Devocional: Onde está o seu coração?

porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. (Mt 6:21 – ARA)

É apenas justo que nosso coração esteja em Deus, quando o coração de Deus está tanto em nós. Se o Senhor da glória pode inclinar-se tanto a ponto de fazer seu coração repousar em seres pecadores, feitos de pó, certamente seríamos persuadidos a pôr nosso coração em Cristo e na glória, e ascender a ele, que se digna a ser condescendente conosco, em nossos sentimentos diários! Ó, se o deleite de Deus não estivesse mais em nós na mesma proporção que o nosso não está nele, o que deveríamos fazer?

Em que situação estaríamos! Cristão, você não percebe que o coração de Deus está sobre você? E que ele ainda cuida de você com amor cuidadoso, mesmo quando se esquece de si mesmo e dele? Você não o vê quando o acompanha com suas misericórdias diárias, movendo-se em sua alma e provendo para seu corpo, a fim de preservar ambos? Ele não o acolhe continuamente nos braços do amor e promete que tudo coopera para o seu bem? E ajusta todas as formas de lidar com você para seu próprio benefício? E não pede que seus anjos tomem conta de você?

E você não consegue encontrar em seu coração um lugar para ele, pois está muito ocupado com as alegrias terrenas, a ponto de esquecer seu Senhor que não se esquece de você? Esse não foi o pecado que Isaías clamou, de forma solene, para que o céu e a terra testemunhassem contra ele? “O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende” (Is 1.3). Se o boi e o jumento desgarram-se durante o dia, eles, provavelmente, voltam para sua casa à noite, mas nós não elevamos nossos pensamentos a Deus nem uma vez ao dia. Portanto, permita que sua alma ascenda até Deus e o visite todas as manhãs, e que seu coração se volte para ele todos os momentos.

Richard Baxter

Devocional: Deus é melhor que sexo


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Devocional: Desprezível deus

Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? (Rm 11: 34,35 –ARA)

O Deus deste século vinte*  não se assemelha mais ao Soberano Supremo das Escrituras Sagradas do que a bruxuleante e fosca chama de uma vela se assemelha à glória do sol do meio-dia. O Deus de que se fala atualmente no púlpito comum, comentado na escola dominical em geral, mencionado na maior parte da literatura religiosa da atualidade e pregado em muitas das conferências bíblicas, assim chamadas, é uma ficção engendrada pelo homem, uma invenção do sentimentalismo piegas. Os idólatras do lado de fora da cristandade fazem “deuses” de madeira e de pedra, enquanto que os milhões de idólatras que existem dentro da cristandade fabricam um Deus extraído de suas mentes carnais. Na realidade, não passam de ateus, pois não existe alternativa possível senão a de um Deus absolutamente supremo, ou nenhum deus. Um Deus cuja vontade é impedida, cujos desígnios são frustrados, cujo propósito é derrotado, nada tem que se lhe permita chamar Deidade, e, longe de ser digno objeto de culto, só merece desprezo.

A. W. Pink

* século 21

Devocional: Espírito Santo, mostra-nos Jesus!

Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (João 16:14 – ARA)

O mesmo Espírito Santo não pode glorificar de melhor maneira ao Senhor Jesus do que mostrando-nos as próprias coisas de Cristo. Jesus é Sua melhor recomendação. Não há outra forma de adorna-lo, exceto com seu próprio ouro.
O Consolador nos mostra o que há recebido de nosso Senhor Jesus. Nunca vemos nada claramente se Ele não nos revela. Ele tem a forma de abrir nossas mentes e de abrir as Escrituras, e por meio desse duplo processo nos revela a nosso Senhor. Há uma grande arte envolvida ao expor um assunto, e essa arte pertence da maneira mais alta ao Espírito da verdade. Ele mostra-nos a essência das coisas. Isso é um grande privilégio, conhecido por aqueles que têm experimentado a visão bendita. Busquemos a iluminação do Espírito Santo, não para gratificação de nossas curiosidades, nem mesmo para que traga consolo pessoal, mas para glorificar ao Senhor Jesus. Oh, que tivéramos ideais dignas Dele! Os conceitos rasteiros desonram ao nosso precioso Senhor. Oh, que tivéramos tais impressões vivas de Sua pessoa, obra e glória, que possamos clamar com alma e coração para louvar-Lhe! Onde existe um coração enriquecido pelo ensino do Espírito Santo,  ali haverá um Salvador glorificado mais além de toda expressão. Vem,  Santo Espírito, luz celestial, e mostra-nos a Jesus Nosso Senhor.

Charles H. Spurgeon

Estudo da Semana: 10 Lições sobre o Amor à Igreja

Paulo nos ensina, em 1 Tessalonicenses 3, 10 importantes lições sobre como podemos expressar nosso amor ao povo de Deus:

1.Devemos amar nossos irmãos em Cristo. Temos de amar a igreja de nosso Senhor, a qual ele comprou com o seu sangue (Atos 20.28).

2.Devemos nos preocupar com o estado da fé da igreja. Nosso amor pela igreja passa direto pela condição de sua fé.

3.Devemos agir em favor da igreja. Paulo mandou Timóteo para lá. Diante de uma situação grave, Paulo fez sacrifícios pessoais que o privaram de seu principal ajudador para apoiar o povo de Deus em Tessalônica.

4.Devemos usar nossas próprias experiências de sofrimento, lutas e até mesmo nosso lidar com o pecado como um meio para encorajar e fortalecer nossos irmãos que passam pelos mesmos problemas. Podemos ter a tendência de ser duros com quem está fraco na fé ou esmorece, mas nossa fé é dádiva de Deus e deve ser um instrumento para ganhar nossos irmãos. Que, como Paulo, nos identifiquemos com nossos irmãos em sua fraqueza e compartilhemos com eles o que temos recebido graciosamente de Deus.

5.Devemos viver e andar por fé. Nossa conduta deve ser determinada por princípios, não por circunstâncias. Não devemos responder aos problemas e aflições da vida segundo o calor do momento, mas tendo a eternidade diante de nós.

6.Devemos nos alegrar com o progresso da fé do povo de Deus. As vitórias e graça que Deus concede ao seu povo deve ser sempre motivo de regozijo e felicidade para nós. Temos de ter prazer nessas coisas, e isso só é possível se nosso coração e alegria estiverem no Senhor (Sl 37.4).

7.Devemos orar fervorosamente em favor do povo de Deus. Nossa lista de oração deve contemplar os problemas e situações da vida, certamente – mas, mais importante ainda, deve contemplar as necessidades espirituais e anelar pelo crescimento do povo na Palavra e nos dons divinos. Veja que Paulo, mesmo sabendo das lutas, ora por crescimento no amor. Ele sabia que era a fé forte e o amor inflado que dariam meios de resistência em meio as lutas.

8.Temos de ter um senso da providência de Deus. O Deus trino está governando toda nossa vida. Temos de entender os caminhos de Deus e reconhecer que ele é soberano em toda e qualquer situação. Isso deve afetar nossa conduta, a forma como vivemos e respondemos diante de adversidades. Jó disse: “Bem sei que tudo podes e que nenhum de seus planos podem ser frustrados”.

9.Devemos guardar nosso coração e pedir que Deus faça crescer nele amor para com nosso irmão na fé – isso nos levará a uma vida de “santidade e sem culpa” no meio da comunidade cristã, a igreja.

10. Temos de ter a eternidade diante de nossos olhos. O toque da última trombeta deve ser tema de nossa mais profunda meditação. Jonathan Edwards, grande servo de Deus do passado, tinha esse senso da chegada de Cristo diante de si o tempo todo. Em suas resoluções, ele afirmou: “Resolvi jamais fazer qualquer coisa da qual eu deva ter medo, no caso de não restar mais do que uma hora para eu ouvir a última trombeta.”.

Encerro com as palavras do próprio Edwards, ao meditar sobre o retorno triunfante e definitivo de nosso Senhor Jesus Cristo:

“Cristo aparecerá na glória de seu Pai, junto de seus santos anjos, vindos nas nuvens do Céu…Essa será a mais inesperada visão para o mundo ímpio, a qual virá como um grito à meia noite. Mas com respeito aos santos, será uma visão de júbilo e a mais gloriosa de todas. Ver o Redentor vindo nas nuvens do Céu, encherá nosso coração da mais profunda e indizível alegria”.

Tiago Santos

Fonte: http://www.blogfiel.com.br

Devocional: Nenhuma Glória para Você

Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome (Salmos 29.2 – ARA)

A glória de Deus é o resultado de sua natureza e de suas realizações. Ele é glorioso em seu caráter, porque existe nEle um estoque inesgotável de tudo o que é santo, puro, bom e amável. As realizações que fluem do seu caráter também são gloriosas. Deus tenciona que estas realizações manifestem às suas criaturas a sua bondade, a sua misericórdia e a sua justiça. Deus também está interessado em que a glória associada a tais realizações seja atribuída apenas a Ele.

Em nós mesmos, não existe nada do que podemos nos gloriar pois, quem nos faz diferentes de outros? O que temos que não tenhamos recebido do Deus de toda graça? Portanto, quão cuidadosos devemos ser em andar humildemente diante do Senhor! Visto que no universo há lugar somente para uma glória, no momento em que glorificamos a nós mesmos, nos colocamos em rivalidade para com o Altíssimo! O inseto que só existe há uma hora se glorificará diante do sol, que o esquentou para que nascesse? Se exaltará o vaso de barro, acima do que o moldou sobre a roda? A poeira do deserto contenderá com o redemoinho? As gotas do oceano lutarão contra a tempestade?

Todos os retos, “tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome”. Talvez, uma das mais difíceis lutas da vida cristã é aprender esta sentença: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Salmos 115:1). Esta é uma lição que Deus está sempre nos ensinando e, às vezes, por meio da mais dura disciplina. Se o crente começa a gloriar-se: “Posso todas as coisas”, sem acrescentar: “Naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13 ARC), logo terá de lamentar: “Eu não sou nada” e afligir-se até ao pó. Quando fazemos algo para o Senhor, e Ele se agrada em aceitar nossas realizações, devemos lançar nossa coroa aos pés dEle e confessar: “Não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Coríntios 15:10)!

Charles H. Spurgeon

Devocional: Crescendo em conhecimento

“… crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo poder, segundo a força de sua glória em toda a perseverança e longanimidade com alegria”. (vv. 10s.)

Precisamos ser fortalecidos na fé por uma tal força ou poder e devemos buscar esta força e ater-nos a ela por meio da palavra de Deus, e orar para que não haja apenas um começo, mas, também, continuidade e fim e, assim, esse poder aumente mais e mais. Agora, ser, assim, fortalecido e vencer, isso só pode dar-se em meio a muita paciência. Sim, e só paciência não basta, é preciso também longanimidade. E essa se distingue da paciência por ser maior e mais forte. Pois o diabo usa a seguinte tática: se não consegue vencer alguém por meio de sofrimento e tormentos, passa a usar a demora como arma, fazendo com que a paciência seja demais e muito longa, e pareça que não tem fim, de sorte que, finalmente, consegue enfraquecer e cansar a pessoa, tirando-lhe o ânimo e a esperança de vencer.

Para fazer frente a isso, é necessário, além da paciência, a longanimidade que se mantém firme e constante e continua a sofrer, dizendo assim: “Você não vai conseguir fazer com que isso me pareça demais ou muito demorado, mesmo que dure até ao dia do juízo final”. Esse é o verdadeiro e nobre poder cristão, que, em meio à batalha e sofrimento, consegue suportar toda e qualquer demora. Mas, aqui, também precisamos, acima de tudo, o fortalecimento e o poder de Deus através da oração, para que não sejamos derrotados nesta árdua luta, mas cheguemos a bom termo. E essa paciência e longanimidade vocês devem crer e colocar em prática com alegria.

Martinho Lutero

Fonte: http://www.ortopraxia.com

Devocional: Como um Cristão Resiste à Tentação?


Fonte: Voltemos ao Evangelho

http://www.youtube.com/watch?v=VbvTtgB5FWI&feature=related

Devocional: A cura para a arrogância

Não sejais sábios aos vossos próprios olhos (Rm 12.16b – ARA).

O que o apóstolo diz no grego é mais significante e apropriado à luz da comparação: “Não pensar demais nas coisas por demais elevadas.” O que ele tem em mente é que o cristão não deve desejar com obsessiva ambição aquelas realizações pelas quais ele exceda a outrem, nem alimentar sentimentos de superioridade; mas, ao contrário, ponderar com discrição e mansidão. E são estas que fazem a diferença na presença do Senhor, e não o espírito de soberba ou de desdém demonstrado contra os irmãos.

O apóstolo adiciona uma ordenança muito oportuna, à qual já fizera menção, porquanto nada é mais danoso para destruir a unidade cristã do que nos exaltarmos e aspirarmos uma posição mais elevada que a dos outros, sentindo-nos superiores aos demais. Tomo a palavra humilde no sentido neutro, a fim de completar a comparação. Portanto, toda ambição e elação do espírito, as quais se ocultam dentro do nome de magnanimidade, são aqui condenadas. A moderação é a principal virtude dos crentes; ou, antes, submissão, que sempre prefere atribuir honra a outrem do que recebê-la para si próprio.

A outra afirmação do apóstolo se acha estreitamente  conectada a esta. Nada inflama mais o espírito do que uma exagerada opinião de nossa própria sabedoria. Portanto, ele quer que ponhamos esta opinião de lado, ouçamos os outros e nos sujeitemos aos seus conselhos. Erasmo traduziu cfipovíuous por arrogantes, mas tal tradução é forçada e sem sentido. Paulo, neste caso, estaria repetindo a mesma palavra duas vezes sem qualquer ênfase. O antídoto mais eficaz para a cura da arrogância é suprimir uma opinião demasiadamente exagerada acerca de nossa própria sabedoria.

João Calvino

Devocional: A Luz e a Escuridão

E os homens, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. (Atos 9.7)

No capítulo 9 de Atos, é descrito o momento da conversão de Saulo, aquele que respirava ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor. Lemos que um resplendor de luz do céu o cercou, a voz de Deus o confrontou, e a sua vida de perseguição e blasfêmia o condenou. Quando Cristo o chamou pelo nome, Saulo – tremendo e atônito – não pôde fugir do seu Salvador e simplesmente respondeu com um coração quebrantando: “Senhor, que queres que eu faça?” Imagine a alegria dos cristãos em Damasco quando ouviram que “aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía.” (Gal 1.23)

Porém, no mesmo capítulo, é citado um triste relato: os homens que iam com Saulo e presenciaram sua conversão não viram por si mesmos a urgente necessidade de se arrepender e confiar em Cristo. Esses homens se espantaram e “se atemorizaram muito” (Atos 22.9) mas, aparentemente, foi apenas uma emoção passageira. Não houve aquela “tristeza segundo Deus [que] opera arrependimento para a salvação” (2 Coríntios 7.10). Ouviram ainda o som da voz, mas não entenderam as palavras que foram ditas a Saulo. Viram o resplendor da luz que cercou a Saulo, mas não puderam enxergar nem a glória de Cristo nem a depravação de seus corações.

Quantas pessoas hoje podem ser descritas com essas palavras: Ouvem a voz, mas não vêem ninguém! Verdadeiramente pode ser dito que vêem ninguém porque não enxergam nem o homem pelo qual veio a morte nem o Homem por quem vem a ressurreição dos mortos (1 Cor 15.21). Não enxergam em si mesmos o homem natural que anda desgarrado como ovelha, se desviando pelo seu caminho. Eles param e temem, mas não vêem ninguém pois não enxergam a Pessoa de Cristo. São como a multidão de pessoas que assistiram a crucificação de Cristo, dos quais é dito: “o povo estava olhando” (Lucas 23.35) mas quão poucos olhavam com os olhos da fé. Assistiram a morte de Cristo com a mesma cegueira dos homens que assistiram a dramática conversão de Saulo sem enxergar razão para buscar o arrependimento para si mesmos.

Diante deste cenário, percebemos uma certa ironia: o meio pelo qual Deus alcança homens cegos à luz é justamente através da luz do evangelho da glória de Cristo (2 Cor 4.4).  A palavra da cruz que é loucura para os que perecem é justamente o método divino para alcançar as almas perdidas. (1 Cor 1.18). Nos nossos dias – como nos dias de Saulo – a necessidade urgente da igreja não é de inventar métodos modernos para maravilhar e emocionar homens perdidos. O dever dos cristãos continua sendo de rogar a Deus que Ele cerque homens com sua luz, dando-lhes um coração que ecoa a humildade de Saulo: “Senhor, que queres que eu faça?”

Daniel Gardner

Fonte: http://www.blogfiel.com.br

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