Devocional: Os campos estão brancos!

Num dia de verão, por volta das 13 horas, horário de almoço na cidade do Rio de janeiro, fiz algo inusitado. Em plena rua da Alfândega, centro comercial desta grande metrópole, existe uma igreja católica com mais de 200 anos de história. Atraído pela arquitetura do prédio, adentrei ao templo tomando lugar no último banco da igreja. Imediatamente meus olhos se fixaram nos detalhes artísticos presentes em cada canto do prédio. Entretanto, não demorou muito para que a minha atenção se desviasse da igreja para as pessoas que lá entravam.

Percebi que em meio à efervescência da cidade, além obviamente do calor quase que insuportável, uma enorme multidão de homens e mulheres; brancos e negros; ricos e pobres, demonstravam pelo menos uma coisa em comum: Desespero!

Observei lágrimas nos olhares dos jovens, angustia no peito dos mais velhos, inquietude nos homens e desesperança em muitas mulheres. Confesso que ao perceber a realidade daquela gente sofrida, lembrei-me das palavras do Apostolo Paulo: “Como Ouvirão se não há quem pregue?” Ora, meus amigos, ninguém precisa nos dizer que o mundo é mal, que a cidade é violenta e que as pessoas estão cada vez mais egoístas. Na verdade, estas realidades são marcas indeléveis desta geração. Nas ruas, nos becos, nos guetos, gente como estas estão clamando desesperadamente por uma mensagem de esperança e salvação. Agora, como crerão se não há quem os envie?

A pergunta é: O que temos feito? Temos anunciado o Evangelho de Cristo Jesus ou temos andado preocupados com a nossa satisfação e realização pessoal?

Pois é, neste domingo ao chegar da igreja, o meu filho mais novo  de 16 anos me mostrou uma redação elaborada por ele e que foi lido em sala de aula pela professora, a qual  se encaixa  literalmente no tema proposto poe este post.

“Como outro dia qualquer estavamos andando na rua eu e Suzanna uma velha amiga, eramos da mesma igreja e estudavamos juntos, sempre faziamos o caminho da escola juntos, era sempre igual o mesmo trajeto, mesmas pessoas, porém neste dia foi bem diferente. Ao passarmos pela rua Moreira César, vimos que em um banco de praça, havia uma jovem mulher abandonada. Parecia bonita com o cabelo ruivo que resplandecia ao sol, roupa preta, meia calça rasgada, coberta por uma tolha, havia  também uma mochila ao lado dela, e com os jornais aos pés, assemalhava-se a uma mendiga. Estava também chorando. Decidimos nos apresentar e oferecer a ajuda.

Primeiramente nos sentamos ao lado dela e tentamos ver se falava o que estava acontecendo, nos apresentamos e esperamos ela se apresentar. Após uns 20 minutos ela levantou a cabeça e nos observou com o seu olhar cor de mel. Depois de  mais um tempo ela resolveu se apresentar e disse que seu nome era Hellen. Começamos então a conversar e perguntamos o que havia acontecido. Ela nos contou que não havia mais sentido para a vida, nada dava certo em sua vida e por estar cansada de ser humilhada pelo pai fugira de casa. Disse também que estava cansada de viver e que estava pensando em dar um fim a vida.

Diante daquilo nao sabiamos o que fazer, ficamos pasmos! Tomamos então coragem e começamos a falar que ainda existia esperança , que havia alguém que podia tirá-la do fundo poço, limpá-la e chama-la de filha, bastava ela ter fé e crer que tudo podia mudar. Depois disso, um sopro de esperança veio sobre ela e ela decidiu voltar e dar um novo rumo a vida”.

Caro leitor, a redação do Luiz Filipe produziu um efeito enorme na sua turma. Deus através da ousadia deste adolescente ministrou ao coração de muitos que Cristo é a nossa salvação.

Diante disto, lembrei-me da responsabilidade que paira sobre nós de pregarmos o Evangelho da Salvação eterna. Mais do que nunca precisamos proclamar a quantos pudermos a grandeza e amor do nosso Deus.

Verdadeiramente é tempo de anunciarmos a cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com

Devocional: Em Adão todos morrem (Shai Linne & John Piper)


Fonte: Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2009/08/shai-linne-john-piper-em-adao-todos-morrem/
Tradução e Edição:
Lucas da Silva Maria.

Devocional: Dietrich Bonhoeffer

Na manhã do dia 6 de abril de 1945, entre as 5 e as 6 horas, os prisioneiros [...] foram retirados de suas células e o julgamento do tribunal de guerra lhes foi comunicado. Pela porta entreaberta de um quarto, no acampamento, eu vi, antes que os condenados fossem despidos, o pastor Bonhoeffer de joelhos diante de seu Deus em uma intensa oração. A maneira perfeitamente submissa e certa de ser atendida com que esse homem extraordinariamente simpático orava me emocionou profundamente. No local da execução, ele orou novamente e depois subiu corajosamente os degraus do patíbulo. A sua morte ocorreu em alguns segundos. Em cinqüenta anos de prática, jamais vi um homem morrer tão completamente nas mãos de Deus.

[Testemunho do médico do campo de concentração nazista Flossenburg, citado em D. Rance. Un siècle de temóins. Paris: Fayard-Le Sarment, 2000]

Fonte: http://cincosolas.blogspot.com/

Devocional: Algumas coisas que Deus gosta

Deus gosta de música, de dança, de arte e cultura.

Deus gosta dos ritmos diferenciados, de instrumentos diversificados, de contemplação, balanço e gingado. Deus gosta da música do sabiá, da canção afinada do pintassilgo, da melodia do curió, da suavidade do rouxinol.

Deus gosta de cores, gosta da mata, dos verdes campos, do azul do mar, do vermelho das flores; Deus gosta dos animais, das plantas, dos vegetais, dos simples pardais.

Deus gosta de poesia, de belas canções, de doces melodias, de festa, do sorriso, de alegria.

Deus gosta da vida, do silêncio, dos tons musicais, das interpretações teatrais, da gargalhada descompromissada, do choro emocionado, de ternos abraços apaixonados.

Deus gosta da amizade guardada a sete chaves debaixo do peito, Deus gosta de cumplicidade, de carinho, dignidade e respeito.

Deus gosta do almoço de domingo, da família unida, do por do sol, das noites de verão, das tardes festivas, do beijo entre irmãos, de carinho, perdão e reconciliação.

Deus gosta de paz, de harmonia, de afeto noite e dia. Deus gosta do sorriso da criança, Deus gosta de mim, gosta de você.

Como Deus é maravilhoso!

Renato Vargens

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com

Estudo da Semana: Exposição Jo 3:16

“Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.” (Jo 3:9-21)

Temos nesses versículos a segunda parte da conversa entre o nosso Senhor Jesus Cristo e Nicodemos. Uma lição sobre a regeneração é seguida de perto por uma lição sobre a justificação! Toda a passagem deve sempre ser lida com afetuosa reverência. Ela contém as palavras que trouxeram vida eterna a miríades de almas.
Estes versículos nos mostram, em primeiro lugar, que pode haver grosseira ignorância espiritual na mente de um grande e erudito homem. Vemos um “mestre de Israel” não familiarizado com os primeiros elementos da religião salvadora. Ao ouvir sobre o novo nascimento, Nicodemos logo exclama: “Como pode ser isso?” Se tal era a escuridão de um mestre judeu, qual deveria ser o estado do povo judeu? Certamente era o devido tempo para a vinda de Cristo! Os pastores de Israel haviam cessado de alimentar o povo com conhecimento. O cego estava a guiar outro cego, e ambos estavam caindo no barranco. (Mateus 15:14.)
Ignorância como a de Nicodemos é infelizmente muito comum na Igreja de Cristo. Nunca devemos nos surpreender se encontrarmos isso onde poderíamos razoavelmente esperar o conhecimento. Instrução, classe e alto ofício eclesiástico não são provas de que um ministro é ensinado pelo Espírito. Os sucessores de Nicodemos, em cada época, são muito mais numerosos do que os sucessores de Pedro. Em nenhum ponto a ignorância religiosa é tão comum como na obra do Espírito Santo. Aquela velha pedra de tropeço, na qual Nicodemos tropeçou, é tanto uma ofensa a milhares de pessoas nos dias de hoje como era nos dias de Cristo. “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus.” (1 Cor 2:14) Feliz é aquele que tem sido ensinado a provar todas as coisas pela Escritura, e não chamar nenhum homem de mestre sobre a terra. (1 Ts 5:21;.Mat 23:9)
Estes versículos nos mostram, em segundo lugar, a fonte original da qual brota a salvação do homem. Essa fonte é o amor de Deus, o Pai. Nosso Senhor disse a Nicodemos: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Este versículo maravilhoso foi corretamente chamado por Lutero de “A Bíblia em miniatura”. Nenhuma parte dele, talvez, seja tão profundamente importante quanto às primeiras palavras: “Deus amou o mundo de tal maneira”. O amor do qual se fala aqui não é aquele amor especial com o qual o Pai considera seus eleitos, mas aquela poderosa piedade e compaixão que Ele tem em relação à totalidade da raça humana. Seu objetivo não é apenas o pequeno rebanho que Ele tem dado a Cristo desde toda a eternidade, mas o “mundo” todo dos pecadores sem qualquer exceção. Há um profundo sentido no qual Deus ama o mundo. Ele considera todos aqueles aos quais criou com piedade e compaixão. Ele não pode amar seus pecados – mas ama suas almas. “Suas ternas misericórdias são sobre todas as Suas obras.” (Salmo 145:9.) Cristo é o dom gratuito de Deus para o mundo todo.
Devemos tomar cuidado para que nossas visões do amor de Deus sejam bíblicas e bem definidas. Sobre esse assunto abundam erros por ambos os lados. Por um lado temos de ter cuidado de opiniões vagas e exageradas. Devemos manter firmemente que Deus odeia a impiedade, e que o fim de todos os que persistem na impiedade será a destruição. Não é verdade que o amor de Deus “é menor do que o inferno.” Não é verdade que Deus amou o mundo de tal maneira que toda a humanidade será salva no fim, mas que Ele amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho para ser o Salvador de todos que crêem. Seu amor é oferecido a todos os homens livremente, completamente, honestamente e sem reservas, mas é somente através do canal único de redenção de Cristo. Aquele que rejeita Cristo, corta a si mesmo fora do amor de Deus, e perecerá eternamente.
Por outro lado, devemos tomar cuidado com opiniões estreitas e contraídas. Não devemos hesitar em dizer a qualquer pecador que Deus o ama. Não é verdade que Deus não se importa com ninguém, a não ser seus eleitos, ou que Cristo não é oferecido a ninguém, a não ser aqueles que são ordenados à vida eterna. Há “bondade e amor” em Deus com relação a toda a humanidade. Foi em consequência desse amor que Cristo veio ao mundo, e morreu na cruz. Não sejamos sábios acima do que está escrito, ou mais sistemáticos em nossas declarações do que a própria Escritura. Deus não tem prazer na morte do ímpio. Deus não quer que ninguém pereça. Deus quer que todos os homens sejam salvos. Deus ama o mundo. (João 6:32; Tito 3: 4; 1 João 10; 2 Pedro 3:9. 1 Timóteo 4; Ezequiel 33:11)
Estes versículos nos mostram, em terceiro lugar, o peculiar plano pelo qual o amor de Deus proveu salvação para os pecadores. Esse plano é a morte expiatória de Cristo na cruz. Nosso Senhor disse a Nicodemos: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Por ser “levantado”, nosso Senhor quis dizer nada menos que Sua própria morte na cruz. Porque a morte, Ele queria que nos soubéssemos, foi designada por Deus para ser “a vida do mundo.” (João 6:51) Foi ordenada desde toda a eternidade para ser a propiciação e satisfação pelo pecado do homem. Foi o pagamento, por um Substituto e Representante Todo-Poderoso, da enorme dívida do homem a Deus. Quando Cristo morreu na cruz, nossos muitos pecados foram colocados sobre Ele. Ele foi feito “pecado” por nós. Ele foi feito “maldição” por nós. (2 Cor 5:21, Gal 3:13). Por sua morte Ele adquiriu o perdão e a completa redenção para os pecadores. A serpente de bronze, levantada no acampamento de Israel, trouxe saúde e cura ao alcance de todos aqueles que foram mordidos pelas serpentes. Cristo crucificado, da mesma forma, trouxe a vida eterna ao alcance da humanidade perdida. Cristo foi levantado na cruz, e o homem olhando para Ele pela fé, pode ser salvo.
A verdade diante de nós é a própria pedra fundamental da religião cristã. A morte de Cristo é a vida do cristão. A cruz de Cristo é o título do cristão para o céu. O Cristo “levantado” e colocado para vergonha no Calvário é a escada pela qual os cristãos “entram no santuário”, e finalmente chegam na glória. É verdade que somos pecadores – mas Cristo sofreu por nós. É verdade que nós merecemos a morte – mas Cristo morreu por nós. É verdade que somos devedores culpados – mas Cristo pagou a nossa dívida com Seu próprio sangue. Este é o verdadeiro Evangelho! Essa é a boa notícia! Sobre isso nos apoiamos enquanto vivermos. Para isso nos agarraremos quando morrermos. Cristo foi “levantado” na cruz, e abriu as portas do Céu para todos os crentes.
Estes versículos nos mostram, em quarto lugar, a maneira pela qual os benefícios da morte de Cristo são feitos nossos: simplesmente por colocar fé e confiança em Cristo. A fé é a mesma coisa que crer. Três vezes o Senhor repete esta gloriosa verdade a Nicodemos. Duas vezes ele proclama que “todo aquele que crê não pereça.” E a outra quando diz: “Aquele que crê no Filho de Deus não é condenado”.
Fé no Senhor Jesus é a própria chave da salvação. Aquele que a tem, tem vida, e aquele que não a tem, não tem vida. Nada além dessa fé é necessário para a nossa completa justificação; mas nada, exceto essa fé, nos dará um interesse em Cristo. Nós podemos jejuar e lamentar pelo pecado, e fazer muitas coisas que são corretas, realizar ordenanças religiosas, dar todos os nossos bens para sustento dos pobres, e ainda assim permanecer não perdoados, e perder nossas almas. Mas se nós apenas viermos a Cristo como pecadores culpados, e crermos Nele, nossos pecados serão de uma vez perdoados, e nossas iniqüidades serão inteiramente colocadas de lado. Sem fé não há salvação, mas pela fé em Jesus, o mais vil pecador pode ser salvo.
Se nós tivermos uma consciência pacífica na nossa religião, veremos que nossas visões de fé salvifica são distintas e claras. Tomemos cuidado com a suposição de que a fé justificadora é algo mais do que simples confiança de um pecador em um Salvador, o agarrar de um homem que se afoga na mão que o socorre. Tomemos cuidado para não misturar qualquer coisa com a fé em matéria de justificação. Devemos sempre nos lembrar que a fé aqui está inteiramente sozinha. Um homem justificado, sem dúvida, sempre será um homem santo. A verdadeira fé será sempre acompanhada por um viver piedoso. Mas o que dá ao homem um interesse salvifico em Cristo não é a sua vida, mas sua fé. Se quisermos saber se a nossa fé é genuína, fazemos bem em nos perguntar como estamos vivendo. Mas se queremos saber se somos justificados por Cristo, há apenas uma pergunta a ser feita. Essa pergunta é: “Nós cremos?”
Estes versículos nos mostram, por último, a verdadeira causa da perda da alma do homem. Nosso Senhor disse a Nicodemos: “Esta é a condenação, que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque suas obras eram más”
As palavras diante de nós formam uma adequada conclusão para as gloriosas novas que acabamos de considerar. Elas inocentam completamente Deus de injustiça na condenação dos pecadores. Elas demonstram, em termos simples e inconfundíveis, que, embora a salvação do homem seja inteiramente de Deus, a sua ruína, se ele se extravia, será inteiramente de si mesmo. Ele colherá os frutos da sua própria semeadura.
A doutrina aqui estabelecida deve ser cuidadosamente guardada na memória. Ela fornece uma resposta a uma objeção comum dos inimigos da verdade de Deus. Não há um decreto de reprovação excluindo qualquer um do Céu. “Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo pudesse ser salvo por Ele.” Não há nenhuma indisposição da parte de Deus em receber qualquer pecador, por mais que sejam grandes seus pecados. Deus enviou a “luz” ao mundo, e se o homem não vem para a luz, a culpa é inteiramente do homem. Seu sangue estará sobre a sua cabeça, se ele levar a naufrágio sua alma. A culpa estará na sua porta, se ele perder o Céu. Sua miséria eterna será o resultado de sua própria escolha. Sua destruição será a obra de suas próprias mãos. Deus o amava, e estava disposto a salvá-lo, mas ele “amou mais as trevas”, e, portanto, as trevas devem ser a sua porção eterna. Ele não quis vir a Cristo, e portanto não pode ter vida. (João v. 40).
As verdades que temos considerado são peculiarmente importantes e solenes. Nós vivemos como se crêssemos nelas? Salvação pela morte de Cristo está próxima de nós hoje. Nós a temos abraçado pela fé, e a tornado nossa? Nunca descansemos enquanto não conhecermos a Cristo como nosso próprio Salvador. Olhemos para Ele, sem demora, por perdão e paz, se nós nunca olhamos antes. Continuemos a crer Nele, se já temos crido. “Todo aquele que” é a sua expressão graciosa – “todo aquele que Nele crê, não perecerá, mas tem a vida eterna


Bispo J.C.Ryle

FONTE: Pregando a Cristo Crucificado

http://bisporyle.blogspot.com/

Traduzido de: J. C. Ryle, Expository Thoughts on the Gospels, Disponivel em:http://www.tracts.ukgo.com/ryle_gospel_of_john.htm,
Tradução: Emerson Pinheiro

Devocional: O cetro de Cristo

(…) acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino. ( Hb 1.8)

A verdadeira fé (…) considera Cristo e somente ele como seu Senhor (…) Muitos virão a Cristo em busca de entretenimento, mas poucos virão a Cristo para se submeterem ao seu cetro. Alguns vêm em busca da proteção do seu sangue, todavia desdenham a autoridade e o domínio da sua espada; gostam do Cristo sacerdote, não, do Cristo Senhor.

Vou mostrar-lhes brevemente duas coisas:

(…)

Primeira, os incrédulos não aceitarão Cristo como seu Senhor, pois o coração deles já tem outro senhor (…) O nosso senhor é aquele a quem servimos, e somos seus servos se o obedecermos (…) Basta que os anseios por lucro ou prazer conflitem com Cristo e logo se vê que o coração incrédulo seguirá seu senhor; não dará ouvidos a Cristo, pois prefere o pecado ao senhorio de Jesus. O coração incrédulo, a fim de satisfazer às próprias concupiscências, arrisca-se facilmente a desagradar a Cristo. O coração incrédulo também não consegue escolher Cristo; não suporta tê-lo como Senhor. Por que razão? Porque o domínio de Cristo é santo e celestial; é totalmente contrário a princípios e sentimentos sórdidos, os caminhos de um coração incrédulo.

Segunda, todo crente confessa a Cristo como Senhor, assim como fez Tomé: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20.28) (…) por isso (1) a fé curva-se ao cetro de Cristo e, com docilidade, dispõe solicitamente a alma à submissão; (2) além disso, a fé recebe Cristo totalmente e, portanto, para a fé, Cristo é o único Rei e Senhor; (3) e a fé também reconhece que a pessoa toda pertence a Cristo, o seu sangue nos comprou e pôs-nos inteiramente sob seu domínio: “fostes comprados por preço”, assim disse o apóstolo (1Coríntios 6.19-20).

Assim também, examine-se agora quanto a isto: quem é o seu senhor?

Se pela fé tem jurado fidelidade a Cristo – apesar de todas as tentações que o assaltam para escravizar seu coração ou aliená-lo do serviço de Cristo, e em meio a todas as opressões, sim, debaixo de todos os maus-tratos, violências e interrupções causadas pelo pecado – então o seu coração clama: Não tenho outro Senhor além de Cristo, a ele obedecerei, honrarei, amarei; a ele pertenço e apesar de tudo detesto os pecados que ainda não consegui derrotar.


Obadias Sedgwick (1600-1658)

Fonte: Day by Day with the English Puritans, Randall J. Pederson (org.), Hendrickson Publishers, 2004, p. 12.
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com

Devocional: Últimos dias

Ligaram a máquina do “fim-do-mundo”! Advertiu-me um amigo impressionado com as notícias sobre o enorme acelerador de partículas europeu. Lá mesmo houve advertências, processos judiciais para impedir o funcionamento. E, na índia, enquanto muitos aguardavam o fim do mundo uma adolescente se matou de tanto medo.

Sei muito pouco sobre uma máquina dessas, mas sei que não é a primeira. É, de longe, a maior, mas outras já foram ligadas antes, e muito do que sabemos sobre o átomo e suas partículas aprendemos com elas.

Assuntos velhos: antes mesmo do nascimento de Jesus já se falava tanto sobre fim do mundo quanto sobre átomo. Sobre o primeiro, quem nunca leu as profecias de Daniel? E, sobre o segundo, acaso não lembramos das aulas de ciências sobre o filósofo grego que intuiu a existência de partículas constitutivas da matéria pelo simples raciocínio de se cortar alguma coisa continuamente em sua metade? Dizia ele: – Chegaremos a uma partícula que não poderá ser mais cortada. A palavra grega ‘átomo’ significa literalmente ‘não cortável’.

Meus professores nunca entraram em acordo se isso foi pensado por Leucipo ou Demócrito. Mas como o primeiro foi professor do segundo, para mim, essa questão não é tão importante.

Mas, voltando ao meu amigo alarmado. Ouvi todas as suas considerações – achei melhor não contar outras que eu conhecia, com medo de que ele ficasse mais alarmado ainda – e fiquei pensando duas coisas quase que paradoxais: como seria bom se fosse mesmo o “fim-do-mundo”! Afinal, não esperamos, oramos e nos empenhamos para que esse dia chegue logo?

Mas não é. Esse dia não será provocado pelo homem. Será uma intervenção divina. Não é uma “maquininha dessas” que fará o trabalho de Deus. Por mais importante que ela seja, é apenas uma “máquina de ver”. Explico:

Se você gosta de história tanto quanto eu, já deve ter percebido que a invenção das lentes foi um marco divisor no progresso da ciência. Com o microscópio um mundo invisível tornou-se examinável e com o telescópio o que era distante veio ser considerado em uma mesa de estudos.

À medida que os microscópios foram ficando mais potentes se percebeu que aquilo que parecia uma coisa só, como a pele, na verdade era constituída de várias celinhas (do latim: “celullas”), que no microscópio mostravam-se constituídas de partes menores, que por sua vez, eram constituídas de outras partes ainda menores.

Estava claro que quanto mais potente fosse o microscópio menores seriam as partículas que poderiam ser vistas. Mas quando se veria o átomo? Que potência deveria ter o microscópio que o mostrasse? Um cientista chamado Dalton no início do século XVII pensou: Não vamos esperar vê-lo pois já há informações sobre o que ele é. E postulou dentre muitas coisas que tudo é constituído por átomos e os átomos são as menores partículas.

Resumindo cem anos de história, Niels Bohr completou o modelo que conhecemos até hoje: O átomo possui um núcleo composto de prótons (positivos) e nêutrons (neutros). Ao redor deste núcleo orbitam os elétrons (negativos). E, quando um elétron migra de um átomo a outro, há produção de eletricidade e alteração das qualidades de ambos os átomos.

Do século XVII para hoje houve muitas outras descobertas. Descobrimos diversas partículas menores do que o átomo que o constituíam. Chegamos a “cortá-lo” – lembre-se que, por definição, ele era “não cortável”.

Mas o modelo de Bohr já era suficiente para se pensar (pois até hoje não vimos o átomo): Os elétrons são como os planetas que sempre vimos orbitando o sol. Mas não bastaria arranjar um microscópio mais poderoso? Não. Essas partículas são menores que a substância (onda ou partícula) da luz, que deveria iluminá-las para que as pudéssemos ver. Por isso o acelerador as emite em alta velocidade e observa o resultado do choque de uma contra outra. Mais ou menos como as partículas que os tubos de nossos aparelhos de TV emitem partículas para se chocarem contra a tela em uma ordem tal que produza imagens.

As Escrituras Sagradas ensinam que, ao examinar as coisas criadas, o homem aprende tanto sobre Deus que se torna indesculpável perante ele. Agora, repare bem: isso é dito sobre o homem comum fazendo uma observação comum. Imagine o quanto Deus tem por indesculpável aquele que examina suas obras com requintes científicos e aparelhagem sofisticada?

E, se, conforme nos ensina o Salmo 8, quando o olho os Céus compreendo que sou nada perante Deus, o que deveríamos então entender, quando “contemplamos” maravilhas como essas?

Essa maquineta não deve nos assustar. Ela está cumprindo suas maiores funções: fazendo com que os filhos de Deus exultem pelas obras do Criador e tornando os céticos mais indesculpáveis ainda.


Folton Nogueira

Fonte: http://folton.blogspot.com/search/label/Últimos%20dias

Devocional: A Bíblia não é chata!

 

 

Fonte: VoltemosAoEvangelho

Devocional: Seus sentimentos correspondem à Verdade?

As Escrituras, em toda parte, colocam a verdadeira religião principalmente em nossas emoções – no medo, esperança, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza, gratidão, compaixão e zelo. Consideremo-las por um momento.

Medo – As Escrituras fazem do temor a Deus a parte mais importante da verdadeira religião. Uma designação muitas vezes dada aos crentes pelas Escrituras é “tementes a Deus”, ou aqueles “que temem ao Senhor.” É por isso que a verdadeira piedade é comumente chamada “o temor a Deus”.

Esperança – Esperança em Deus e em Suas promessas é, de acordo com as Escrituras, uma parte importante da verdadeira religião. O apóstolo Paulo menciona esperança como uma das três grandes coisas que formam a verdadeira religião (I Cor. 13:13). Esperança é o capacete do soldado cristão. “E tomando como capacete, a esperança da salvação” (I Tess. 5:8). É âncora da alma: “da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme” (Heb. 6:19). Às vezes o temor a Deus e a esperança são unidos como indicadores do caráter do verdadeiro crente: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia” (Sal. 33:18).

Amor -As Escrituras colocam a verdadeira religião exatamente na emoção do amor: amor por Deus, por Jesus Cristo, pelo povo de Deus, e pela humanidade. Os versículos que nos ensinam isto são inúmeros, e vou tratar do assunto no próximo capítulo. Deveríamos observar, entretanto, que as Escrituras falam da emoção contrária, o ódio – o ódio pelo pecado – como uma parte importante da verdadeira religião. “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Prov. 8:13). Conseqüentemente, as Escrituras chamam os crentes a provarem sua sinceridade do seguinte modo: “Vós, que amais ao Senhor, detestai o mal!” (Sal. 97:10).

Desejo – As Escrituras mencionam muitas vezes o desejo santo, expresso em anseio, fome e sede de Deus e de santidade, como uma parte importante da verdadeira religião. “No teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma” (Is. 26:8). “A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água” (Sal. 63:1). “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mat. 5:6).

Alegria – As Escrituras falam da alegria como uma grande parte da verdadeira religião. “Alegrai-vos no Senhor, ó justos” (Sal. 97:12). “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos” (Fil. 4:4). “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria,” etc. (Gal. 5:22).

Pesar – Pesar espiritual, contrição e coração quebrantado são uma grande parte da verdadeira religião, de acordo com as Escrituras. “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mat. 5:4). “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus” (Sal. 51:17). “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos”. (Is. 57:15).

Gratidão – Outra emoção espiritual sempre mencionada nas Escrituras é gratidão, especialmente como expressa no louvor a Deus. Aparece tantas vezes, principalmente nos Salmos, que não preciso mencionar textos particulares.

Misericórdia – As Escrituras freqüentemente falam da compaixão ou misericórdia como essencial na verdadeira religião. Jesus ensinou que a misericórdia é uma das exigências mais importantes da lei de Deus: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mat. 5:7). “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé” (Mat. 23:23). Paulo enfatiza esta virtude tanto quanto Jesus o fez: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia” (Col. 3:12).

Zelo – As Escrituras dizem que o zelo espiritual é uma parte essencial da verdadeira religião. Cristo tinha a realização dessa qualidade em mente quando morreu por nós: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tito 2:14).

Mencionei somente alguns textos, de um número enorme, que colocam a verdadeira religião exatamente em nossas emoções. Se alguém quiser contestar isto, deve jogar fora a Bíblia e encontrar outro padrão pelo qual julgue a natureza da verdadeira religião.

Jonathan Edwards

http://www.jonathanedwards.com.br/2010/09/seus-sentimentos-correspondem-verdade.html

Devocional: Toda árvore boa dá bons frutos

Quando estamos ligados a Jesus pela fé, temos uma nova vida de amor. Esse é o fruto que Jesus produz enquanto trabalha em nós: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15.5). Em outra ocasião, ele deixa claro que a“árvore boa” — quem confia verdadeiramente nele — produzirá frutos bons: “Toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins” (Mateus 7.17).

O fruto não faz a árvore ficar boa. A árvore é que faz o fruto ser bom. Boas ações não nos vinculam a Jesus. Elas não são a base para sermos declarados justos. Somente a confiança em Jesus nos liga a ele. Mediante essa ligação, Deus declara que somos perfeitos, e essa mesma ligação libera o poder de produzir fruto. Quando Jesus afirma: “Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo” (7.19),ele não está dizendo que somos aceitos por Deus por causa do fruto — o publicano não tinha nenhum fruto a oferecer —, mas que a ausência de fruto mostra que não estamos ligados a Jesus.

Por isso, quando Jesus ordena que façamos a vontade de seu Pai que está nos céus, ele quer dizer duas coisas. Primeira: “Creiam em mim como sua única esperança para uma perfeita justiça, que não procede de vocês. Essa perfeição é o fundamento de vocês terem sido aceitos por Deus e do direito que têm à herança na vida eterna”. E por isso que quando lhe perguntaram: “O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?”, Jesus deu esta resposta simples: “A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou” (João 6.28,29).

Crer em Jesus é o primeiro e o mais essencial aspecto da vontade de Deus para nós. Segunda: “Essa mesma fé que os liga a mim para justificação também os liga a mim da mesma forma que um ramo confia na videira. Dessa maneira, vocês produzirão o fruto do amor que cumpre a lei de Deus por meio de um comportamento verdadeiro e constante”.

John Piper

Fonte: http://www.ocristaohedonista.com/

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes