jesus demonstrou freqüentemente. Depois, leia as epístolas, a fim de perceber até que ponto você pode se identificar com o apóstolo Paulo no que ele disse a respeito de sua experiência. Você já clamou, como fez o apóstolo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo dessa morte?” (Rm 7.24). Você já teve o senso de humilhação própria? Você tem visto a si mesmo como o principal dos pecadores e o menor de todos os santos? Você pode se unir ao apóstolo Paulo e dizer: Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fl 1.21)?

Se lermos a Palavra de Deus, como um teste de nossa condição espiritual, teremos boas razões para dizer: “Senhor, eu sinto que nunca estive aqui antes. Oh, traze-me para cá! Dá-me verdadeiramente arrependimento, tal como este sobre o qual li. Dá-me fé genuína, zelo ardente e amor fervoroso. Concede-me a graça da humildade. Torna-me mais semelhante a Jesus. Nunca permitas que eu seja encontrado em falta, quando pesado na balança do santuário, para que assim não seja encontrado nas balanças do Juízo.

 

C.H. Spurgeon

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

Devocional: Sei que sou pecador

“ Resolvi que [...] nunca permitirei que o tomar conhecimento dos pecados dos outros me venha trazer algo mais do que vergonha sobre mim mesmo e uma oportunidade de poder confessar meus próprios pecados e miséria a Deus.” (Jonathan Edwards)

No início do ano de 1722, o jovem Jonathan Edwards, decidido a servir a Jesus com toda sua vida, escreveu uma lista com algumas diretrizes que o guiariam da forma que, a seu ver, mais agradaria a Deus e mais aproveitaria a ele. Ao longo dos anos, Edwards aumentou sua lista e se aperfeiçoou na disciplina e no cuidado de guardar os mandatos de Deus, se tornou um pastor muito influente na sociedade e hoje é considerado, por muitos, o último e maior dos puritanos.

O trecho acima transcrito faz parte daquelas belas resoluções. Mas o que levou aquele jovem a pensar de forma tão radical quanto a si mesmo? Certamente foi a leitura da palavra de Deus. Ao lermos o que as Escrituras nos ensinam sobre o ser humano, descobrimos que todos somos pecadores e carecemos da glória de Deus (Romanos 3.23). Ninguém pode se gloriar de sua posição ou condição, pois todos são culpados diante do Senhor e inimigos dele e do bem (Romanos 3.9-18).

Necessidade de arrependimento

Considere essas palavras de Jesus aos sacerdotes de sua época: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus, pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele” (Mt 21:31-32). Para Jesus, a questão mais importante, que poderia dizer se alguém iria (ou não) entrar no Reino de Deus, não era se ela era pecadora ou não. Já dissemos que todos são pecadores. A questão é se atendemos à pregação de Jesus e de João Batista, que preparou o seu caminho: “Arrependam-se e creiam no evangelho de Deus” (Mc 1.14-15)

Quando João Batista e Jesus pregaram que todos precisavam de se arrepender e crer no único salvador, Jesus Cristo, que poderia tornar-nos aceitáveis diante de Deus, muitos se opuseram a eles. Enquanto isso, muitos se humilharam e entenderam que, sem o sacrifício de Jesus, suas vidas nunca seriam agradáveis a Deus.

Quando ouvimos as palavras “pecador” e “necessidade de arrependimento”, devemos, à semelhança de Edwards, pensarmos primeiramente em nós mesmos e confessarmos nossa total dependência de Deus. Mesmo aqueles que já se identificaram como pecadores, que crêem que Jesus é salvador, precisam se lembrar de que dependem completamente do perdão de Deus. Jesus deve ser entendido e adorado como o único salvador.

Como vimos, Edwards, mesmo perseguindo o crescimento em santidade – e provou muitas bênçãos por isso –, não se sentia minimamente superior aos outros pecadores. Na verdade, o contínuo esforço e treinamento para reconhecer-se pecador e indigno é um princípio valioso para a vida cristã santa e piedosa. Além disso, é o melhor remédio para o orgulho e para a auto-justificação, que tentam subtrair a glória de Deus.

Que Deus nos dê humildade e total confiança no sacrifício de Jesus.

 

Gustavo Vilela

Fonte: http://iprodigo.com

 

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