Estudo da Semana: Toda nossa Vida é Arrependimento

Martinho Lutero abriu a Reforma pregando “As Noventa e Cinco Teses” na porta da Catedral de Wittenberg. A primeira dessas teses era: “Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse uma de arrependimento”. Superficialmente isso parece um pouco lúgubre. Lutero parece estar dizendo que os cristãos nunca farão muito progresso. Mas certamente esse não era o ponto de Lutero. Ele estava dizendo que o arrependimento é o caminho para fazermos progresso na vida cristã. De fato, o arrependimento difundido e duradouro é o melhor sinal de que estamos crescendo profunda e rapidamente no caráter de Jesus.

A transformação do arrependimento

É importante considerar como o evangelho afeta e transforma o ato do arrependimento. Na ‘religião’ o propósito do arrependimento é basicamente manter Deus feliz, de forma que ele continuará te abençoando e respondendo suas orações. Isso significa que esse ‘arrependimento religioso’ é a) egoísta, b) promotor de justiça própria, c) e amargo até o fim. Mas no evangelho o propósito do arrependimento é repetidamente chegar à alegria da nossa união com Cristo para enfraquecer nossa necessidade de fazer algo contrário ao coração de Deus.

O arrependimento ‘religioso’ é egoísta

Na religião nos entristecemos com o pecado somente por causa das suas conseqüências para nós. Ele nos trará castigo – e queremos evitar isso. Assim, arrependemos. Mas o evangelho nos diz que o pecado não pode nos levar ultimamente à condenação (Romanos 8:1). Sua atrocidade é, portanto, o que ele causa a Deus – ele o desagrada e desonra. Assim, na religião o arrependimento é centrado no homem; o evangelho o torna centrado em Deus. Na religião nos entristecemos principalmente pelas conseqüências do pecado, ma no evangelho somos entristecemos com o pecado em si.

Além do mais, o arrependimento ‘religioso’ é uma justiça própria. O arrependimento pode facilmente se tornar uma forma de ‘expiação’ pelo pecado. O arrependimento religioso frequentemente se torna uma forma de auto-flagelação, na qual convencemos Deus (e nós mesmos) de que estamos tão verdadeiramente miseráveis e pesarosos que merecemos ser perdoados. No evangelho, contudo, sabemos que Jesus sofreu e foi feito miserável por causa do nosso pecado. Não temos que sofrer para merecer o perdão. Simplesmente recebemos o perdão conquistado por Cristo. 1 João 1:8 diz que Deus nos perdoa porque ele é ‘justo’. Essa é uma declaração notável. Seria injusto Deus nos negar o perdão, pois Jesus adquiriu nossa aceitação! Na religião adquirimos nosso perdão através do nosso arrependimento, mas no evangelho apenas o recebemos.

Por último, o arrependimento religioso é “amargo até o fim”. Na religião nossa única esperança é viver uma vida boa o suficiente para Deus nos abençoar. Portanto, cada ocorrência de pecado e arrependimento é traumática, anormal e horrivelmente ameaçadora. Somente sob grande pressão uma pessoa religiosa admite que pecou, pois sua única esperança é sua bondade moral. Mas no evangelho o conhecimento da nossa aceitação em Cristo torna mais fácil admitir que somos falhos (pois sabemos que não seremos rejeitados se confessarmos as verdadeiras profundezas da nossa pecaminosidade). Nossa esperança está na justiça de Cristo, não na nossa própria; assim, não é traumático admitir nossas fraquezas e deslizes. Na religião nos arrependemos cada vez menos. Mas quanto mais aceitos e amados no evangelho nos sentimos, mais e mais nos arrependeremos. E embora, certamente, sempre haja alguma amargura em todo arrependimento, no evangelho há no final uma doçura. Isso cria uma nova dinâmica radical para o crescimento espiritual. Quanto mais você vê suas faltas e pecados, mais preciosa, eletrizante e maravilha a graça de Deus parecerá ser para você. Por outro lado, quanto mais ciente você estiver da graça de Deus e da aceitação em Cristo, mais você será capaz de abandonar suas justificativas e negações, e admitir as verdadeiras dimensões do seu pecado. O maior de todos os pecados é uma falta de alegria em Cristo.

As disciplinas do arrependimento do evangelho

Se você entende essas duas formas diferentes de se arrepender, então (e somente então!) você pode se beneficiar grandemente de uma disciplina regular e exigente de auto-examinação e arrependimento. Eu descobri que as práticas dos líderes metodistas do século XVIII, George Whitefield e John Wesley, são úteis para mim nesse aspecto. Numa carta para um amigo, datada de 9 de Janeiro de 1738, George Whitefield colocou uma ordem para o arrependimento regular. (Ele regularmente fazia seu inventário à noite). Ele escreveu: “Que Deus me dê uma profunda humildade e um amor em chamas, um zelo bem orientado e um olho simples, e então: que os homens e os demônios façam o seu pior!”. Aqui está uma forma de usar essa ordem no arrependimento fundamentado no evangelho.

Profunda humildade (vs. orgulho)

Eu olho com desprezo para alguém? Eu tenho sido atormentado pelo criticismo? Eu me sinto desdenhado e ignorado?

- Arrependa-se dessa forma: Considere a graça de Jesus até que sinta (a) o desdém diminuir (visto que sou um pecador também), (b) a dor pelas críticas diminuir (visto que não devemos valorizar a aprovação humana acima do amor de Deus). À luz da sua graça, eu posso abandonar a necessidade de manter uma boa imagem – esse é um peso muito grande e desnecessário. Considere a livre graça e experimente uma alegria agradável e tranqüila.

Amor em chamas (vs. indiferença)

Eu tenho falado ou pensado com maldade de alguém? Eu tenho me justificado ao caricaturar (em minha mente) uma outra pessoa? Eu tenho sido impaciente e iracundo? Eu tenho sido egoísta, indiferente e desatencioso para com as pessoas?

- Arrependa-se dessa forma: Considere a graça de Jesus até que (a) não haja nenhuma frieza ou grosseria (pense no amor sacrificial de Cristo por você), (b) não haja nenhuma impaciência (pense na paciência de Cristo para com você), (c) não haja nenhuma indiferença. Pense na livre graça até que você mostre cordialidade e afeição. Deus foi infinitivamente paciente e atencioso para com você, pela graça somente.

Coragem sábia (vs. ansiedade)

Eu tenho evitado as pessoas ou tarefas que sei que enfrentarei? Tenho sido ansioso e preocupado? Tenho falhado em ser circunspeto ou tenho sido precipitado e impulsivo?

- Arrependa-se dessa forma: Considere a livre graça de Jesus até que (a) não haja nenhuma fuga covarde de coisas difíceis (visto que Jesus enfrentou o mal por mim), (b) não haja comportamento ansioso ou preocupado (visto que a morte de Jesus prova que Deus cuida de mim e se preocupe comigo). É orgulhoso ser ansioso – eu não sou sábio o suficiente para saber [mais do que Deus] como minha vida deveria ser. Considere a livre graça até que experimente uma calma profunda e uma coragem estratégica.

Motivações piedosas (um ‘olho simples’)

Estou fazendo o que estou fazendo para a glória de Deus e para os bem dos outros, ou estou fazendo motivado por temores, necessidade de aprovações, amor pelo conforto e calma, necessidade de controle, fome por aclamação e poder, ou “temor dos homens”? Tenho olhado para alguém com inveja? Tenho me dado, mesmo que de uma forma pequena, à luxúria e glutonaria? Estou gastando meu tempo com coisas urgentes ao invés de coisas importantes por causa dos meus desejos desordenados?

- Arrependa-se dessa forma: Como Jesus me fornece o que estou procurando nessas outras coisas? Ore: “Ó Senhor Jesus, faça-me feliz o suficiente em ti para evitar o pecado e sábio o suficiente em ti para evitar o perigo, para que possa sempre fazer o que é correto aos seus olhos. É em teu nome que oro, Amém”.

Tim Keller

Fonte: http://www.ocalvinismo.com/2010/09/toda-nossa-vida-e-arrependimento-tim.html#comments

A Palavra Soberana

Ouvi isto, ó sacerdotes; escutai, ó casa de Israel; e dai ouvidos, ó casa do rei, porque este juízo é contra vós outros, visto que fostes um laço em Mispa e rede estendida sobre o Tabor”. (Os 5.1 – ARA)

Aqui o profeta prega contra todo o povo, mas dirige o seu discurso principalmente para os sacerdotes e os governantes, já que eles eram a fonte dos males prevalecentes: os sacerdotes visavam ao lucro; os líderes se corromperam totalmente… Nem mesmo os reis estão dispensados da obrigação de aprender o que é ordinariamente ensinado, se quiserem ser considerados membros da Igreja, pois o Senhor requer, sem exceção, que todos sejam governados pela sua Palavra. E como os reis acham que não fazem parte do comum dos homens, aqui o profeta deixa claro que foi enviado a eles e aos seus conselheiros. O mesmo se aplica aos sacerdotes, pois em sendo a dignidade do mister deles a mais alta, esta impiedade tem predominado em todas as eras: os sacerdotes acham que estão livres para fazer o que bem lhes apraz. Antes saibamos que, na Igreja, a Palavra de Deus tem a mais alta autoridade, de maneira que nem sacerdotes, nem reis, nem seus conselheiros podem reivindicar para si quaisquer privilégios, como se a conduta deles não estivesse submissa à Palavra divina.

Oração

Concede, ó Deus onipotente, visto que, apesar de nos veres desviar tantas vezes do caminho reto, continuas a nos exortar diariamente sem deixares de nos estender a mão e de nos despertar pela repreensão para que nos arrependamos. — Ó concede que não nos seja permitido rejeitar a tua Palavra com a mesma perversidade que aqui condenas no teu povo antigo pela boca do teu profeta. Antes governa-nos pelo teu Espírito, para que mansos e obedientes nos submetamos a ti com tanta docilidade, que, se até agora não nos dispomos a ser sábios, ao menos não sejamos recalcitrantes e te suportemos curar as nossas enfermidades, para que, arrependidos de fato, nos rendamos a ti tão obedientemente que jamais — desprovidos da sabedoria que nos revelaste não só por Moisés e teus profetas, mas também pelo teu filho unigênito, nosso Senhor Jesus Cristo — pretendamos ultrapassar a regra da tua Palavra. Amém.

João Calvino

Nossa Maravilhosa Esperança

Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo (1 Pedro 1: 18,19 – ARA)

Quando Cristo morreu na cruz, nossas esperanças começaram. Quando Ele ressuscitou, elas foram confirmadas. Quando subiu ao céu, elas começaram a se cumprir. E quando Ele vier outra vez, elas se tornarão realidade.

Neste mundo, somos peregrinos e temos uma mesa preparada na presença dos nossos inimigos. No mundo que há de vir, possuiremos a terra que mana leite e mel, uma terra de paz e alegria, onde o sol não vai mais se pôr, nem a lua desaparecerá.

Charles H. Spurgeon

Deus: nossa fonte de renovação

Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão (Isaías 40:31 – ARA).

Tudo na terra precisa ser renovado. Nada que foi criado continua por si mesmo.”Assim renovas a face da terra”, declarou o salmista (sl 104:30) Até as árvores, que não se preocupam nem encurtam suas vidas com trabalho, precisam beber a chuva do céu e absorver os tesouros escondidos do solo. Os cedros do Líbano, que Deus plantou, só vivem porque dia a dia se enchem da seiva fresca tirada da terra. A vida do homem também não pode ser sustentada sem a renovação de Deus.

Assim como é necessário repor as perdas do corpo comendo com frequência, precisamos restaurar a alma alimentando-a com a Palavra de Deus, ouvindo a Palavra pregada.

Quão abatidos ficamos quando os recursos são negligenciados! Quão famintos espiritualmente estão alguns santos que vivem sem usar de modo diligente a Palavra de Deus e a oração. Se a nossa devoção pode permanecer sem Deus, não é criação divina; é apenas um sonho. Porque se fosse criação de Deus, esperaria nEle como as flores esperam o orvalho. Sem uma constante restauração, não estamos preparados para os ataques incessantes do inferno ou mesmo para os conflitos em nosso interior. Quando surge o furacão, ai das árvores que não absorvem a seiva fresca e não fixam suas raízes envolvendo-as na rocha. Quando vem a tempestade , ai dos marinheiros que não reforçam os mastros, não lançaram sua âncoras ou não procuraram um porto seguro.

Fiquemos perto do escabelo da misericórdia divina em petição humilde e zelosa, e veremos o cumprimento da promessa : “Os que esperam no Senhor renovarão suas forças”.

Charles H. Spurgeon

Sábado Animado

Sábado Animado

Nesse Sábado (09/10) vai ser realizado o Sábado Animado – Especial dia das crianças, e nada mais justo relembrarmos do primeiro Sábado Animado que aconteceu no dia 28 de Agosto!

Foi uma tarde muito gostosa, tivemos a oportunidade de conhecer as crianças do nosso bairro, brincar e mostrar a palavra de Deus através de Teatros, Louvores e Histórias Bíblicas.

Nesse Sábado, como “véspera” do dia das crianças, vamos estar montando um “mini-parque”, onde vamos ter uma tarde inteira para brincar muito! Teremos teatros para as crianças e um momento de louvor. À noite, vamos ter um momento especial com os pais, onde apresentaremos teatro e louvor voltado para o público adulto.

Vamos estar orando por esse trabalho e que Deus nos abençoe!

Logo abaixo, fotos do primeiro Sábado Animado!

Porque dele procedem as fontes da vida

Guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida ( Provérbios 4:23b – ARA)

Quem deseja manter o coração limpo e santo precisa plantar uma sentinela em cada avenida pela qual o pecado possa encontrar acesso a ele, guardando-o de nada mais do que os chamados “pecadinhos”.

O homem de Deus deve guardar seus olhos; assim, Jó diz: “Fiz concerto com os meus olhos”; sua língua, portanto a exortação: “Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente”; seus ouvidos, assim o aviso: “Cessa, filho meu, ouvindo a instrução, de te desviares das palavras do conhecimento”; seus pés, por isso diz Davi: ”Desviei os meus pés de todo o caminho mau, para observar a Tua palavra”. E, uma vez que não existe uma barragem para os cinco sentidos, algo que impeça o inimigo de entrar como um aguaceiro, a não ser que o Espírito levante uma bandeira contra ele, precisamos guardar cada porta e escrever em cada portal: “Aqui nada entra para ferir ou para contaminar”.

D.L. Moody

Salvos pela graça

Eu vos tenho amado, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não foi Esaú irmão de Jacó? — disse o SENHOR; todavia, amei a Jacó (Malaquias 1.2 – ARA)

Ao afirmar que amou os judeus, em vez de lhes impor a autoridade que tem sobre toda a humanidade, Deus tinha o objetivo de convertê-los da ingratidão com que desprezavam o favor singular que lhes fora concedido com exclusividade. A origem de toda a excelência pertencente à posteridade de Abraão é atribuída aqui ao amor gratuito de Deus, conforme dissera Moisés muitas vezes: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, (…) mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais” [Dt 7.7]. Vemos que não somos iguais aos animais, pois aprouve a Deus nos criar como homens. Portanto, se não o servirmos, com justiça nos acusará ele de ingratidão, pois para servi-lo foi que nos criou à sua própria imagem. Aqui, porém, menciona-se um favor especial: que o Senhor tomou para si a semente de Abraão, como consta no cântico de Moisés; que todas as nações pertencem a Deus, mas ele separou Israel para si mesmo (Dt 32.9). Com o termo “amor”, o Senhor quer dizer favor gratuito. Não temos por que procurar qualquer outra justificativa para adoção, a não ser a vontade de Deus. O amor gracioso e a misericórdia gratuita de Deus prevalecem em prol dos indivíduos.

Oração

Concede, ó Deus onipotente, que assim como foi do teu agrado nos adotar de uma vez para sempre como teu povo, para que fôssemos como que enxertados no corpo do teu Filho, e conformados dessarte ao nosso Cabeça, — ó concede que durante toda a vida nos esforcemos ao máximo para selar no coração a fé da nossa eleição; para que sejamos mais estimulados a te obedecer em verdade e que a tua glória se manifeste também por nosso intermédio; para que nos empenhemos em trazer aqueles a quem escolheste juntamente conosco, e assim te exaltemos unânimes como o Autor da nossa salvação e te glorifiquemos pela tua bondade, de sorte que, havendo lançado fora e renunciado toda a confiança em nossa virtude, sejamos conduzidos a Cristo somente como a fonte da tua eleição, no qual também está firmada perante nós a certeza da nossa salvação mediante o teu evangelho, até que ao fim sejamos reunidos a ele na glória eterna que adquiriste para nós com o seu próprio sangue. Amém.

João Calvino

Fonte: Devotions and prayers of John Calvin, 52 one-page devotions with selected payers on facing pages. Org. Charles E. Edwards. Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 112 e 113. Tradução: Marcos Vasconcelos, junho/2010.

Às ordens do Senhor

O restante de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho do SENHOR, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem depende dos filhos de homens (Miquéias 5:7- ARA).

Se esta afirmativa é verdadeira a respeito do Israel literal, muito mais verdadeira ela é a respeito do Israel espiritual, o povo que crê no Senhor. Quando os santos são aquilo que deveriam ser, eles se tornam uma bênção incalculável para aqueles entre os quais são colocados.

Eles são como o orvalho, pois, de maneira silenciosa e discreta, refrescam os que estão ao seu redor. Em silêncio, mas com eficácia, eles ministram às vidas, à maturidade e à alegria dos que vivem com eles. Descendo em frescor dos céus, brilhando como diamantes ao sol, homens e mulheres graciosos auxiliam os fracos e insignificantes, até que cada folha de grama receba sua gota de orvalho. Embora sejam fracos como indivíduos, eles, unidos, são todo-suficientes para os propósitos de amor que o Senhor cumpre através deles. Gotas de orvalho realizam o refrescamento de imensas áreas de solo. Ó Senhor, faze-nos como o orvalho!

Os crentes são como chuvas que obedecem as ordens de Deus, sem a permissão ou o consentimento das pessoas. Eles trabalham para Deus, quer os homens desejem, quer não; eles não pedem licença às pessoas, assim como não o fazem as chuvas. Ó Senhor, impulsiona-nos a sermos ousados e espontâneos em teu serviço, onde quer que nos enviares.

Charles H. Spurgeon

Para que frutifiquemos para Deus

..meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus (Romanos 7:4 – ARA).


Quando Cristo morreu por nós, nós morremos com ele. Deus olhou para nós que cremos como quem está unido a Cristo. Sua morte por nossos pecados foi nossa morte nele. Veja o capítulo anterior. Mas o pecado não foi a única realidade que matou a Jesus e a nós. A lei de Deus também o fez. Quando quebramos a lei pelo pecado, a lei nos sentencia à morte. Se não houvesse lei, não haveria castigo. “Onde não há lei, também não há transgressão” (Rm 4.15). Mas “… tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” (Rm 3.19).

Não havia como escapar da maldição da lei. Ela era justa e nós éramos culpados. Só havia um modo de nos libertar. Alguém tinha de pagar a pena. Foi para isso que veio Jesus. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3.13).

Sendo assim, a lei de Deus não pode nos condenar se estivermos em Cristo. Seu domínio sobre nós é duplamente quebrado. Por um lado, as exigências da lei foram cumpridas por Cristo em nosso favor. Ele guardou perfeitamente a lei e isso foi creditado em nossa conta. Por outro lado, a penalidade da lei foi paga pelo sangue de Cristo.

É por isso que a Bíblia ensina claramente que estar bem com Deus não é questão de guardar a lei. “Ninguém será justificado diante dele por obras da lei” (Rm 3.20). “O homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 2.16). Não existe esperança de estar em paz com Deus por guardar a lei. A única esperança está no sangue e na justiça de Cristo, que é nossa somente pela fé. “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28).

Como, então, podemos agradar a Deus, se nos encontramos mortos para sua lei e ela não mais nos domina? A lei não é a expressão da boa e santa vontade de Deus? (Rm 7.12) A resposta bíblica é que, em vez de pertencermos à lei, que exige e condena, agora pertencemos a Cristo, que exige e concede. Anteriormente, a justiça nos era exigida do lado de fora, em letras escritas na pedra. Mas agora a justiça surge de dentro de nós como um desejo no nosso relacionamento com Cristo. Ele está presente e é real. Pelo seu Espírito ele nos auxilia em nossa fraqueza. Uma pessoa viva substituiu uma lista letal. “A letra mata, mas o espírito vivifica”‘(2Co 3.6).

Por esta razão a Bíblia diz que o novo caminho da obediência é frutificador, e não guardador da lei (Rm 7.4). Morremos para a guarda da lei para que vivamos em frutificação. O fruto cresce naturalmente na árvore. Se a árvore for boa, o fruto será bom. E a árvore, neste caso, é um relacionamento vivo no amor de Jesus Cristo. Para isto ele morreu. Agora ele nos convida a vir: “Confie em mim”. Morra para a lei, para que você produza o fruto do amor.

John Piper

A Poderosa Atração

E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo (João 12:32 – ARA).

Venham, servos do Senhor, e recebam encorajamento. Vocês temem não poder atrair pessoas para formar uma congregação; esforcem-se para pregar o Senhor crucificado, ressuscitado e assunto aos céus, pois Ele é o maior “atraidor” que já se manifestou entre os homens. Quem o atraiu a Cristo, senão Ele mesmo? O que o atrai hoje a Cristo, senão o bendito ser dEle mesmo? Se você foi atraído ao cristianismo por qualquer outra coisa, logo você será afastado dele, mas até agora Jesus o tem sustentado e há de sustentá-lo até ao fim. Porque, então, duvidar do poder de Cristo para atrair outras pessoas? Em nome de Jesus, dirija-se àqueles que até agora têm sido rebeldes e verifique se este nome não os atrai.

Nenhum tipo de pessoa está além do alcance desse poder atrativo. Novos e velhos, ricos e pobres, eruditos e ignorantes, depravados e bondosos – todos os tipos de homens sentirão esse poder atrativo. Jesus é o único instrumento de atração. Não pensemos em qualquer outro. A música não atrai as pessoas a Jesus, nem a eloqüência, nem a lógica, nem os ritos, nem o barulho. O próprio Jesus tem de atrair os homens a Ele mesmo; e, em todos os casos, somente Ele é capaz de realizar essa obra. Não sejam tentados pela charlatanice de nossos dias, mas, como obreiros do Senhor, vocês devem trabalhar à maneira do próprio Senhor e atrair os homens com as cordas dEle mesmo. Atraí-los a Cristo e por Cristo; deste modo, Cristo atrairá por intermédio de nós.

Charles H. Spurgeon

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